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Apresentação de uma história em construção

Orlando Esteves

 

Ter a oportunidade de ser autor e responsável por um espaço que abordará diversos temas relacionados com ‘scouting’ é, para mim, não só um motivo de enorme orgulho, mas também o assumir de responsabilidade perante todos os que terão a oportunidade de ler o que escrevo, desde aquele que nunca ouviu falar nisto até a referências na área que poderão passar por aqui.

Desde o meu ponto de vista, todos terão valor, já que o que os distingue não são mais que etapas no seu percurso individual que, podendo ser diferente, não deixa de gerar em mim admiração, seja pelo ‘scout’ de topo por tudo o que representa na área, como por aquele que pouco ou nada sabe, mas que é suficientemente curioso para um dia saber.

Vivo nesta área com um espírito totalmente aberto, manifestando liberdade total para adquirir, aqui e acolá, todo o tipo de conhecimento que me faça crescer e ser, no final do dia, alguém que, conhecendo mais, também estará mais habilitado a ser melhor.

Sem ter chegado onde quero chegar, já não estou onde estava e cada passo resultou de vários aspetos, sendo um deles a necessidade de conhecer mais, de saber mais e, por fim, de integrar diferentes contextos que fizessem de mim alguém mais completo nesta área.

Fui fiel ao plano que defini e que fui redefinindo com o objetivo de o melhorar, seguindo sempre aquilo em que acreditava e nunca cedendo à sociedade que, muitas vezes, implementa em nós a pressa de chegar ao destino sem considerar todo o percurso.

Apesar de a casa de partida remeter para uma zona geográfica que, na maioria das vezes, para as pessoas daquela região, é um obstáculo, decidi que nunca poderia ser assim, aproveitando também o rumo que a minha vida foi tomando na sequência das oportunidades que fui procurando, encontrando e aproveitando.

Nunca será somente por sorte porque, com a máxima honestidade, acredito verdadeiramente que temos de a procurar e, quando o fazemos, não se trata apenas de ir diretamente à fonte, mas sim de ir estando atento aos pequenos vestígios de água que existem pelo caminho.

Lembro-me, como se fosse hoje, de pesquisar sobre ‘scouting’ e pouco ou nada encontrar e, naquele momento, foi algo que me indignou, pois achava que as pessoas deviam partilhar um pouco da forma como se chega e não apenas a felicidade da chegada.

Também me recordo de encontrar um testemunho de alguém que chegou e um pouco da forma como o fez e, naquela fase, foi algo que teve significado para mim, pois foi uma demonstração mais clara de que, embora fosse difícil, era possível.

‘scouting’…

Atualmente, com este espaço, gostava de ser para alguém, no mínimo, um pouco do que aquele testemunho foi para mim porque, embora já tenha conseguido dar alguns passos, entretanto, aquele foi, seguramente, um dos primeiros.

Sem querer estratificar, considero que hoje há pessoas que veem no ‘scouting’ aquilo que eu vi, isto é, uma área apaixonante, mas que não é só composta de virtudes e outros que, pelo que vou vendo, a encaram como algo que está na moda e que, para além disso, seria um mundo pouco exigente em que se pode ganhar dinheiro sem fazer muito ainda que, naturalmente, esta visão surja na base do desconhecimento.

Ao longo do meu percurso, já tive a possibilidade de contactar com diversos tipos de abordagem ao ‘scouting’ e se, muitas vezes, muitos têm um certo receio de partilhar informação por medo de perder um determinado lugar, no que me diz respeito, sempre que me perguntam algo, tento sempre responder da melhor forma que conseguir porque, sinceramente, acredito que a seleção deve ser feita pela exigência e não por nós.

Acredito, com a máxima convicção, que quem tem valor acabará por chegar onde tem de chegar porque, para quem tem capacidade, haverá sempre, no mínimo, uma oportunidade.

Sem querer fazer desta partilha uma espécie de texto motivacional, não quero deixar de recomendar a confiança: confiança em nós, no nosso valor e no processo que nos levará até ao patamar a que queremos chegar.

Firmes e focados, estaremos preparados para lidar com os momentos mais felizes que nos podem iludir e os menos bons que nos podem fazer querer desistir.

Ao longo do meu curto percurso nesta área, já vivi vários tipos de momentos: os que parecem ser um sonho, os que reforçam a confiança na nossa capacidade, os que nos fazem duvidar dela e, inclusive, os que nos fazem querer desistir porque, simplesmente, quase nos deitam ao chão.

No fundo, tudo o que disse vai desaguar a uma palavra que, na minha opinião, é uma das mais importantes em qualquer processo de evolução: o equilíbrio.

Penso que devemos manter o equilíbrio entre o que somos ou fomos no início e o que queremos ser no futuro e, como resultado, viveremos um presente que fará sentido.

Hoje, para mim, faz sentido apresentar um pouco da minha história que está em construção para que, daqui em diante, conheçam, não só mais um scout, mas também um pouco do percurso que o trouxe até aqui.

Epifanias de um scout’ será, fundamentalmente, um espaço de alguém que é apaixonado por esta área e que vos transmitirá sempre a verdade sobre aquilo que vai vivendo no mundo do ‘scouting’.

 

 

Foto: pesquisa web

 

01nov22

 

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