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A Queda do Império!

António D. Lima / Tribuna Livre

Já há algum tempo que se murmurava que muito em breve se iria ter um novo caso BPN. As autoridades que têm o dever de, fiscalizar, controlar, e estar de olho aberto para estas maroscas, assobiavam para o lado. Tudo estava na santa paz dos anjos (dos dois sexos) Ricardo Salgado, Cristiano Ronaldo, Rita Blanco e muitos outros anjos(as) que proliferam neste vasto céu português, mesmo que estejam cheios de artroses nas asas, não importa; não podem dar às asas pra voar! Voam em aviões particulares.

Pior, muito pior, é uma “dos Anjos” e mais uns quantos anjos/as que eu conheço e que, mesmo com artroses nos artelhos, têm que cumprir a penitência de andar a espalhar a palavra, a cultura e a sua indignação; tudo à borla.

queda de imperio

As quedas dos Impérios começaram a partir do momento em que os macacos aprenderam a andar de costas ao alto. Aprenderam a fazer dos paus, ferramentas e armas. Aprenderam a usar o cérebro para enganar o próximo e assim obter lucros com o mínimo de esforço.

Com a descoberta do bronze e do ferro fizeram armas letais, e descobriram que, com tais armas, podiam ser senhores do mundo ou, então, construir impérios. Assim, milhares de anos a.C. assim como, milhares de anos d.C., já o egoísmo dos homens (Carlos Magno, Carlos V, Napoleão, Hitler, Cavaco Silva, Salazar, Passos Coelho e muitos outros) e das mulheres (Cleópatra, Maria Antonieta, Golda Meir, Quens of England, Manuela Ferreira Leite, Dona Branca e muitas outras) também ajudaram e contribuíram para quedas de impérios e governos. Alguns da era a.C. :Antigo Egito, Etiópia, Fenícia, Mesopotâmia, Antigo Império, Médio Império, Antiga Grécia, Império dos Incas…

Estes serão somente alguns dos muitos e muitos impérios do sobe e desce, no alarga e no estreita de fronteiras, ou seja, do egoísmo e malvadez dos homens. Em última análise, Roma conquistou o seu império graças às forças das suas legiões dos seus exércitos.

Da história antiga, aprendemos que o imperialismo foi, escoltado de manobras económicas como aconteceu com o império romano. Há quem defenda que, com a chegada do cristianismo, o patriotismo romano ficou enfraquecido. Não, não é verdade.

A verdade para a queda dos impérios deve-se em primeiro lugar, à decadência intelectual e moral da sociedade, ou da classe dirigente.

– Crises econômicas (que vão depender do tipo de economia que vigora)

– Derrubes oriundos de inimigos externos mais poderosos ou moralmente, superiores.

Se a moral for usada no sentido motivacional e organizacional, mas não ético, serve igualmente para o derrube de um império.

De tudo quanto leio, estas serão as três principais causas que podem dar origem ao fim de um Império.

Se um império, uma nação, conseguir passar e permanecer sem que algum destes fenómenos ocorra, então podemos dizer que em “teoria” não haverá queda, nem de nações, nem de impérios.

A Alemanha, com Hitler, e os americanos ao imitarem os romanos na produção desmesurada de moeda para garantirem a sua grande força imperialista e sustentar exércitos pesados, não tem nem nunca terão possibilidades de êxito. Hoje em pleno seculo XXI a táctica é empobrecer, desgastar e isolar os países mais pobres para muito mais facilmente os dominar e saquear. A troika sabe muito bem que é assim, por isso fá-lo.

queda dos eua

Segundo resultados publicados na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, o principal motor da evolução da complexidade das sociedades humanas, são as guerras intensivas.

Dizem os entendidos na matéria, que a América vai ter uma derrapagem suave daqui a 40 anos. É melhor não apostar. O desaparecimento dos Estados Unidos, enquanto superpotência global pode chegar muito mais depressa do que se imagina. Se Washington está convencido que o fim do Século Americano será lá para 2040 ou 2050, uma avaliação mais realista das tendências internas e globais sugere que em 2025, apenas daqui a 15 anos, pode estar tudo acabado excepto a gritaria.

Apesar da aura de omnipotência que a maior parte dos impérios projecta, uma olhadela para a sua história devia lembrar-nos que eles são organismos frágeis. A sua ecologia de poder é tão frágil que, quando as coisas começam a correr mesmo mal, os impérios normalmente desmoronam-se com uma rapidez impiedosa: um ano apenas para Portugal, dois anos para a União Soviética, oito anos para a França, 11 anos para os otomanos, 17 anos para a Grã-Bretanha e, com toda a probabilidade, 22 anos para os Estados Unidos, a contar do ano crucial de 2003.

ricardo salgado - 01set14

Ricardo Salgado é bem o exemplo de como cai um império até mesmo com a proteção de alguns jornais propriedade de alguns amigos (?) do arco da governação com poder, interno e externo.

Uma guerra tem sempre dois beligerantes, neste caso o adversário foi muito mais poderoso e com armas muito mais mortíferas (jornais e não só) com títulos e subtítulos em destaque.

“Ex- Presidente do BES constituído arguido por burla e branqueamento de capitais obrigado a pagar caução de 3 milhões de euros!;“Indícios de Crime ligados a presente de 14 milhões de euros”.

As suspeitas surgem no caso Monte Branco e de branqueamento de capitais interligando-se com a operação Furacão. Toda a gente (cá o Zé povo que dá no duro) dizia que havia gato escondido, mas com o rabo de fora. Não me perguntem como é que o Zé povo tem tanta sapiência, eu não sei, mas que tem, lá isso tem. A verdade é que agora surgem novos elementos.

O caso do Monte Branco teve início em 2006 por suspeitas de andar por aí aquela coisa a que chamam “offshore”. Não entendo lá muito bem o que isto quer dizer, mas, nos meus inúteis conhecimentos de inglês que aprendi nas praias chiquérrimas da Foz do Douro, com os parcos conhecimentos que adquiri digo a um daqueles tipos que gostam de andar com o boné de lado e com o radio encostado ao ouvido e aos berros, grito-lhe: – “É pá, põe o cantante em off”, ou então: “- É pá, põe o cantante em off e depois shore com esse cantante para o mar”.

Peço a quem ler isto que escrevo (há quem diga que é uma cronica) que me desculpe se a tradução não for a mais correta, mas é a que sei. Como acima digo, o meu inglês, francês, etc., foi aprendido na Foz do Douro, para ser mais exacto na “Praia das Pastoras”.

abre-te sesamo

Mas estes mestres do gamanço cursaram naquelas universidades que dão cursos por correspondência e, passados 15 dias, recebem por correio o diploma do curso que muito suor lhes custou (?!) e, juntamente, recebem o diploma de Honoris Causa. Além das muitas regalias a que têm direito, entre algumas; têm o direito a serem ministros, presidentes de países, das EDP, das PT, das CMVM, Bancos e Imperadores do tudo ou nada.

Eu que estudei na universidade da “Praia das Pastoras” durante 10 anos, nunca cheguei a ter um cargo assim. Fui tesoureiro e secretário do “Grupo Dramático Luís Marinho”, profissionalmente, fui torneiro mecânico e técnico de hidráulica. Isto foi o máximo que consegui com tantos anos a limpar as pestanas. Nos cursos que estes senhores tiraram aprenderam a dizer que “offshore” é um paraíso fiscal.

Por acaso também conheço um paraíso, mas este é na Foz do Douro mesmo paralelo à rua Padre Luís Cabral (um dia conto a historia deste Padre Luís Cabral). Em tempos, muito, muito distantes, ouvia contar a história do Ali-Babá e os 40 ladrões. Dizia-se que estes ladrões tinham o produto dos roubos numa gruta tapada com uma enorme pedra. Para terem acesso ao produto do roubo diziam a palavra passe:  “Abre-te Sésamo!”. Hoje, seculo XXI, cheio de tecnologia, para terem acesso ao produto dos roubos dizem: “Abre-te off-shore”.

Bom, foi com o envio do cacau lá para fora e, mais umas prendas de 14 milhões…?! (chiça, não tenho sorte nenhuma. Eu que com mil euritos ficava com o meu carro novo, podendo assim ir à poesia a todos os lados, estou tramado, só vou à poesia se ficar perto do Metro. Fora isso, nem vale a pena pensar, o meu pópó chia tanto que mais parece uma segunda buzina. Já sei; já sei, ninguém tem culpa que eu não tivesse nascido de cú para o ar. Nasci ao contrário, ainda bem, com os distraídos (pedófilos) que andam por aí nunca se sabe! Dou muitas graças há minha mãezinha o ter-me amandado cá para fora de cabeça e barriga para o ar pronto a mijar na cara da primeira enfermeira que me pôs a mão).

Foi com oferta dos 14 milhões que a coisa começou a dar bronca e os casos começaram a aparecer e são uma infinidade deles. Além da já mencionada dádiva, também temos Monte Branco, Portucale, submarinos, a compra de influências na aquisição de acções da EDP, REN e o mais que por aí andará.

O sr Ricardo Salgado, o Duarte Lima (advogado)  – faço aqui uma chamada de atenção, sou Duarte Lima, mas não sou o advogado, sou o outro o técnico de hidráulica-, Manuel Vilarinho, o Zé das Medalhas (este, o Zé das medalhas, já não vai vender mais medalhas à Presidência da Republica para as comemorações do 10 de Junho) e muitos outros chicos espertos, neste lote devem-se incluir, ex- ministros, ex-presidentes e outros “ex” qualquer coisa.

O dinheiro sujo que pode ser de venda de armas, trafico de drogas, trafico de influências, trafico de mulheres para a prostituição, compra de terrenos que não valiam ponta de um corno, com as (más) influencias passaram a valer milhões, etc. Envia-se para a empresa de limpezas AKOYA, e sai de lá limpinho, limpinho.

lavar dinheiro

Já faz muito tempo que acabaram os lavadouros públicos, não me lembro de nestes lavadouros lavarem dinheiro. Lavavam isso sim, uns farrapos à noite para vestirem no dia seguinte. Lavavam a língua, as disputas ficavam bem limpinhas usando, para uma melhor limpeza, uns socos, uns puxões de cabelos e uns palavrões genuinamente bem portugueses e que muito enriqueceu o meu vocabulário.

Apareceram as máquinas de uso doméstico, desapareceram os lavadouros públicos. Na verdade não fiquei muito aborrecido, linguisticamente já tinha aprendido tudo o que era para aprender.

Faço aqui uma pequena pausa no assunto principal desta crónica (?!)…

Tinha eu talvez uns 10 anos, como o meu infantário era a rua, as bouças, a praia, desta vez andava eu pelo mato com a minha companheira chamada fisga. Lembrei-me de apanhar umas quantas sardoniscas. Coloquei-as numa lata e sem que ninguém visse, despejei as sardoniscas no lavadouro. Os gritos das mulheres eram de tal forma que mais pareciam que estavam a ser violadas pelo violador de Telheiras. Como eu ria desmesuradamente, logo se apercebiam que tinha sido eu a colocar aqueles crocodilos em tamanho miniatural.

Foi neste exacto momento que fiquei, a saber, o dicionário todo, de fio a pavio. Claro que não há bela sem senão, levei cá um treino da minha mãe que mais parecia que estava a servir de saco de boxe. Mas eu pela cultura fui capaz de todos os sacrifícios e este de ser saco de boxe da minha mãe foi um deles.

Retomando o tema. Com as inovações tecnológicas vieram as máquinas de lavar para uso domestico. Na verdade estas máquinas trouxeram alguns conflitos em alguns casais e por quê?

Muitos maridos enrolavam uma nota de vinte escudos, na época era bastante significativo, hoje, imaginemos dez euros, já dá para umas cervejolas. As notas eram, e são tão bem enroladas que se metiam num canto qualquer do bolso, passando bem despercebidas e que por esquecimento lá iam tomar banho.

Quando o marido vestia a mesma roupa não encontrava a nota, encontrava uns bocadinhos de papel que não dava para a cervejola. Logo nascia uma discussão pegada que muitas vezes redundava em agressões.

As cabeças pensadoras que grassam por esse mundo fora e que já tinham levado uns sopapos da sua amantíssima esposa, inventaram a máquina de lavar a seco. Esta invenção veio resolver alguns problemas, mas não todos. Ninguém está a imaginar as sanguessugas deste país a encherem de massa o bolso das roupas que mandavam lavar a seco. Isso é que era bom! Ah, ah.

É aqui que entra o Ricardo Salgado mais o seu primo Manuel Ricardo, os dois elaboraram o esquema da lavagem do dinheiro. Entretanto o Manuel Ricardo morre, o Ricardo Salgado fica com todo o monopólio do esquema que tinha delineado com o seu primo.

justica - 01set14

E de lavagem em lavagem começa a construir o seu império e já como imperador recebe títulos a torto e a direito. Foi nomeado pela Associação Portuguesa de Economistas, “Economista do Ano” “Personalidade do Ano” e muitas outras condecorações que recebeu em Portugal, Brasil, França e sabe-se lá mais onde.

Este criminoso financeiro foi durante muito, mas mesmo muito tempo, conhecido como o banqueiro de todos os regimes. Quer dizer depois de 1976 não houve um só regime – quer fossem presidentes querem fossem ministros -, que não recebessem benesses deste ladrão.
Uma vez mais a história nos prova que os impérios e os imperadores não são eternos. Mais uma vez um império e um imperador desmoronam-se como um castelo de cartas. Esperemos que a Justiça seja mesmo Justiça, que seja diferente da que tivemos até aqui.

Que tirem da fortuna dele e dos outros que beneficiaram com estes  esquemas fraudulentos e o reponham no banco. É exigível que paguem os impostos devidos ao estado com a fuga de capitais e que sejam presos porque se tratam de ladrões.

Uma vez mais é este miserável e sofredor povo que vai pagar, hoje mesmo, foi anunciado que o desafogo que veio da troika vai para o fundo de maneio para o novo “Bom Banco”.

Depois de ouvir esta notícia interroguei-me: Se, como dizem, o “Banco Bom” está de boa saúde financeira e com bons activos, por que razão vão lá meter o dinheiro da troika? Não será que foi este o acordo estabelecido nas reuniões entre o Ricardo Salgado e o Passos Coelho?

O que irão fazer a toda esta quadrilha de ladrões, Ricardo Salgado, Carlos Costa e todos os outros? Qual a responsabilidade que vão imputar ao governador do Banco de Portugal que dizia, um dia antes da decisão tomada que estava tudo sob controle, induzindo os accionistas a deixarem a lá ficar o dinheiro.

Serão eles punidos! Ou serão enviados para uma “Resort” em Cabo Verde?

Aposto que vão ser condenados a ir para Cabo Verde.

Mais uma vez, o dinheiro, esse vil metal que comanda todos os egoísmos, que levanta impérios, que escraviza todo um povo está no centro da pobreza e do descrédito deste meu Portugal.

MEUS GEMIDOS

Sofro com a pouca resistência

E a pobreza do meu país

E vejo como a nossa independência

Dependem de uns poucos ditadores

Da vontade e do prazer

De nos roubar sem decência

Sozinho que posso fazer?

Resta-me mendigar

Na rua, ou de porta em porta

A esmola da minha revolta

E na dor dos meus gemidos

Aquando chicoteado

Com o chicote do desprezo

Que os meus ais sejam ouvidos

Como um hino e ser cantado

Pelos roubados e desfavorecidos

Gritemos a nossa revolta

De vencer a vontade

De reconquistar nossa liberdade

Foz do Douro, 05 de Agosto de 2014

António D. Lima

 

Fontes: Wikipédia e Jornal de Noticias

Fotos: Pesquisa Google

 

 

Por vontade do autor, e de acordo com o ponto 5 do Estatuto Editorial do “Etc eTal jornal”, o texto inserto nesta rubrica foi escrito de acordo com a antiga ortografia portuguesa.

 

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