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“REFORÇO” DA ESQUADRA DA CORUJEIRA AGRADA AO PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE CAMPANHÃ, MAS…

“Aumentar a presença da PSP junto da comunidade, colocando mais agentes em funções operacionais e menos em funções administrativas” foi uma das razões para o Ministério da Administração Interna (MAI) – e isto segundo a Lusa – para encerrar as esquadras das Antas e do Lagarteiro, no Porto.

Os recursos humanos e materiais destas duas esquadras serão transferidos para a da Corujeira, sem se saber ainda ao certo, quando a transferência será, por completo, realizada.

Recorde-se que, em março último, e isto na cerimónia de posse de Paula Peneda, como comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP, já o ministro responsável pelo MAI, Eduardo Cabrita, frisou que “uma resposta rápida e competente” da Polícia, “não passa por mais esquadras abertas”, e, nesse caso particular, o Porto tem “mais esquadras abertas do que Bruxelas, Madrid ou até Paris”, lembrou, então, Eduardo Cabrita.

ERNESTO SANTOS: “CAMPANHÃ É UMA FREGUESIA DE GUETOS!

Foto: Miguel Nogueira (porto.)

Relativamente a esta decisão, e tendo em conta alguns e sérios problemas de segurança na freguesia de Campanhã, Ernesto Santos, presidente da respetiva Junta, é da opinião que a concentração de equipamento e pessoal da PSP na esquadra da Corujeira, oriundos estes das Antas e do Lagarteiro, o autarca, referiu ao “Etc e tal” que “é normal que tencionem centralizar aqui os serviços, tendo em conta as obras no antigo Matadouro e as modificações que se registarão na área. Mas, a esquadra das Antas servia muito mais as freguesias do Bonfim e de Paranhos, do que propriamente a de Campanhã”.

Quanto ao Lagarteiro, o autarca referiu que “aí não funcionava uma esquadra, mas um posto de atendimento, porque, sempre que houvesse alguma anomalia, tinha que ser chamado o carro-patrulha”.

Trasfega de drogas na Praça da Corujeira é feita à descarada!

A realidade, contudo, é que, em Campanhã, a trasfega e o consumo de drogas na freguesia continua a ser uma verdadeira praga. De acordo com Ernesto Santos, “mantém-se tudo praticamente na mesma forma. Continua o tráfico de drogas! Mas, repare, que, agora, na central Praça da Corujeira o tráfico aumentou, e digo isto porque é tudo feito à descarada. Ainda há pouco, quando cheguei à Junta estavam todos por lá a discutir, e nem sei se chegaram a vias de facto”.

O presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, recorda e aplaude a “ação, recentemente, desenvolvida pela PSP e pela Polícia Municipal em Lordelo do Ouro”. Ação essa que deveria “se estender a Campanhã”, ainda que em seu, e no entender de muita gente,  “são, feitas detenções, para depois os detidos chegarem ao Tribunal e saírem em liberdade. Isto já não é um caso policial, isto é um caso de Justiça!”

“Os senhores e as senhoras juízes”, continua Ernesto Santos, “deviam ter consciência que esses marginais andam por aqui a matar crianças. Se tivessem essa sensibilidade, e os engavetassem de vez em quando, isso serviria de medida dissuasória e, com certeza, que muitos casos que acontecem dia-a-dia deixariam de acontecer. Eles começavam a sentir que a coisa dói”.

No final dessa ação em Lordelo do Ouro, Rui Moreira referiu que o Porto não pode ser uma cidade de guetos, afirmação com a qual Ernesto Santos concorda “plenamente!”.

“É claro que concordo plenamente com o que disse o senhor presidente da Câmara Municipal. Agora, o que é preciso é passar das palavras à ação. Aliás, só poderia concordar com essa ideia, porque Campanhã é uma freguesia de guetos”, concluiu Ernesto Santos.

De salientar, por último, e de acordo com o MAI, que o processo em curso, assenta na Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança, orçado em cerca de 450 milhões de euros, a investir até 2021.

 

Texto: José Gonçalves (*)

Imagem destaque: JG

Fotos: pesquisa Google

(*) com Porto.

 

01jul20

 

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