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SOS Racismo – Xenofobia no “Millennium” de Moura

“Recebemos recentemente uma denúncia (ver anexo/Facebook) de elementos da comunidade cigana a afirmar que o Banco  Millennium se recusava a atender os elementos da comunidade cigana.

Durante o fim-de-semana (18/19abr20) algumas pessoas da comunidade insistiram  connosco sobre esta denúncia. Contatámos a delegação do Millennium (nº de telefone em anexo) que se recusou a responder ao SOS Racismo sobre esta situação.

Se dúvidas houvesse, face a esta atitude do Millennium, resolvemos apresentar a queixa que aqui vai em anexo.

NOTAS. 

1 – Esta denúncia segue também para a Com. Social

2 – Verificamos que o resultado da impunidade de todos os casos que, ao longo destes anos, se vão passando sobretudo neste Distrito (Beja), cujo exemplo mais grave foi o ocorrido em Stº Aleixo da Restauração (que durante 6  meses igreja, vários carros e casas de habitantes ciganos foram incendiadas, em que um cavalo foi envenenado e mensagens de morte foram aparecendo debaixo das portas de algumas casas com “direito” a serem “presenteadas” com o rebentamento de bombas que culminou com  frases a encher as paredes  brancas de Stº Aleixo e o Ministério Publico não encontrou “provas de xenofobia e racismo” – não quis ouvir, não quis ver, não quis agir…

enfim, ao contrário do que proclama); ou em Cabeça Gorda (recusa de enterrar um elemento de etnia cigana); ou  na própria cidade de Beja que, desde o infame muro (durante anos e anos a separar a comunidade cigana do resto da população) à dramática situação que está a ocorrer  hoje, agora mesmo, das centenas de pessoas a viver no Bairro das Pedreiras; ou o que ocorreu durante anos e anos (até o SOS Denunciar) em todo o distrito, em que  a GNR, obrigava a população cigana  a começar pela sua direção e a acabar no posto mais longínquo, obrigava a população cigana, quando ocorria um batizado ou casamento ou qualquer festa, a assinar um documento infame e ilegal. Podíamos estar aqui ainda falar de outros mas, não podemos terminar sem referir o que ocorreu no final do ano passado em que uma recusa por parte de bombeiros de Borba em atender uma urgência (que acabou, felizmente por se resolver em Estremoz) se transformou  numa perfeita alucinação e mentira (invasão do quartel, vandalismo, etc.) que levou a uma histeria  nacional e coletiva a que até o Presidente Marcelo não se furtou.  E isto para não falar do que ocorre com milhares e milhares de imigrantes na agricultura.

Eis o resultado de uma lei que, pretendendo substituir a Lei da Impunidade (Lei de Discriminação Racial 134/99), se transforma em uma ainda mais inoperante, e serve de escudo, além da incompetência e ignorância de todos os serviços que lidam com estas populações, a uma política racista e xenófoba!

Esta, para sermos simpáticos, demissão na luta contra o Racismo, a xenofobia, as discriminações, faz com que  outros apareçam e cresçam (o Chega foi a Borba)

Também aqui não há vácuo.

Esperemos que quando acordarem  não seja tarde.

Era muito, mesmo muito importante não dar novamente razão ao poema do Brest…”

 

Pelo SOSRacismo

José Falcão

20abr20

 

01mai20

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