Foi há mais de 17 anos que o Boavista F.C. discutiu ombro a ombro a presença na final da Taça UEFA (atual Liga Europa) em pleno Celtic Park com 60.000 testemunhas oculares e muitos outros milhares a acompanhar pela televisão. Ainda na ressaca da histórica conquista do campeonato de 2000/2001, os boavisteiros bateram equipas como o Hertha de Berlim, o Málaga ou o PSG e quase atingiram uma final histórica, que viria a ser conquistada pelo F.C. Porto. Essa temporada marcaria o início de um período de decadência que culminaria com uma descida de divisão mais tarde clarificada como anedótica e o consequente adormecimento do Boavistão do início do século.
Essa noite mágica aconteceu há 17 anos e hoje começam a existir sinais inequívocos de um recrudescimento boavisteiro no desporto nacional. Aliás, a ascensão do Xadrez pode até acontecer já esta época. O investimento para a próxima temporada é notoriamente maior, dada a venda da SAD ao grupo liderado por Gérard Lopez, que é também o dono do Lille e do Mouscron da Bélgica, e as expetativas aumentaram exponencialmente. Contudo, o renascimento do Boavista já vinha sendo construído nas últimas temporadas com evidente sucesso, ao ponto da Gestifute de Jorge Mendes ter tentado estreitar relações com o clube. Para além da incrível e extensa massa adepta, o clube portuense conta com uma grandeza com pouco paralelo em Portugal e que está vertida nos 117 anos de existência, efeméride notificada pelo Etc e Tal em https://etcetaljornal.pt/j/2020.

A contratação de Vasco Seabra para a posição de treinador serviu de repto para alterações profundas no paradigma boavisteiro e a clara aposta num projeto diferente. O promissor técnico de 36 anos já tem experiência de primeira divisão e assume-se nesta altura como um dos mais interessantes treinadores da nossa praça, graças a um trabalho incrível no CD Mafra. A inclusão de Vasco Seabra no projeto faz antever desde logo alterações ao nível de filosofia de jogo, já que o jovem treinador dá primazia a um jogo de posse, de pressão alta e onde todos os jogadores participam em todos os momentos de jogo. Para colocar essa ideia de jogo em prática, o Boavista garantiu já vários reforços que estão claramente acima do nível que o clube exibiu nas últimas épocas: Léo Jardim (ex-Lille), Adil Rami (campeão do mundo em 2018), Chidozie Awaziem (ex-Porto), Javi Garcia (ex-Real Betis), Angel Gomes (ex-Manchester United) e Jorge Benguché (ex-Olimpia).
Para além deste investimento na equipa de futebol sénior, o Boavista prima também por uma eclética aposta em 1500 atletas distribuídos por 34 modalidades. Neste prisma, o destaque vai para a inclusão de uma equipa de eSports, que demonstra que o clube está atento à evolução digital e às transformações mais recentes da área do desporto. Numa altura em que as pessoas optam cada vez mais por opções de entretenimento virtuais, os eSports são uma excelente forma de manter os adeptos ligados ao clube, apesar das distâncias geográficas. Prova disso é a popularidade de plataformas de streaming, como a Twitch e a UStream, que ganham cada vez mais adesão com a impossibilidade de se assistir a eventos ao vivo. Atentos a este fenómeno, alguns dos maiores clubes do mundo como, por exemplo, o Flamengo, o Manchester United, o PSG, o Panathinaikos ou o Ajax realizaram nos últimos anos investimentos importantes nesta área com o objetivo de associar as suas marcas globais aos eSports. Numa altura em que os eSports ainda dão os primeiros passos em Portugal, o Boavista demonstra que está atento às tendências internacionais e que pretende ter uma abordagem inovadora para os próximos anos.
Esta migração do mundo físico para o digital não está circunscrita aos eSports, já que verificamos essa mudança de comportamentos nas mais variadas áreas. No universo dos jogos têm surgido cada vez mais versões de jogos de tabuleiro em formato mobile, sendo possível jogar Catan, Risco ou Monopólio através de um telemóvel. Ainda neste prisma, o aparecimento de slots machines grátis, como as disponíveis em https://www.casinos.pt/slots/, precipitam também uma maior utilização dos jogos online em detrimento dos casinos físicos, já que desta forma os jogadores podem jogar a qualquer hora e em qualquer lugar através de um dispositivo móvel. Por serem grátis, estas slots também permitem que os jogadores menos experientes se possam familiarizar com os jogos antes de fazerem depósitos. Esta prevalência do online é visível também no ensino, onde os cursos, formações e webinares se sucedem em plataformas como o Udemy ou o Modaris, que permitem aprender à distância. Estas plataformas oferecem todos os materiais necessários para que os alunos consigam adquirir todos os conhecimentos e competências pretendidas numa determinada temática de estudos. Com tantos setores distintos adaptando-se e fazendo a migração para o ambiente virtual, era certo que o ramo de desportos também focaria nesse ponto em algum momento.
Tudo somado, o investimento na equipa principal de futebol, a aposta sustentada nas modalidades e a preocupação com as gerações vindouras, essenciais para a prosperidade futura do clube, são indícios claros de que teremos um Boavista F.C. muito forte nos próximos anos. O futebol será sempre o motor nuclear para uma hipotética ascensão meteórica do clube e a aposta mesclada em valores com experiência e potencial inegável demonstram que o Boavista quer ter impacto imediato enquanto constrói um futuro grandioso. À semelhança de equipas como o Rio Ave ou Famalicão, o Boavista irá também privilegiar uma imagem de futebol positivo, onde a espetacularidade será um dos atributos da equipa e a intenção de discutir os jogos com qualquer adversário agradará por certo aos adeptos e simpatizantes da Pantera. Logicamente, não se espera que a equipa comece já a discutir o título como outrora. Ainda assim, este Boavista promete causar impacto no futebol português já em 2020/2021 e, com alguma fortuna, os axadrezados podem até voltar em breve a sentir o calor das gloriosas noites europeias, como a do Celtic Park de abril de 2003.
Texto e fotos: EeTj
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