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AUTÁRQUICAS 2013 (Valongo): À “caça” do eleitorado “independente”, PSD AVANÇA SOZINHO para manter a Câmara e PS para FAZER HISTÓRIA… conquistando-a!

 

O atual presidente da Câmara Municipal de Valongo, João Paulo Baltasar, será o cabeça-de-lista do PSD nas próximas “Autárquicas”, mas sem o “tradicional” apoio do CDS, facto que poderá abrir caminho a uma histórica viragem política no concelho, já que o PS, apresentando José Manuel Ribeiro como candidato à presidência da edilidade, poderá tirar proveito dos votos da candidatura independente de Maria José Azevedo, que ficará fora da corrida nas eleições de outubro.

Maria José Azevedo, ex-socialista, e que em 2009 apresentou uma lista independente (“Coragem de Mudar”) conquistando qualquer coisa como 22,9 por cento dos votos, já anunciou a sua intenção de não se recandidatar, podendo o seu eleitorado desequilibrar a “balança” quanto à relação de forças entre social-democratas e socialistas.

joao paulo baltasar - valongo 01abr13

Social-democratas terão pela frente exigentes desafios

 

Sem o apoio do CDS, o social-democrata João Paulo Baltasar, que substituiu em maio do ano transato, o “histórico” Fernando Melo (cumpriu quase cinco mandatos à frente da autarquia valonguense), terá pela frente um exigente desafio, uma vez que a diferença percentual com o PS, nas últimas eleições, ficou pouco acima dos sete pontos percentuais (34,2 contra 27,1).

Com 22,9 por cento dos votantes na lista de Azevedo ao “Deus dará”, e sendo previsível que alguns poderão apoiar os socialistas, o atual edil de Valongo, licenciado em Informática de Gestão, terá de se aplicar na campanha eleitoral, já que, dificilmente, terá o apoio do CDS e o curto tempo de trabalho como presidente na autarquia poderão ser fortemente penalizadores, tão penalizadores quanto o descontentamento geral da população relativamente, e em termos gerais, à política de austeridade do governo da República.

jose manuel ribeiro - valongo  01abr13

Socialistas defendem “maior transparência, rigor e respeito”

 

Quem poderá aproveitar, não só a onda de contestação ao Governo central – o que se sente mais nos grandes centros, como é o caso de Valongo, considerado um dos “dormitórios” do Porto –, mas também parte do eleitorado que votou na independente Maria José Azevedo, será, por certo, a candidatura do socialista José Manuel Ribeiro, de 41 anos, que defende para o concelho valonguense “uma profunda mudança, em nome de uma maior transparência, rigor e respeito pelas pessoas e instituições”, tendo como bandeira “o desenvolvimento do concelho como um todo”.

 

José Manuel Ribeiro é licenciado em Relações Internacionais e com MBA em Gestão de Empresas, foi deputado à Assembleia da República nas X e XI Legislaturas. É, desde 2005, deputado na Assembleia Municipal de Valongo, bem como na Assembleia Metropolitana do Porto. Com uma passagem multifacetada por vários setores e tutelas, o candidato à Câmara de Valongo pelo PS foi ainda presidente e diretor geral (entre 2007 e 2009) do Instituto do Consumidor. Entre outras funções de consultoria e políticas foi membro dos Conselhos Consultivos das Entidades Reguladoras da Comunicação Social e dos serviços Energéticos.


Comunistas, bloquistas e populares ainda sem “cabeça-de-lista”

 

No que concerne às restantes candidaturas, nada de se sabe em concreto. A CDU (04,6 por cento nas últimas eleições) e BE (02,7pp) ainda não apresentaram os seus cabeças-de-lista à presidência da Câmara, se bem que não seja de descorar a possibilidade de, ambas as forças, apostarem em recandidaturas, ou seja: Adelino Soares (PCP-PEV) e Eliseu Pinto Lopes (BE).

Quanto ao CDS fala-se ainda num entendimento com o PSD, se bem que influentes dirigentes dos populares não se identifiquem com a lista liderada por João Paulo Baltasar.

 

Ao Raio X

 

Por fim, de referir que o concelho de Valongo é constituído por cinco freguesias: Alfena (cidade), Campo, Ermesinde (cidade), Sobrado e Valongo, e tem um total de 97.858 habitantes, segundo o Censos de 2011.

Resultados das últimas eleições (2009):

PSD/CDS: 34,2 por cento; PS: 27,19; XIX “Coragem de Mudar”: 22,93; XIV: 04,96; CDU: 04,63 e BE: 02,73.

 

 

PORTO:

jose soeiro - 01abr13 

EXCLUSIVO: BLOCO DE ESQUERDA APOSTA NO JOVEM JOSÉ SOEIRO PARA “NÚMERO UM” À CÂMARA

 O “Etc e Tal jornal” sabe que José Moura Soeiro, 28 anos, sociólogo e ex-deputado da Assembleia da República, será o nome a apresentar, brevemente, pelo Bloco de Esquerda para liderar a lista à Câmara Municipal do Porto para as “Autárquicas” de outubro.

 Para a Assembleia Municipal a escolha do BE foi para José Castro, atual deputado municipal, e que ainda recentemente deu uma entrevista ao nosso jornal (ver edição de janeiro 2013).

 

 pedro carvalho - 01abr13

CDU APRESENTA PEDRO CARVALHO À PRESIDÊNCIA DA AUTARQUIA APADRINHADO POR JERÓNIMO DE SOUSA

 Pedro Carvalho, de 40 anos, economista e atual vereador na Câmara Municipal do Porto, foi, oficial e publicamente apresentado, no passado dia 22 de março, como candidato da CDU à presidência da autarquia portuense, numa sessão que contou com a presença do líder do PCP, Jerónimo de Sousa.

 E foi num hotel da Invicta que a lista encabeçada por Pedro Carvalho foi apresentada, aproveitando o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, que apadrinhou a candidatura, para alertar o eleitorado comunista e não só para os “pseudoindependentes, apoiados pelo CDS e por parte significativa do PSD”, numa alusão direta à lista de Rui Moreira, enfatizando que “uma independência falsa, tal como aconteceu nas últimas presidenciais com Fernando Nobre, rapidamente deixa cair a máscara”.

Por seu turno, o candidato à presidência da Câmara Municipal do Porto, Pedro Carvalho apelou aos eleitores para que “usem as autárquicas de modo a penalizar os partidos que acordaram as medidas de austeridade com a troika”, pedindo, assim, um “cartão vermelho contra os candidatos oficiais e oficiosos de PSD, CDS e PS”.

Carvalho teve ainda oportunidade para acusar o candidato socialista, Manuel Pizarro, de “tentar escamotear as responsabilidades governativas diretas no suporte e na defesa das políticas “que levaram o país a este estado de desgraça”.

Já quanto a Luís Filipe Menezes, referiu que “não é possível”, disse, “prometer a felicidade suprema e a criação de emprego aos portuenses e, simultaneamente, ser presidente da Câmara de um município com um dos maiores índices de desemprego a nível nacional”, No final, Pedro Carvalho desafiou todos os outros candidatos a dizer já se pretendem ficar como vereadores no caso de perderem as eleições. Ou seja, se vão continuar “apaixonados” pelo Porto.

Recorde-se que Pedro Carvalho, antes de ser vereador em substituição de Rui Sá, integrou a Assembleia Municipal do Porto e exerceu funções no Secretariado do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica no Parlamento Europeu.

Ainda relativamente à lista, de realçar que como principal candidato à Assembleia Municipal, a coligação PCP-PEV apresenta o nome de Honório Novo, engenheiro, 62 anos, a exercer funções de deputado na Assembleia da República, tendo já sido deputado no Parlamento Europeu e vereador nos municípios de Gaia e Matosinhos.

O mandatário é Rui Sá, engenheiro, 49 anos, conhecido vereador na CM Porto durante vários mandatos, e que, por sinal, deu ao nosso jornal a sua última entrevista como autarca, antes de passar a pasta para aquele que será o candidato à presidência da Câmara,

 

 rui moreira - 01abr13

RUI MOREIRA APRESENTA-SE COMO INDEPENDENTE À SUCESSÃO DE RIO. CDS PREPASRA-SE PARA OFICIALIZAR APOIO

 Rui Moreira apresentou a sua candidatura à sucessão de Rui Rio na Câmara Municipal do Porto, no passado dia 20 de março, no Mercado Ferreira Borges, realçando o facto de que vai concorrer com listas próprias não só à edilidade., mas também à Assembleia Municipal e a todas as freguesias do concelho.

De acordo com o candidato, que se assume como independente, mas que terá o apoio do CDS e de destacados militantes do PSD que não se revêm na lista encabeçada por Luís Filipe Menezes, “esta é uma candidatura livre e independente, gerada e animada por  um movimento espontâneo da sociedade civil. Tenho consciência de que é uma iniciativa pioneira, uma iniciativa que, pela sua liberdade, pela sua independência e pela sua abertura, faz história”.

O também presidente da Associação Comercial do Porto, comentador desportivo e assumido portista, falando para uma sala cheia de gente, definiu três prioridades para o Porto nos próximos quatro anos: “exclusão social, economia e cultura”.

“Num tempo de crise grave e profunda em que tanta gente passa mal e vive com enormes dificuldades, não tenho, não temos, qualquer hesitação: as políticas sociais – o combate à pobreza e à exclusão social, o apoio aos desempregados e às suas famílias – serão o nosso primeiro desígnio”.

Rui Moreira pretende ainda dar “prioridade à economia, ao desenvolvimento económico, à economia numa ótica local e regional. Queremos que o Porto venha a ser uma cidade de oportunidades, a cidade da década 10 do século XXI”.

Moreira quer, assim, fazer da Invicta uma “cidade de oportunidades”, prometendo tudo ir fazer para “inverter a tendência de desertificação” da urbe, bem como uma “cidade de emprego, de trabalho”, ou seja, disse, “queremos que o Porto volte a ser aquilo que sempre foi: a cidade do trabalho”.

O candidato independente à CMP não deixou de elogiar o trabalho efetuado pelo atual presidente, Rui Rio, salientando para o efeito o “rigor nas contas” e que o seu único partido era o “Porto”.

Rui Moreira não se esqueceu também dos seus adversários, esperando somente que levem as suas candidaturas até ao fim. “Não tememos em nada o confronto de projetos e cremos que desse confronto o Porto só pode ser beneficiado”.

Destaques na plateia, e como assumidos apoiantes da candidatura de Rui Moreira, estavam Miguel Veiga (PSD), Arlindo Cunha (PSD), Rui Nunes, António Jorge (Casa da Música) entre outros.

 

 PROBLEMAS SOCIAIS EM DESTAQUE NA PRÉ-CAMPANHA DE PS E PSD

 O candidato do PS à presidência da Câmara Municipal do Porto, Manuel Pizarro, disse, em debate subordinado ao tema “Fazer Ouvir o Porto”, realizado no passado dia 09 de março, estar convencido que “os problemas sociais do concelho só se resolvem com empreendedorismo social”.

Depois de enfatizar o facto de no concelho existirem mais de 20 mil pessoas registadas como desempregadas, 13 mil viverem do Rendimento Social de Inserção (RSI), 357 casas sem água, 1005 habitações sem instalações sanitárias, e 2386 sem banho, Pizarro advogou a “fixação de metas claras e mensuráveis por todos”, exortando  a Câmara Municipal do Porto a encarar as 178 instituições sociais concelhias, como a “guarda avançada das políticas públicas”.

O candidato socialista à edilidade tripeira sugeriu, nesse âmbito, a “criação de uma empresa que contrate desempregados ou pessoas a subsistir com o RSI”, conseguindo, assim, criar “120 a 130 postos de trabalhos pagos com salário, sem dar subsídios em troca de trabalho”.

 

PSD defende “cidade social”

 

Já o candidato do PSD à Câmara do Porto, Luís Filipe Menezes, referiu, três dias depois das propostas apresentadas pelos socialistas, que o seu programa passa por construir “uma cidade social” , advogando que “a maior demolição que se pode fazer num bairro social é criar uma classe média”, classe que “que tenha capacidade de poder de compra, mobilidade social e meios para poder comprar uma casa noutro sítio e transitar por iniciativa própria para um nível socioeconómico superior.

Menezes diz querer ” uma cidade social; uma cidade em que não haja discriminação entre os muito ricos e os muito pobres. Na qual os mais pobres possam ser transportados, numa década, para padrões de qualidade de vida de uma classe média”.

Sem estar contra a demolição do Bairro do Aleixo, o candidato social-democrata enfatiza, contudo, que “o processo de regeneração dos bairros sociais deve ser feito através da instalação de empresas e cooperativas de artes e ofícios para os desempregados dos bairros sociais e apoio aos jovens para serem melhores alunos e terem melhor rendimento escolar”.

 

 GAIA:

 jose guilherme aguiar - gaia 01abr13

AGUIAR ACONSELHADO A NÃO AVANÇAR COM LISTA INDEPENDENTE

Luís Filipe Menezes, na qualidade de líder concelhio do PSD, chamou, recentemente, à atenção de José Guilherme Aguiar – indicado para encabeçar a lista laranja à Assembleia Municipal -, para “não se aventurar com uma candidatura independente”.

De acordo com Menezes, “o aventureirismo normalmente dá sempre muito mau resultado e não corresponde certamente àquilo que são os anseios político-eleitorais de quem envereda por esse tipo de caminho”.

Num jantar de apoio a Carlos Abreu Amorim para a presidência da Câmara de Gaia, o candidato à segunda maior autarquia do país (Porto) referiu ainda que “está com o candidato escolhido, bem como com os oito vereadores da maioria e os 19 presidentes de junta eleitos em lista do PSD”.

”Qualquer cidadão pode candidatar-se à câmara de Gaia, mas eu também tenho 35 anos de experiência disto, e quando nós partimos para um combate destes e temos 19 presidentes de junta connosco e temos os oito vereadores vamos confortáveis. Se não tivermos isso, podemos ir por aí, mas vamos à aventura”, concluiu Menezes.

 

 

 

Texto: JG

Fotos: Érico Santos e Pesquisa Google

Fontes “A Voz de Ermesinde”, “JN”, “I” e Lusa

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