O emblemático Café Ceuta foi o local escolhido pela Associação dos Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) para homenagear, no passado dia 17 de março, Júlio Couto, o economista, o homem do teatro, da rádio e da televisão e um dos grandes conhecedores e investigadores da história do Porto, no âmbito de um ciclo de homenagens a “homens da Cultura” da cidade Invicta, que a associação, liderada por António Fonseca, tem vindo, e vai continuar, a realizar.
José Gonçalves Carlos Amaro
(texto) (fotos)

Hélder Pacheco foi o orador convidado para realçar a obra daquele que foi um amigo de quatro décadas, e que faleceu há cerca de três anos (24 de abril de 2020), tendo sido, no final, aplaudido, de pé, por uma assistência, essencialmente, constituída por familiares, amigos e admiradores do homenageado, que encheu por completo o icónico café portuense.
Depois de uma homenagem a Eugénio de Andrade, a associação liderada por António Fonseca decidiu relevar a obra de Júlio Couto.
“O Júlio, se estivesse cá, punha já toda a gente a rir-se. Eu tenho mais dificuldade porque não tenho o mesmo sentido de humor que ele tinha. Aceitei o convite do António Fonseca para aqui estar, hoje, com grande gosto e prazer. É uma grande honra estar aqui a falar sobre o Júlio Couto”, começou por dizer Hélder Pacheco.
E de Hélder Pacheco são ainda as palavras que se seguem…com sentimento.
“A minha amizade com ele começou de uma maneira contrária a tudo o que é habitual! Começámos por nos conhecer à distância. Foi assim: em 1994, eu publiquei o meu primeiro livro sobre o Porto e o Jaime Fernandes – que não sei se é vivo ou morto… as pessoas morrem e nós não sabemos, ou só sabemos uns tempos depois – tinha um programa no já falecido Rádio Clube Português, e, não sei porquê (?!), o meu livro chegou-lhe às mãos. Eu também não conhecia o Jaime Fernandes. A verdade, é que o livro chegou-lhe às mãos. O Júlio era colaborador dele e fazia análises sobre o que ia acontecendo na cidade.
O Jaime entregou-lhe, então, o meu livro, e o Júlio fez um comentário… disse o que entendia. E ele, como portuense, percebeu logo o objetivo do livro. Na altura, não se publicava muito sobre o Porto. O ‘boom’ turístico ainda não tinha começado e não havia grande literatura específica sobre a cidade. Foi uma editora de Lisboa que resolveu, tirando os clássicos que se escreviam sobre a cidade- sobretudo historiadores -, não havia, na prática, edições dedicadas às cidades, a esta e a outras.
A ideia da editora era algo que estava relacionado com os novos guias de Portugal e que iam abrir com um livro sobre Lisboa, mas, como acontece em muitas coisas, Lisboa além de comprar navios que não têm motor, atrasa-se sempre nas coisas. Assim sendo, o primeiro livro a sair não foi o de Lisboa, mas o do Porto.
“Se o livro era para fazer, fez-se. Assumi e entreguei-o. Em Lisboa foi entregue muitos meses depois, o que era habitual. Mas, o meu livro foi o primeiro! O Júlio fez, então, uma crítica desvanecedora e eu vi-me na obrigação de lhe agradecer, e pedi o seu número de telefone. Telefonei-lhe e pronto… a partir daí começámos a fazer contactos de amizade. Conhecemo-nos à distância, e, pouco tempo depois, ele convida-me – a mim e à minha mulher -, para ir jantar à casa dele. E foi, assim, que nós, durante quarenta anos, construímos uma amizade que, contrariamente a outras, não teve uma única mácula!”
“A ARRANJAR, DURANTE UM ANO, RECEITAS DE BACALHAU…”

Estava feita a ligação de amizade entre o Hélder e o Júlio… e mais ficou à custa do ‘bacalhau’.
“Algum tempo depois – na altura estava ligado aos passeios pelo Porto, organizados pela Câmara Municipal e o Júlio, creio que com a Maria José, foram a um desses passeios, o que ainda mais serviu para nós nos aproximarmos. O passeio terminou com um almoço na ‘Adega do Olho’. Depois fomos arranjando a amizade, de tal maneira que resolvemos fazer um jantar em casa de um e em casa do outro, mensalmente, escolhendo as ementas. Nós os dois gostávamos muito de bacalhau, e andámos quase durante um ano a arranjar receitas de bacalhau… Éramos os parasitas da questão. Eu ainda arrumo a louça! O meu pai quando, uma vez entrou na cozinha, nós batemos palmas, porque era a primeira vez que alguém o via a levar um prato à cozinha. Portanto, a minha geração, nesse aspeto, é uma geração perdida para a cozinha. Mas, as nossas mulheres resolveram o problema. Mês sim, mês não, lá trocávamos as ementas e os convívios. Eu, assim, fui ficando ligado à casa da Fontinha; à casa do Júlio”.
OS JANTARES NA CASA DA FONTINHA
“A casa da Fontinha era, para mim, para a minha mulher e para a minha neta Francisca – que era quem mais convivia com o Júlio e que se fartava de rir com ele – algo de especial. O jantar na Fontinha, além da abundância, e da qualidade, tinha depois uma caraterística: enquanto as senhoras ficavam na sala de jantar abrindo ‘o livro’ delas… nós íamos para a cave, onde o Júlio tinha uma grande biblioteca, e íamos entornando Vinho do Porto. Nós deitámos abaixo, durante 40 anos, não sei quantas garrafas de Vinho do Porto… que é o único vinho que eu bebo. Ele não! E deitávamos abaixo… tudo! Além do Vinho do Porto deitámos abaixo não sei quantos governos…
Raramente discutíamos o que estávamos a fazer, não por guardarmos reservas em relação ao que estávamos a fazer, mas porque o que estávamos a fazer não interessava… interessava-nos muito mais discutir a vida, discutir o País… discutir a Cidade!”
Vem, depois, o ‘portismo’ ao de cima.
“Outro dos sítios que nós frequentámos, durante alguns anos, foi as Antas. Nós íamos às Antas com um outro amigo nosso, o Jorge Melo – esse foi o primeiro a partir!… tem sido uma razia nos últimos anos, mas o Jorge Melo partiu consolado porque bebia uma garrafa de whisky de duas em duas noites, acompanhado de chocolates, portanto, esse partiu consolado.
O Jorge Melo tinha, nas Antas, um grande defeito: queria ir para trás das balizas, de maneira que obrigava, a mim e ao Júlio, a irmos com ele para detrás da baliza, quase no primeiro lugar, porque ele dizia que dali até sentia o cheiro do golo, sobretudo quando era o Porto a marcar.
Portanto, foram as conversas ao serão, o Vinho do Porto e a Cidade que nos aproximou e criou uma grande amizade entre nós. Ainda hoje não estou convencido que o Júlio não está cá”.
A “GRANDE GENEROSIDADE”

Independentemente da dor do ‘vazio’, Hélder Pacheco não pára de falar do seu eterno amigo…
“Aquilo que destaco nele, era a grande generosidade. Ele metia-se em tudo. Penso que ele poderia ter sido um grande cronista da cidade, se tivesse começado mais cedo e tivesse tido a oportunidade. Porque há quem tenha oportunidades pelo acaso, pela sorte, pelas companhias, e há quem tenha dificuldade em ter oportunidades. O Júlio teve oportunidades de exprimir o seu talento, mas, na minha opinião, muito tarde! E quando teve a oportunidade aproveitou e escreveu dois ou três livros que, hoje, considero clássicos sobre a cidade.
A generosidade dele era patente no apoio que dava a causas. Lembro-me dele falar com muito entusiasmo do ‘Lar do Comércio’, onde nem tudo, infelizmente, correu bem…. Mas essa é outra questão que não é, para aqui, chamada.
E tudo o que lhe surgia; que lhe pediam para ele participar ou apoiar, ele apoiava! É o exemplo de um homem disponível para as causas… todas as causas! Mas, como tinha de ganhar a vida, nem sempre o tempo que tinha disponível era para a escrita”.
“UM HOMEM CULTO SEM ATAVIOS”
“O Júlio era um homem culto sem atavios. Há uma rapariga brasileira que vai a minha casa e que me disse, há dias, uma frase que eu ‘comprei’ logo, que é: ‘come chuchu e arrota a peru’. Há muito disso! Ou, dito de outra maneira: tem dinheiro para comer carapaus e tem a mania de comer lagosta.
O Júlio não era desse tipo de gente. Era de uma grande generosidade e de uma grande simplicidade. Pobreza material, não!… desprendimento. Era dar-se aos outros…”

“Em 1990, fui convidado por uma editora do Porto, que, infelizmente, depois foi absorvida por um grande ‘tubarão’, que me convidou para criar um site que se chamava ‘Ler o Porto’, e que me deu todas as cartas brancas para alimentar esse site, que foi o primeiro a surgir nas editoras portuguesas.
A ideia era escolher cem autores do Porto – há muitos mais, felizmente! O Porto continua a ser uma cidade literária. Então, este ‘Ler o Porto’ começava por Fernão Lopes, que é o primeiro grande documento histórico-literário sobre a cidade, e terminava com o Júlio Couto. Na altura, escolhi dois livros dele”… as escolhas assertivas de Hélder Pacheco.
Hélder Pacheco que recorda o facto de ter trabalhado “uns anos no Ministério da Educação e o que eu defendia era que a Educação devia ser descentralizada, não só na administração, mas também nos conteúdos. Em 1973, com o ministro Veiga Simão, mandaram-me para uma universidade na Irlanda do Norte para estar presente num seminário sobre o tema ‘O Desenvolvimento Curricular a partir da Escola’. O que era isso?! Era, as escolas de cada cidade, desenvolverem currículos técnicos de acordo com a região. Independentemente de todas serem obrigadas a ter matemática, geografia, etc. tinham também conteúdos curriculares de cada cidade. Ainda hoje, aqui, isso não é feito!”
DE ‘O PORTO EM 7 DIAS’ A ‘O RISO AO VIRAR DA ESQUINA’
De regresso ao site…
“A ideia de ‘Ler o Porto’ era a de apetrechar as escolas, sobretudo as da cidade, para poderem, através da internet, terem acesso a um vasto leque bibliográfico sobre a cidade e para explorarem a cidade com os alunos.
Eu escolhi dois livros do Júlio Couto. Ele tinha começado com um livro sobre a ‘Arte de Dizer’. Depois, escreveu ‘Um Dia em Aldoar’ e ‘Um Dia em Miragaia’. A ‘Monografia de Massarelos’… ‘O Porto e o Norte de Portugal’. E um clássico que, para mim, é ‘O Porto em Sete Dias’… um livro que merecia ter tido muita mais expansão e muito mais relevo na vida da cidade, porque era um livro, absolutamente, inovador, e que tinha como objetivo propor aos habitantes da cidade e aos turistas – que, na altura, era o ‘lá vem um’, pois ainda não tinha começado a internacionalização da cidade -, através de um guia, percorrer o Porto, numa semana, com olhos de ver e sentimento. Esta foi uma edição, quanto a mim, memorável na vida cultural da cidade. Só que o site visava, sobretudo, obras de literatura, e eu escolhi ‘O Riso ao Virar da Esquina’, onde está o Júlio perfeitamente desenhado; é ele, que conta as pequenas coisas do quotidiano.
Em Portugal, muita gente pratica o escrever difícil para escrever caro. Penso que o grande desafio é a clareza da escrita, por isso sou grande admirador de Miguel Torga. E o Júlio escrevia claramente para as pessoas. Escrevia para ser entendido. ‘O Riso ao Virar da Esquina’ é um repositório do quotidiano…, estamos a ver as pessoas; estamos a ver, diante de nós, o que se passa na cidade. Ele desenvolve o livro a partir da ‘ilha’ onde nasceu, em Miguel Bombarda”.
O ‘PÁSSARO!’
Mas, são múltiplas as facetas de Júlio Couto, todas elas, segundo Hélder Pacheco, num sempre apaixonante contexto de “generosidade”…
“Outro aspeto da vida dele, é que esteve ligado a não sei quantas coletividades, sempre a dar-se aos outros. Ele chegou a organizar ‘excursões’ quando o Porto ia jogar fora… ao estrangeiro. Ele organizou algumas viagens.
E há a história do pássaro:
Na fronteira com Espanha, ele recolhia os passaportes de toda a gente que ia na camioneta, e ia levá-los para serem carimbados junto da polícia espanhola. Um dia, levou os passaportes, pô-los em cima da mesa, o oficial espanhol começou a carimbar, e, a dada altura, olhou muito para ele e disse: ‘el passaro!’ E o Júlio não percebeu o que ele disse. E o oficial repetiu-o um sem-número de vezes enquanto carimbava os passaportes. E o Júlio perguntou: mas que pássaro, o quê?! Que pássaro é?” Era o pássaro… ou seja, o aviso de que ele estava com a carcela aberta”.
(risos)
De regresso ao ‘Ler o Porto’…
“O outro livro que escolhi para o site foi ‘O Meu Porto e Eu‘, só que a editora foi absorvida por um ‘tubarão’ de Lisboa, e uma das primeiras coisas foi extinguir o site. ‘O Meu Porto e Eu’, é um pequeno livro encantador, em que todo o talento do Júlio é colocado em vinte folhas. Como o site tinha acabado, resolvi, então, transformá-lo em aulas, no Instituto António Pereira, para conhecer a cidade através da literatura”.
“QUANDO PRECISAVA DE INFORMAÇÕES, OU CONSULTA DE LIVROS, NÃO RECOFRRIA À BIBLIOTECA… RECORRIA AO JÚLIO!”

E a amizade de Hélder Pacheco com Júlio Couto como que se ‘consolida’, de dia para dia, sempre com algumas surpresas à mistura…
“Houve uma altura em que precisei informações sobre a Igreja do Ferro, que fica no Codeçal. Quando precisava de informações, ou consulta de livros, não recorria à Biblioteca… recorria ao Júlio. Uma altura, em vez de me dar as informações por telefone, disse-me que iria escrever um texto, e mandou-me. Este é o último texto que recebi dele: ‘Meu caro Hélder, de acordo com o solicitado, venho, pela presente, enviar tudo o que tenho sobre a Igreja do Ferro.’
Outra coisa que nós fazíamos, e que ainda faço com alguns amigos, era a chamada ‘troquinha’. O que era a ‘troquinha’? Tinha sempre, na minha sala de trabalho, um saco, e tudo aquilo que eu descobria a dobrar e que poderia ter interesse para o Júlio, eu metia no saco. E ele fazia a mesma coisa. Quando nos encontrávamos para os jantares, cada um levava um saco e trazia outro”.
“UM VAZIO NA NOSSA VIDA E NA VIDA DA CIDADE…”
E o nome Júlio Couto ficou perpetuado no Porto…
“Tenho alguma dificuldade em pensar que alguns dos meus amigos têm desaparecido. Tem sido uma verdadeira razia. Alguns com a Covid, e outros sem Covid, porque nos últimos tempos – e um dia destes até vou escrever uma crónica no ‘JN’ a contar isto-, uma das atividades mais melancólicas que tenho enfrentado é a de ir ao telemóvel e apagar nomes, o que está a acontecer com frequência. Desde o doutor Emílio Peres, e daí para cá, tem sido um vazio que vai ficando na nossa vida, e na vida da cidade. Não tenho dúvidas que há aí gente – alguns jovens, outros nem tanto – com talento para continuar a falar e a escrever sobre a cidade. Não é essa questão que está em causa! Quando a gente morrer, o que é que vai acontecer? Vai acontecer a mudança e o mundo continua… e a cidade continua, provavelmente melhor que a que temos.
O vazio é sobretudo esta humanidade a que esta gente estava ligada. O sentido de humor, a finura, o sabor que eles traziam à vida deles e à nossa. Podiam ter os problemas que tivessem, mas tinham um sentido da vida muito especial… era a doçura de viver. Hoje, vive-se um vazio de inteligência”.
“Sobre o Júlio, o que deveria ter sido feito… foi feito! Honra para a Câmara. Um dia levei à Comissão de Toponímia para lhe atribuírem um nome de rua… e já o tem! No fundo, foi a Câmara que aceitou! Havia mais uma dúzia de escritores, poetas, músicos, que não tinham nome de rua, e de repente surge um bairro social reabilitado, em Sobreiras, e hoje todas as ruas têm um nome ligado à cultura da cidade, e não só. E o Júlio tem lá a sua. Além da Medalha de Honra da Cidade, deu-lhe o nome da rua”.
“NUNCA NOS TRATAMOS POR ‘TU’”
E, pronto…
“Não consigo ficar indiferente a esta partida. Perante as injustiças e perante os vazios das nossas vidas, não podemos ficar indiferentes… não devemos ficar indiferentes! Por isso, é que não frequento as redes sociais, que é para continuar a exaltar, apreciar, amar ou não, a realidade.
No último livro que publiquei, o último texto é deliberadamente dedicado ao Júlio. O livro fecha com ele. Com a fotografia que eu tinha em casa, com o Júlio num dia feliz. Somos felizes de vez em quando, e quanto mais ‘de vez em quando’ tivermos, mais felizes estamos sempre. Num dos dias felizes de jantar, vinha o Júlio com uma enorme travessa com cozido à portuguesa… esse foi de certeza um dia feliz”.
“SEM ELE JAMAIS VOLTEI À FONTINHA”

“Para mim a Fontinha era ele. Sem ele jamais voltei à Fontinha. Sem ele, a Fontinha não é a mesma. E os tempos felizes que lá tivemos… acabaram. Os tempos dos jantares suculentos, na mesa grande, cheia de gente rindo dos comentários do Júlio de ‘partir o côco’…. Acabaram!
Fomos amigos quarenta anos, mas nunca nos tratámos por ‘tu’ . Ele chamava-me ‘chefe’, que é uma frase muito típica do Porto, e eu também lhe chamava ‘chefe’. ‘Ó chefe isto… ó chefe aquilo’…
Na casa azul do meu amigo Júlio Couto, domina o silêncio insuportável de um bairro sem alma. Mas, como ele era um homem dos sete instrumentos, tinha artifícios para tudo, portanto, é provável que nos esteja a ver. Não sei.
Partir, assim de repente, e deixar o vazio da sua ausência…” é difícil Hélder Pacheco, e mais difícil se torna depois de tudo o que contou sobre o seu grande amigo Júlio Couto.
Júlio Couto que deu uma interessante entrevista a este jornal, a 8 de agosto de 2011, um ano depois do ‘Etc. e Tal’ ter surgido na net, incluindo fotos (que atrás se reproduzem) da autoria do, também já falecido, António Amen. E de Júlio Couto guardamos, assim, muitas e boas recordações. Por isso, a obrigatória presença nesta homenagem que, em boa hora, António Fonseca organizou.
Foto em destaque: pesquisa web
20mar23
















Sou irmão do Helder e, naturalmente, convivi muito de perto com essa grande figura que foi Júlio Couto. Todas as homenagens que se lhe façam, são poucas porque a sua personalidade merece muito, mas muito mais. Ficaram as saudades desse homem fantástico.
Recordo Júlio Couto como um homem do Porto, pelo Porto, sempre bem disposto e generoso. Viveu a vida, plena, e deixou muitas saudades…