Para assinalar o seu 25.º aniversário, o Canto Décimo reuniu no Auditório da Escola Secundária José Macedo Fragateiro (Agrupamento de Escolas de Ovar), em que foi constituído, a 16 de dezembro de 1997 como Grupo Vocal, uma plateia de fãs representativa da comunidade escolar deste Agrupamento, para um Concerto Comemorativo e de Natal, em que foi revisitado o vasto reportório do grupo que tem como diretor artístico Guilhermino Monteiro, fundador deste projeto musical que mantem viva a ‘utopia’.
José Lopes
(texto e fotos)
Na apresentação do concerto, as palavras de agradecimento e de uma breve referência ao inicio da atividade do Canto Décimo, e como surgiu, estiveram a cargo de Manuela Branco, professora aposentada da Escola Secundária José Macedo Fragateiro a que este grupo esteve e está ligado umbilicalmente até rapidamente conquistar um lugar muito próprio na cena musical, interpretando essencialmente música tradicional e popular portuguesa de raiz popular rural e urbana, com particular destaque e energia, de autores como, José Afonso, José Mário Branco ou João Lóio, que, com Regina Castro proporcionaram em dueto um momento musical que marcou o concerto, em ritmo de Marcha de São João, com “sotaque do porto” como referiu o autor e músico João Lóio, que ao longo destes anos, a exemplo de Regina Castro, Octávio Fonseca e Pedro Ramajal, ajudaram ao crescimento do Canto Décimo.
Nesta noite de 16 de dezembro em que a atual direção do AEO presidida por Francisco Bernardes fez as honras da casa aos convidados, nomeadamente alguns antigos elementos que estiveram na origem do grupo musical, seria também destacado o contributo de Cecília Oliveira para o arranque do Canto Décimo na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, a que presidiu e foi diretora até á sua recente aposentação, ‘deixando’ o seu nome ao ‘Auditório Cecília Oliveira’, que acolheu este 25.º aniversário do Canto Décimo, em que, como recordou Manuel Branco, “ainda chegou a participar nos ensaios”.
Tudo começou informalmente como foi lembrado, numa pequena apresentação em outubro de 1997, que aconteceu na sala de professores da antiga Escola Secundária, a atual Escola Sede do AEO, em grande parte composta por alunos de um 11.º Ano de Humanidades e alguns dos seus professores a que outros se juntaram, no âmbito das atividades escolares e por iniciativa e direção musical de Guilhermino Monteiro, então docente nesta Escola. Caminhada a que logo se juntaram outros professores para o primeiro concerto de Natal, que viria a assinalar com sucesso, dada a sua originalidade, a constituição do inicialmente designado ‘Grupo Vocal Canto Décimo’ Escola Secundária José Macedo Fragateiro.
Neste Concerto Comemorativo e de Natal, 25 anos depois, o Canto Décimo assinala ainda, quase duas centenas de concertos realizados e dois discos gravados, continuando a contar entre os seus componentes com a maioria dos seus elementos constituintes, que vão transmitindo e partilhando a novas gerações de professores do AEO, a paixão, o entusiasmo e alegria que esteve na origem deste projeto escolar, que há muito viu reconhecida a sua prestação artística dentro e fora do meio escolar.
Como sempre, sob direção do músico e maestro Guilhermino Monteiro e a participação dos músicos, António Gonçalves, Octávio Fonseca, Pedro Ramajal e Filipe Monteiro, o programa do concerto que contou com cerca de vinte canções, teve início com, ‘Adivinha’, de José Saramago / Luís Pastor, a que se seguiram temas como: ‘Olhos Negro’ (tradicional) ou ‘Por trás daquela janela’ (José Afonso). Seguiram-se ainda da autoria de João Lóio, ‘Amigo é quem vem’, ‘No coração do vento’, ‘Gaivota’, ‘Marcha brilhantina’ (José Topa e João Lóio) ou ‘O Mundo só vai prestar’, para encerrar o Concerto Comemorativo e de Natal, que incluiu também no reportório do programa: ‘Nasceu já nasceu’, ‘José embala o Menino’ e ‘Ave Maria’. O espetáculo terminou com um reconfortante aplauso do público de pé que se estenderam a festejar os 25 anos do Canto Décimo e seus futuros novos sucessos nas cantigas e concertos.
19dez22










