Correspondendo ao apelo do Movimento Democrático de Mulheres – MDM para a participação na manifestação nacional de Mulheres que desfilou no Porto, no passado dia 4 e se irá realizar também no próximo dia 11 em Lisboa. Foram muitas centenas de mulheres dos vários distritos do norte, que saíram à rua exigindo, “direito de viver” e “vencer violência”, porque como afirma a organização, no mote da iniciativa, há “mil razões para lutar” e “os direitos das mulheres não podem esperar!”. Tanto mais no Dia Internacional da Mulher (8 de Março), em que “não há desculpa para retrocessos!”.
José Lopes
(texto e fotos)
Ao apelo do MDM para as mulheres aderirem a esta, “jornada de denúncia dos problemas, de afirmação, de força e unidade das mulheres na defesa e conquista dos seus direitos”, como ação de rua para comemorar de norte a sul do país, o Dia Internacional da Mulher. Juntaram-se ainda várias organizações com as suas bandeiras, intercaladas nas do MDM, as do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais (MARP), que coloriram e deixaram mensagens pelas ruas da cidade do Porto, da Praça da Batalha, até junto à estação de Metro da Trindade. Desfilando pelas artérias, Rua de Santa Catarina, a Rua de Fernandes Tomás entre outras.
Como tinha prometido a organização a cargo do núcleo do Porto do MDM, esta saída à rua acontece, “num momento em que se assiste a um agravamento brutal das condições de vida e de trabalho das mulheres, patente no aumento da precariedade e da exploração, na manutenção de salários, pensões e reformas de miséria, no aumento incomportável dos preços de bens e serviços essenciais a uma vida digna; num momento em que largos sectores de mulheres, e as suas famílias, estão a ser empurradas para a pobreza e para a exclusão”.
Foi assim que decorreu esta manifestação nacional, porque, “os direitos das mulheres não podem esperar. Por isso faremos das comemorações do Dia Internacional da Mulher uma jornada de luta por direitos, pelo direito a uma vida vivida em liberdade, igualdade, pelo progresso e pela paz”.
Jornada que mobilizou muitas centenas de participantes que aderiram ao apelo do MDM, que, depois da sua direção nacional ter feito análise à “situação das mulheres em cada região” de Portugal, considerou ser “essencial travar a perda de direitos”, das mesmas e “necessário combater o agravamento das (suas) condições de vida e de trabalho”, porque como afirmou, são “obstáculos à igualdade na vida”.
As reivindicações com diferentes destinatários, tiveram como temática central o papel da Mulher na luta e na vida, destacando-se, “Nós que damos Vida. Exigimos Paz!”, “Deixemos de falar de vítima e falemos de abusador!”, “Contra o aumento do custo de vida”, “Fim da precariedade. Queremos trabalhar com direitos!”, ou “Parar a guerra. Dar uma oportunidade à Paz”.
05mar23














