O projeto de expansão das linhas Rosa e Amarela do Metro do Porto vai receber um reforço no valor de 95 milhões de euros, passando assim a verba total das duas obras de 270 para 365 milhões de euros.
A decisão, tomada ontem pelo Conselho de Ministros, vai reforçar a verba do projeto de expansão das linhas Rosa (entre a Praça da Liberdade e a Casa da Música) e Amarela (entre Santo Ovídio e Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia), permitindo assim lançar um novo concurso para que as empreitadas estejam concluídas antes do final do ano de 2023.
Tal decisão deve-se ao facto de todos os sete concorrentes do concurso público, que terminou no dia 9 de março, terem apresentado valores que ultrapassavam o montante-base estipulado para as empreitadas, tendo sido necessário a empresa solicitar um reforço da verba ao Governo.
Desta forma, o valor da empreitada para a Linha Amarela, que estava avaliado em 95 milhões de euros, passa a ser de 130 milhões de euros, enquanto o da Linha Rosa, que tinha como valor-base 175 milhões de euros, se vai fixar nos 235 milhões de euros.
A extensão da Linha Amarela vai permitir construir um troço com três estações, que vão ligar Santo Ovídio a Vila d’Este, enquanto a Linha Rosa, por sua vez, vai permitir a construção de mais quatro estações, entre a Praça da Liberdade e a Casa da Música, acrescentando cerca de três quilómetros de via a cada uma das linhas.
As novas linhas do Metro do Porto vão poder acrescentar cerca de 10 milhões de novos clientes à sua rede.
CONCORRENTES PODEM APRESENTAR PROPOSTAS ATÉ 28 DE ABRIL
O Metro do Porto lançou, ontem, 31 de março, os concursos públicos para as empreitadas de construção da Linha Circular (Linha Rosa), com o preço base de 235 milhões de euros, e para a extensão da Linha Amarela desde Santo Ovídio a Vila d’Este – com o preço base de 130 milhões de euros. O prazo limite para apresentação de propostas pelos concorrentes a ambos os concursos é o dia 28 de Abril, dentro de pouco mais de um mês. Estima-se que os júris dos concursos possam propor a adjudicação das empreitadas ao Conselho de Administração da Metro do Porto ainda no primeiro semestre deste ano.
No conjunto dos dois projetos e após o reforço aprovado pelo Governo, o orçamento para a expansão da rede atinge os 407 milhões de euros. O financiamento é suportado pelo Fundo Ambiental e por fundos Europeus no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), geridos a partir do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.
Ambas as empreitadas agora postas a concurso vão decorrer entre 2020 e 2023 e incluem a construção de seis quilómetros de linha e sete estações. Os estudos relativos e esta expansão do Metro apontam para um cenário de conquista de mais de 10 milhões de novos clientes anuais, com todos os impactos ambientais positivos que daqui decorrem.
A construção da Linha Rosa, entre as estações de S. Bento e da Casa da Música, tem um prazo de execução de 42 meses, sendo o prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídio e Vila d’Este executado em 34 meses.
Com esta etapa de crescimento, o Metro vai reforçar a ligação aos hospitais, unindo os principais polos do Serviço Nacional de Saúde no centro da Área Metropolitana, passando a chegar ao Hospital de Santo António, ao Hospital Santos Silva e ao Centro Materno-Infantil (o Hospital S. João, o Hospital Pedro Hispano e o IPO são já servidos pela rede atual).
Por outro lado, aumenta a cobertura junto de instituições de ensino básico, secundário e superior, naquele que é, por excelência, o meio de transporte preferido dos jovens e dos estudantes. Entre os destinos das novas linhas estão a Escola Soares dos Reis, em Gaia, e a Escola Gomes Teixeira, no Porto. Mas está também parte do Polo Universitário do Campo Alegre, com as Faculdades de Letras, de Arquitetura e de Ciências a menos de 10 minutos a pé da futura Estação da Galiza, na Linha Rosa. Por fim, o Metro vai alcançar zonas de elevada densidade populacional, como é o caso da urbanização de Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia.
FUNCIONAMENTO EM “MODO DE SAÚDE E SEGURANÇA”
A Metro do Porto está a implementar desde o passado dia 23 de Março, uma oferta adequada à situação de Estado de Emergência vigente no país e dando cumprimento à Resolução do Conselho de Ministros.
Em consonância com a procura, atualmente limitada às necessidades de mobilidade essenciais e apenas nos casos definidos pelas autoridades, este modelo de operação é, assegurando os níveis de serviço da Metro do Porto em matéria de segurança e fiabilidade, orientado para o cumprimento das orientações de saúde pública em matéria de distância social.
A oferta é monitorizada em permanência podendo ser ajustada em função da procura registada a cada momento. O objetivo prioritário é o cumprimento das recomendações de saúde e segurança e assegurar a eficácia dos procedimentos de autoproteção por parte de todos os clientes.
DESLIGADAS MÁQUINAS DE VENDA DE TÍTULOS E VALIDAÇÃO DEIXA DE SER OBRIGATÓRIA
O Metro do Porto seguiu o exemplo da STCP e desativou a validação, bem como a venda de bilhetes. As duas operadoras estão a reforçar a desinfeção profunda dos veículos, no âmbito do combate ao coronavírus.
Desde o passado dia 18 de março, “todas as máquinas de venda de títulos e todos os validadores da rede do Metro do Porto estão desligados”, anunciou a empresa, explicando que “até indicação em contrário, o carregamento e a validação do Andante deixa de ser necessário e obrigatório”.
Texto: Metro do Porto e Porto. / EeTj
Foto (destaque): Miguel Nogueira (Porto.) e Metro do Porto.
01abr20


