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“Podemos Ajudar…”- Mensagem simbolicamente correspondida na Escola EB António Dias Simões

Ao longo de cada ano letivo, com maior ou menor envolvimento das comunidades escolares e educativas, são desenvolvidos vários projetos com predominância nas temáticas ambientais, ecológicas ou solidárias, que ganham forma, tanto no âmbito coletivo das turmas, como através da iniciativa de grupos de alunos, que dinamizam projetos em meio escolar, procurando sensibilizar e mobilizar os vários elementos da comunidade escolar, em torno de movimentos e causas fundamentais para o Planeta e a Humanidade.

Mensagens, que neste ano letivo, marcado pela pandemia Covid-19, ganharam particular relevância, a exemplo da que aqui se partilha, lançada por dois alunos da turma 6.º A, da EB António Dias Simões, em Ovar, sob o lema “Podemos Ajudar a Salvar o Planeta”. Que, mesmo não podendo ser vivenciada por toda a comunidade escolar presencialmente, devido à quarentena, ficou simbolicamente assinalada no final do ano letivo 2019/20 com envolvimento solidário que aqui se regista.

No início deste ano letivo, que viria a terminar de forma atípica, a necessidade urgente de salvar o Planeta, mais uma vez era assumida em mãos pelos jovens em manifestações globais e greves climáticas estudantis, que alertavam, “Não há Planeta B”. Diferentes dinâmicas de consciencialização e sensibilização dos jovens para a defesa do meio ambiente, que despertadas pedagogicamente em meio escolar, no caso da EB (2º ciclo) António Dias Simões com o galardão ambiental “Bandeira Verde”, resultariam em múltiplas atividades e iniciativas propostas coletivamente por turma ou em grupo de alunos com dinâmicas autónomas, como esta experiência dinamizada pela Mariana Rosas e Mateus Poças (6.º A), com a mensagem “Podemos Ajudar a Salvar o Planeta”.

A esta mensagem ilustrada por imagens que se tornaram ícones de um Planeta a agonizar de tanta poluição, estes jovens alunos deixaram ainda apelos, como: “Para um bem maior cuide melhor do Planeta” ou “Para um Mundo melhor podemos poluir menos”. Enquanto através de cartazes por si elaborados e colocados na Escola, informavam também, que, durante três dias da semana, “se quiser juntar-se ao movimento encontre-nos na sala C2”.

Perante a genuína mensagem ambiental e ecológica lançada pela dupla de alunos do 6.º A, dirigida essencialmente aos colegas da sua escola. O desafio também não passou despercebido junto de profissionais assistentes operacionais da educação, que, como elementos da comunidade escolar diariamente mais próximos dos alunos fora da sala de aula, e independentemente da adesão manifestada a tal projeto de sensibilização durante este ano letivo, assumiram ainda antes do confinamento social, aderir ao apelo dos referidos alunos, contribuindo mesmo que simbolicamente, através da recolha de tampinhas de plástico no espaço escolar, para corresponder ao essencial do espirito da mensagem “Podemos Ajudar”.

O resultado da recolha de tampinhas, no final de um ano letivo interrompido presencialmente desde 16 de março, foi deixado ao critério dos alunos dinamizadores do projeto, Mariana e Mateus com colaboração da Diretora de Turma do 6º A, professora Augusta Pinto, a quem foi dada a responsabilidade de encontrarem o destino solidário a dar ao material recolhido (cerca de duas dezenas de garrafões de tampinhas), procurando assim, igualmente surpreender os próprios alunos, sobre os efeitos práticos da sua mensagem “Podemos Ajudar”, que tinham deixado a germinar no seio da comunidade escolar, despertando solidariedade e cidadania.

Obtido o necessário consenso entre este grupo de alunos, sobre as suas pesquisas relativas a causas solidárias que envolvessem a recolha de tampinhas plásticas, a sua decisão para a entrega da simbólica recolha de tampinhas de plástico, recolhida pelos assistentes operacionais da sua escola, recaiu então sobre a campanha de solidariedade “Salvador e o Autismo”. Uma campanha que vem tendo a adesão da EB1 do Carregal, também da rede escolar do Agrupamento de Escolas de Ovar, como ponto de recolha dos vários tipos de materiais para reciclagem (tampinhas, cápsulas de café de plástico, rolhas de cortiça, caricas ou outras embalagens de plástico).

Estes diferentes materiais, destinam-se a ajudar a financiar as caras terapias, como equoterapia e terapia da fala, fundamentais para a qualidade de vida e progressos no desenvolvimento do Salvador, uma criança com 6 anos de idade, a quem foi diagnosticado Autismo. Residente na Freguesia de UL, Oliveira de Azeméis, o Salvador não fala, mas o trabalho técnico desenvolvido, a sua determinação, força e coragem, com muita alegria e simpatia que faz contagiar a adesão para iniciativas de solidariedade como uma ativa rede de pontos de recolha. São uma extraordinária corrente de esperança, apoiada por exemplos como o da comunidade escolar da EB1 do Carregal, em que o Mateus Poças no dia 10 de julho, entregou as tampinhas recolhidas na escola EB (2.º ciclo) António Dias Simões em nome na mensagem “Podemos Ajudar a Salvar o Planeta”, sendo ainda mais solidário.

 

Texto e fotos: José Lopes

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