O Município de Braga investiu cerca de 700 mil euros na aquisição de dois mil equipamentos informáticos para as escolas e para apoio aos alunos mais carenciados do Concelho. O anúncio foi feito ontem por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante um encontro com os diretores de Agrupamentos de Escolas que serviu para avaliar o arranque do ano lectivo. Nesta reunião, o Autarca adiantou ainda que as escolas serão reforçadas no imediato com mais 75 funcionários.
Relativamente aos equipamentos informáticos e ao acesso à internet, Ricardo Rio lembrou que, em Maio, o Município de Braga procurou responder às necessidades sentidas pelas escolas e pelos alunos. “Foi por isso que desencadeámos um procedimento de contratação de cerca de dois mil equipamentos informáticos que já estão disponíveis e serão disponibilizados às escolas para reforço do equipamento ou para serem cedidos a título de empréstimo aos alunos mais carenciados e que não disponham desse tipo de material, caso o ensino à distância volte a ser adotado”, explicou o Autarca. Ricardo Rio sublinhou que este não se trata de um projeto financiado, visto que o Governo apenas deixou uma comparticipação residual para as CIM para esta iniciativa, o que levou a um investimento financeiro substancial por parte do Município na aquisição destes equipamentos.
“Ao mesmo tempo, o Governo diz estar a adquirir equipamentos para apoio aos alunos carenciados. Aguardamos com expectativa a data em que esses equipamentos chegarão às escolas”, lamentou.
Esta reunião serviu para fazer um ponto de situação do arranque do ano letivo e para identificar imprevistos resultantes do atual contexto de pandemia, nomeadamente a falta recursos humanos relacionada com baixas médicas e com possíveis casos de infeção. “Enquanto se aguarda a conclusão do concurso para a criação de uma nova bolsa de recrutamento de assistentes operacionais para atividades de ação educativa, o Município diligenciou, junto do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) a disponibilização imediata de mais 75 funcionários no âmbito dos Contratos Emprego-Inserção (CEI). Estes funcionários serão agora distribuídos pelos diversos Agrupamentos do Concelho”, referiu Ricardo Rio.
Em paralelo, este encontro serviu também para dar nota das várias intervenções que estão a ser executadas em diversos equipamentos escolares, cujo investimento ascende a 10 milhões de euros. “Desde os grandes projectos até às obras de média intervenção, este investimento visa dotar o parque escolar do Concelho de melhores condições. No entanto, também articulamos com os Agrupamentos e com cada uma das escolas os meios para acorrer à necessidade de gestão dos espaços e de promover o distanciamento dos alunos durante este tempo de pandemia”, concluiu Ricardo Rio.
“EIXO ATLÂNTICO” APOSTA NA COOPERAÇÃO INSTITUCIONAL E NA LIGAÇÃO À SOCIEDADE COM VISTA À RECUPERAÇÃO PÓS-PANDEMIA
Mais colaboração regional e institucional entre os poderes públicos e maior ligação aos agentes da sociedade civil. Este foi um dos motes resultantes da conferência que juntou, em Pontevedra, na Galiza, um grupo de especialistas e autarcas de 31 municípios da associação transfronteiriça do Eixo Atlântico, para debaterem a recuperação económica e social em toda a Euro-região no pós-pandemia Covid-19.
Com o objetivo de discutir estratégias, tendo em conta os interesses da Euro-região do Norte de Portugal e da Galiza, neste encontro foram debatidas as políticas a desenvolver, no quadro do processo de reconstrução para superar a crise causada pela pandemia, bem como para fortalecer a resiliência das cidades para prevenir os efeitos de futuras crises que possam ocorrer.
“Neste encontro ficou bem patente a importância da colaboração e partilha de responsabilidades entre poderes públicos a nível local, de cooperação institucional e de envolvimento de todos os agentes da nossa sociedade para podermos potenciar modelos de desenvolvimento mais sustentados, assentes na inovação e, ao mesmo tempo, de envolvimento e de abertura à participação dos cidadãos”, referiu Ricardo Rio, presidente do Eixo Atlântico e da Câmara Municipal de Braga.
Durante a conferência, foram abordados os desafios com que as autarquias se deparam para lá das dificuldades que a pandemia vai colocando. “Há hoje um conjunto de desafios que temos pela frente e que muitas vezes não são legitimadas pela população porque não respondem a uma necessidade sentida pelos cidadãos e isso leva-nos a ter que partilhar responsabilidades e a envolver toda a sociedade civil na formatação dessas opções”, começou por explicar Ricardo Rio, sublinhando que “existe uma necessidade de otimizar a gestão de recursos ao criar condições e dar espaço para que apareçam outros agentes que não as autarquias a apresentarem soluções” que correspondam às necessidades dos territórios e dos cidadãos. “Se existir essa colaboração haverá uma maior capacitação da administração pública”, defendeu o presidente do Eixo Atlântico.
Com os olhos postos no futuro, Ricardo Rio lembrou que mais dos que os investimentos, “é preciso apostar em diferentes formas de criação de novas políticas urbanas que respondam aos desafios atuais de forma a estimular a competitividade e a inovação, criando melhores condições para o desenvolvimento territorial”.
O Autarca Bracarense lembrou que, na gestão da pandemia, os municípios têm desempenhado um papel decisivo ao manter os serviços em funcionamento e a garantir os serviços sociais essenciais à população. Um dado que transversal a todos os municípios que compõem a associação transfronteiriça e que deve servir de mote para uma colaboração cada vez mais intensa no pós-pandemia Covid-19.
“Todos nós acreditamos numa Euro-região sem fronteiras, assente num modelo de contínua e intensa colaboração e essa será a melhor maneira de atingirmos dois objectivos que nos são muito caros: aproveitar em pleno todo o nosso potencial e assegurar que não teremos uma Euro-região a diferentes velocidades, sejam elas entre o litoral e o interior ou entre os meios urbanos e os meios rurais, tendo ainda em conta a coesão social”, concluiu Ricardo Rio.
Os resultados desta conferência servirão agora de base para um documento que o Eixo Atlântico irá apresentar aos governos de Portugal e Espanha, bem como à Xunta de Galicia, para serem incluídos nas políticas de recuperação, tanto a nível de gestão política como a nível de financiamento. Ao mesmo tempo, servirá de guia para matérias da competência dos municípios para serem delineadas soluções conjuntas e complementares, evitando a dispersão, a duplicação, promovendo a cooperação.
CEDÊNCIA DE TERRENOS VIABILIZA PROJETO PARA A PRAIA FLUVIAL DO CAVADINHO
O Município de Braga assinou, recentemente, a escritura do direito de superfície de duas parcelas de terreno na Freguesia de Crespos, que vão servir para a concretização do projeto da Praia Fluvial do Cavadinho.
Os terrenos junto às margens do rio Cávado foram cedidos por um período de 25 anos por Natália Rocha, residente naquela Freguesia.
A Autarquia Bracarense prevê um investimento superior a 400 mil euros num projeto que vai permitir preservar a natureza do local e valorizar todo o espaço de forma a ser fruído pela população.
Agradecendo a ‘atitude benemérita’ da proprietária, Ricardo Rio referiu que este será um projeto que vai beneficiar todo o Concelho. “Braga vai ganhar mais uma praia fluvial de referência. Há muito que a qualidade da água desta praia é reconhecida, mas, apesar de atualmente ser frequentada por muitos banhistas, faltam as infra-estruturas necessárias para uma utilização com todas as condições de conforto e segurança”, referiu o Autarca Bracarense durante a assinatura da escritura, que contou com a presença do presidente da União de Freguesias de Crespos e Pousada, José Correia.
Com condições naturais únicas, a Praia Fluvial do Cavadinho tem sido classificada pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza com o ‘Galardão de Qualidade Ouro’. Ao longo dos últimos anos, o Município tem efetuado várias intervenções com o objetivo de proporcionar as melhores condições aos seus utilizadores. O projeto final está em fase de conclusão e agora, com a cedência dos terrenos, será lançado o concurso para a execução da obra.
PROJETO “RED MAY” IRÁ PERCORRER TODAS AS FREGUESIAS DO CONCELHO
O Município de Braga vai dar continuidade ao projeto Red May, que centra a sua atividade no apoio personalizado de prevenção de demências. Dirigido a pessoas com mais de 55 anos de idade, resulta em ações gratuitas que proporcionam serviços sociais (atendimento social, mediação com os serviços/respostas sociais), de enfermagem (aconselhamento e rastreios), de neuropsicologia (avaliação e estimulação cognitiva) e de psicomotricidade (estimulação funcional).
Este projeto decorrerá até 09 de Setembro 2021 e percorrerá todas as freguesias do Concelho.
As ações serão realizadas em parceria com as Juntas de Freguesia, disponibilizando-se uma equipa técnica de profissionais composta por uma assistente social, enfermeira e neuropsicóloga responsáveis pela execução de cada uma das ações acima enunciadas.
Incluem-se nestes serviços diversas outras ações, tais como sessões de relaxamento, pintura, leitura de jornais e revistas, teatro, jogos, danças e cantares, visitas domiciliárias, ações de sensibilização/informação, acesso às novas tecnologias de forma mais interativa e divulgação de serviços e medidas promovidas pelo Município de Braga.
A referida equipa técnica permanecerá em cada freguesia durante sete dias úteis para o desenvolvimento das atividades referidas, com um horário de atendimento ao público das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
O Red May é um projecto europeu de cooperação entre o Município de Braga, a Junta da Galiza e a Universidade de Vigo.
Em 2019, decorreu numa unidade móvel que percorreu 15 freguesias, de Junho a Dezembro. Os impactos gerados traduziram-se em 2.224 atendimentos realizados e 2.124 beneficiários. Dado o sucesso do projecto no ano transacto o Município decidiu dar continuidade ao mesmo.
O programa segue a seguinte calendarização:
2020
Merelim S. Paio, Panoias e Parada de Tibães – 02/10 a 12/10
Merelim S. Pedro e Frossos – 13/10 a 21/10
Real, Dume e Semelhe – 22/10 a 30/10
Palmeira – 02/11 a 10/11
Adaúfe – 11/11 a 19/11
Stª. Lucrécia de Algeriz e Navarra – 20/11 a 30/11
Crespos e Pousada – 01/12 a 09/12
Este S. Pedro e Este S. Mamede – 10/12 a 18/12
Pedralva – 21/12 a 29/12
2021
Sobreposta – 30/12 a 07/01
Espinho – 10/01 a 18/01
Nogueiró e Tenões – 19/01 a 27/01
Gualtar – 28/01 a 05/02
Victor – 08/02 a 16/02
Vicente – 17/02 a 25/02
José de S. Lázaro e S. João do Souto – 26/02 a 08/03
Maximinos, Sé e Cividade – 09/03 a 17/03
Ferreiros e Gondizalves – 18/03 a 26/03
Lomar e Arcos – 29/03 a 06/04
Nogueira, Fraião e Lamaçães – 07/04 a 15/04
Esporões – 16/04 a 26/04
Morreira e Trandeiras – 27/04 a 05/05
Escudeiros, Penso S. Estevão, Penso S. Vicente – 06/05 a 14/05
Lamas – 17/05 a 25/05
Figueiredo – 26/05 a 03/06
Guisande e Oliveira São Pedro – 04/06 a 14/06
Celeirós, Aveleda e Vimieiro – 15/06 a 23/06
Sequeira – 24/06 a 02/07
Cabreiros e Passos São Julião – 05/07 a 13/07
Tadim – 14/07 a 22/07
Vilaça e Fradelos – 23/07 a 02/08
Priscos – 03/08 a 11/08
Tebosa – 12/08 a 20/08
Ruílhe – 23/08 a 31/08
Arentim e Cunha – 01/09 a 09/09
RICARDO RIO ABORDOU ESTRATÉGIA DE NEUTRALIDADE CARBÓNICA DE BRAGA ATÉ 2030 NA “NORDIC EDGE EXPO”
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, é um dos oradores da sexta edição da Nordic Edge Expo, o mais importante evento sobre cidades inteligentes do Norte da Europa, que este ano acontece digitalmente. O evento é transmitido a partir de vários palcos em toda a Europa, ao mesmo tempo que permite sessões paralelas e networking.
O Autarca Bracarense participou num painel destinado a cidades europeias que estabeleceram o objetivo de atingiram a neutralidade carbónica até 2030, na qual também se incluíram representantes de Stavanger (Noruega), Turku (Finlândia), Košice (Eslováquia) e Pamplona (Espanha).
“A sustentabilidade é uma questão crucial que temos assumido como prioridade da nossa atuação, tão importante como o desenvolvimento económico, a dinamização cultural ou as políticas sociais que implementamos. Acreditamos que o futuro da cidade e a qualidade de vida dos nossos cidadãos está diretamente ligada ao desenvolvimento sustentável da cidade no seu todo”, referiu.
De acordo com o Edil, a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Braga, elaborada em 2016, apresenta várias iniciativas ligadas à eficiência energética e mobilidade sustentável, dois domínios que elencou como essenciais numa perspetiva de futuro. “Temos investido em fontes de energia limpas e muitos dos serviços municipais são já alimentados por energia solar. Em termos de mobilidade, temos desenvolvido projetos que visam dar prioridade aos peões, modos suaves e transportes públicos, sendo que 30% da nossa frota de autocarros é constituída por veículos elétricos ou movidos a gás natural”, disse.
Por fim, Ricardo Rio lembrou que, no contexto da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, o Município tem trabalhado em total sintonia com os agentes locais (empresas, universidades, start-ups, centros de investigação e desenvolvimento, etc.) e a comunidade. “A colaboração entre instituições e cidadãos é crucial para se preparar uma abordagem consistente a estes assuntos e todos estarem comprometidos com as metas propostas. Estamos a trabalhar para construir uma cidade inteligente e inovadora, alinhada com as preocupações ambientais e medidas que temos de seguir para garantir a neutralidade carbónica”, sublinhou.
A este propósito, o Autarca assumiu que Braga quer estar no grupo de cidades europeias que pretendem demonstrar a possibilidade de atingir a neutralidade carbónica até 2030, objetivo para o qual considera crucial a concretização de projetos que moldem de raiz o território como verdadeiras cidades da inovação e conhecimento.
A Nordic Edge Conference conta com palestras, workshops interativos, eventos de networking e uma exposição digital, explorando as oportunidades e desafios para as Cidades se tornarem neutras para o clima até 2030.
CAMPO DE FUTEBOL E PARQUE DE LAZER NASCEM EM GUALTAR
O Município de Braga e a Universidade do Minho assinaram, no passadod dia 07 de setembri, no edifício gnration, um protocolo de colaboração que prevê a cedência da utilização dos terrenos do antigo campo de jogos de Gualtar, situados junto ao Hospital de Braga.
Nestes cerca de 40 hectares, que estão na posse da Universidade, o Município de Braga irá criar um novo parque desportivo e de lazer, num investimento de cerca de dois milhões de euros.
O projeco inclui a requalificação integral do campo de jogos existente e a criação de uma rede de percursos pedestres. O parque desportivo e de lazer deverá estar concluído até ao final do primeiro trimestre de 2022, ficando ambas as valências abertas à fruição do público em geral.
Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, este projeto vai disponibilizar à população mais um local de excelência para a prática desportiva, formal e informal. “Este novo polo desportivo vem melhorar a oferta existente e contribuir para a requalificação de um espaço que neste momento se encontra inativo, apoiando as coletividades da Freguesia e das Freguesias vizinhas, além do próprio Desporto Universitário”, refere Ricardo Rio, adiantando que serão ainda criados “circuitos de circulação pedonal que incentivem a fruição do espaço e o desenvolvimento do lazer e recreio na envolvente do Campus Universitário”.
A autarquia Bracarense ficará responsável pelo desenvolvimento do projeto de reabilitação e manutenção do campo de futebol (55mx90m), construção de bancada com 400 lugares e dos balneários.
Ao Município de Braga caberá ainda a responsabilidade de colocação da iluminação, realização de trabalhos de drenagem e abastecimento de água, beneficiação e manutenção da rede de percursos pedonais e a beneficiação e manutenção das diversas clareiras e das cinco portas de entrada no parque. O projeto inclui igualmente uma intervenção na Rua Maria Delfina Gomes, a reformulação de passeios e a criação de novos lugares de estacionamento.
Por seu turno, a Universidade do Minho ficará responsável pelo desenvolvimento do projeto de arquitetura da intervenção global (à exceção do campo de futebol, bancadas e balneários), pela reflorestação arbórea, manutenção dos espaços verdes, instalação de sistema de videovigilância, nos termos legalmente permitidos, nos circuitos pedonais e clareiras.
Na ótica da Universidade do Minho, este projeto vem criar condições de bem-estar nos seus campi, constituindo também uma oportunidade de interação com a sociedade, através de parcerias para o desenvolvimento social da região em que se insere.
Textos e fotos: Câmara Municipal de Braga / Etc e Tal jornal
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