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CHEGA de balelas! Há, ou não há, um projeto da Esquerda em Portugal?

José Gonçalves

Vou ser breve! E vou ser breve porque estou a ficar farto deste teatro sem boca de cena onde se encena Portugal. Toda a gente que me conhece, e aquela que não me conhece, fica a conhecer, sabe que sou um homem de esquerda. Não o escondo! Não sou hipócrita! Fala o meu histórico e a minha paciência, por ser de esquerda, para aturar, há tantos anos, carradas de irresponsáveis e incompetentes que dão cabo da minha paciência! Isso também é ser de Esquerda! Mas, acima de tudo isso, sou jornalista. Faço um jornalismo independente!

esquerdas - 01jun13

Com estas e outras coisas que mais à frente revelarei, o cérebro pensa, mas as mãos começam a fazer Greve. Fala-se de uma alternativa de Esquerda ao ultraneoliberal e mais que troikista ou troikano governo de direita. Fala-se. Fala-se. Traduzindo-se tudo em Balelas e mais Balelas. Nada se faz de concreto em termos de concertação. E os outros riem-se, riem-se e cantando e rindo… vão se rindo.

O Dr. Mário Soares lembrou-se de juntar a Esquerda numa ação contra a austeridade, penso eu que, em prol da democracia. A Esquerda esteve lá, sem alguns “cabeças” que deviam dar a cabeça, porque a usam para pensar, assumindo-se como lideres de partidos de Esquerda (dizem eles que sim!): António José Seguro e Jerónimo de Sousa. Mas, porque raio é que esses senhores não lá apareceram e nem uma palavra deram em prol da iniciativa e da Esquerda que tanto defendem como alternativa ao atual desgoverno? Foi preciso o, agora, retornado “camarada” Pacheco Pereira dizer algo em prol da Democracia, em prol da Alternância, em prol de um País que cheira a esturro e que dá cabo dos nossos endividados neurónios? Foi… foi preciso!

A “Esquerda Unida” é uma farsa! A Esquerda não se une – salvo raras e honrosas exceções, acontecendo as mesmas nas “Autárquicas” de Lisboa, isto há uns anos, e com Jorge Sampaio ao “leme” do barco de uma denominada “Frente Popular”. De resto, o que se vê são alguns partidos da Esquerda a coligaram-se com os de direita (CDU-PSD). A Esquerda portuguesa é político-masoquista. Não se entende por mais puxões de orelha que a direita alegremente lhes dê. Eles, os da direita, riem-se das manifestações, fazem-se vítimas das Greves, e riem-se… riem-se porque dizem que, também na Esquerda, há quem procure, farejando, o seu tacho, ou melhor, a panela para fazerem tudo menos um verdadeiro e democrático Cozido à Portuguesa.

Para terminar. Sei que há gente na Esquerda Portuguesa que quer o consenso e a união. Sabe-se que a Esquerda Portuguesa são Esquerdas à Portuguesa. São esquerdas! E ainda bem! Mas, porra – pergunto eu – porque não se entendem?! É o orgulho? É o tachismo? Ou a panela que está furada?

O Dr. Mário Soares teve uma atitude nobre, mas sem resultados práticos, porque a Esquerda não se une, não é convergente como acontece com os partidos da direita ultraneoliberal.

Assim sendo, eles vão, por muito mais tempo, rir-se à gargalhada (talvez por isso as reuniões do Conselho de Ministros duram horas e horas) desta Esquerda de balelas, balelas e mais balelas. Da Esquerda que quer ter um projeto de governo alternativo, mas nunca terá governo e, quanto ao projeto… só às pingas consensuais. A Esquerda vai do PS ao PEV, passando por independentes, pelo PCP e pelo Bloco. Assuma-se essa Esquerda se é que a Esquerda em Portugal quer assumir-se como alternativa!

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4 Comments

  1. António Duarte Lima

    O que o sr José Gonçalves comentou é a minha tristeza. Tenho ocasiões que penso. “Perdi tempo!

  2. Manuel Moreira (Matosinhos)

    Salvo erro, o sr, é diretor deste jornal? Que, pelo que li, dá o corpo ao manifesto… é tudo quase assinado por si em (excelentes) entrevistas e reportagens. E está DESEMPREGADO? É beneficiário do RSI Este é um país de malucos! Força sr. José..

  3. Ana Mafalda (Évora)

    Ora aqui está tudo dito. Sem balelas. Um artigo às esquerdas. Muito bem sr. José Gonçalves.

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