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CÂMARA DO PORTO REVOLTADA COM A UEFA POR TER CANCELADO “SUPERTAÇA EUROPEIA” NA INVICTA SEM A INFORMAR E INVOCANDO PANDEMIA NA CIDADE COMO ARGUMENTO

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, escreveu à UEFA manifestando “surpresa e consternação” por ter tido conhecimento, através da comunicação social, que o Comité Executivo da UEFA decidiu, unilateralmente, que a cidade do Porto já não seria o local para a realização do evento 2020 UEFA SUPER CUP, tendo invocado a pandemia como argumento, ao dia 17 de junho. O Executivo Municipal está “solidário” com a posição de Rui Moreira e subscreve a missiva, que exige a reparação dos prejuízos causados pela decisão, altamente lesiva para a imagem externa da cidade do Porto.

Todos de acordo que “a cidade do Porto foi muito maltratada” e que a “mentira” invocada pela UEFA para sustentar o rompimento de um acordo estabelecido há mais de dois anos com o Município do Porto não pode passar em claro, tanto mais que a cidade, parte interessada, não foi sequer informada da decisão de transferir a Supertaça Europeia 2020 para Budapeste.

ILDA FIGUEIREDO: “É UMA DISCRIMINAÇÃO CLARA DA CIDADE DO PORTO POR PARTE DE TODOS

Foto: Arquivo EeTj

Foi Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, quem trouxe o assunto à reunião de Câmara do passado dia 21 de setembro, pois sentiu necessidade de comentar a carta que Rui Moreira enviou à UEFA, a 16 de setembro, e sobre a qual o autarca deu conhecimento ao Executivo.

“Creio que vale a pena que isto fique em ata. É inadmissível que uma posição destas tenha sido tomada, de anular a 2020 UEFA SUPER CUP sem prévia audição da Câmara e sem que a cidade do Porto tenha sido defendida por outros que defenderam outras cidades, como a cidade de Lisboa” para outras competições, afirmou. “É uma discriminação clara da cidade do Porto por parte de todos”, continuou Ilda Figueiredo, lamentando que tanto o Primeiro-Ministro e Presidente da República, que apoiaram a realização em Lisboa da UEFA Champions League, não tenham tido a mesma atenção com o Porto.

Rui Moreira recuou um pouco no tempo para explicar que a realização da competição desportiva na cidade estava acertada há alguns anos, no âmbito do acordo estabelecido para organização da Liga das Nações. A competição, avaliou, “correu bem e Portugal até ganhou”, tendo o evento merecido “reconhecido sucesso e distinção por parte das entidades envolvidas”, nomeadamente UEFA, Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e o Município de Guimarães.

“Estávamos portanto nós convencidos de que este ano iríamos organizar em agosto [a Supertaça Europeia], mas se não fosse possível, por causa dos calendários internacionais, em setembro ou outubro que ela se viesse a realizar”, acrescentou.

Entretanto, ainda no primeiro semestre de 2020, Portugal candidata Lisboa à realização da Final da Liga dos Campeões. “Coisa que a nós não nos dizia respeito nem nos tínhamos de pronunciar sobre ela”, continuou o presidente da Câmara do Porto. “O que já não me parecia razoável é que, como moeda de troca, sem que tivéssemos sido ouvidos pela UEFA ou informados pela Federação, por causa da Final da Liga dos Campeões em Lisboa, a Supertaça já não pudesse ser no Porto. E ainda me disseram que se calhar agora só em 2023”, declarou Rui Moreira.

 

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Foto (destaque): Miguel Nogueira (Porto.)

01out20

 

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