Menu Fechar

Marketing, Publicidade e Consumismo

Humberto Martins

 

A Publicidade e o excesso de consumo em Portugal e no Mundo, estão colocando em risco o nosso planeta. Os “marketeiros”, como um filósofo lhes chama, estão sem controle e estão a destruir o nosso planeta, na opinião de muitos, e é necessário agir rapidamente. O planeta é insustentável com o que se está a consumir, os nossos políticos em Portugal têm medo de afirmar que temos de parar com este consumo desenfreado, porque é uma matéria muito sensível e não dá votos, mas a coragem e os valores éticos e morais têm de prevalecer. A ciência está constantemente a nos alertar para esse facto, estamos a sete anos do não retorno a nível ambiental.

Todos sabemos que dizer para ter só um automóvel por pessoa ou família, e que o mesmo deve durar no mínimo 10 anos, antes de o trocar por outro, não dá votos, sei que dizer para ter um telemóvel e o mesmo tem de durar três ou quatro anos, também não dá votos, mas “todos” sabemos que deveria ser assim! Estes dois produtos que mencionei são altamente poluentes.

Não podemos andar a fabricar milhões e milhões deles eternamente, porque depois do final da vida, nem todos são reciclados e muitas vezes são abandonados na natureza, poluindo rios e florestas. Ir à raiz dos problemas não é ser radical, esta é a mais pura realidade e ninguém pode negar esta evidência. É preciso falar de sobriedade, ser sóbrio é ter tempo para ser livre, não te deixes transformar em um escravo, atrás de uma peripécia material. Não te acostumes a viver de vaidade! Não vivas na moda! A moda é ser livre! e para ser livre é preciso ter tempo. Não te deixes influenciar pelo marketing, ele te engana todos os dias, temos de ter tempo para o sentimento, para o amor, para a família e para aquilo que te realiza interiormente, fazer o que te der vontade.

Não tenham dúvidas que o poder financeiro domina as sociedades e os nossos governantes são marionetes em suas mãos, não há interesse que isto se altere. As mudanças têm de existir e ser mais profundas, ir na distribuição mais justa da riqueza, os ricos têm de entender isso de uma vez por todas. Para construir as mudanças essenciais só há um remédio é construir ferramentas coletivas que unam e que levem a uma igualdade de direitos, mas para isso é necessário tempo, muito tempo. Não é com um grito de uma pessoa isolada numa praça que muda o quer que seja, mas há que construir sistematicamente com paciência uma força coletiva, isto é difícil no mundo contemporâneo, cada vez mais difícil porque cada ser humano está absorvido pelo mercado pelo consumismo e pelas contas que tem de pagar no fim do mês e nem dá conta que ele é o instrumento principal e necessário dessa mudança.

Criar uma disciplina mais coletiva é uma espécie de luxo cada vez mais difícil para o homem atual, mas há que despertar consciências e esse é o papel a meu ver dos partidos políticos. É preciso uma nova política tributária, que pague mais, quem tem mais, é um princípio de humanidade. Em Portugal o imposto é regressivo, paga mais! quem ganha menos e quase não paga quem ganha muito! As empresas e os grandes empresários, eles a classe rica, sonegam até ao limite; o pobre não pode sonegar nada, porque ele é descontado na fonte, o desconto está na folha do recibo, é automático.

 

Foto: pesquisa Web

 

01dez21

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.