Foram, no passado dia 27 de maio, abertas as propostas dos concorrentes à expansão da rede do Metro do Porto, verificando-se uma elevada concorrência, com 15 propostas em disputa pela realização deste investimento global de 365 milhões de euros. Vai agora decorrer a análise das propostas, prevendo-se que, cumprindo todos os prazos legais e após adjudicação, as obras arranquem no segundo semestre deste ano. Vêm aí mais seis quilómetros e sete novas estações de Metro, no Porto e em Vila Nova de Gaia.
Concluído ontem, 25 de Maio, o prazo de entrega de propostas, as mesmas foram abertas na manhã do passado dia 27 de maio, constatando-se a existência de seis propostas para a construção da Linha Circular (Linha Rosa), Aliados/Praça da Liberdade – Casa da Música/Boavista e de nove propostas para a empreitada de extensão da Linha Amarela desde Santo Ovídio a Vila d’Este.
Todas apresentam valores abaixo dos preços base de cada um dos concursos, ao contrário do que se havia verificado nos concursos públicos anteriores para as mesmas empreitadas (e que foram concluídos em Março deste ano).
Segue-se o trabalho de avaliação das propostas por parte dos júris de ambos os concursos, após o que será possível tomar decisões de adjudicação, celebrar contratos e arrancar com as obras.
Recorde-se que, nos anteriores concursos públicos lançados pela Metro do Porto, nenhum dos concorrentes havia apresentado propostas válidas. Em consequência, a Metro do Porto solicitou ao Governo um reforço de verba, pedido que, através de Resolução, o Conselho de Ministros aprovou, permitindo que, em tempo recorde, novos procedimentos concursais fossem lançados.
Os valores de investimento da expansão da rede do Metro são de 235 milhões de euros para a Linha Rosa e de 130 milhões de euros para o prolongamento da Linha Amarela. A Linha Rosa (Circular) integrará quatro estações e cerca de três quilómetros de via, ligando S. Bento/Praça da Liberdade à Casa da Música, servindo o Hospital de Santo António e a Praça de Galiza. Já a extensão da Linha Amarela permitirá construir um troço com três estações e cerca de três quilómetros, que ligará Santo Ovídio a Vila d’Este. As empreitadas vão decorrer entre 2020 e 2023.
CONFIANÇA EM ALTA E PROCURA A CRESCER
O desempenho do Metro do Porto na primeira quinzena após 4 de Maio, com o início da reabertura de algumas atividades económicas, revela-se francamente positivo e evidencia a gradual e progressiva retoma da confiança. Atualmente, a procura supera já o patamar das 60 mil validações diárias. O conjunto de decisões tomadas em matéria de higiene e segurança tem contribuído para que todas as regras emanadas das autoridades sanitárias venham sendo integralmente cumpridas. Por outro lado, destaca-se o civismo e o sentido de responsabilidade exemplares que os clientes do sistema demonstram.
Do balanço destas duas últimas semanas (4 a 19 de Maio), retiram-se diversas conclusões relevantes:
– A procura tem subido de forma sistemática e diariamente desde 4 de Maio;
– A 19 de Maio a procura total foi de 64.497 validações, + 45% do que a 4 de Maio;
– A procura actual representa cerca de 20% de um dia útil normal (pré-Março de 2020);
– Não há qualquer registo de problemas de sobrelotação de veículos, com a ocupação máxima a ser inferior a 75 passageiros/veículo, bem abaixo do limite de 2/3 da capacidade (150 passageiros);
– O comportamento da procura ao longo dos vários períodos horários do dia segue uma distribuição muito semelhante à do período pré-pandemia;
– A oferta actual é mais do que suficiente face à procura;
– A generalidade dos clientes cumpre com as normas de segurança em vigor.
USO MASSIVO DE MÁSCARAS
As medidas de higiene e segurança adotadas, associadas ao civismo e ao comportamento responsável demonstrado pelos clientes, resultaram no cumprimento rigoroso das regras sanitárias em vigor, quer quanto ao limite de lotação quer quanto ao distanciamento social. Confiança tem sido a palavra-chave nestes primeiros dias do “novo normal” do Metro do Porto.
Em termos gerais, são estas as principais conclusões:
– A generalidade dos clientes usa máscara. Os poucos que não cumprem com essa regra, após serem informados pelas nossas equipas, adquirem equipamentos nas máquinas de vending instaladas nas Estações (foram vendidas mais de 3.300 máscaras).
– A PSP não precisou de emitir qualquer multa por ausência de máscara.
– São raros os casos de passageiros que não apresentam título de transporte válido.
– As validações de títulos mostram um comportamento muito próximo do registado em meados de Março (o último dia com validação obrigatória e validadores ligados foi 17 de Março).
– O número médio de validações diárias está abaixo das 50 mil. Trata-se de menos de 20% do registo médio de validações em dia útil de Janeiro e Fevereiro (que foi próximo das 260 mil).
Texto e fotos: Metro do Porto / EeTj
01jun20

