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Mobilidade no centro do debate “Gaia Somos Todos”

Cada vez mais, é inequívoca a importância que os transportes públicos assumem no dia-a-dia das populações, facilitando a mobilidade, racionalizando recursos e despoluindo as cidades. Em Gaia, está a ser desenhada uma cidade inteligente e sustentável e, para isso, é preciso agir já e mudar mentalidades.

A Câmara Municipal de Gaia tem dedicado, por isso, uma atenção muito especial à mobilidade nas mais variadas áreas do concelho, na perspetiva de continuar a delinear uma realidade mais uniforme e integrada.

Neste sentido, a autarquia deu início, a 18 de novembro, a um ciclo de oito sessões temáticas («Gaia Somos Todos»), onde serão abordados dez temas prioritários de atuação. O objetivo é partilhar com os munícipes os principais desafios do futuro, envolvendo-os nos caminhos a trilhar.

“A pandemia não nos distancia e por isso estamos aqui. Suprindo o modelo das presidências abertas, acreditamos que este novo modelo nos aproxima das pessoas. Selecionamos oito temas para discutir a cidade. São desafios que queremos resolver, do ponto de vista dos nossos modelos de desenvolvimento e a partir de um envolvimento conseguido através da tecnologia, mas também através das redes tradicionais uma vez que os cidadãos receberam em casa um folheto com uma explicação das sessões e pedido de contributos”, começou por explicar Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia.

Valorização dos transportes públicos (fazendo-o funcionar em rede em todo o concelho), pedonalização de algumas zonas da cidade, mais-valias do passe único, criação de novos espaços públicos e melhoria dos existentes, alteração dos padrões de sociabilidade. Estas foram algumas das questões abordadas ao longo desta sessão. “Há muito para mudar, seja numa escala micro como macro. Estamos aqui para discutir estes problemas à nossa escala”, partilhou o autarca.

Foto: jornal “Público”

A seu lado, Eduardo Vítor Rodrigues contou com Sara Lobão, administradora delegada dos Transportes Intermodais do Porto – TIP, que começou por partilhar algumas das principais vantagens associadas ao atual concurso para a concessão dos transportes públicos, nomeadamente: melhoria da conetividade da rede, das condições dos transportes públicos para os passageiros, da qualidade do material circulante, da informação disponibilizada ao público e simplificação do sistema tarifário andante, permitindo, ainda, minimizar os impactos ambientais através da redução dos gases poluentes. Sara Lobão evidenciou, também, o expressivo aumento na adesão ao transporte público, na ordem dos 28%, desde abril de 2019, com a implementação do PART (Programa de Apoio à Redução Tarifária).

“Antes do PART, tínhamos 13 operadores, passamos a ter 20; tínhamos 225 linhas a operar, passamos a ter 599”, disse Sara Lobão. Apesar de tudo, na Área Metropolitana do Porto, o transporte preferencial é o transporte individual, sendo que o transporte público representa cerca de 11%. “Temos de mudar este paradigma, dando às pessoas mais conforto, mais horário e um tarifário acessível”, garantiu.

Para o futuro, “queremos o alargamento do andante e estamos, neste momento, em negociações com a CIM do Tâmega e Sousa e esperemos dentro de dias fechar totalmente o processo. Vamos criar um tarifário no âmbito do PART. Será um título combinado Tâmega e Sousa que vai permitir a qualquer pessoa poder fazer a viagem, seja de Arouca até Amarante, ou Gaia até Paços de Ferreira, pelo valor de 50 euros”. Desmaterialização e facilitação do acesso às assinaturas são outros desafios.

 

Texto: Notícias CMVN Gaia / Etc e Tal jornal

Foto de destaque: “Jornal de Notícias”

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