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Ovar – O “Festa’22” regressou com os sons da lusofonia para celebração da alegria, da tolerância e da paz

O Festa não é um festival nem um alinhamento de concertos. É muito mais!” esta foi a ideia reafirmada em vários momentos por Alexandre Rosas, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ovar que dois anos depois, voltou a organizar o Festa´22 que decorreu no dia 9 de julho, tendo como grande palco natural o aprazível Parque Urbano de Ovar que acolheu os diferentes palcos (palco festa, palco verde e palco rio), assim como espaços para vários outros eventos da programação deste “encontro multicultural”.

 

José Lopes

(texto e fotos)

 

 

Os sons da lusofonia também estiveram de volta neste regresso do Festa para “a celebração da alegria, da cultura plural, da tolerância, da paz, da vida!”, através da música e outras manifestações artísticas de um evento em que se procura fomentar “o encontro e o convívio”.

Com a animação de rua a deambular pela cidade de Ovar para a abertura do Festa num sábado de muito calor, as áreas mais frescas do Parque Urbano de Ovar como as margens do Rio Cáster e as sombras das arvores que se vão consolidando com o reforço de arborização neste projeto do arquiteto paisagístico Sidónio Pardal, inaugurado em 2013, foram os locais que proporcionaram pontos de encontro para animados convívios familiares, com os três palcos em fundo, por onde passaram artistas de diferentes expressões e estilos, tendo a lusofonia como “marca identitária” deste evento.

Na música, que ocupou lugar de destaque no Festa, a magia aconteceu no espetáculo à noite com uma adesão de público extraordinária, que reuniu no mesmo palco a voz de Dino d´Santiago e a Orquestra Filarmonia das Beiras, dirigida pelo Maestro António Vassalo Lourenço, com arranjos de de João Martins. Momento caloroso de ritmos de Cabo Verde para a interpretação de temas como “Kriolu”, “Brava” ou “Kem Ki Falu”. Canções intercaladas de mensagens integradas no espirito do evento, que para alguns admiradores nas redes sociais, “é esta a melhor forma de responder com amor ao ódio que outros querem fazer crescer”.

Dino d´Santiago que levou a concentração humana presente no Parque Urbano de Ovar ao rubro com “Kriolu”, “considerado um dos melhores álbuns por meios como o Público, Time Out ou Blitz e a nível internacional pela conceituada Rolling Stone”. No final, depois de pedir licença para sair do palco, o cantor escutou bem junto do público os arranjos orquestrados por João Martins para “Mundu Nobu”, tocado pela Orquestra Filarmonia das Beiras. Momento marcante logo seguido pela ida de Dino d´Santiago para o meio do público.

A noite deste dia do Festa terminou com “Criatura” mais “Coro dos Anjos”. Um “eclético bando de músicos, artistas e gente que se dedica a revisitar a memória popular do território que habita e que a partir dela se propõe a criar música e arte que nasce de outras formas de olhar, sentir e ser a tradição”. A “Criatura” veio este ano ao palco principal, acompanhada pelo Coro dos Anjos para um concerto especial que encerrou o Festa com muita festa.

Neste Festa’22 os sons da lusofonia preencheram igualmente a programação de uma recheada tarde, com Jéssica Pina (Portugal), “Projeto Ferver” (Portugal/Brasil), Leo Middea (Brasil) e “Fogo Fogo” (Portugal/Cabo Verde).

 

 

11jul22

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