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TERMINARAM, NO PORTO, AS COMEMORAÇÕES DO ‘DIA DA MARINHA’! A SECULAR LIGAÇÃO DA ‘INVICTA’ AO MAR SAIU REFORÇADA E A ‘ARMADA’ TRIUNFANTE NESTA ‘ATRACAGEM’ EM CAIS TRIPEIRO…

E terminaram hoje, 21 de maio de 2023, no Porto, as comemorações do ‘Dia da Marinha’, que, desde o passado dia 18, deram uma vida e alma diferentes à cidade, conseguindo, paralelamente, transmitir aos portugueses a importância da Armada na defesa dos interesses da nação, mas também a relação do Porto com o Mar. A cerimónia de encerramento das comemorações foi presidida pela ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, ladeada pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Gouveia e Melo, e pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira

 

 

José Gonçalves         Francisco Teixeira

(texto)                          (fotos)

 

A Alfândega do Porto voltou a estar no centro das atenções no que concerne às celebrações do ‘Dia da Marinha’, desta feita com o encerramento das atividades que, para o efeito, decorreram de 18 a 21 de maio, sendo de destacar, neste último dia, o desfile, ao princípio da tarde – precedido de uma cerimónia religiosa realizada na Igreja de S. Francisco -, de mais de meio milhar de militares, isto perante o atento olhar, e os muitos aplausos, de milhares de pessoas, que acompanharam a marcha.

Antes, porém, de destacar a cerimónia de atribuição de insígnias a militares e civis, realçando a condecoração, pela Marinha, do presidente da Câmara do Porto, com a Cruz Naval (1.ª Classe) e as declarações das mais altas individualidades presentes na cerimónia…

HELENA CARREIRAS: “O CONCURSO PARA AQUISÃO DA TERCEIRA SÉRIE DE NAVIOS DE PATRULHA FOI LANÇADO NA SEXTA-FEIRA… A MODERNIZAÇÃO DA MARINHA CONSTITUI UMA PRIORIDADE PARA O INTERESSE NACIONAL!”

A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, abriu a sessão de intervenções no ponto alto, e final, das comemorações do ‘Dia da Marinha, no Porto, sublinhando “a terceira série de navios de patrulha oceânica da classe Viana do Castelo, cujo concurso de aquisição foi, formalmente, lançado esta sexta-feira. A atempada e célere execução deste programa, quanto à modernização da Marinha, constitui uma prioridade para o interesse nacional e para o cumprimento das missões da Marinha portuguesa”.

Ainda de acordo com Helena Carreiras, “estes navios são fundamentais para assegurar uma atuação eficaz nos espaços sob soberania e jurisdição nacional”, sublinhando que “todas as missões reforçam, de forma clara e inequívoca, o papel de Portugal enquanto parceiro e aliado de confiança”.

“Estou certa de que continuaremos a avançar, em conjunto, em prol desse e de outros objetivos, melhorando as condições daqueles e daquelas que escolhem esta profissão”, pelo que “a Marinha Portuguesa tem em curso um extenso plano de renovação e modernização que visa a otimização tecnológica nos próximos anos” e descreveu a Lei de Programação Militar, atualmente em discussão na Assembleia da República, como “a maior proposta de sempre”, num investimento estimado 5,5 milhões de euros.

GOUVEIA E MELO: “ESTAMOS A CRIAR UMA NOVA MARINHA… UMA MARINHA PREPARADA PARA O FUTURO!”

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Por seu turno, o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Gouveia e Melo começou, no seu discurso, por elogiar ”os homens que servem a instituição, militares, militarizados ou civis”, destacando “as lágrimas que escondem quando deixam os filhos nos cais; da solidão de quando se encontram no mar, impedidos de telefonar para as famílias e amigos, e de verem o crescimento dos filhos só quando regressam a casa. Só, em 2022, os nossos navios estiveram 4867 dias empenhados em missão”.

Gouveia e Melo, depois de destacar que “é muitas das vezes difícil encontrar forma de assegurar o justo equilíbrio entre o esforço, a disponibilidade, as competências que a Marinha e a sua atuação no mar exigem, quando contrabalançadas pelas respetivas retribuições”, referiu que ”são quatro novas classes de navios que vão surgir: a plataforma multifunção do PRR; os navios-patrulha costeiros; os navios-patrulha oceânicos da terceira geração e os navios reabastecedores”, e que, assim sendo, a instituição está “apostada na defesa do triângulo estratégico português contra todo o tipo de ameaças”.

Pretende-se, dessa forma, “criar uma nova Marinha, mais preparada para o futuro, que se avizinha pela tecnologia e que incorpora, pela robotização das ações que permitem uma atuação muito mais abrangente e distante e multidisciplinar do mar e do mar para a terra”. E terminou dizendo “temos orgulho de sermos militares portugueses; temos orgulho de servir na Marinha de Guerra e na Autoridade Marítima, e que seremos, e somos sempre, leais à nossa Pátria”.

RUI MOREIRA: FICOU, BEM À VISTA DE TODOS, O INTERESSE, O CARINHO, O ORGULHO QUE O PORTO SENTE PELA MARINHA E PELOS SEUS MARINHEIROS”

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Já o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, entretanto, agraciado pela Marinha Portuguesa com Cruz Naval (1.ª Classe), começou por referir que  “o futuro do nosso País passa por uma “ambição de fazer mais pelo mar e pela sua fileira” só possível com “uma Marinha forte, com meios modernos e capacidade financeira”. Por isso, “estamos, tal como a Marinha portuguesa, conscientes do interesse estratégico de proteger e preservar o nosso mar, sem deixar de tirar melhor proveito dos recursos costeiros e marinhos do país”.

“O destino de Portugal está irreversivelmente ancorado no mar. Temos uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa, o que faz com que o mar português seja 18 vezes maior do que a área terrestre do país”, lembrou.

Ainda de acordo com o presidente da CM Porto, “devemos ter a ambição de fazer mais pelo mar e pela sua fileira. Para isso, há que reforçar a competitividade das atividades marítimas tradicionais e, simultaneamente, investir em atividades marítimas de maior valor acrescentado, intensivas em inovação e com perfil tecnológico”.

Tudo isso só será possível “com uma Marinha forte, com meios modernos e capacidade financeira. Para uma nova e mais frutuosa relação com o mar, Portugal precisa de uma instituição com o brio, a credibilidade e a competência da Marinha”, sublinhou.

“SABEMOS, HOJE, MUITO MELHOR, QUEM É, O QUE FAZ E QUE VALORES DEFENDE A MARINHA”

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Sobre a realização do ‘Dia da Marinha’ na Invicta, Rui Moreira disse crer que “consagramos a esse Dia muito do caráter trabalhador, abnegado e empreendedor por que é conhecida a cidade do Porto. Sabemos, hoje, muito melhor, quem é, o que faz e que valores defende a Marinha. Os muitos portuenses que participaram nestas comemorações reforçaram a ideia de que a Marinha é uma instituição que, sem renunciar ao seu património histórico e doutrinário, está, efetivamente, voltada para o futuro”.

“Somos uma cidade”, continuou Rui Moreira, “ que não esconde as suas emoções e sentimentos, pelo que ficou, bem à vista de todos, o interesse, o carinho, o orgulho que o Porto sente pela Marinha e pelos seus marinheiros. Aproveito, assim, para agradecer aos cidadãos do Porto, e àqueles que nos visitaram, a presença no Dia da Marinha. Obrigado por terem participado tão entusiasticamente nas diferentes iniciativas destas comemorações”.

Num tom considerado mais “pessoal” e como “homem do mar”, Rui Moreira destacou “a viagem do Navio Escola Sagres entre o Porto de Leixões e o Cais da Ribeira. Desde 1989, há precisamente 25 anos, que o icónico navio não atracava no Douro, e foi uma alegria imensa ver o Sagres navegar no nosso rio. Uma alegria para nós, felizardos passageiros do navio, mas também para as centenas de pessoas que bordejaram as margens do rio à espera da chegada do Sagres. Quando ‘apitou à faina’, expressão que aprendi a bordo, o Navio Escola Sagres levou-nos ao âmago da portugalidade”.

MAIS DE MEIO MILHAR DE MILITARES EM DESFILE

E depois das intervenções verbais, vieram as práticas, no que concerne à derradeira atividade para celebrar o ‘Dia da Marinha’, com o desfile que reuniu cerca de meio milhar de militares da Armada, para gáudio das milhares de pessoas que assistiram ao evento, entre elas uma interessante percentagem de turistas…

A terminar, e em exclusivo para convidados e jornalistas, assistiu-se a vários momentos de ‘demonstração de capacidade’, que foram efetuados no rio, e que envolveram um helicóptero…

AS DEZENAS DE ATIVIDADES QUE UNIRAM O PORTO À MARINHA

Foto: Paulo Alexandrino (Porto.)

As celebrações do Dia da Marinha reuniram mais de 30 iniciativas, abertas a toda a população. O ‘epicentro’ desenvolveu-se entre a Ribeira e a Alfândega do Porto.

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Do programa constou, para além de visitas aos navios, batismos de mar, escalada e mergulho, atuações da Banda da Marinha, entre as quais uma com o cantor Miguel Guedes, e ainda a inauguração do monumento da Marinha junto à Capela-Farol de São Miguel-o-Anjo…

A ATRAÇÃO ‘SAGRES’… QUE LEVOU MILHARES À RIBEIRA DO PORTO, E ONDE SE ENCONTROU, PELA PRIMEIRA VEZ, ATRACADO

Desde o passado dia 15 de maio atracado, pela primeira vez na sua história, na margem do Porto do Rio Douro, e, desta feita, no âmbito das comemorações do ‘Dia da Marinha’ na cidade Invicta (que se iniciaram, oficialmente, no dia18 de maio e terminaram, hoje, 21 de maio) o Navio Escola ‘Sagres’ foi, sem dúvida, a principal atração das cerimónias, com milhares de pessoas a visitá-lo (desde a passada quinta-feira e até hoje, último dia das comemorações), entre elas, uma elevada percentagem de turistas.

O nosso repórter, Francisco Teixeira, registou este momento histórico para a cidade do Porto e para a Marinha portuguesa, em particular, entrando no NRP Sagres, ladeado de largas centenas de pessoas que lhe seguiram as ‘pisadas’…

Ficam, então, os registos…

Recorde-se, que ao longo da sua já longa história, o Navio Escola Sagres atracou no Douro por quatro vezes: em 1964, por ocasião das comemorações dos 600 anos do nascimento do Infante D. Henrique (a sua imagem figura na proa da embarcação), em 1992, 1994 e 1998. E, no, passado dia 15 de maio, pela primeira vez, atracou na margem do Porto, mais concretamente no Cais da Ribeira.

OS ‘COMPANHEIROS’ DO ‘SAGRES’

Fazendo companhia ao ‘Sagres’ estiveram no Rio Douro e também para assinalarem o ‘Dia da Marinha’, o Navio da República Portuguesa (NRP) D. Francisco de Almeida, que chegou ao Porto, dia 16 de maio, o Navio Patrulha Oceânico Sines, que foi construído nos Estaleiros de Viana do Castelo, aumentando o efetivo da Armada, em julho de 2018.

E a Lancha de Fiscalização Rio Minho que ‘nasceu’ no Arsenal do Alfeite, em 1991, tendo sido projetada e, especialmente concebida, para missões de patrulha em águas pouco profundas. Dá nome à classe e ao único navio que a constitui. A sua área de atuação é, por excelência, o Troço Internacional do Rio Minho.

 

E terminaram, assim, as comemorações do ‘Dia da Marinha’, ou melhor, dos ‘Dias’ em que milhares de portuenses e visitantes deram corpo a diversas atividades que acabaram por enaltecer o papel dos nossos marinheiros e a importância da Armada, assim como, os seus objetivos de crescimento, a médio e longo prazo.

Permitam-me este rodapé, mais pessoal, mas o Porto esteve ao seu mais alto nível, o que, em boa verdade, não foi de estranhar, principalmente, para quem vos escreve, que, por acaso ou não(?!), é um tripeiro de gema, e como todos os tripeiros, sentiu, e sente, orgulho sobre tudo quanto aconteceu nestes dias na… ‘Sempre Leal‘!

 

 

Apoio ao trabalho efetuado: ‘Porto.’ e ‘Porto Canal’

 

21mai23

 

1 Comment

  1. José Joaquim Pinheiro

    Parabéns pelo dia da Marinha de Guerra Portuguesa na Cidade Invicta o Porto, muito bem observado pelos, jornalistas, comentadores, e atuações dos diversos órgãos sociais e Militares da Marinha ? ??, tenho muito orgulho em ter sido um 2° Marinheiro AS ramo de Torpedeiro Classe Almirante Pereira da Silva e Baptista de Andrade 2267 77 3inc 3com, felicidades e sucesso para todos ??

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