Hugo Sousa
O seu título original é “Did you Know? Shift happens” (num trocadilho com “Shit happens”) e apesar de a primeira versão ter já mais de cinco anos, este vídeo continua a ter dados interessantes e surpreendentes. Deriva, inicialmente, de uma apresentação feita por professores americanos (Karl Fisch e Scott McLeod) para um encontro numa faculdade, em agosto de 2006, e tornou-se num vídeo viral, em fevereiro de 2007.
Mais tarde a apresentação foi atualizada, redirecionada não apenas para a escola em causa no encontro original e foi aperfeiçoada graficamente por profissionais voluntários para novas versões – versão 2.0, versão 4.0, versão 5.0 e versão 6.0 -, entre outras.
Já foi visto pelo menos por 20 milhões de pessoas por todo o mundo, e este número pode ser muito maior pois o vídeo é apresentado, muitas vezes, em conferências, aulas, seminários, etc. Poderá saber mais sobre o vídeo, os autores, os dados e as fontes na wiki criada pelos mesmos em shifthappens.wikispaces.com .
Dados do vídeo
O vídeo faz um desfile de dados estatísticos sobre as tecnologias de comunicação digitais e as mudanças rápidas que assistimos nos últimos anos. Refere, por exemplo, que a China vai tornar-se o país com mais falantes de inglês no mundo em pouco tempo, e que, na Índia, o número de crianças sobredotadas será maior do que o número total de crianças dos Estados Unidos da América.
Sobre a Educação e Formação, o vídeo refere que os empregos com mais procura em 2010 não existiam em 2004, por isso, hoje, as crianças preparam-se na escola para um mundo com tecnologia totalmente diferente da atual e com empregos que ainda não foram inventados, pois vão dar respostas a coisas que ainda nem imaginamos.
Mostra que, hoje, o mais importante é aprender a aprender. O nosso bem mais precioso é o saber tratar e perceber a informação já que o acesso é fácil e rápido para todos.
O departamento do trabalho dos EUA prevê que um estudante, de hoje, terá passado por 10 a 14 empregos até aos 38 anos.
Sobre a associalização, indica que, um em cada oito casamentos nos EUA, os noivos conheceram-se online, isto em 2009. Os dados atuais dizem, sem surpresas, que este número cresceu para um em cada cinco e que, nos casais homossexuais, o número é mais expressivo: três em cada cinco. (Fonte)
O crescimento da tecnologia da informação é exponencial.
É dito que, em 2009, existiam 31 biliões de procuras no Google por mês, em 2005, eram 2,7 biliões. E aqui deixa a pergunta: “onde é que eram feitas estas perguntas Antes do Google (A.G.)?” (num jogo de entre A.G. e A.C. – Antes de Cristo).
A Internet demorou apenas quatro anos a atingir 50 milhões de utilizadores enquanto, por exemplo, a televisão demorou 13 anos a chegar ao mesmo número. Um dado surpreendente sobre o dinamismo da cultura é que, hoje, existem aproximadamente cinco vezes mais palavras na língua inglesa do que na altura de Shakespeare.
No capítulo da capacidade dos computadores e a sua miniaturização estima-se que já em 2013 será criado o primeiro supercomputador que excede a capacidade computacional de um cérebro humano e é estimado que, até 2049, um computador de consumo corrente tenha mais capacidade de processamento do que toda a espécie humana em conjunto, o que quer que isto queira dizer em termos reais!
Outras informações
Noutras versões do mesmo vídeo pode-se ler por exemplo quanto à produção de informação, os dados dizem que o Youtube tem mais vídeo enviado pelos utilizadores nos últimos dois meses do que todas as emissões das maiores cadeias americanas (ABC, CBS e NBS), mesmo que estas tivessem emitido ininterruptamente desde 1948 (o que não aconteceu, pois só a ABC começou em 1948 e não emitia as 24 horas). ( fonte :Versão 4.0 legendada)
No mesmo vídeo podemos ler que a Wikipedia, que começou em 2001, tem mais de 13 milhões de artigos em 200 idiomas diferentes e 78 por cento desses artigos não são escritos em Inglês. Já agora, a wikipédia tem mais de 180 milhões de visitantes por dia (fonte Alexa via Wolfframalpha )
O que isto tudo quer dizer?
Vivemos tempos exponenciais e de grande mudança. Tenho neste momento a perceção que o mundo muda mais depressa do que eu o consigo perceber e isso faz-me sentir impotente face a tanta informação e tão perene.
Tal como num comboio a alta velocidade não consigo perceber onde estou ou para onde vou, a pergunta eterna e que apesar de tudo o Google não consegue responder! Resta saber se esta onda crescente vai conseguir manter-se, ou se algo inesperado a vai fazer mudar de direção radicalmente – vai diretamente para o céu ou esborracha-se no chão.