Desde de 2018 que o troço do IC16 entre os nós de Santo Elói e A-da-Beja, no sentido Pontinha-Belas, em Lisboa, onde ocorreu um abatimento de terras no ano 2018, se encontra condicionado.
Vítor Lagarto (*)
(texto e fotos)
A intervenção diz respeito à substituição da passagem hidráulica existente ao quilómetro 2,9. São, assim, cerca de 800 Metros com condicionamento.
Com tudo, os automobilistas ainda continuam à espera que reabram as outras duas faixas, uma vez que neste sentido Pontinha/Belas tem 3 faixas de rodagem e só se circula numa, ou seja, no sentido Pontinha-Belas, o que tem vindo a originar problemas de trânsito.
Em comunicado a Infraestruturas de Portugal (IP) refere que a obra tem “um preço base de 850 mil euros” e… um prazo de execução estimado de 170 dias.
Pelas nossas contas, 170 dias não são dois anos.
(*)Correspondente em Lisboa “Etc e Tal jornal”
ESCLARECIMENTO DA INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL
Entretanto, recebemos da “Infraestruturas de Portugal” o seguinte esclarecimento
“Relativamente à peça publicada com data de hoje jornal Etc & Tal com o titulo “Obras no “IC-16” condicionam o trânsito há dois anos, mas o prazo para a execução da obra era de 170 dias!” a Infraestruturas de Portugal (IP) esclarece o seguinte:
Em dezembro de 2018, após ter sido detetado o abatimento do piso ao quilómetro 2,9 do IC16, no sentido Pontinha / Belas e como medida cautelar de segurança dos automobilistas, A IP procedeu ao condicionamento da circulação no troço entre o Nó de Santo Elói e o Nó de A-da-Beja.
De imediato e em articulação com o LNEC, foram realizados trabalhos de avaliação ao local e iniciados trabalhos de estabilização, acompanhado de um reforço da monitorização da estrutura.
Estas intervenções foram permitindo a reposição gradual de grande parte das vias de circulação e em boas condições de segurança.
A reposição integral das condições de mobilidade rodoviária no IC16 apenas pode ser garantida com a concretização da empreitada definitiva.
Com este objetivo foram elaborados os estudos e a monitorização do local para, por um lado, apurar com rigor as razões que levaram a esta ocorrência e, por outro, quais as soluções mais adequadas a adotar a fim de proceder à necessária reparação.
Definida a solução a implementar, foi elaborado um projeto de execução. Concluída esta fase teve inicio a elaboração do processo de lançamento de concurso público, que cumpriu todos os procedimentos e prazos definidos pelo Código dos Contratos Públicos (CCP).
O concurso publico para a contratação da empreitada de substituição da Passagem Hidráulica existente ao quilómetro 2,9, foi publicado em Diário da República em outubro do ano passado, com um preço base de 850 mil euros e um prazo de execução estimado de 170 dias.
A empreitada a desenvolver envolve, entre outros, os seguintes trabalhos:
– Substituição da Passagem Hidráulica existente por uma estrutura do tipo “Box-Culvert”
– trabalhos de terraplanagem
– Pavimentação
– Reconstrução do sistema de drenagem da via
– Reposição dos equipamentos de segurança e de sinalização
– Colocação do separador central
– Construção do canal técnico rodoviário
Será também efetuada uma intervenção de correção e estabilização dos taludes na zona confluente com a nova Passagem Hidráulica.
Esta empreitada foi consignada no dia 25 de maio, envolve um investimento de cerca de 775 mil euros, e estará concluída no decorrer do mês de outubro deste ano.
Com os melhores cumprimentos,
Pedro Ramos
Assessoria de Imprensa
Direção de Comunicação e Imagem”
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