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NÃO À AGREGAÇÃO

DA FREGUESIA DO BONFIM

 

 

 

Independentemente de entender haver necessidade de uma organização do mapa autárquico nacional, uma vez que existem freguesias urbanas (São Nicolau, Vitória, etc.) extremamente pequenas, e que a mesma seja orientada para a melhoria do serviço às populações, devemos manifestar as nossas opiniões em prol de minimização do impacto que a mesma poderá vir a causar, a todos os Bonfinenses, bem como a todos aqueles que diariamente servem esta autarquia.

 

Juntamente com o meu companheiro José Lachado, fomos os únicos a apresentar propostas em que a freguesia do Bonfim (Porto) se deve manter uma vez que cumpre os requisitos previstos, pelo que não deve ser extinta ou agrupada a qualquer outra.

Conheço bem as várias coletividades da freguesia bem como o trabalho social que foi desenvolvido pela Junta. Ao eliminar a freguesia do Bonfim toda a população, as coletividades, as entidades culturais e recreativas saem a perder e deixam de ter o apoio e o carinho que tiveram ao longo dos anos.

 

No meu entender, a reorganização que propõem não vai resolver em nada a situação financeira das freguesias e muito menos a do país, no meu entender o grave problema financeiro das juntas de freguesia advêm da falta de cuidado dos partidos na escolha dos elementos que fazem parte das mesmas, pelo que estamos sujeitos a, havendo megafreguesias, os problemas financeiros serem ainda maiores se não houver responsáveis que saibam gerir as mesmas. Ainda não vi qualquer processo neste país a ser aberto por má gerência dos dinheiros das freguesias.

 

Estamos a começar a construir a casa pelo telhado. Como é possível reorganizar as freguesias antes de fazer a reorganização dos municípios? Só se pode pensar em reorganizar as freguesias após saber como irão ficar agrupados os municípios.

Será que a ideia é não mexer nos municípios e os problemas apenas se encontram nas freguesias?

Como se pode fazer qualquer reorganização das freguesias, sem existir um debate de ideias de quais serão as competências que as futuras freguesias passarão a ter?

Numa altura em que infelizmente todos os dias se encontram idosos que morrem sozinhos em suas casas, e que a maioria das freguesias não tem identificação sobre este tipo de situações, com as megafreguesias não será mais difícil de identificar essas situações uma vez que as juntas estarão mais afastadas das populações.

 

Nas freguesias aglomeradas a proposta é que uma série de decisões sejam tomadas após as eleições, tais como: onde se situa a sede da freguesia, qual as valências que ficam ativas, quais as competências das freguesias, etc.

Será democrático os eleitores terem de manifestar o seu voto em eleições sem estarem definidos estes critérios antes da referida eleição autárquica?

Na minha perspetiva, o assunto da reorganização da administração local, está inserido num debate mais profundo, que é o de definirmos que modelo de país queremos no futuro.

Estando já marcada para o próximo dia 9 de Julho a Assembleia Municipal, que se irá pronunciar sobre a reorganização administrativa para a nossa cidade, mais uma vez insisto que na lei apresentada, a freguesia do Bonfim cumpre os requisitos impostos.

Pelo que, apelo a todos os eleitos do Bonfim, às coletividades, às entidades culturais e desportivas, e aos Bonfinenses que participem em todas as atividades sobre a reforma administrativa, e demonstrem a sua rejeição a qualquer alteração, quer seja por anexação a outras freguesias, ou desmembramento da nossa freguesia do Bonfim.

No que me diz respeito podem contar comigo para defender os interesses da freguesia, como sempre o fiz.

 

 

José Soares

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