Lurdes Pereira
Fotografia é recordação, mas também é uma arte realista, é um fenómeno de unicidade, é uma valiosíssima fonte de documentação, é um lugar seguro quando não manipulada. Na sua autenticidade, uma imagem vale mais que mil palavras.
Assumiu-se pouco fã da arte da fotografia, mas o olhar deixou filtrar a sensibilidade da imagem, da beleza e da elegância que sai da lente dos amantes da câmara fotográfica. E assim aconteceu, no Museu Municipal de Resende que, no passado 6 de junho, inaugurou a exposição de fotografia “Resende – Vislumbres”. O evento contou com a presença de Garcez Trindade, presidente da Câmara Municipal de Resende e uns poucos convidados, não mais que os autores que revelaram os seus sentimentos agora em suporte de papel. O tema foi generalista, mas houve o cuidado de representar todas as freguesias através das múltiplas imagens.


Aquilo que podia resultar num mero passatempo e brincadeira de facebook resultou numa mostra de Resende sob a identidade de cada participante no intuito de desencadear o conhecimento do eterno desconhecido ou daqueles pormenores que por vezes se esvaem do olhar, à nossa passagem.
Fotógrafos, autodidatas e amantes da fotografia, num click expressaram o seu gosto, a sensibilidade da escolha, a capacidade do enquadramento bem como a estética do olhar.
O convite foi sublinhado ao aproveitar esta iniciativa como experiência piloto e desenvolve-la nas dinâmicas que ela nos pode proporcionar cuja linguagem é descodificada pela lente de cada participante porque, dentro deste formato de acesso à fotografia, “damos conta que Resende tem gente com gosto e gente com sensibilidade artística”.





O lugar da arte ficou por estas terras de D. Egas quando o Município convidou amantes da imagem, naturais ou residentes e resolveu delegar a responsabilidade de impressão de todos os originais divididos pelos três fotógrafos profissionais com estabelecimento aberto no concelho, Marcos Rodrigues, Daniel Veiga e Emanuel Almeida, respectivamente.




Cada registo tem a sua história natural ou patrimonial numa geografia que sobrevoa desde o azul do céu, lá no alto da serra, à frescura das margens do rio que contornam a imponência genuína dos nossos vales.
Onde não há vencedores nem vencidos todos vislumbramos nesta encosta de Montemuro – Resende. Por isso, se vier para estas bandas, até 2 de Agosto, “Visite a exposição e descubra Resende pela lente das suas gentes”, é um convite da autarquia.
Fotos: Lurdes Pereira (LP) e Marco Rodrigues (MR)
01jul20