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AUTÁRQUICAS 2013: Dia 29 o povo DECIDE! Porto ao RUBRO com as eleições…

O Porto será, sem dúvida, um dos principais centros de atenção na noite de 29 de setembro de 2013, altura em que se saberão os resultados das eleições para a presidência da segunda maior câmara municipal do país. E os motivos, por politicamente pertinentes, são os mais diversos: os partidos que suportam o governo (PSD e CDS) concorrem separados apoiando listas que, segundo certas sondagens, podem ser vencedoras (Luís Filipe Menezes ou Rui Moreira), e depois a candidatura socialista de Manuel Pizarro, que não se saberá até que ponto representará a contestação à gestão de Rui Rio (atual presidente da Câmara) e à da atuação governamental. Atenção que ele também faz parte do rol de potenciais vencedores. Certo, certinho: ninguém terá maioria absoluta!

autarquicas 2013 - 01set13

O cenário político autárquico no Porto é, verdadeiramente, complexo, até porque há duas novidades de monta a ter em conta: pela primeira vez realizam-se eleições de acordo com o novo mapa administrativo de freguesias (a Invicta passou de 15 para sete autarquias de proximidade) o que pode criar confusões – principalmente nos mais velhos- quanto aos hábitos eleitorais tradicionais, e sem precedentes aparecem duas candidaturas independentes (Rui Moreira e Nuno Cardoso) prontas a dividir o eleitorado dos partidos que nas últimas décadas ganharam a Câmara (PS, PSD e CDS… a reboque).

A par disso, mas não ignorando o peso relativo das suas candidaturas, a CDU (PCP-PEV) e o Bloco de Esquerda, estão na “praça pública” revelando e relevando o seu papel interventivo na cidade. Pedro Carvalho dá continuidade ao trabalho do engenheiro Rui Sá (muito acarinhado pelas gentes tripeiras) e o jovem José Soeiro, que apresenta uma imagem diferente do Bloco, sugerindo aos eleitores “Virar o Porto ao Contrário”, com um apoio significativo de independentes, muitos deles oriundos de associações cívicas, ou simples grupos de cidadãos que promoveram ações como na Escola da Fontinha e no 15 de setembro de 2012.

Verdade se diga, e como contra factos não há argumentos, que a candidatura de Pedro Carvalho tem consubstanciado um projeto muito próprio e de proximidade com as populações residentes em bairros carenciados da cidade (e não são poucos!) assim como coletividades que têm relevante e interventiva ação nos mesmos. A estrutura do PCP mantém-se muito ativa.

Confusão total nas “hostes laranjas”

Entretanto, a pré-campanha para a presidência da Câmara Municipal do Porto foi marcada pelas ações junto dos tribunais – primeiro do Movimento “Revolução Branca” e depois pela do “BE”- contra legitimidade da candidatura de Luís Filipe Menezes, que (só o Tribunal Constitucional o decidirá) poderá não cumprir a recente Lei, aprovada em sede da Assembleia República, quanto à limitação de mandatos.

Tribunais cíveis houve que reprovaram a referida candidatura, mas outros que a aceitaram! O imbróglio vai, pelos vistos, durar alguns dias, até que se saiba a decisão final do Tribunal Constitucional.

Isto, conhecendo-se o facto de que o PSD não tem plano “B”, caso Menezes não possa ser cabeça-de-lista à presidência da CMP, como referiu e realçou Marco António Costa, ex- secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, e recém  “promovido” a coordenador permanente da Comissão Política do PSD e porta-voz do partido. Recorde-se que, também ele, era dado, há uns tempos atrás, como possível substituto de Menezes à presidência da câmara portuense. Mesmo assim, há quem diga que o “número dois”, Amorim Pereira, caso as coisas corram mal, será a “natural” alternativa. Será que os portuenses terão, na altura, tempo suficiente para saber quem é, na realidade, Amorim Pereira? Fica a pergunta.

O “benemérito”

Mas de polémicas, e todas elas relacionadas com a candidatura de Luís Filipe Menezes, não ficamos por aqui. Outra surgiu, recentemente, com a notícia (“Público”) que o candidato social-democrata estaria a pagar rendas em atraso a pessoas desfavorecidas do Porto, em troco de votos.

A “bomba” estourou” (23ago31) e só depois da mesma estoirar é que Menezes veio a terreiro explicar.

“Ninguém nunca me vai penalizar por ter ajudado uma idosa. Aquilo que fiz, e de que me honro muito. Com três amigos entrei numa casa de uma senhora idosa, diabética, que não tinha 200 euros para comprar medicamentos e que ia ser despejada e lhe iam desligar a água nessa noite. Nós os quatro quotizamos e pagamos 120 euros no anonimato a essa senhora para não ser despejada”, revelou Menezes.

As explicações de Menezes agradaram ao candidato independente Nuno Cardoso, ao contrário do que aconteceu com todos os outros candidatos.

luis filipe menezes - 01jan13

 MENEZES (PSD): Obra feita em Gaia é “faca de dois gumes”

 Mesmo com mais ou menos trapalhices políticas, Luís Filipe Menezes vai conquistando simpatia no Porto, ainda que, hoje, com as tais trapalhadas e críticas oriundas de setores de relevante importância (peso) no seio do seu partido (PSD – símbolo que não aparece nos seus cartazes), Menezes tenha perdido algum crédito na população do Porto. Mesmo assim, o social-democrata continua a prometer uma nova cidade, tentando, até à exaustão, dar como exemplo os frutos da sua gestão à frente da Câmara de Gaia.

A inimizade política com Rui Rio transformou-se, contudo, em verdadeiro “pedregulho no sapato” quanto à sua corrida à Câmara, e, pior ainda, quando Rui Moreira lhe retirou um considerável número de apoiantes, entre os quais alguns pesos-pesados do PSD.

Menezes, também conselheiro de Estado, visitou bairros, abordou pessoas, fez o que todos praticamente fizeram, mas prometeu muito e muitos o apoiaram, falta agora consolidar o apoio dos muitos que esperam dele os muitos apoios e outras muitas promessas.

Menezes, com a solidariedade eleitoral – pouco relevante e por si pouco ou nada revelada – do PPM e do MPT, parte para as eleições de 29 de setembro, com a convicção de que ganha a Câmara, independentemente de estar a perder – de acordo com as sondagens – terreno para os adversários. Um deles o seu principal inimigo político de estimação… Rui Rio, que não é candidato, mas apoia outro Rui.

O ataque de Rio…

“O candidato do meu partido – vamos ver se é candidato – tem-me feito mais oposição nestes 12 anos do que o PS. Desde o fogo-de-artifício de S. João ao Festival das Tripas, tudo serviu para se demarcar do que era a gestão da Câmara do Porto”, desabafou Rui Rio em entrevista à RTP, atacando Menezes.

Palavras que não ficaram por aqui. O atual presidente da CM Porto disse ainda que seria “hipócrita” se apoiasse Menezes, e que “oportunista” seria se ficasse calado.

Pois. Mas os ataques não ficaram por aqui, relembrando Rio a Menezes a “dívida brutal” que deixou em Gaia, avisando que quem o sucederá terá “um problema gigantesco”.

“Tenho a obrigação ética de me demarcar muito claramente daquilo que sei que vai destruir tudo o que foi feito. É lamentável que, durante 12 anos, o PSD tenha dito à população para votar num projeto como o meu e a meio do meu mandato venha dizer: Votem no seu contrário. Isto descredibiliza os partidos.

Rio, ainda que não declarando, publicamente, o seu apoio à candidatura de Rui Moreira, está, definitiva e de forma solidária, ao lado da mesma, tanto mais não seja que parte da sua equipa, tanto a no executivo (por exemplo: a vereadora Guilhermina Rego, que se desfiliou do PSD e que foi integrada, de imediato, na lista “independente”) como na Assembleia Municipal, Aliás, órgão que contará como candidato o “socialista” Daniel Bessa. Nas próximas semanas, teremos, por certo, Rui Rio a apoiar o outro Rui (Moreira) contra o seu inimigo político de estimação: Menezes.

rui moreira - 01jan13

 RUI MOREIRA… com “pezinhos de lã”

Pois é! Rui Moreira (“O Nosso Partido é o Porto”) tem vindo a ganhar eleitorado com estas confusões protagonizadas, direta ou indiretamente, por Menezes. Segundo as intenções de voto para a presidência da CM Porto, Moreira é “segundo” e, como “independente” – mas já com o apoio explícito do CDS -, tenta, agora, captar o eleitorado social-democrata pró-Rio, e até dos eleitores indecisos e que, por mais estranho que possa parecer, são afetos ao FC Porto – de que Moreira é adepto militante – e ainda de outros “frustrados” com a candidatura de Menezes.

Este candidato independente, que se revelou também como presidente da Associação Comercial do Porto, tem feito, por assim dizer, uma campanha calma, sem muitos holofotes, microfones ou camaras de televisão para si virados, é que – e parece que não! – com isso vai ganhando terreno eleitoral. Há quem não repare neste aspeto, mas esta estratégia é-lhe fundamental. Os frutos… estão à vista, daqui para a frente, o candidato só os tem que gerir. O CDS e Rui Rio estão, por certo, satisfeitos com esta pré-campanha, que, para já, não se encontra, contudo, bem estruturada nas freguesias.

manuel pizarro

 MANUEL PIZARRO (PS): Câmara não é miragem, mas… “juntas” são potenciais centros de “vitórias”

 Desde 2001 que o Partido Socialista não conquista a presidência da Câmara Municipal do Porto, tudo pelo facto de o Porto ter penalizado Fernando Gomes – até então presidente com maioria absoluta – ter trocado a Invicta pela pasta da Administração Interna centralista de Lisboa, na altura chefiado por António Guterres. Gomes já pediu desculpa aos tripeiros pelo erro cometido, mas os tripeiros, bem como os portuenses, têm vindo a penalizar eleitoralmente as hostes socialistas.

Manuel Pizarro sucede a duas candidaturas socialistas que resultaram num verdadeiro fracasso: a de Francisco Assis e Elisa Ferreira, que também deixou a cidade, desta feita, rumo ao Parlamento Europeu, não cumprindo com aquilo que tinha prometido ao eleitorado, ou seja, assumir a sua posição na autarquia, independentemente dos resultados. Os portuenses não perdoam este tipo de atitudes, veja-se o que aconteceu com Fernando Gomes.

Assim sendo, o candidato socialista – atualmente a exercer as funções de deputado na Assembleia da República, depois de ter sido secretário de Estado da Saúde, no governo de Sócrates e de, antes ainda ter intervindo na Junta de Freguesia de Ramalde – tem uma carga histórica que poderá condicionar o seu percurso eleitoral. Mas, se segundo as sondagens pode não ganhar a Câmara (?!) a verdade é que será sempre o “fiel da balança” num acordo para coligação pós-eleitoral, por certo com a lista de Rui Moreira. É que, ao que tudo indica, não haverá maiorias absolutas nem na Câmara, nem na Assembleia Municipal e nem nas Juntas. O PS terá, assim, uma palavra muito importante e decisória nesta questão.

Manuel Pizarro, como todos os outros candidatos (a história é sempre a mesma e a rotina eleitoral também) visitou certos bairros da cidade, auscultando a opinião dos moradores. Eles deixavam o seu registo sonoro e através de altifalante toda a gente fica a saber daquilo que já sabia, porque quem ouvia as mensagens eram as pessoas do próprio bairro, e mais ninguém. Bem!

A verdade, contudo, é que Pizarro – sabendo que a corrida à Câmara é difícil – apostou nos candidatos às (agora!) sete freguesias da cidade, e a verdade é que – aparentemente – a campanha está a resultar.

A colocação de outdoors em ruas, ruelas, vielas e ilhas com as fotos dos candidatos às juntas tem suscitado curiosidade por parte dos eleitores, principalmente pelos indecisos socialistas, que ainda estão na corda bamba no que concerne em votar em Menezes ou Moreira, colocando agora a hipótese em Pizarro. Seja como for, o indeciso socialista que vote para a Câmara na concorrência, por certo, votará no PS para a freguesia. Assim sendo, o PS pode conquistar um resultado histórico nessa vertente.

Saiba ainda – ou recorde-se – que a lista do PS conta com o apoio do Movimento de Intervenção e Cidadania (esteve ligado à candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República) e da Renovação Comunista.

pedro carvalho - 01nov12

 PEDRO CARVALHO (CDU): Contacto com a população para segurar e reforçar eleitorado

Substituindo o carismático Rui Sá, que foi durante anos cabeça-de-lista à presidência da Câmara Municipal do Porto, e vereador (com a pasta do Ambiente ou mais recentemente sem qualquer tipo de pasta), o lisboeta Pedro Carvalho não mudou a estratégia da coligação de comunistas e ecologistas em termos de ações de campanha.

O contacto direto com a população; com os dirigentes associativos; as visitas a bairros sociais e a “ilhas” esquecidas na cidade; assim como o encontro com representantes de diversas instituições da cidade são, por assim dizer, as linhas-mestras de uma campanha que tende a manter e, por certo, reforçar o seu eleitorado, considerado dos mais fiéis em relação à concorrência.

Independentemente da popularidade de Rui Sá – que apoia a sua candidatura – Pedro Carvalho não se deixou ofuscar e chegou com empatia ao eleitorado comunista, facto também “consolidado” com o apoio do candidato á presidência da Assembleia Municipal, Honório Novo, um peso-pesado do PCP e até há pouco tempo ilustre deputado na Assembleia da República.

Com o lema “A Esquerda que Faz o Porto Mexer”, ou “Porto: Confiança na CDU” o economista, líder da lista da única coligação concorrente às eleições para a Câmara Municipal, que quer derrotar os partidos da Troika (PSD,CDS e PS) levantou, entretanto, e, neste caso, em pré-campanha, muitos e pertinentes que afetam a cidade, designadamente as questões sociais e ainda a perda de valências na Loja do Cidadão e o encerramento do Museu do Carro Elétrico, dois assuntos que o nosso jornal aborda na presente edição. Esta campanha foi pautada pelo equilíbrio de ideias e de ações.

jose soeiro - 01abr13

JOSÉ SOEIRO (BE): “Virar Porto ao Contrário” conta com forte adesão de independentes

È o mais jovens dos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto, mas já com um significativo percursos político, tendo sido já deputado na Assembleia da República. José Soeiro diz representar um “Bloco” diferente, não só pelo facto de querer “virar a cidade ao contrário”, mas, essencialmente, pelo facto de nas suas listas a maioria dos nomes inscritos sejam o de independentes.

Com a adesão de ativistas sociais – que se revelaram nas ações quanto à Escola da Fontinha – o “Bloco de Esquerda” concorre a todas as sete freguesias do concelho/cidade não só com o maior número de independentes, mas também de mulheres a cabeça-de-lista.

A ideia de devolver o Porto ao povo é um dos objetivos da campanha que reflete, sobremaneira, as preocupações dos bloquistas quanto esvaziamento e empobrecimento das habitações, assim como do património, sendo extensível essas mesmas preocupações ao crescente às crescentes desigualdades sociais no Porto, com a miséria a bater à porta de muitos portuenses.

Simpático, José Soeiro tem tido múltiplos contactos com a população, dando relevo a uma diferente alternativa à Esquerda, a qual tem vindo a captar a atenção e, até certo ponto, a adesão de camadas da população que, normalmente, se abstêm nas eleições e têm alguma relutância quanto a partidos políticos.

nuno cardoso 00 - 01set13

NUNO CARDOSO (IND): A batalha no “Batalha” por um “Porto com futuro”

Mesmo sem candidatos para as sete freguesias, a candidatura de Nuno Cardoso, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto e também ex-membro do Partido Socialista, surgiu, como que à última da hora com a sua lista à presidência da edilidade, sendo, particular e duramente, criticado pelos partidos de esquerda, salientando estes, que Cardoso teria apoiado o “adversário” Luís Filipe Menezes, quando da apresentação deste como cabeça-de-lista pelo PSD.

Nuno Cardoso fez e fará como bandeira de cartaz a reabertura do cinema Batalha (onde apresentou, oficialmente, a sua candidatura), não se sabendo se, depois de 29 de setembro – altura das eleições – a sala continuará aberta à população.

A pré-campanha do engenheiro (“Por um Porto de Futuro!”) tem também privilegiado o contacto direto com a população, conseguindo – junto daqueles que o apoiaram no exercício de presidente da Câmara – algum eleitorado de garantia, se bem que, segundo as sondagens, dificilmente conseguirá ser o quarto candidato mais votado e, provavelmente, pouco dividirá o eleitorado socialista, objetivo que, segundos responsáveis do PS, foi o propósito da sua candidatura, podendo, assim, beneficiar indiretamente, a lista encabeçada por Menezes.

Cardoso diz não pactuar com uma cidade em ruínas e que se ter um Porto animado é preciso ativá-lo, isto com uma “revolução urbana em três fases” (reativar, reanimar e reabilitar), englobando todos os agentes da cidade neste complexo processo, tendo a Câmara como parceira.

numeros - 01set13

PORTO: RETRATO SOCIAL

O futuro presidente da Câmara Municipal do Porto terá pela frente um quadro negro em termos sociais. De acordo com dados do Censos de 2011 (alguns já muito desatualizados), o concelho sofre de envelhecimento, de desemprego e crescente número de pobres.

Se há questões que, diretamente, a autarquia tripeira pode e deve resolver, o chamado “bater com o pé” ao poder central, será neste caso fundamental. Mesmo assim, há que ter em conta os positivos números em relação ao Turismo (o Porto é um dos destinos de eleição da Europa) e de alguma economia que vai crescendo – ainda que devagarinho – muito apoiada pela “massa cinzenta” de quem sai das universidades sediadas na urbe. Chama-se a isso a “mais valia” da uma região que ainda tem muito para dar ao país.

Para já fique com os números que retratam o concelho do Porto:

População: 237.591 (*)

Taxa de desemprego: 17,6 % (*)

Habitantes por médico: 55,2 (*)

Índice de envelhecimento: 194,1(*)

População com Ensino Superior: 25,3%(*)

Pensionistas da Segurança Social: 38,5% (*)

Beneficiários do RSI ou RMG: 29,1% (*)

(*)Dados Censos 2011

curiosidades - 01set13

CURIOSIDADES

Sabia que José Soeiro (BE) é o candidato mais novo à presidência da Câmara Municipal do Porto?

É verdade. Soeiro tem 29 anos – comemorou-os há pouco, ou seja no passado dia 11 de agosto – é sociólogo e já foi deputado na Assembleia da República. Naturalmente, o mais novo deles todos.

Em termos de “idades”, o segundo da “lista”, é o economista Pedro Carvalho (CDU), com 41 anos, com menos oito anos que o médico socialista Manuel Pizarro (49). Entretanto, o engenheiro Nuno Cardoso já passou a fasquia dos cinquenta (tem 51), assim como o empresário Rui Moreira (57) e também o médico Luís Filipe Menezes, que conta com 59 anos de idade.

E sabia que só dois dos candidatos são naturais do Porto… tripeiros?

É verdade! Apenas dois dos candidatos à presidência da CMP são naturais do Porto, ou seja, Rui Moreira (Ind.) e José Soeiro (BE). Manuel Pizarro é (por acidente) natural de Coimbra, tendo, contudo, vivido toda a sua vida no Porto, Luís Filipe Menezes é de Ovar, Pedro Carvalho de S. João de Arroios (Lisboa) e Nuno Cardoso, do Peso da Régua.

vencedores - 01set13

VENCEDORES (CMPorto)

Os partidos de direita, quando coligados, foram os que mais vezes venceram as eleições para a presidência da Câmara Municipal do Porto, se bem que “isolado”, o Partido Socialista lidere destacado a tabela.

PS: 1976, 1989, 1993, 1997.

AD : (PSD/CDS/PPM): 1979, 1982.

PSD: 1985

PSD/CDS: 2001, 2005, 2009

assembleia municipal -01set13

CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA MUNCIPAL

PSD: José Pedro Aguiar-Branco

PS: Francisco Assis

CDU: Honório Novo

BE: Ana Luísa Amaral

RUI MOREIRA (ind): Daniel Bessa

NUNO CARDOSO (ind): Maria Inês Portela

assembleia de freguesia - 01set13

CANDIDATOS ÀS ASSEMBLEIAS DE FREGUESIA

PSD

Aldoar/Foz do Douro/Nevogilde: Domingos Gomes

Bonfim: Rui Paredes

Campanhã: João Vieira Pinto

Centro Histórico: Pinto Ferreira

Lordelo/Massarelos: Gabriela Queirós

Paranhos: Alberto Machado

Ramalde: Telmo Lopes

PS

Aldoar/Foz do Douro/Nevogilde: Victor Arcos

Bonfim: Nuno Cruz

Campanhã: Ernesto Santos

Centro Histórico: Renato Sampaio

Lordelo/Massarelos: Artur Braga

Paranhos: Vítor Monteiro

Ramalde: Alfredo Fontinha

CDU (PCP/PEV)

Aldoar/Foz do Douro/Nevogilde: João Barros (Aldoar), Mário Cardoso (Foz do Douro), Beatriz Bachã (Nevogilde)

Bonfim: Hugo Jorge Pinho

Campanhã: José Pimenta

Centro Histórico: Carlos Sá (Cedofeita), Vítor Vieira (Miragaia), Filipe Martins (S. Nicolau), Joaquim Silva (), Ana Gonçalves (Sto Ildefonso), Paulo Amorim (Vitória)

Lordelo/Massarelos: Casimiro Calisto (Lordelo do Ouro), Perfeito Monteiro (Massarelos)

Paranhos: Artur Ribeiro

Ramalde: Ana Vieira

A coligação de comunistas e ecologistas apresentou candidatos a todas as freguesias que existiam no concelho antes da reforma administrativa autárquica, por forma protestarem contra a mesma.

BE

Aldoar/Foz do Douro/Nevogilde: Esmeralda Mateus

Bonfim: Amarante Abramovici

Campanhã: Elsa Silva

Centro Histórico: Ilda Afonso

Lordelo/Massarelos: Susana Constante

Paranhos: Pedro Figueiredo

Ramalde: Bárbara Veiga

 

RUI MOREIRA (ind.)

Aldoar/Foz do Douro/Nevogilde: Nuno Ortigão

Bonfim: José Carvalho

Campanhã: Cândido Correia

Centro Histórico: António Fonseca

Lordelo/Massarelos: Sofia Maia

Paranhos: Paula Maia

Ramalde: António Gouveia

 

NUNO CARDOSO (ind.)

Não apresenta candidatos às assembleias de freguesia.

 

EDIÇÃO ESPECIAL

O “Etc e Tal Jornal” revelará, em edição especial, logo na noite de 29 de setembro de 2013, qual o vencedor das eleições para a Câmara Municipal do Porto, assim como os resultados (possíveis) no momento das sete freguesias que agora constituem o mapa autárquico da cidade. Dois dias depois (01out13) teremos a edição normal, com mais elementos sobre as “Autárquicas” e outros assuntos a ela inerentes. Fique bem… fique connosco, tanto a 29 de setembro, como no primeiro de outubro. Está feito o convite!

Texto: José Gonçalves

Fotos: António Amen e pesquisa Google

 

 

01set13

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