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“VANDOMA”: A FEIRA que conquistou os portuenses

 

O “Etc e Tal Jornal”, pela objetiva de Érico Santos, deu uma saltada à famosa Feira da Vandoma que, todos os sábados de manhã, se realiza na Alameda das Fontainhas (Porto), tendo já alargado o seu espaço a toda a calçada da Corticeira.

São largas centenas de pessoas, entre vendedores e potenciais compradores, que se dirigem ao local, isto numa verdadeira “romaria” que, hoje, e por causa da crise, terá mais interessados em vender do que, propriamente, em comprar produtos… usados.

 

Comparada à lisboeta Feira da Ladra, esta, a da Vandoma, teve origens diferentes e mais recentes e é de todo diferente. Tudo começou em meados dos anos setenta do século passado quando, um grupo de estudantes, de forma espontânea, decidiu vender, no lugar da Vandoma, à Sé, livros e roupas usadas, assim como outros objetos, designadamente de adorno e decoração.

 

A história da Feira passou, porém, por alguns contratempos, devido ao crescente interesse do povo em visita-la e, consequentemente, ao aproveitamento dela por parte de pequenos comerciantes. A “Vandoma” acabaria, assim, por se deslocar do Largo junto ao Sé para a Alameda das Fontainhas, devido ao facto de os espaço ser mais amplo, e desta feita (anos 80) já com regulamentação e aplicação de taxas para os vendedores.

 

Entre abril de 2005 e outubro do ano seguinte, por causa das obras de requalificação a que foi sujeita a Alameda, os vendedores foram deslocados para o Largo da Cadeia da Relação. Regressando ao antigo local – o mesmo onde, hoje, se encontram -, os vendedores foram sujeitos a taxas por lugar fixo, criando-se também espaços para venda livre, sendo a mesma obrigada a produtos usados, sob pena de apreensão.

 

Contada esta breve história da Feira da Vandoma, acompanhe-nos, então, até à Alameda das Fontinhas e à íngreme Calçada da Corticeira.

 

Fotos: Érico Santos

Fontes: C.M.Porto

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