A distribuição postal feita pelos CTT no concelho de Amarante está a preocupar o Grupo Parlamentar Bloco de Esquerda que, em comunicado, relevou ter “recebido várias denúncias” sobre o “atraso sistemático” desse serviço.
“Dizem os moradores que recebem cartas com 10 dias de atraso. Algumas dessas cartas – faturas da eletricidade, da água, ou de serviços de comunicação – chegam já depois de ultrapassado o prazo de pagamento das faturas. Esta situação, por se ter tornado persistente, prova que a distribuição postal não está a ser feita devidamente e está a causar grandes transtornos à população”, releva o BE.
Ainda segundo os bloquistas, “o atraso da distribuição postal está relacionada, com alegada contaminação por Covid-19 por parte de um dos carteiros do Centro de Distribuição Postal de Amarante, e por medida de precaução, os outros carteiros terem sido enviados para casa de quarentena, sobrando apenas um carteiro que não teve contacto com quem estaria contaminado por ter estado de férias”.
A verdade porém, é que a Administração dos CTT nomeou entretanto cinco carteiros, uma medida que, para o Bloco de Esquerda, “fica muito longe de solucionar o problema”. E específica, “o concelho de Amarante tem domicílios espalhados por 301.33 quilómetros”.
A Comissão de Trabalhadores dos CTT já veio considerar que este atraso na distribuição “é o resultado de um plano de contingência feito tarde e a más horas não prevendo este tipo de situações.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda “questionou, entretanto, o Governo, através do Ministro da Economia e Transição Digital se tem conhecimento desta situação e que diligências pretende o Governo tomar para garantir o urgente normal funcionamento do serviço postal no concelho de Amarante”.
Por último, refere o GP do BE,“se considera o Governo que, mantendo-se, e até acentuando-se, a degradação da prestação do serviço postal universal, a solução corretiva exigirá a recuperação pelo Estado do controlo público dos CTT, para que a plena assunção e cumprimento dos objetivos do contrato de concessão entre o Estado e os CTT possam voltar a ser cumpridos, pelo menos, em padrões semelhantes aos que existiam antes do processo de privatização.
O serviço público postal é um pilar do desenvolvimento do país, da qualidade de vida das populações e da coesão territorial. Defender o regresso dos CTT à gestão pública é pôr um ponto final neste caminho de degradação da oferta de serviços e criar instrumentos para reforçar a empresa com os trabalhadores de que necessita para voltar a fazer dos CTT um exemplo internacional de prestação de um serviço postal de excelência”.
Texto: EeTj
Foto: arquivo EeTj
01mai20