Luís Filipe Menezes é, oficialmente, cabeça-de-lista do PSD à Câmara Municipal do Porto nas eleições autárquicas a realizar em meados de 2013, depois da sua candidatura (previamente anunciada) ter sido aceite, por unanimidade, pela Comissão Política Concelhia social-democrata, em votação efetuada, por voto secreto, no passado dia 30 de outubro de 2012.
Mesmo sem contar com o apoio do CDS – tradicional parceiro de coligação – o atual edil de Vila Nova de Gaia e Conselheiro de Estado tem agora confirmado o apoio do seu partido, depois de alguma especulação quanto à reação negativa dos apoiantes de Rui Rio em relação à sua candidatura.
O processo de oficialização terá ainda de passar pela Distrital, sendo depois homologado pela Direção Nacional do PSD, processos que não passarão, por certo, de meros atos formais. Sendo assim, Luís Filipe Menezes atravessará, definitivamente, a ponte sobre o Douro, pronto a conquistar a segunda mais importante autarquia do País, tendo como adversário direto o socialista Manuel Pizarro, que, já há semanas, tinha confirmado, oficialmente, a sua candidatura à presidência da edilidade portuense.
Pressão popular
“A capacidade política para liderar o município e para projetar a cidade na região, no país e no mundo” foram os motivos que levaram as bases sociais-democratas a aprovar o nome de Menezes. Menezes que não contará, como atrás se referiu, com o apoio do CDS-PP que teme que, no Porto, ele faça a mesma “política despesista” que tem feito em Gaia. O candidato social-democrata, que assim avançará sozinho, contra-ataca dizendo que a sua candidatura é “suprapartidária, é do povo!” Diz ele ainda que “o mais importante é ter o povo humilde ao meu lado”, e mais: “o despesismo em Gaia são livros grátis; praias limpas; infraestruturas e sensibilidade social”.
Rui Moreira na calha?
Para já, não se sabe qual o candidato que o CDS-PP apresentará, sendo que Rui Moreira é um dos potenciais nomes em questão e, diz-se, apoiado, indiretamente, pelo atual presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, “inimigo político” de Menezes. A verdade, contudo, é que com este voto unânime – 13 membros Comissão Política Concelhia, da qual também fazem parte que os membros da Comissão de Núcleos locais – Rui Rio teve uma estrondosa derrota política, uma vez que, alguns deles, antes da votação, tinham condicionado o seu voto a Menezes, revelando não aceitar o nome do autarca de Gaia como cabeça-de-lista para o Porto. Resultado: um duro golpe, ou um golpe “palaciano”, para Rui Rio. Só o CDS salvaguardou a sua fidelidade ao projeto e propósitos políticos do atual edil portuense.
Menezes com apoios de peso
Mesmo não se sabendo qual será o futuro de Rio – se potencial candidato à liderança nacional do PSD, se administrador de alguma empresa a surgir no âmbito da ANA – o facto é que Menezes vai reunindo apoios, até mesmo da área socialista – fala-se de Narciso Miranda (ex-presidente da CM de Matosinhos) e de Nuno Cardoso (ex-presidente da CM Porto) – e do desporto: Jorge Nuno Pinto da Costa, que teve sempre relações avessas com Rui Rio.
Além destes pesos-pesados, perante os eleitores, Luís Filipe surge como político com obra feita. Gaia fica como paradigma e, ao mesmo tempo, como uma exigência política com juros de mora, caso o trabalho a efetuar no Porto – isto se for eleito – não for concretizado. Nesta situação, não será só a oposição a reclamar dividendos, mas também alguns dos “resignados” social-democratas que não se reviam, antes de 30 de outubro de 2012, na sua candidatura.
Manuel Pizarro: o médico socialista pronto a “curar” certas “feridas” no concelho
Antes de Menezes, já Manuel Pizarro tinha anunciado, oficialmente, a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal do Porto pelo Partido Socialista.
Natural do Porto, com 48 anos, deputado na Assembleia da República e médico especialista em Medicina Interna no hospital da Ordem da Trindade, Pizarro, ainda que não tão conhecido como o seu mais direto adversário (Menezes), tem uma palavra importante a dizer no decorrer da próxima campanha eleitoral para as “Autárquicas”.
Em recente entrevista ao “Jornal de Notícias”, o cabeça-de-lista pelo PS à CM Porto, e como que já lançando um aviso à concorrência, disse que “ se o Porto votar em Menezes é dar um prémio ao governo do PSD”.
Pizarro tem como linhas-mestras do seu programa eleitoral, o “desenvolvimento económico da região, com a criação de postos de trabalho, designadamente, na área do Turismo e do Comércio. Não se esquecendo da “coesão social”, o candidato socialista diz que, caso seja eleito, lutará pela “recuperação da liderança regional para o Porto”.
Aberto a negociações com os partidos da esquerda (CDU e BE) por forma a ser constituída uma coligação, Manuel Pizarro disse ao “JN” que “o Porto não pode ser uma segunda escolha”, e que, além disso, tem “uma enorme ligação à sociedade, muito diferente de quem vive da política há décadas”.
Diz ele: “Quero um programa assente na iniciativa das pessoas, individuais e coletivas, envolvendo-as na construção de uma alternativa para a cidade”.
CDU rejeita coligação de esquerda pré-eleitoral
Pedro Carvalho, da CDU, que substituiu Rui Sá como vereador “sem pasta” na CM Porto, já avisou que a sua força política não se encontra aberta a coligações com o PS em termos pré-eleitorais. Potencial cabeça-de-lista às “Autárquicas” de 2013, ainda que o nome de Ilda Figueiredo não seja ainda de descorar, diz que a CDU “está pronta a lutar pela presidência da edilidade” e , quanto mais não seja, “por um pelouro em qualquer executivo – o que já aconteceu por algumas vezes -, desde que sejam dadas meios e condições políticas” para tal.
No que diz respeito ao Bloco de Esquerda, sabe-se que está recetivo a um diálogo com o PS, mas nada se sabe, em pormenor, quais as suas linhas orientadores para as “Autárquicas”, uma vez que terá, brevemente, a sua reunião magna, e até lá, pouco, ou nada, estará definido neste contexto.
Estão, assim, lançados os dados para a corrida à presidência da Câmara Municipal do Porto, ainda sem se saber com quantas freguesias o concelho ficará, isto depois de terem sido aprovadas as atuais 15, e que o nosso jornal relevou na passada edição.
Texto: José Gonçalves
Fontes: “Jornal de Notícias”


Então, até os socialistas Narciso Miranda e Nuno Cardoso apoiam o Menezes? Eu sei que sim! Isto é que é democracia. Parabéns ao “Etc e Tal” por dar a conhecer tal facto, para mim, em primeira mão,
Uma vez mais sinto que o PORTO é visto como um trampolim para o trono da capital do império.Para quase todos , QUASE…não quero ser má língua.E a cidade que se lixe e os portuenses que fiquem com o feijão porque até as tripas eles NOS comem.