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AUTÁRQUICAS 2013 (PORTO): Nuno Cardoso baralha “contas” na corrida à presidência da Câmara. MENEZES obrigado a recorrer de decisão (NEGATIVA) do TC à sua candidatura

A anunciada candidatura independente do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Nuno Cardoso, veio baralhar as “contas” a alguns dos candidatos à presidência da edilidade tripeira, com destaque, neste particular, para o Partido Socialista. Cardoso, que ainda tenta reunir o número de assinaturas necessário para formalizar a sua candidatura, disse, na altura em que comunicou a sua intenção de concorrer à autarquia, “sentir uma enorme felicidade e uma grande tranquilidade para encarar este projeto”.

Entregue o cartão de militante do PS, e depois de ter apoiado, declaradamente, a lista do, agora, adversário Luís Filipe Menezes (PSD), o sucessor de Fernando Gomes, em 1999, na presidência camarária, revelou, à Agência Lusa, que “este se trata de um projeto que quer ir às raízes do Porto; às suas genes; à sua matriz, e que quer ser um projeto dos portuenses”.

Dizendo contar com o apoio de “alguns amigos” e que a iniciativa foi individual, a decisão de Nuno Cardoso originou diversas reações, sendo de destacar (a mais crítica) do PS.

PS: Candidatura de Cardoso é “instrumentalizada ao serviço do PSD”

Para o presidente da Federação Distrital do Porto do PS, José Luís Carneiro, a “candidatura de Nuno Cardoso é instrumentalizada, ao serviço do PSD”

“Há seis meses”, recorda, “a candidatura do PSD aparecia com 60por cento das intenções de voto, na última sondagem aparece com 33 por cento. Portanto, havia que criar uma candidatura para tentar fragilizar o projeto alternativo sólido e credível liderado por Manuel Pizarro”, frisou José Luís Carneiro, referindo ainda, à agência Lusa, que “os cidadãos do Porto percebem de forma muito clara que se trata de uma candidatura instrumental ao serviço da candidatura do PSD e ao serviço neste caso também do Governo. Nuno Cardoso teve até há pouco tempo relações profissionais com a Câmara de Gaia e esteve na apresentação da candidatura de Luís Filipe Menezes”.

CDU: “A multiplicação de candidaturas autárquicas” contribuem para a “uma inquinação do debate público”

A CDU, por seu turno, e em comunicado enviado, no passado dia seis de junho, à comunicação social, também de acordo com o anúncio da candidatura de Nuno Cardoso, manifesta o desejo que “as lutas intestinas nos partidos responsáveis pelo rumo de desastre em curso – PSD, CDS e PS – com expressão na multiplicação de candidaturas autárquicas, apoiadas oficial ou oficiosamente por estes partidos ou por parte deles, não contribua, como os factos parecem indiciar, para uma inquinação do debate público e eleitoral, centrado em torno que questões acessórias e secundarizando os principais problemas que afetam a vida daqueles que vivem e trabalham no Porto”.

Mais: “a CDU, em coerência com o seu reconhecido percurso de décadas de intervenção na vida autárquica e política do Porto, continuará empenhada na afirmação das suas propostas e projeto alternativo, dando expressão política e institucional aos anseios dos Portuenses, afirmando soluções para os principais problemas que atingem a cidade”.

Rui Moreira: “Todas as candidaturas que tragam ideias novas são bem-vindas!”

Já o “independente” Rui Moreira foi mais comedido nas suas reações quanto à candidatura de Cardoso. “Todas as candidaturas que tragam ideias novas são bem-vindas, não fazendo uma leitura política relativa a esse facto, uma vez que, em seu entender, e ainda em declarações à agência Lusa, “essas leituras têm muito a ver com as candidaturas de partidos contra partidos e de zangas familiares”.

filipe menezes - amen - 01jul13

PSD: MENEZES DIZ TER CONSIGO OS “PAIS DA LEI” E NÃO TEME DECISÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL MAS…

 O edifício da Alfândegas foi o palco, no passado dia 22 de junho, para a apresentação dos candidatos do PSD às sete freguesias do concelho do Porto, iniciativa que reuniu cerca de 1.500 apoiantes, mas que não contou, presencialmente, com o mediático Marcelo Rebelo de Sousa.

Luís Filipe Menezes, candidato á presidência da Câmara do Porto, mas (até à data da edição desta peça) ainda sem o aval do Tribunal Constitucional (TC), disse que “se acreditasse nessa possibilidade (a candidatura ser inviável), deixaria de acreditar no Estado de direito. Tenho os pais da Lei quase todos comigo, desde Canotilho a Santos Silva”.

“Tenho uma enchente neste almoço que não vi em nenhuma outra candidatura. Apresentei projetos projetos para o Porto, desde o repovoamento da cidade à reabilitação urbana, enquanto que os outros candidatos se limitaram a a ir atrás”, referiu ainda o candidato social-democrata.

Admitindo que Manuel Pizarro (candidato pelo PS à presidência da CM Porto) se antecipou na “apresentação de uma ideia para o mercador abastecedor do Porto, e eu ainda não falei nisso. Tirando isso, estamos na frente em tudo!”, disse Menezes.

Com receio, ou não(?!), da sua candidatura ser penalizada quer questões políticas governamentais a nível nacional, o cabeça-de-lista social democrata à CM Porto, lembra: “Nas autárquicas a escolha recai sobreo candidato e não sobre os partidos, pelo que acredito que este projeto manterá a liderança por consolidado e estruturado que é para a cidade”, disse.

Os candidatos do PSD à presidência das sete Assembleias de Freguesia do Concelho do Porto são os seguintes: João Pinto Ferreira (Centro Histórico); Domingos Gomes (Aldoar, Foz e Nevogilde); Gabriela Queirós (Lordelo e Massarelos); Alberto Machado (Paranhos); João Vieira Pinto (Campanhã); Telmo Lopes (Ramalde) e Rui Paredes (Bonfim).

Últimas: Foi rejeitado o recurso apresentado por Luís Filipe Menezes ao Tribunal Constitucional, no qual alega que o Movimento Revolução Branca não pode travar a sua candidatura à Câmara Municipal do Porto. Menezes está novamente impedido de avançar. Segundo o “Jornal de Negócios”, os juízes terão rejeitado o recurso de Menezes por motivos processuais. A decisão terá sido tomada no dia 26 de junho. Luís Filipe Menezes ainda pode recorrer desta decisão.

Texto:Redação/Fonte:JN

manuel pizarro

PS: PIZARRO QUER OUTRO TRATAMENTO DA CÂMARA ÀS PESSOAS DOS BAIRROS

 De visita em visita, e já foram muitas, aos bairros do Porto, o candidato do PS à presidência da Câmara, Luís Pizarro, esteve, recentemente, no do “Regado”. O contacto com a população levou-o a atirar muitos apontamentos; apontamentos que não são mais que “histórias reais de idosos” que, por exemplo “tem de descer vários andares para estender a roupa nos estendais públicos”, os tais que foram “construídos pela própria autarquia”.

“É preciso acabar com esta forma diminuída de tratar as pessoas dos bairros. É preciso governar com as pessoas e perto delas e não afastando-as da cidade”, disse Pizarro ao “JN”.

Sobre esta candidatura, o nosso jornal não teve, oficialmente, mais informações, não só através do envio de documentos ou de convites para cobertura jornalística de iniciativas.

Texto: Redação / Fonte JN

cdu autarquicas 01 - 01jul13

 CDU PRETENDE COOPERAÇÃO ENTRE OS MUNICÍPIOS DO PORTO E DE GONDOMAR

A CDU Porto e a sua homóloga de Gondomar estiveram reunidas, analisando propostas comuns aos dois municípios, isto na presença dos candidatos à presidência das referidas autarquias, Pedro Carvalho e Joaquim Barbosa, respetivamente.

Recorde-se que os municípios do Porto e de Gondomar têm uma extensa fronteira comum que se traduz, do lado do Porto, numa pequena parte da freguesia de Paranhos e da totalidade dos limites Norte e Nascente da freguesia de Campanhã e, do lado de Gondomar, pelas freguesias de Rio Tinto, Fânzeres e Valbom.

Mas, para além desta partilha de fronteiras territoriais, o Porto e Gondomar usufruem diversos cursos de água que atravessam os dois Municípios, e que, em alguns locais, servem de fronteira, como são os casos dos rios Tinto e Torto e, também, o Douro. Rios como o Tinto potenciam a ligação entre ambos os municípios através de corredores ecológicos, que permitem romper as barreiras hoje existentes, nomeadamente pela estrada da Circunvalação e ao mesmo tempo permitem integrar e desenvolver o território esquecido de Azevedo de Campanhã (isolado pela VCI, Circunvalação e IC29), nomeadamente a fronteira do Pego Negro. Esta Ligação entre municípios poderia ser estabelecida pela conclusão do Parque Oriental da cidade do Porto.

Também em termos populacionais, há fortes ligações entre os dois Municípios, sendo que hoje residem em Gondomar milhares de habitantes originários do Porto e que abandonaram esta cidade vítimas do encarecimento especulativo da habitação, quer ao nível dos preços de aquisição, quer dos valores das rendas que se praticam na cidade do Porto.

Os dois Municípios apresentam, ainda, um significativo fluxo diário de habitantes nos percursos casa/trabalho/casa, mas também por razões de estudo e acesso a zonas comerciais e/ou de serviços públicos.

Não obstante as grandes infraestruturas rodoviárias que, nos últimos anos, foram construídas nas zonas de fronteira dos dois Municípios (casos da VCI, troço Nascente, e do IC29), as mesmas não servem a totalidade dos moradores dos dois Municípios, designadamente daqueles que vivem nas zonas de fronteira, que ainda são servidos por arruamentos e caminhos marcadamente rurais, inseridos em malhas urbanas desqualificadas. A que acresce a falta de interoperacional idade dos transportes urbanos entre os dois municípios, nomeadamente entre o transporte coletivo rodoviário e a linha de metro, a qual foi amputada e sua extensão a Gondomar/S. Cosme continua adiada.

Conscientes desta situação, os candidatos da CDU à presidência das Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar consideram que é fundamental inverter a tendência verificada nos últimos mandatos em que o diálogo entre os responsáveis políticos dos dois Municípios, oriundos do mesmo quadrante político, apenas se registou no âmbito de “negociatas” políticas para partilha de cargos em entidades supramunicipais (de que o Metro do Porto e a Junta Metropolitana do Porto são um exemplo), sem quaisquer benefícios para as populações. Os candidatos da CDU reafirmam a importância da cooperação intermunicipal para estreitar as ligações entre os dois municípios e suas populações, resolver problemas de assimetrias no desenvolvimento territorial e estruturais, como as ligações viárias e a despoluição de cursos de águas comuns, assim como aproveitar as sinergias económicas entre os parques indústrias de Gondomar e os serviços que a cidade do Porto pode fornecer, de apoio à atividade económica.

Na sequência de uma abordagem sistematizada que fizeram à situação dos dois Municípios, os candidatos da CDU à Presidência das Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar assumem o compromisso de, após a sua eleição, trabalharem em conjunto, reforçando a cooperação intermunicipal, no sentido de:

Efetivar a despoluição, renaturalização e requalificação dos rios Tinto e Torto, concretizando, se relevantes, os projetos já existentes ou elaborando um projeto próprio;

Estudar a situação da ETAR do Meiral, Rio Tinto, que está a ser alvo de uma intervenção técnica no valor de vários milhões de euros, no sentido da verificação da sua efetiva viabilidade;

Construírem a segunda fase do Parque Oriental, estendendo-o até ao Freixo, a Sul, e alargando-o ao território das freguesias de Rio Tinto e Fânzeres, para Norte, transformando-o num verdadeiro Parque Metropolitano e elemento de requalificação de toda a zona, estabelecendo um corredor ecológico de ligação com Gondomar;

Darem continuidade aos caminhos pedonais construídos na marginal do Douro pelo Município de Gondomar, ligando-os, ao longo do Porto, até à ponte Luiz I;

Encetarem uma política de reabilitação das diversas ruas e caminhos que ligam o Porto e Gondomar, Areias, Ponte do Gato, Furamontes, tornando-os transitáveis e elementos estruturantes de requalificação urbanística das zonas adjacentes;

Assumirem o compromisso pela requalificação da circunvalação e alteração do seu perfil viário, no sentido de melhorar a proximidade e ligação entre os dois municípios;

Trabalharem para a melhoria das condições de habitabilidade dos moradores dos diversos núcleos populacionais existentes na fronteira dos dois Municípios, designadamente Areias, Furamontes, Tirares, Pego Negro, entre outros.

Analisarem as concessões de transportes públicos existentes entre os dois Municípios, procurando que os mesmos sirvam, efetivamente as respetivas populações, melhorando a sua interoperacionalidade.”

 cdu autarquicas 02 - 01jul13

Mercado social de arrendamento

Entretanto, a CDU defende uma parceria estratégica com as Cooperativas de Habitação para a reabilitação urbana e a criação de um mercado social de arrendamento na cidade do Porto.

Para a coligação de comunistas e ecologistas, a habitação continua a ser hoje um problema central no Porto. O valor médio das rendas é demasiado elevado (7,2 euros/m2 segundo estudos da Câmara do Porto), assim como o custo de construção e os preços de habitações para o mercado de venda.

A reabilitação urbana levada a cabo na cidade, nomeadamente pela SRU no centro histórico, contribuiu para perpetuar os elevados custos de habitação. Acresce que cerca de 20 mil portuenses continuam a viver nas denominadas “ilhas” habitacionais, muitos deles sem condições de habitabilidade ou em casas de dimensão desadequada ao seu agregado familiar.

Apesar disso, subsistem cerca der 29 mil casas desocupadas/devolutas na cidade, parte delas fazem parte do parque habitacional municipal. No Porto, a autarquia é proprietária de mais de 13 mil habitações, há cerca de mil agregados que aguardam a atribuição de uma habitação social e há, seguramente, muitas centenas de pessoas que continuam à espera de disponibilidade municipal para poderem aceder a uma casa digna para residência do seu agregado. Isto passa-se um pouco por toda a cidade mas tem a sua expressão mais grave na zona oriental.

Na zona histórica, por seu lado, o despovoamento (em grande medida potenciado pela política de realojamentos) e a degradação do edificado teve como consequência inevitável a saída da população mais jovem para os concelhos da periferia, nomeadamente V. N. de Gaia, Matosinhos, Maia. Gondomar e Valongo. Nas duas últimas décadas, o Centro Histórico do Porto perdeu 64 por cento da sua população residente, tendo o ritmo de perda populacional acelerado na última década, sendo três vezes superior à média da cidade.

É neste quadro que a CDU considera essencial estabelecer uma parceria estratégica com as Cooperativas de Habitação da cidade, no sentido de promover uma reabilitação urbana que potencie a oferta de habitações com rendas e custos controlados e a infraestruturação da cidade (arruamentos, zonas verde e de usufruto público, estacionamento, acessibilidades de transportes públicos, etc.), aumentar a oferta de habitação e equipamentos sociais e promover a criação de um verdadeiro mercado social de arrendamento.

Uma parceria estratégica com o Movimento Cooperativo deve assentar em 3 eixos fundamentais:

1. Tornar o Movimento Cooperativo o parceiro estratégico da reabilitação urbana, nomeadamente pela Porto Vivo/SRU, num quadro de alteração do seu capital social e do seu modelo de gestão, com vista a aumentar a oferta de casas com rendas e custos controlados, aumentar a oferta de habitação e equipamentos sociais, priorizando o mercado de arrendamento e a gestão partilhada da habitação social;

2. Relativamente ao Centro Histórico e às denominadas “casas do património” municipal, deve proceder-se à cedência destas habitações, quer as que estão em bom estado, quer as que precisam de ser requalificadas, cuja reabilitação, manutenção e gestão seriam da responsabilidade de Cooperativas de Habitação, de forma integral ou partilhada, com o compromisso de manter arrendamento social e arrendamento com rendas controladas, sendo que, sem prejuízo de se admitir que uma pequena parte possa destinar-se a venda, a reabilitação urbana deve ter como objectivo central a permanência dos atuais moradores e comerciantes, criando condições para fixar e recuperar comunidades locais, promover a reocupação habitacional e gerar um mercado social de arrendamento.

3. Relativamente à zona oriental do Porto, os terrenos devolutos municipais e o edificado municipal devoluto devem ser cedidos para infraestruturar ao nível do espaço de usufruto público, com arruamentos e equipamento sociais, assim como para construção de habitações a custos económicos (com uma percentagem de arrendamento nunca inferior a 2/3).

Estas propostas foram recentemente apresentadas à Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica – FENACHE, numa reunião que teve lugar no passado dia 18 de Junho, que vivamente as acarinhou.

Textos e fotos: CDU Porto (*)

jose soeiro - 01abr13

 BE (RE)INVENTOU A CIDADE EM ENCONTROS DE MESAS “MAIS OU MENOS REDONDAS”

O Bloco de Esquerda/Porto tem vindo a realizar, sextas-feiras à noite, uma série de mesas “mais ou menos” redondas intitulado “(Re)Inventar a Cidade”,  na “Contagiarte”, à rua Álvares Cabral, 572, organizadas pela candidatura “Porto Ao Contrário”, encabeçada, à presidência da Câmara Municipal, por José Soeiro.

A iniciativa teve início no passado dia 06 de junho, com um encontro subordinado ao tema “Uma Cidade Democrática”, o qual teve como oradores, Ana Afonso, João Arriscado Nunes, João Teixeira Lopes e José Soeiro, como moderador.

Já no dia 13, foi abordado o tema “Uma Cidade Com Qualidade de Vida”, contando o fórum com a presença de António Babo, Gabriela Moita, Luís Fernandes e ainda Milice Ribeiro dos Santos, a moderar. Uma semana depois, e sempre com casa cheia, falou-se sobre “Uma Cidade Aprendente” participando no debate – moderado por Susana Constante Pereira – Licínio Lima, Maria Rodriguese Orfeu Bertolami. Excecionalmente a um sábado (22 de junho) foi abordada “Uma Cidade da Arte e da Cultura”, com Alexandre Quintanilha, Ana Luísa Amaral, Jorge Campos, José Luís Ferreira, Regina Guimarães e Rita Castro Neves a dizerem de sua justiça, com supervisão moderadora de Mário Coutinho.

Recentemente (27jun13), Manuel Graça Dias, Nuno Grande e Teresa Sá Marques, com moderação de José Gigante, falaram sobre “Uma Cidade Com Urbanidade”. Este ciclo de fora termina dia 04 de julho, para se abordar “Uma Cidade Habitada e Com Memória”. Convidados: Álvaro Domingues, Augusto Costa, Manuel Correia Fernandes e o moderador Alexandre Alves Costa.

Para o BE, e uma vez que esta série de encontros está prestes a terminar, “o fórum foi o ponto de partida para a construção participativa de um programa que se pretende espelho da cidadania democrática que queremos e cremos ser possível ver no Porto. Ele partiu da vontade de construir coletivamente um projeto que prefigure o futuro desejado para a nossa cidade – um futuro construído com as nossas mãos, contra os ventos do cinismo que minam a nossa vontade de mudança”. E depois os bloquistas perguntam, desafiando: “E Se Virássemos o Porto ao Contrário?”

 Quinze mil quadras bloquistas em noite de S. João

Na noite de São João (23jun13), a candidatura do Bloco de Esquerda distribuiu 15 mil quadras sanjoaninas aos portuenses, falando da cidade, do significado deste feriado e da direita no governo do país e da cidade. Entre elas, encontravam-se as quadras da autoria de Regina Guimarães e Renato Roque. Foi o nosso modo de celebrar o feriado municipal que está em vigor e que, queira Rui Rio ou não, pertence ao povo e à cidade.

O dia 24 de Junho, dia de S. João, passou a ser feriado municipal a partir de 1911 por votação popular promovida pelo “Jornal de Notícias”. E há muitos anos que é também Dia da Cidade.

É inaceitável que o governo PSD/CDS-PP queira eliminar os feriados. Mas querer eliminar um feriado municipal como é o S. João no Porto seria ainda pior, e seria um total desrespeito pela cidade do Porto.

A lei aprovada em finais de 2012 pelos deputados da coligação de direita prevê o fim dos feriados. Mas os municípios têm total autonomia (como não podia deixar de ser) para fixar o dia feriado anual do município, conforme diz o artigo 53º nº 2 r) da lei das autarquias.

A cidade precisa “dum presidente da Câmara que garanta o exercício do poder do município e que defenda o Porto contra os ataques do Terreiro do Paço”.

Textos: Bloco de Esquerda (*)

 

rui moreira -amen -01jul13

RUI MOREIRA: “É PRECISO ACABAR COM A INSEGURANÇA QUE AS PESSOAS TÊM EM RELAÇÃO AO FUTURO”

O candidato independente, Rui Moreira fez, recentemente, um levantamento dos problemas da freguesia de Miragaia – hoje inserida numa outra denominada de “Centro Histórico” – em mais uma das ações da sua pré-campanha eleitoral à presidência da Câmara do Porto.

“Vim ouvir os problemas da população; ver em detalhe as áreas onde a reabilitação ainda não entrou e onde é necessária. Vim perceber a sustentabilidade dessa reabilitação, contactar o comerciantes com dificuldades e perceber de que forma é possível tratar das acessibilidades pedonais, uma vez que esta zona concentra grande número de pessoas idosas”, disse o autarca, ao “JN”, e só ao “JN” porque o nosso jornal não recebeu qualquer informação para cobrir jornalisticamente esta ação ou qualquer outra ação do candidato.

Relativamente ao diagnóstico do “independente” que já foi presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana, “problemas idênticos ao de Miragaia há-os, por exemplo, “no Lagarteiro onde é preciso acabar com a reabilitação dos bairros e introduzir elementos que criem emprego”.

Para Rui Moreira o “mais importante”, no meio disto tudo, “é a sensação de descrença e de aflição das pessoas” Para o candidato é “preciso acabar com a sensação de insegurança que as pessoas têm em relação ao futuro”, disse.

Texto: Redação/Fonte: JN

esmoriz eleicoes 0  -01jan13

29 DE SETEMBRO: O DIA “D” DAS “AUTÁRQUICAS”

 O dia 29 de setembro de 2013 foi escolhido, pelo Conselho de Ministros, para a realização das Eleições Autárquicas. A decisão não foi consensual, tanto junto dos partidos da oposição como mesmo dos que apoiam o Governo, já que todos apontavam outras datas.

A verdade, porém, é que o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou, no passado dia 13 de junho, que após a “ponderação dos argumentos” apresentados pelos partidos com assento parlamentar nas audiências com o primeiro-ministro, Passos Coelho, sobre este tema, 29 de setembro é “uma data de compromisso”.

Os partidos da maioria PSD/CDS-PP propuseram a data de 22 de setembro, o PS o dia 13 de outubro, o PCP o dia 6 de outubro, o BE o dia 13 de outubro e “Os Verdes” o dia 6 ou o dia 13 de outubro. Segundo Miguel Macedo “a generalidade dos partidos que optaram pelo mês de outubro realçaram a circunstância de o dia 13 de outubro ser tradicionalmente uma data onde há uma peregrinação de grande significado”, facto que foi só foi assumido como fator de ponderação pelo PCP, que face a esse acontecimento disse preferir o dia 6 de outubro.

Já a “marcação da data para dia 6 de outubro significaria que as comemorações da República se verificariam no dia da reflexão que está determinado por lei”, acrescentou Macedo, referindo também que a 29 de setembro “já estão em aulas de todos os alunos” e é também “relevante” que, com esta data, o período legal de campanha eleitoral seja já na segunda quinzena de setembro”.

Assim sendo, a campanha eleitoral realizar-se-á entre 17 e 27 de setembro, mas antes a marcação da data das eleições tem que se verificar, com a publicação do decreto, até ao dia 11 de julho, e que a apresentação das candidaturas tem que ocorrer até ao dia cinco de agosto.

 Reações

PS: “A escolha do dia 29 de setembro para a realização das eleições autárquicas beneficia o Governo. O Executivo prejudica um processo eleitoral mais participado, mesmo a participação num período de campanha já em pós-férias se mantivesse as eleições em outubro. O facto de poder por detrás disto existir vontade do Governo em esconder medidas que venham a constar no Orçamento de Estado para 2014 torna a situação ainda mais grave”.

BE: “Os portugueses vão a votos sem conhecer quais serão as linhas-forças do Orçamento para 2014. 29 de setembro é a data que convém mais aos partidos do Governo, que faz com que a campanha eleitoral decorra praticamente em período de férias e início do ano letivo. Achamos que é desadequado, mas é evidente que o Governo pretendia que as eleições decorressem no período em que ainda não se conhecesse os eixos principais do Orçamento de Estado, que é previsível que seja gravoso para os portugueses», sublinhou”.

PCP: “Não vemos razões para que as eleições não sejam realizadas em outubro a menos que se explique isso pela manifesta intenção do Governo em esconder do juízo dos portugueses em período eleitoral o conjunto de medidas que certamente lhes reserva no Orçamento de Estado. As eleições sempre foram realizadas no último domingo de outubro e creio que a marcação para 29 de setembro creio que revela essa intenção do Governo”.

 

 Coordenação de textos: José Gonçalves

Fotos: António Amen e Pesquisa Google

Fontes: “Jornal de Notícias

Nota da Direção às candidaturas

 (*)O “Etc e Tal Jornal” disponibiliza, a todas as candidaturas às eleições autárquicas no concelho do Porto, um espaço para divulgarem as ações de campanha eleitoral; espaço esse que é da inteira responsabilidade dos partidos, coligações ou listas concorrentes. Para usufruírem desse espaço (máximo de 1.500 carateres, em Microsoft word, e fotos em jpeg ou jpg) devem enviar os respetivos textos e fotos até ao dia 25 de cada mês (data limite) para o seguinte endereço de correio eletrónico: etcetaljornal.site@gmail.com

Os restantes artigos publicados nesta rubrica, têm tratamento jornalístico, não obedecendo a qualquer tipo de espaçamento pré-estabelecido.

O Diretor

José Gonçalves

 

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