Os trabalhos de retirada dos elementos da derrocada que ocorreu na terça-feira (03jan23) na Avenida Gustavo Eiffel, no Porto, vão demorar cerca de 20 dias, revelou a Câmara do Porto, através de comunicado/esclarecimento à Imprensa, acrescentando que, por enquanto, a circulação permanece cortada.
No referido esclarecimento, enviado esta quinta-feira (05jan23), a autarquia esclarece que os “trabalhos de intervenção na escarpa para retirar os elementos da derrocada iniciaram-se esta manhã e vão dividir-se em duas etapas, com uma duração estimada de 20 dias”.
Numa fase inicial, que deverá demorar três a quatro dias, os trabalhos vão demolir de forma controlada “os elementos em risco de queda, com o recurso a uma auto-grua de grandes dimensões e alcance”.
Durante esse tempo, permanecerá o corte total da circulação de trânsito e o acesso condicionado a peões na Avenida Gustavo Eiffel.
Já a segunda fase dos trabalhos, que a Câmara do Porto prevê que demore cerca de 15 dias, vai retirar do local os elementos demolidos “com recurso a escavadoras giratórias e meios pesados de transporte”, bem como “realizar provisoriamente os movimentos de terra adequados”.
Durante esta segunda fase e só se existirem condições de segurança, é que a autarquia ponderará a abertura da faixa de rodagem do sentido oposto à derrocada “com possibilidade de trânsito em ambos os sentidos, controlado por semáforos provisórios”, adianta.
A intervenção, a cargo da empresa municipal Domus Social, representa um investimento de cerca de 263 mil euros, sendo que, posteriormente irá decorrer uma “intervenção planeada” para a consolidação e estabilização daquela zona da escarpa e que ficará a cargo da empresa municipal GO Porto. “Todas estas ações estão a ser acompanhadas pela Proteção Civil Municipal, que procederá à adequação da intervenção de acordo com o risco e as condições meteorológicas”, acrescenta a autarquia.
De recordar que a derrocada aconteceu na terça-feira (03jan23) pelas 9h50 nas traseiras do hotel ‘Eurostar Porto Douro’, devido à acumulação de água, em consequências das chuvas das últimas semanas, revelou a Câmara do Porto.
A circulação foi cortada na terça-feira, pelas 14h30, no troço entre a ponte Luiz I. e o posto de abastecimento de combustível existente na marginal ribeirinha, sendo o acesso apenas permitido a hóspedes e funcionários do hotel.
A derrocada atingiu dois quartos do aparthotel daquela unidade hoteleira, sem causar vítimas.
Texto: Etc. e Tal / A.I. CM Porto
Foto: CMTV
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