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FEIRA VIVA: NATAÇÃO “ADAPTADA” AO PERÍODO DE CONFINAMENTO VIVE “EXPERIÊNCIA EXTRAORDINÁRIA”

A mensagem “não deixar ninguém para trás” ou “ninguém fica para trás”, que mobilizou e mobiliza sinergias na sociedade, para agir nestes tempos difíceis que se vivem a Covid-19, foi também a pronta resposta assumida pela Feira Viva Natação Adaptada do Município de Santa Maria da Feira, que tem como coordenadora e treinadora Carla Cardoso, que resultou numa extraordinária experiencia vivida em período de confinamento social, para proporcionar a indispensável relação e manutenção da generalidade dos atletas, com planos de treino adaptados a esta nova realidade, cujos desafios tiveram entusiásticas respostas em função de cada caso individual, deixando cada um estes “especialistas em superação”, em vídeo, “uma mensagens para o mundo…”

 

José Lopes

(texto)

 

Sobre esta experiencia e desafios lançados aos atletas de natação adaptada, a treinadora Carla Cardoso, partilhou ao nosso jornal, que “este período de confinamento é algo que nunca foi vivido anteriormente, as famílias estão conscientes do perigo de contágio, muitas delas alarmadas pelo facto da maioria dos nadadores serem pessoas consideradas no grupo de risco”, considerando mesmo que, “a informação entra-nos pela casa a dentro de uma forma tão agressiva que muitos dos nadadores são os primeiros a recusarem sair, quando os familiares sugerem uma caminhada ou fazer exercício físico ao ar livre”.

Assim sendo, afirma esta técnica, “o acompanhamento dos nadadores é o possível”, cabendo à equipa técnica, a comunicação via “mensager” com os nadadores ou os pais, e pelo menos uma vez por semana envia, vídeos ou planos com “circuitos de exercícios de aptidão física – (com exercícios que os nadadores já realizavam durante o treino “dryland”) – para treinarem em casa consoante as suas capacidades motoras”. É ainda sugerido pelos técnicos, que, “sempre que possível, realizem o circuito sob a orientação de um dos familiares”, para que possam ser corrigidos “problemas de postura e má execução”, lembrou também Carla Cardoso.

Como admitiu ainda a treinadora principal, “as respostas a estas sugestões foram diversas. Alguns pais informaram que não conseguiram persuadir os seus filhos a realizar qualquer tipo de exercícios com a justificação que eles não são os treinadores”, enquanto outros, nadadores ou pais, enviaram vídeos dos exercícios realizados. Mas, “no início recebia vídeos a toda a hora mas agora já se sente o cansaço de estar em casa, a saudade e a falta da rotina desportiva. O importante é ter a informação dos pais que eles se mantêm ativos no dia-a-dia”.

Já sobre as provas para as quais se estariam a preparar os atletas, adiadas na sequência do confinamento social como meio profilático no combate à Covid-19, Carla Cardoso adiantou que “o calendário de provas era muito intenso neste momento. Desde o fim-de-semana de 4 e 5 de Abril teríamos provas de 15 em 15 dias (a nível nacional ou a nível internacional) até ao campeonato nacional de verão de natação adaptada em junho. Todas as provas foram canceladas pela ANCNP, pela FPN, pelo WPS e até os Jogos Paralímpicos de Tóquio foram adiados para o próximo ano”.

Ainda sobre o acompanhamento dos atletas à distância, a coordenadora deste projeto do “Feira Viva Natação Adaptada”, destaca que, “os nadadores de natação adaptada têm diferentes necessidades, o trabalho baseia-se em muita supervisão, acompanhamento físico e orientação verbal. Como tal, só aqueles nadadores em que os pais têm alguma disponibilidade, interesse e conhecimento informático é que conseguem responder às solicitações da equipa técnica”.

Quanto aos atletas que participam em competições internacionais, representando o clube ou a seleção nacional, a exemplo do Ivo Rocha, entre outros nadadores do Feira Viva, o seu acompanhamento, como refere a treinadora Carla Cardoso, a propósito dos atletas com Estatuto de Alto Rendimentos, “tiveram sempre a opção de manter a atividade e a preparação desportiva desde o estado de emergência. No caso particular do Ivo Rocha não foi possível mantermos os treinos de água, após os 15 dias de quarentena voluntária que realizamos quando descemos a 15 de março do Estágio em Altitude em Serra Nevada, pelo facto das instalações se encontrarem todas inativas. O Ivo, mesmo com a sua elevada percentagem de inatividade motora, manteve em casa o máximo de atividade física que lhe é permitida. Tranquilizamos um pouco mais após o adiamento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio para 2021”.

Os Jogos Paralímpicos que se iam realizar este ano na capital japonesa de 25 de agosto a 6 de setembro, tendo sido atribuído a Portugal, pelo Comité Paralímpico Internacional cinco quotas na modalidade de Natação, das quais, quatro correspondentes a masculinos e uma a femininos. Garante a participação do Ivo Rocha com o ranking exigido. Confirmação de vagas para “Tokyo 2020”, que tinha acabado de ser feita semana antes do confinamento e do estado emergência, de que acabou, perante a pandemia do coronavírus global, por adiar os Jogos Paralímpicos para 2021, a realizar igualmente em Tóquio.

 

Fotos: Facebook/Feira Viva

01jun20

 

 

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