António D. Lima / Tribuna Livre
Quando se elege um Presidente da República os eleitores fazem-no conscientemente ou, então, são paus mandados e fazem o que os seus partidos mandam, obedecendo assim, à disciplina do voto, não se dando ao trabalho de analisar a estatura moral dos candidatos recomendados pelos seus partidos.
Os que votam conscientemente, fazem uma análise ao estatuto moral dos candidatos para, possivelmente, ocupar o a mais alto cargo de uma nação e votam em consciência.
Nem sempre quem vota em consciência fá-lo bem, por uma ou outra razão falham, depois lamentam-se, é natural, nem sempre o que parece é. Mais importante do que se sentir desiludido, será a não voltar a cometer os mesmos erros de análise, tendo por isso, que ser mais criterioso na vez seguinte.
Eu sempre votei, desde a primeira eleição, até ao presente e, de todas as vezes que votei, nunca acertei em nenhum presidente da minha escolha criteriosa, enfim, lá virá o dia que acertarei e quando acertar, tenho a esperança de que teremos um futuro mais risonho.
De todos os presidentes já eleitos, não posso dizer em consciência, fosse ele qual fosse que, colocaram acima das suas ambições pessoais ou partidárias, os interesses do país e do povo e o respeito pela constituição da Republica Portuguesa. Nenhum o fez, pelo contrário, alguns houveram que mostraram total desrespeito e cinismo irresponsável como se estivessem acima da lei, calcando e recalcando direitos e obrigações constitucionais.
De todos os presidentes eleitos, destaco três pela negativa e, pelo ódio que lhes tenho. Sem medo de os chamar de exterminadores, todos os três são farinha do mesmo saco. Os outros presidentes que não refiro neste escrito, são os que passaram pelo mais alto cargo desta nação sem darem grandes lucros, nem grandes prejuízos. “Étaient-ils étaient”.
Começarei então, procurando não me alongar muito nas razões porque estes presidentes merecem o meu desprezo.
1º Exterminador. António Spínola, há época General no ativo, ditador, merdoso. Quando se apercebeu que a derrota militar estava iminente na Guiné, abandonou os homens que estavam sob o seu comando, dando uma qualquer desculpa. Regressou a Portugal todo mal cheiroso pela diarreia mental e intestinal. Sendo contactado pelo Movimento dos Militares, anuiu e aderiu ao movimento dos Capitães de Abril. Não sendo eu um técnico de técnicas militares e pelo o que depois se passou, o Spínola mais não fez do que planear a sua ambição futura, o que veio a acontecer.
Logo apos o 25 de Abril de 1974, foi nomeado Presidente da República. Depois de descoberta a sua ânsia de poder, na sua tentativa de uma guerra civil, incitando civis e militares à intentona do 28 de Setembro, “A Maioria Silenciosa”. Esta tentativa teve o apoio de Mário Soares e de outros sectores financeiros muito poderosos. Fracassada esta tentativa, prepararam uma nova intentona, esta veio a realizar-se em 11 de Março
Neste golpe contra revolucionário, aderiram paraquedista e aviação, resultando na morte de um militar do RALIS. A morte deste militar originou um levantamento popular que marcharam até ao quartel do RALIS, armados com o coração e palavras, apelando e avisando os paraquedistas que eles também seriam vítimas da ação que estavam a levar a cabo. Compreenderam o erro e, paraquedistas e militares do Exército, abraçaram-se. Foi bonito de se ver. Tenho essa imagem gravada dentro de mim. Novamente Mário Soares à espera de outra oportunidade que veio acontecer.
25 de Novembro, ao contrário das intentonas anteriores, esta, pelo menos, tentaram organizar por forma a que desse certo. Como anteriormente, Mário Soares apoiava este movimento politicamente, levando consigo para o Porto outros membros e militantes do partido socialista. Esta ida para o Porto tinha como objetivo deixar isolados em Lisboa os militares que se identificavam com a esquerda, o partido comunista e o povo.
Além dos militares fascistas, Mário Soares também tinha o apoio dos seus amigos, Frank Carlucci, embaixador americano e de um alto funcionário da Intelligence Service. O apoio era dado em forma de armas e apoio logístico.
Uma vez mais, o fracasso foi de tal ordem que o Conselho da Revolução, prendeu e exonerou o fascista António Spínola e outros. Alguns dos contra revolucionários fugiram, outros, tal como os camaleões mudaram de roupagem (Mário Soares) e, protegidos por alguns militares de esquerda, apresentou-se o mais inocentemente possível e mais tarde como do partido da rosa
Costa Gomes, também ele General-Marechal, foi indigitado como o novo Presidente da Republica. Homem de bem, honesto e, com o medo da mortandade entre irmãos portugueses que se adivinhava, não deixou que os militares interviessem na acção levada a cabo por Ramalho Eanes, apoderando-se este do poder.
Ramalho Eanes, nas primeiras eleições democráticas para a presidência da república, foi eleito por maioria logo na primeira volta, utilizou para o efeito o slogan, um presidente para todos os portugueses. Enquanto presidente geriu mais ou menos os primeiros passos de um novo país democrático. Repondo assim, alguma estabilidade no governo e no país.
2º Exterminador. Mário Soares. Este sim, este fez muito mal a este povo de brandos costumes, tanto como contrarrevolucionário, primeiro-ministro e também como Presidente da República.
Razão pela qual nutro um profundo odio a este e ao Cavaco Silva, ambos afrontadores da legalidade democrática, bajuladores, corruptos e ladrões mas…já lá chegaremos.
Mário Soares quando no seu exilio! (veio a Portugal algumas vezes?) não entendo como não era perseguido pelos “lobos maus”, enfim, outras contas de um outro rosário.
No caminho político deu muitas cambalhotas. Foi maçónico em França, pediu ajuda à maçonaria, queimou a bandeira portuguesa numa manifestação contra a ditadura salazarista, em França. Embora no exilio, demonstrou uma total ausência de respeito pelo símbolo máximo da nação portuguesa.
Assim, e conforme a Constituição na alínea a) do nº 1 do artigo 201 diz o seguinte. “Artigo 1º: A Bandeira Nacional, como símbolo da Pátria, representa a soberania da Nação, e a independência, a unidade e integridade de Portugal, devendo ser respeitada por todos os cidadãos, sob pena de sujeição à comunicação prevista na lei penal”.
Quer dizer, são julgados pelo desrespeito e escarnio. Ora depois do 25 de Abril não aconteceu nada, naturalmente porque não interessava aos responsáveis lembrarem-se deste episódio. Será esta uma das razões porque todos os atos políticos cometidos antes do 25 de Abril foram abrangidos pela amnistia? Ok! De acordo, só que houve muitos revolucionários que lutaram clandestinamente e não tenho conhecimento de terem queimado, enxovalhado o nosso símbolo máximo.
Mas, as porcarias feitas por este homem (assim mesmo com letra muito pequenina) não se ficam por aqui. Temos ainda. – A descolonização ligada à célebre frase “atiram-se os brancos aos tubarões. – O tráfico de diamantes e de marfim (dizem). – E agora tem uma fundação, paga com os impostos meus e dos outros.
Impulsionador do estado caótico a que o meu país chegou. Delapidou as nossas reservas de ouro. Iniciou a nossa entrada na EU abrindo caminho à integração, mais tarde, da moeda única. Objetivo único, Poder, muito Poder.
3º Exterminador. Cavaco Silva. Todos estes exterminadores tem um ponto comum, o poder e a destruição do país. O desrespeito à Bandeira Nacional, este como o Mário, deveriam ser presos, é assim que manda a lei, era assim que as autoridades deveriam proceder.
Cavaco Silva, foi para o ultramar entre 1963 a 1965. Em 1964, reza a biografia dele, licenciou-se em economia com a classificação mais alta do ano. Aqui no meu fraco poder de raciocínio não consigo entender como e a onde completou a licenciatura. Veio a Portugal? Foi no ultramar? Mas que diabo! Se os residentes do Ultramar vinham ao continente para se cá formarem… Bom, é capaz de também ele ter vindo cá ao continente acabar a sua formação académica e fê-lo em grande, “com a mais alta nota do ano!”. Se assim foi, o curso também deveria ter sido comprado, nunca ninguém governou tão mal, todo o tempo como primeiro-ministro só fez asneira, massacrou originou o início do empobrecimento deste pobre povo, fez a reforma fiscal do IRS e do IRC.
Privatizou empresas públicas, fez reformas laborais, fez a reforma das pescas, agraria, etc. Estas reformas foram feitas para estabelecer o ato único Europeu remendando a merda que estavam a fazer dizendo que era uma imposição para a adesão à CEE e CPLP.
A malta não pediu para entrar na moeda única, protestava e com muita razão mas este menino do coro dizia que as forças do bloqueio não o deixavam trabalhar.
Sublinhei a frase acima porque me deu vontade de rir, estas pessoas serão assim tão lerdinhas das ideias? Esqueceu-se que em 1985 teve um processo disciplinar por faltas nas suas obrigações académicas? Eu francamente e, apesar de me dar vontade de rir, compreendo que tenha estes lapsos de memória. Todos sabemos que volta não volta dá-lhe o “fanico” e lá tem que ir ao colinho…É isso! O que ele quer é colinho.
Foi por querer colinho que, em 1967, preencheu a ficha para integrar a PIDE. Como é lerdinho das ideias e depois de confrontado sem poder desmentir porque os documentos estão na Torre do Tombo, diz não se lembrar. Porra, o homem está mesmo doente.
Pode não parecer, mas eu gramo este homem à brava e sabem porquê? Porque é um homem de ideias firmes, sim senhor. Em 1989 recusou atribuir uma pensão a Salgueiro Maia. Mas que é isso de dar uma pensão a um homem que se armou em herói pegando num carro de combate e levou-o debaixo do braço postando-se frente ao quartel do Carmo sentado no brinquedo esperou e prendeu uns tipos que tinham a mania que eram maus.
Diga-se que o Sr. Silva não ficou lá muito contente. Impediram que ele realiza-se o sonho dele, ser agente da PIDE, mas ele vingou-se, atribuiu pensões a dois ex-PIDE (António Bernardo e Óscar Cardoso).
Anos depois, 20 passados e com um espinho atravessado, lá levou uma coroa de flores e depositou-a na estátua do Salgueiro Maia. Como se diz, “a vingança serve-se fria” não foi ao funeral do prémio Nobel da Literatura; José Saramago, nem tão pouco fez qualquer referência a Carlos do Carmo por ter sido distinguido com o Gramy pela sua vasta obra no mundo da canção.
Para que não dissessem que era assim a modos de um Filho de Português, vai daí vota a favor do Apartheid na Africa do Sul e contra a libertação desse grande Homem, de seu nome Nelson Mandela, coerente sim senhor.
Este homem é mais agarrado ao catolicismo do que à história e, tal como o regime fascista quando invocou o aparecimento de Fátima, aproveitou e também ele, invocou Fátima para lhe agradecer a sétima avaliação da troika.
Avesso como é à história. Exterminou o feriado 5 de Outubro e o 1.º de Dezembro, subverteu o feriado do dia de Camões e dia de Portugal, mantendo o feriado e proclamou que “de hora avante” chamar-se-ia dia da raça e da língua das comunidades portuguesas até incluiu uns pais africano que fala francês e a sua língua matumba.
Em 2009, aconteceu o que agora se chama o Ano da Graça e dos milagres, realizou-se mais um santo milagre beneficiando o Sr. Silva e a sua estimada filha, foram beneficiados pela graça das ações da SLN com 147,5 e 209,4 mil euros respetivamente.
Este milagre deu-se porque um Espirito Santo de Orelha deu-lhe uma informação privilegiada e pimba teve direito a toda esta maçaroca que lhe permitiu comprar uma moradia na urbanização da coelha (para quem não sabe é a fêmea do coelho) a umas empresas sediadas em “off-shores”, a porra toda é que o Sr Silva não se recorda em que cartório fez a escritura, diabo da doença coitado.
Como o homem está de bem com o além também recebeu umas valentes maças do Divino Espirito Santo para se recandidatar à Presidência da Republica. Porque será?
Para que conste diz no êxodo que o Exterminador era um Anjo encarregado por Deus para destruir os Egípcios (Povo) que eram inimigos dos Hebreus (Capitalismo). Tá certo
Fotos: Pesquisa Google
Fontes: “Google”; “A verdade e a Mentira na Revolução de Abril”, de Álvaro Cunhal
01jan15
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