A associação ‘Alma Stop‘, assumindo-se como representante da comunidade de lojistas, músicos e artistas do Centro Cultural Stop, apresentou hoje à Câmara Municipal do Porto as suas propostas para a reabertura imediata do espaço, bem como “as condições que assegurem a sua continuidade, cumprindo a missão de preservar e valorizar a comunidade e o seu espaço físico”, informa em comunicado, enviado na manhã de hoje (26jul23).
De acordo com a referida nota à imprensa enviada pela Comunidade do Stop – mas, pelos vistos, só representativa de uma associação (a ‘Alma Stop‘) -, pois a outra (Associação Cultural dos Músicos do Stop), ainda não se pronunciou -, “a proposta surge”, e recordando, “no seguimento do encerramento coercivo de 105 salas por parte da Câmara Municipal e respetiva Polícia”.
“Ao longo de vários dias, a comunidade reuniu contributos e opiniões de inúmeros lojistas, músicos e artistas, que foram afetados por esta ação repentina. Deste esforço, resultaram várias reuniões com a Câmara Municipal do Porto (CMP), onde, os representantes desse movimento, sempre se mostraram interessados e disponíveis para encontrar soluções com justiça e equidade”.
AS (QUATRO) PROPOSTAS…
Ora, e “no interesse de todas as partes, incluindo a comunidade do Centro Cultural STOP e a Câmara Municipal do Porto, a comunidade apresenta os seguintes esclarecimentos e propostas”, a saber:
–As medidas de primeira intervenção contra incêndio estão completamente operacionalizadas, conforme afirmado pela administração, comprovando a sua efetividade.
–Será promovida a formação em combate a incêndios de 1.ª intervenção, com especial foco nos funcionários do edifício, e também será oferecida a possibilidade de formação voluntária para os restantes membros da comunidade.
-Será implementado um sistema de alerta direto para o Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto, garantindo uma resposta rápida em caso de emergência.
–Durante o período transitório, será assegurada a presença do piquete de bombeiros para pronta assistência em situações de risco”.
Apresentadas as propostas, a ‘Alma Stop’ solicita à autarquia que “as medidas extraordinárias de mitigação de risco sejam implementadas no prazo de 15 dias, visando o interesse de todos”.
Segundo os músicos, lojistas e artistas do Centro Cultural Stop – CC Stop (como é, agora, designado o espaço), que fazem parte da ‘Alma Stop’, “isso permitirá uma redução ágil do risco e minimizará o impacto do período de utilização condicionado do edifício”.
Quanto ao horário de funcionamento, também se regista consenso, ou seja, a CS do CC Stop “aceita a sua limitação temporária durante estes 15 dias”, só que “exige-se o acesso permanente para cargas e descargas, devidamente acompanhadas pelo elemento da equipa de segurança do CC STOP. Após este período, propõe-se que o Centro Cultural retome o seu horário normal”.
Os músicos, lojistas e artistas da ‘Alma Stop’, mas em especial os músicos, reiteram ainda que “algumas lojas da fachada, que estão completamente insonorizadas, possam ser utilizadas sem restrições. Além disso, a comunidade compromete-se, firmemente, a fazer cumprir o Regulamento Geral do Ruído, solicitando à CMP que informe a associação ‘Alma Stop’ de quaisquer queixas, bem como do histórico já existente”.
Por fim, “aplicando o princípio de transparência, solicita-se à CMP que informe e explique aos representantes da comunidade e da Associação Alma Stop todos os passos já dados no processo de licenciamento até ao momento”.
E, pronto, dito e feito. Estão aí as propostas de só uma associação, das duas que compõem a Comunidade do Stop, pelo que o Executivo da Câmara do Porto já fez saber que não comenta as posições assumidas por um só coletivo esperando, assim “que as duas associações se entendam”, para depois avaliar o que, na realidade, os músicos, artistas e lojistas – no seu todo – têm para apresentar.
Texto: José Gonçalves
Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)
26jul23
