No âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto apresenta, até 30 de maio, o programa “Cultura em Revolução”. Através de cinco sessões que cruzam o pensamento com cinema, literatura, design gráfico, música e teatro – e nas quais participarão personalidades como António da Cunha Telles, José Fonseca e Costa, Lídia Jorge, Ana Luísa Amaral, Armando Alves, B Fachada, Amélia Muge, Alberto Martins, Nuno Cardoso, João Mota, entre outras – propomos revisitar culturalmente o 25 de Abril, pensando simultaneamente o seu legado no contexto da contemporaneidade.
PROGRAMA
02.05 / As Armas e o Povo / 21h30
Teatro Municipal • Rivoli
Exibição de “As Armas e o Povo” (real. col., Portugal, 1975, doc., 78’) e conversa com António da Cunha Telles e José Fonseca e Costa, moderada por António Costa.
Para iniciar este programa de “Cultura em Revolução”, escolhemos simbolicamente uma obra que documentou o início de uma nova era em Portugal: a longa-metragem “As Armas e o Povo” é um documentário coletivo, realizado e produzido pelo Colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica, integralmente filmado entre 25 de Abril e 1 de Maio de 1974. António da Cunha Telles, José Fonseca e Costa, Glauber Rocha, António Pedro Vasconcelos, Fernando Lopes e António de Macedo são alguns dos autores intervenientes neste marco cinematográfico. Os dois primeiros estarão connosco para uma conversa sobre a revolta cultural do período e sobre o legado de Abril no cinema de hoje.
09.05 / Irromper, Interromper / 21h30
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Conversa com Lídia Jorge e Ana Luísa Amaral, moderada por Rosa Maria Martelo e Marinela Freitas.
À conversa com dois nomes incontornáveis da nossa literatura, propomos uma reflexão em torno da experiência do tempo nas artes e na literatura, do ponto de vista da produção e da receção. Sublevação, revolução, tempo morto, vertigem, serão temas em discussão. Recordar-se-á a experiência do 25 de Abril; falar-se-á de arte e de literatura enquanto práticas que irrompem e interrompem.
16.05 / 25 de Abril Gráfico / 21h30
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Conversa com Armando Alves e Joana & Mariana, moderada por Mário Moura.
Se o 25 de Abril trouxe liberdade a um país fechado durante décadas, isso traduziu-se imediatamente numa abundância de gráficos, de cartazes e murais que cobriram paredes, anunciando e celebrando um sem número de siglas de novos partidos, de novos produtos, de novas ideias; de autocolantes que legendavam as lapelas dos casacos, garantindo que aquela pessoa tinha uma opinião e que a podia mostrar em público, sem medo. E, claro, os livros, jornais e revistas que registavam e comentavam tudo isto. Ou, ainda, a ilustração satírica e política, que ganhou um novo fôlego neste período. Foi, entre outras coisas, uma revolução gráfica e fotogénica. 40 anos depois, quando se discute o legado do 25 de Abril, é particularmente importante lembrar e refletir sobre este património.
23.05 / Maio, maduro maio / 21h30
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Concerto/conversa com B Fachada e Amélia Muge, moderada por Alberto Martins.
Dois músicos de diferentes gerações encontram-se para partilhar sons da revolução – à conversa, à guitarra e ao piano. Sublevação e amor, na música de hoje e de então, serão temas debatidos. Para orquestrar esta conversa musicada, convidamos alguém que viveu e ajudou a construir o espírito de Abril, de braço dado com aqueles que dedicaram a sua vida a cantá-la.
30.05 / Máscaras de abril / 21h30
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Conversa com Nuno Cardoso e João Mota, moderada por Eugénia Vasques.
Três vozes inconfundíveis da nossa dramaturgia falam sobre o que tem sido representar abril, no palco do teatro e fora dele. Do impacto do espírito revolucionário na produção teatral da época, à forma como essa tradição marcou esteticamente a nossa forma de ver e fazer teatro, apresentamos uma conversa com excertos cénicos que revisitam o espírito de abril e explicam o que se pode e deve exigir dele.
ENTRADA LIVRE
ExPoSiÇõEs
JOSÉ MOUGA NO MUSEU DE OVAR MEIO SÉCULO DEPOIS
Entre os vários artistas plásticos que integram a preenchida agenda de exposições do Museu de Ovar, constam nomes de alguns dos mestre da pintura, como José Mouga, que estão a reconhecer o insubstituível papel na promoção e afirmação cultural desenvolvido há mais de meio século por esta Instituição, dando-lhe o privilégio de acolher e mostrar diferentes correntes artísticas e linguagens pictóricas que se vão destacar, em algumas das exposições já programadas a médio e longo prazo, como momentos marcantes na vida cultural da cidade e do próprio Museu de Ovar que sempre tem merecido o interesse e o carinho de muitos artistas representados no seu vasto espólio.
A constante e diversificada oferta cultural que muito tem dignificado este Museu, vai agora surpreender com uma exposição de pintura de José Mouga, “Ensaio sobre a solidão” inaugurada no passado dia 26 de abril e que estará patente até 31 de maio, recheada de simbolismo, por trazer à memória os primeiros passos do Museu de Ovar que abria a suas portas a jovens artistas como foi o caso deste artista plástico nascido em Viseu, em 1942 e Licenciado em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP), que em 1962 como jovem estudante, expôs pela primeira vez no âmbito das exposições extraescolares e magnas da ESBAP que decorreram entre 1962 e 68 em vários museus e galerias do país, como foi o caso do Museu de Ovar.
José Mouga volta assim ao Museu de Ovar meio século depois, como autor de uma vasta obra influenciada pelo desenvolvimento da linguagem pictórica como respostas às necessidades artísticas do pintor e professor, que fez a sua Pós-Graduação em pintura na St. Martin’s School of Art, como bolseiro da Fundação C. Gulbenkian em Londres entre 1969 e 1976 em que foi Diretor da Hoya Gallery e Assistente de Pintura na Escola Politécnica de Newcastle-upon-Tyne.
Este artista residente em Lisboa está representado em vários museus nacionais e em colecções particulares estrangeiras e portuguesas e trás ao Museu de Ovar obras que se integram em temáticas de algumas das suas mais recentes exposições, como “Ensaio sobre a solidão”, que esteve patente no Palácio D. Manuel, Évora, em 2013 e “Asas Invisíveis, a magia do trapézio” que, em 2011, integrou um certame no Bartô do Chapitô em Lisboa.
Texto: José Lopes
(Corresponde “Etc e Tal Jornal” em Ovar)
“DO BARROCO PARA O BARROCO – ESTÁ A ARTE CONTEMPORÂNEA” NA CASA-MUSEU GUERRA JUNQUEIRO

“Do barroco para o barroco – está a arte contemporânea”, tem curadoria de Fátima Lambert e Lourenço Egreja. Com esta exposição pretende-se afirmar os museus municipais como espaços de irradiação da cultura contemporânea e inscrevê-los com mais energia no mapa da cidade.
A exposição apresenta obras de 19 artistas pertencentes a diferentes gerações e países. Pintura, desenho, escultura, fotografia, vídeo e instalação estarão patentes até 31 de maio.
A lista completa dos artistas e suas nacionalidades é a seguinte: Gabriela Albergaria (PT); Cristina Ataíde (PT); Daniel Blaufuks (PT); Amélie Bouvier (FR); Pedro Calapez (PT); Manuel Caeiro (PT); Jeanine Cohen (BEL); Ângela Ferreira (MZ); Ramiro Guerreiro (PT); Gabriela Machado (BR); Vera Mota (PT); Ding Musa (BR); Rodrigo Oliveira (PT); Claire de Santa Coloma (ARG); Alejandro Somaschini (ARG); Jose Spaniol (BR); Pedro Tudela (PT); e João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira (PT).
Têm estes artistas como denominador comum o fato de terem desenvolvido projetos específicos para o “Carpe Diem – Arte e Pesquisa”, uma plataforma experimentação e divulgação de arte contemporânea, que se apresenta como uma estrutura multidisciplinar para as artes visuais, com o objetivo de proporcionar uma rede de troca de informação entre criadores, teóricos, estudantes, produtores e público. A exposição teve a sua primeira apresentação em agosto, na “Casa da Parra”, casa do barroco galego, em Santiago de Compostela.
Local: Casa-Museu Guerra Junqueiro – Rua D. Hugo (Porto)
Até: 31mai14
Horários: De segunda a sábado: 10h00 e 17h30. Domingo: 10h00/12h30 – 14h00/17h30.
Entrada Livre aos sábados e domingos
Contacto: Patrícia Campos: 937771802
“INQUIETAÇÕES” DE RUI ANAHROY NA GALERIA “PORTO ORIENTAL”
Rui Anahory, na Exposição «Inquietações», a decorrer na Galeria Porto Oriental de 4 de Abril a 31 de Maio de 2014, dá a ver escultura, pintura e desenho.
Nesta exposição, o artista mostra peças recentes e apresenta igualmente obras realizados ao longo de mais de 30 anos de trabalho.
Rui Anahory é um artista singular da contemporaneidade, cuja pesquisa e experimentação contínuas o levaram recentemente a explorar as potencialidades artísticas e estéticas do alumínio, interligado com o acrílico e o óleo s/ tela, em novos diálogos, para além dos materiais que vinha utilizando.
«As procuras estéticas e os caminhos possíveis são o motor que, como a árvore, se ramificam em diferentes dilemas e opções, o obscuro caminho da criação.»
«Sou conduzido muitas vezes por associações sucessivas ou acidentes. Ocidente sempre teve um peso e um papel no meu percurso criativo e implica disponibilidade para aceitar a interferência e mudar alguma ideia prévia.» Rui Anahory, Março de 2014
Local: Galeria Porto Oriental (R. Barros Lima, 851 – Porto)
Data: Até 31mai14
TEATRO NACIONAL D.MARIA II APRESENTA: LUCIENT DONNAT – UM CRIADOR RIGOROSO”
O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, numa parceria com o Museu Nacional do Teatro, a exposição Lucien Donnat – um criador rigoroso, com curadoria de Vítor Pavão dos Santos (Teatro) e Rui Afonso Santos(Decoração).
A exposição, que evoca a vida e obra de um dos mais importantes desenhadores do teatro português, ocupa dois espaços distintos. No TNDM II, destaca-se a análise da peça Antígona, espetáculo de estreia da atriz Mariana Rey Monteiro, em abril de 1946, e referencia-se o trabalho de Lucien Donnat como decorador em espaços públicos. No Museu Nacional do Teatro*, apresenta-se um percurso cronológico do trabalho de Lucien Donnat para o teatro em Portugal.
Cenógrafo, figurinista, decorador, músico, compositor, designer e poeta, nasceu em Paris,em junho de 1920. Frequentou o curso de Belas-Artes em França e, em 1941, foi convidado por Amélia Rey Colaço para compor a música e desenhar cenário e figurinos para a peça infantil Maria Rita, da autoria da filha, Mariana Rey Monteiro. Este foi o princípio de uma longa colaboração com o TNDM II, que marcaria todo o Teatro português do Século XX.
Encontra-se disponível, na Livraria do Teatro, a edição Lucien Donnat – um criador rigoroso, uma edição TNDM II em parceria com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Saiba mais.
Local: Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa)
Data: Até 27jul14
Horário: terça a sáb. das 15h00 às 18h00. Quarta a dom. 30 min. antes do início dos espetáculos da Sala Garrett.1.ª ordem | ENTRADA LIVRE
Horário de funcionamento da exposição no Museu Nacional do Teatro: 3.ª a dom – das 10h às 18h
OBRAS DE MIRA SCHENDEL EM “SERRALVES”
Esta será a primeira grande exposição em Portugal de Mira Schendel. Pouco conhecida no nosso país – apesar de aqui ter apresentado trabalhos desde o ano de 1966, quando expôs na Livraria Bucholz, em Lisboa –, ela é uma das artistas latino-americanas mais prolíficas e significativas, tendo abordado de uma forma muito singular, ao longo da sua notável carreira artística, temas relacionados com a linguagem e com o significado. Contemporânea de Lygia Clark e de Helio Oiticica, com eles contribuiu para redefinir a linguagem do modernismo europeu no Brasil. A presente exposição, ao agrupar mais de 200 pinturas, desenhos e esculturas da artista, alguns apresentados pela primeira vez, constitui uma inédita oportunidade para avaliar a extensão e a importância da multifacetada carreira de Schendel.
Nascida em Zurique (Suiça) em 1919, Schendel viveu em Milão e em Roma antes de emigrar para o Brasil em 1949. Em 1953, estabeleceu-se em São Paulo, cidade onde viveu e trabalhou até à sua morte em 1988. A experiência precoce de deslocações culturais, geográficas e linguísticas é evidente no seu trabalho, bem como o seu interesse pela história da religião e pela filosofia. Além de ajudar a criar um círculo de intelectuais oriundos de áreas do conhecimento tão diversas quanto a psicanálise, a literatura e a filosofia – muitos deles, como Vilém Flusser, judeus emigrados, tal como ela – Schendel correspondeu-se com diversos intelectuais europeus, casos de Max Bense e Umberto Eco.
Em Serralves, podem ver-se as primeiras pinturas da artista, produzidas entre 1955 e 1965, exibidas muito raramente e que ajudam a perceber a importância, ao longo da sua carreira, do confronto entre impulsos figurativos e complexidades geométricas. Outra característica comum a todo o trabalho de Schendel, e que esta exposição ilustra exemplarmente, é a tensão entre a fragilidade dos materiais empregues e a força com que são transmutados em esculturas. Paradigmática desta dialética é a conhecida série Droguinhas (1965-66), composta por esculturas feitas de papel de arroz, expostas originalmente na Signals Gallery, Londres, em 1966. A importância da linguagem escrita, outro dos recursos amplamente explorados pela artista, está bem patente nos seus Objetos Gráficos, apresentados pela primeira vez na Bienal de Veneza de 1968, e que têm na linguagem e na poesia os seus elementos primários. A exposição também apresenta trabalhos muito importantes pela relação que estabelecem entre corpo e espaço, como emblemáticas instalações – Ondas Paradas de Probabilidade (1969) e Variantes (1977) são dois exemplos maiores – e a sua última série de pinturas abstratas.
Comissariado: Tanya Barson e Taisa Palhares
Exposição organizada por Tate Modern e Pinacoteca do Estado de São Paulo em associação com a Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto.
Imagem: Mira Schendel, Objeto gráfico, c. 1968. Óleo e decalque sobre papel de arroz e acrílico. 100 x 100 cm. Daros Latinamerica Collection, Zürich. Fotografia: Peter Schälchli, Zürich, cortesia Daros Latinamerica.
Local: Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto)
Data: Até 24jun14
MúSiCa
NEY MATOGROSSO SOBE AO PALCO DO COLISEU DO PORTO
Para comemorar os 40 anos de carreira, Ney Matogrosso arrancou em fevereiro de 2013 com a tournée “Atento aos Sinais” no seu país natal. Para festejar com os fãs portugueses este grande marco, Ney Matogrosso passa por Portugal, no dia 10 de Maio, no Coliseu do Porto.
O espetáculo tem sonoridade pop/rock, figurino exuberante e cenário moderno. Com direção musical de Sacha Amback “Atento aos Sinais” contará com cenário criado por Luis Stein e Milton Cunha. Ocimar Versolato (parceiro de Ney desde 1994) assinará mais uma vez o figurino, juntamente com Milton Cunha e Marta Reis.
No palco, Ney Matogrosso estará acompanhado de Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Almeida e Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone).
O repertório contará com canções de artistas como Criolo, Dan Nakagawa, Maria Gadú, bem como Arnaldo Antunes, Chico Buarque, Lenine, Lobão e Itamar Assumpção.
O álbum de Ney Matogrosso que reúne os vários êxitos tocados durante esta tournée, precisamente com nome homónimo, “Atento aos Sinais”, será lançado brevemente em Portugal, com edição a cargo da Sony.
Local: Coliseu do Porto
Data: 10mai14
Horário: 22h00
Preços: De €20,00 a €55,00
CLÃ DE VOLTA À CASA DA MÚSICA
Os Clã estão de volta com o novo álbum Corrente, incluindo as canções “Rompe o cerco” e “A paz não te cai bem”, que apresentam numa digressão dominada pelo rigor, a irreverência e a energia que marcam as suas apresentações ao vivo. O disco conta a colaboração dos cúmplices Carlos Tê, Sérgio Godinho, Arnaldo Antunes, Regina Guimarães e John Ulhoa e ainda com os novos parceiros Nuno Prata e Samuel Úria. Mais uma vez, os Clã revelam o seu enorme prazer na construção de canções e o desejo de explorar caminhos e sonoridades renovadas.
Local: Casa da Música (Sala 2)
Data: 14mai14
Horário: 21h30
Preços: €20,00
PoEsIa
“A POESIA TEM SEXO?” – LABORATÓRIO DE ANA LUÍSA AMARAL

O Teatro Municipal do Porto propõe um Laboratório de Poesia a realizar, semanalmente, no Campo Alegre, pela escritora Ana Luísa Amaral, no qual se pretende pensar a poesia desde o período trovadoresco até à contemporaneidade e dando especial relevo a poemas portugueses.
Haverá uma “poesia feminina”? E, se sim, haverá uma “poesia masculina”? Ou uma poesia “de mulher” e “de homem”? Ou é a poesia neutra? E quando falamos de “masculino” e “feminino”, falamos de autoria ou de temáticas? E qual o papel de quem lê e de quem interpreta? A partir destas questões, Ana Luísa Amaral promete uma viagem preenchida pela poesia ocidental.
Nos conteúdos deste laboratório, para o qual as inscrições estão abertas, sexo e género; enquadramento teórico; e tradição e cânone serão alguns dos pontos a abordar.
A escritora lançará desafios que partem de perguntas tais como: de que poesia falamos quando falamos de poesia? (a poesia como transgressão e como subversão); da escrita e da leitura: poesia feminina ou poesia de mulheres?; o silêncio da poesia: a poesia como suspensão do género e do sexo?.
Todas as sessões serão acompanhadas de leitura de poemas em voz alta e a várias vozes, seguida de comentário, análise e debate. Serão discutidos poemas de várias épocas e de várias nacionalidades (sempre em tradução, se for o caso), embora seja dada especial atenção à poesia portuguesa.
Local: Teatro Municipal, Campo Alegre
Até: 28mai14
Horários: Quartas-feiras (19h00 às 22h00)
Inscrições: patriciavaz@cm-porto.pt ou 226063017 (Patrícia Vaz)
TeAtRo
SEIVA TRUPE APRESENTA “ABERDEN – UM POSSÍVEL KURT COBAIN”
Esta peça mostra o lado pessoal do vocalista e guitarrista Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, revelando a sua humanidade imensamente frágil. O espetáculo passa-se ao longo dos três dias em que o músico foi dado como desaparecido – até o seu corpo ser encontrado na estufa da mansão de Seattle, nos Estados Unidos, onde vivia. Numa conversa com Boddah, um amigo imaginário que tinha na infância, Kurt Cobain discorre sobre temas como a música, a família, o abuso de drogas e a solidão, evitando os relatos de sucesso e os bastidores da fama.
Autor: Sergio Roveri. Encenação: Júlio Cardoso. Interpretação: Kurt Cobain – Miguel Ramos; O Outro – Luís Trigo. Cenografia: José Carlos Barros. Desenho de Luz : Júlio Filipe. Desenho de Som: Miguel Craveiro. Produção: SEIVA TRUPE. M/16
Local: Casa das Artes – Rua Ruben A – 210, Porto
Apresentações: 02, 03, 04, 09, 10 e 11 de maio 14
Horários: Sextas e Sábados – 22h00. Domingos – 16h00
InIcIaTiVa
FEIRA DO LIVRO USADO NA JUNTA DE FREGUESIA DO BONFIM
A Junta de Freguesia do Bonfim, através do Pelouro da Cultura, e
em parceria com a Livraria Manuel Ferreira, realiza até ao próximo dia 03mai14, a primeira Feira do Livro Usado.
Na Junta de Freguesia (ao Campo 24 de Agosto) está patente o
catálogo e exposição de livros raros sobre as cidades do Porto e
Vila Nova de Gaia.
Local: Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim (Porto)
Até: 03 maio
Horário: 13 às 23h00
Entrada Livre
ÚlTiMaS
MUSEU DA CASA DO INFANTE VAI SER AMPLIADO

O Museu da Casa do Infante, no Porto, vai abrir um centro interpretativo dedicado à figura do Infante D. Henrique e aos Descobrimentos. O novo equipamento, cujos custos de instalação serão partilhados entre a Câmara Municipal e a Associação para Divulgação da Cultura de Língua Portuguesa (ADCLP), abrirá ao público dentro de um ano.
Um protocolo entre a Câmara Municipal do Porto e a Associação para Divulgação da Cultura de Língua Portuguesa (ADCLP) vai tornar possível a renovação do circuito museológico da Casa do Infante, especialmente através da criação de um centro interpretativo alusivo ao Infante D. Henrique, que ali nasceu em 1394, e aos novos mundos que a expansão portuguesa pôs em contacto, com destaque para o Brasil.
A assinatura do protocolo será realizada amanhã, pelas 15h30, nos Paços do Concelho e contará com a presença do Presidente da Câmara, Rui Moreira, e do Vereador da Cultura, Paulo Cunha e Silva. A ADCLP, uma associação cultural fundada por José Pereira Herdeiro, um advogado e empresário português com negócios no Brasil, é a instituição parceira deste projeto cultural e estará representada na sessão pela Arquiteta e artista plástica Maria Cândida Camossa Saldanha Amorim de Carvalho, presidente daquela associação e viúva de José Pereira Herdeiro, que faleceu recentemente.
O novo centro interpretativo abrirá as suas portas em Março do próximo ano e ampliará significativamente a área de exposição do museu, inaugurado em 2001. O projeto apresentará o Infante D. Henrique e o cruzamento de culturas proporcionado pelos Descobrimentos através de interfaces inovadores e interativos, sendo também o Infante tema de inspiração de instalações artísticas contemporâneas. O investimento total ronda os 300 mil euros, um terço dos quais suportados pela Autarquia e o restante pela Associação parceira.
A Casa do Infante, que é já um polo cultural e turístico de referência no centro histórico da cidade, espera assim atrair um número ainda maior de turistas e outros públicos, visando ultrapassar os 100.000 visitantes anuais em 2015.
OBS: Nesta rubrica só se publicam as iniciativas que sejam endereçadas à nossa redação, até ao dia 25 de cada mês, isto através dos seguintes e-mail: etcetaljornal.site@gmail.com ou jgoncalves0@gmail.com










