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CDS quer a abertura de um Serviço de Urgência no Hospital Dr. Francisco Zagalo

Através de um projeto de resolução cujo primeiro subscritor é o deputado João Pinho de Almeida, o CDS quer que a Assembleia da República recomende ao Governo a abertura de um Serviço de Urgência no Hospital Dr. Francisco Zagalo, ou de um serviço de saúde alargado para casos urgentes nesta unidade de saúde, e o reforço de profissionais de saúde em número necessário para que esta valência do Hospital Dr. Francisco Zagalo possa funcionar em pleno.

O Hospital Dr. Francisco Zagalo, em Ovar, não está integrado em nenhum Centro Hospitalar ou Unidade Local de Saúde, o que, ao longo dos tempos, tem levantado incertezas relativamente ao funcionamento e ao futuro da Unidade, dúvidas essas que frequentemente geram um clima de insegurança junto da população.

Considerado como um hospital de excelência, com vários dos seus serviços reconhecidos, esta Unidade presta um serviço incomparável de proximidade à população de Ovar e áreas limítrofes dos concelhos vizinhos. Um dos problemas do Hospital Dr. Francisco Zagalo, que se vem arrastando no tempo, é a falta de um Serviço de Urgência Básico (SUB).

À semelhança do que aconteceu noutras zonas do país, em 2007 o Hospital Dr. Francisco Zagalo viu encerrado o seu Serviço de Urgência, obrigando a que, desde então, a população recorra às urgências de hospitais de concelhos vizinhos, como é exemplo o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, com todos os constrangimentos que isso acarreta em tempo, custos e comodidade, em particular para a população mais envelhecida.

O Hospital Dr. Francisco Zagalo serve um concelho com mais de 55.000 habitantes, ao qual acresce o facto de esta ser uma região com risco de trauma e risco industrial elevado, uma vez que conta com um polo industrial variado que inclui um grande número de empresas, muitas delas indústrias de alto risco, não se podendo também ignorar a grande sinistralidade rodoviária registada nas estradas desta área geográfica. Relativamente à mobilidade sazonal da população, a região de Aveiro conta com um polo universitário com cerca de quinze mil estudantes, bem como um polo turístico especialmente relevante.

A estes fatores acresce a sazonalidade, com o aumento significativo da população durante o verão, já que o Hospital Dr. Francisco Zagalo é a unidade de saúde de referência quer para as praias de Ovar – Esmoriz, Cortegaça, Maceda, Furadouro e Torrão do Lameiro –, quer para a Torreira e S. Jacinto.

Há várias promessas do Governo de abertura de um atendimento que possa permitir a prestação de um serviço de saúde alargado para casos urgentes, em Ovar.

O CDS considera que é de facto importante que o Hospital Dr. Francisco Zagalo possa dar resposta aos utentes com pequenas urgências, evitando assim não só a sobrecarga do SU do Hospital de São Sebastião, mas, e sobretudo, acentuando a sua característica de hospital de proximidade.

CDS VOLTA A QUESTIONAR MINISTRA SOBRE RASTREIO DO CANCRO DA MAM NA REGIÃO NORTE

Os deputados do CDS-PP Ana Rita Bessa, Telmo Correia, Cecília Meireles e João Pinho de Almeida voltaram a questionar a Ministra da Saúde sobre o atraso no recomeço do rastreio do cancro da mama na região norte.

Em três questões, Ana Rita Bessa, Telmo Correia, Cecília Meireles e João Pinho de Almeida querem que a ministra confirme que a justificação para o atraso na formalização do acordo entre a Administração Regional de Saúde do Norte e Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte é ‘apenas’ a aprovação do orçamento em Conselho de Ministros e, se sim, qual o motivo para que a aprovação, numa matéria tão importante, ainda não tenha sido dada, e também quando recomeçarão os rastreios nesta região.

Já a 8 de agosto, e até agora sem resposta, os deputados tinham questionado a ministra no sentido de saber “1) Qual a justificação para o atraso na formalização do acordo entre a Administração Regional de Saúde do Norte e Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte, e 2) Quando recomeçarão os rastreios nesta região”.

À data, estavam por fazer milhares de exames vitais para detetar este cancro numa população alvo de aproximadamente 630 mil mulheres, e não havia quaisquer explicações sobre o motivo do atraso na formalização do acordo entre a ARSN e a LPCC.

Na altura da suspensão do rastreio, em março, o núcleo regional do norte da LPCC rastreava os concelhos de Braga, Felgueiras, Guimarães, Marco de Canaveses, Matosinhos, Paredes, Peso da Régua, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Valença, Valongo, Viana do Castelo, Vila do Conde, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Real e Vinhais. Devido à pandemia, foram adiados cerca de 75 mil exames nesta região. No resto do país, os rastreios já estão a ser feitos desde junho.

O Jornal de Notícias dá conta de atrasos em várias áreas de prestação de cuidados de saúde, com realce para a manutenção do atraso no rastreio do cancro da mama no norte do país. Citada no texto da edição de 9 de setembro, a presidente da ACSS refere que «o diagnóstico do cancro teve um rebate brutal. Em termos de rastreio do cancro da mama calculamos que estão a ser adiados 80 diagnósticos por mês». Lê-se ainda que «muitos rastreios oncológicos também ficaram pelo caminho. No cancro da mama, há menos 26 mil mulheres com mamografia nos últimos dois anos […]».

Na edição de 10 de setembro, o presidente do Núcleo Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro revela, também ao JN, «que apesar de, em agosto, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) ter garantido que as unidades começariam a funcionar “no início do mês de setembro”, agora assume que “ainda não há uma data concreta”, embora admita que “aconteça ainda este mês”», acrescentando-se que, «segundo o JN apurou, “falta só” aprovar o orçamento em Conselho de Ministros».

O Núcleo Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro está parado há nove meses, com 72 funcionários, entre técnicos, administrativos e médicos, representando muitas centenas de milhares de euros de despesa. Só através do Núcleo Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, ao longo dos últimos 20 anos, foi possível diminuir até 25% a taxa de mortalidade do cancro da mama.

Nunca é demais lembrar que a deteção precoce do cancro da mama é fundamental para que o tratamento tenha sucesso. Daí a importância dos rastreios, que até 2018 permitiram encaminhar para tratamento 19 mil mulheres. Sem rastreios desde março, os profissionais não têm muitas dúvidas de que as mortes por cancro da mama vão aumentar e que esta repercussão vai ser visível nos próximos anos.

 

Texto: Paula Almeida – Grupo Parlamentar do CDS / Etc e Tal jornal

 

01out20

 

 

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