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Galeria Municipal do Porto apresenta “Nets of Hyphae”, de Diana Policarpo, a 4 de dezembro…

A Galeria Municipal do Porto inaugura “Nets of Hyphae”, exposição de Diana Policarpo com curadoria de Stefanie Hessler, diretora da Kunsthall Trondheim, no dia 4 de dezembro, sexta-feira.

A abertura do novo projeto expositivo, inicialmente prevista para 5 de dezembro (sábado), foi antecipada devido às atuais medidas de combate à pandemia de Covid-19 que, aos fins-de-semana, preveem o recolher obrigatório a partir das 13 horas.

Apresentada na mezzanine da Galeria Municipal do Porto (GMP), a nova exposição de Diana Policarpo retoma a investigação da artista sobre as redes de fungos, estabelecendo paralelismos especulativos entre o ergotismo, a supressão de conhecimentos ancestrais e a justiça na saúde.

O parasita da cravagem que infeta o centeio é conhecido como sendo a causa do ergotismo ou Fogo de Santo António. Em pequenas doses, o fungo tem sido tradicionalmente usado por curandeiras para provocar abortos. No entanto, o conhecimento destas, assente na experiência e no conhecimento da terra e das plantas, foi erradicado pelo progresso do capitalismo patriarcal, que o substituiu pela obstetrícia.

Ainda hoje os historiadores especulam se o ergotismo terá tido um papel nas acusações de bruxaria contra mulheres durante a crise de Salém em 1692, assim como contra os xamãs Sámi nos julgamentos de Finnmark em 1621, e noutras ocasiões.

É este o ponto de partida de Policarpo para “Nets of Hyphae”, projeto expositivo composto por trabalhos em vídeo, animação, têxteis e ambientes sonoros que poderá ser visitado até 14 de fevereiro.

“QUE HORAS SÃO” INAUGURA A 17 DE DEZEMBRO

Por sua vez, a abertura da exposição “Que horas são que horas”, que seria apresentada simultaneamente, foi adiada. Os constrangimentos provocados pela situação pandémica, nomeadamente a necessidade da implementação de medidas adicionais para garantir a segurança das equipas no processo de montagem, fez com que a GMP retardasse a abertura para 17 de dezembro (quinta-feira).

Esta exposição, que pretende ser um olhar sobre a paisagem histórica das galerias de arte no Porto, tem curadoria de José Maia, Paula Parente Pinto e Paulo Mendes.

A entrada na GMP é livre, estando sujeita ao limite máximo de 30 pessoas e demais regras de higiene e segurança atualmente em vigor.

 

Texto e foto: Porto. / Etc e Tal jornal

01dez20

 

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