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Museu Judaico do Porto celebra ‘Dia Europeu da Cultura Judaica’ a 4 de setembro

No âmbito do Dia Europeu da Cultura Judaica, que em 2022 se celebra a 4 de setembro, o Museu Judaico do Porto apresenta uma programação especial que revisita a diáspora judaica que se cruza com a História da Cidade do Porto, tendo em vista a preservação da história, cultura e memória deste povo no nosso país.

O Dia Europeu da Cultura Judaica visa dar a conhecer e preservar a cultura e a tradição judaicas na Europa, através de um programa de conferências, concertos, espetáculos, visitas guiadas, entre outras atividades coordenadas pela Associação Europeia para a Preservação e Promoção da Cultura Judaica e do Património, pelo Conselho Europeu de Comunidades Judaicas, pela B’nai B’rith Europa e pela Biblioteca Nacional de Israel em diversas cidades europeias.

O Museu Judaico do Porto detém uma variada coleção de objetos e documentos relacionados com a prática religiosa judaica e com a história dos judeus na Cidade do Porto. Através das visitas guiadas, os visitantes poderão conhecer a importância arquitetónica e simbólica da maior Sinagoga da Península Ibérica, mas também descobrir as diversas expressões, histórias, memórias, tradições e valores da cultura judaica, em diálogo estreito com a Cidade do Porto.

Neste dia, o Museu estará aberto a toda a população, com entrada livre. Uma oportunidade única, uma vez que, durante o ano, o Museu apenas está aberto às escolas, cursos de professores e à comunidade judaica.

Eis a programação completa:

Exibição do filme ‘Sefarad’ no Museu Judaico do Porto

Entrada livre.

Sessões às 10h30, 12h30 e 15h00.

‘Sefarad’ conta a história da comunidade judaica na cidade do Porto desde 1496 até à atualidade.

Em 1496, o rei D. Manuel proibiu o judaísmo e, por este motivo, a religião desaparece de Portugal; 400 anos depois, o capitão do exército português Barros Basto converte-se ao judaísmo e, juntamente com cerca de vinte comerciantes judeus, funda a Comunidade Judaica.

Ao longo da película é dada particular atenção à tentativa de Barros Basto de apoiar os refugiados judeus da Segunda Guerra Mundial e ajudar no retorno dos criptojudeus e dos marranos ao judaísmo. O plano falhou e Barros Basto foi vítima de denúncias anónimas, pelo que o Estado viria a expulsá-lo do exército.

MUSEU DO HOLOCAUSTO DO PORTO

Entrada livre.

Todo o dia.

Criado em 2021, pela Comunidade Judaica do Porto em parceria com a B’nai B’rith International e museus do Holocausto de todo o mundo, o Museu do Holocausto do Porto dirige-se ao grande público, prestando apoio à investigação sobre o este período da História.

O Museu é a materialização do repto lançado à sociedade civil “Nunca Esquecer, em torno da memória do Holocausto” e pretende honrar a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, da qual Portugal é membro.

O Museu do Holocausto do Porto guarda documentos e objetos deixados pelos refugiados na Sinagoga do Porto, durante a Segunda Guerra Mundial.

O espaço integra uma estratégia de combate ao antissemitismo que já conta com o Museu Judaico do Porto e com visitas de escolas à Sinagoga do Porto.

Durante a visita ao Museu do Holocausto do Porto, será apresentado um excerto da longa metragem “A Luz de Judá”, com passagens de refugiados judeus na Cidade do Porto em 1940.

O filme, baseado em factos reais, percorre a história secular dos judeus em Portugal e no Porto, desde a Idade Média até à Inquisição, da Modernidade até aos dias de hoje. O enredo principal é animado pelo diálogo entre as duas comunidades – a católica e a judaica – presentes na cidade antes mesmo de existir o Reino de Portugal.

 

Texto: Museu Judaico do Porto / Etc. e Tal

Foto: pesquisa web

 

27ago22

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