O 26º aniversário da Associação José Afonso é o pretexto para celebrar a vida e obra desta figura-chave da música popular portuguesa. Neste concerto, juntam-se alguns dos seus companheiros de estrada e uma nova geração, que cresceu com o “poeta, andarilho e cantor”.
“De nada me arrependo
Só a vida Me ensinou a cantar
Esta cantiga”
Com: António Capelo |Coro “Vox Populi” | Grupo AL-DUFFeiras | Francisco Fanhais | Grupo Vocal “Canto Décimo” |Grupo “Vozes Ao Alto” |João Afonso + Rogério Pires | João Lóio + Regina Castro |Manuel Freire | Orquestra Ligeira de S. Pedro da Cova | Rui Pato | Uxia (Galiza) + Sérgio Tannus | Guilhermino Monteiro (Direcção Musical)
Local: Casa da Música – Sala Suggia (Porto)
Data: 20-out-13
Horário: 21h00
Preço: € 10,00
FoToGrAfIA
MARIA SAMPAIO DÁ A CONHECER TRABALHOS NO “VIVACIDADE”
O Vivacidade – Espaço Criativo e Maria Sampaio inauguram a Exposição de Fotografia – Meu Porto de Abrigo que se realiza no próximo dia 10 de Outubro de 2013, às 17h no Vivacidade-Espaço Criativo (rua Alves Redol, 364-B, Porto)
A Exposição Meu Porto de Abrigo, será apresentada pelo Dr. Pedro Freire de Almeida (autor de PortoGrafia). Assista à atuação musical de José Silva.A Exposição de Fotografia da autoria de Maria Sampaio, Meu Porto de Abrigo, é composta por 32 trabalhos.
Local:VivaCidade – Espaço Criativo
Horário:09h30 às 13h00 e das 14h30 às 18h00 (segunda a sexta)
Até: 01-nov-13
Preço: Entrada Livre
+; www.vivacidadeespacocriativo.wordpress.com
IlUsTrAçÃo/DeSeNhO
MANUELA BACELAR EXPÕE NA “PORTO ORIENTAL”
A Galeria Porto Oriental está a promover uma Exposição de Ilustrações de Manuela Bacelar, um nome de referência da ilustração contemporânea, em parceria com a Biblioteca Municipal do Porto, onde decorrerá em simultâneo uma Exposição Bibliográfica.
Nesta exposição, a artista mostra ilustrações realizadas para obras específicas, mas mostra também trabalhos realizados livremente sem obedecerem a nenhum programa previamente definido.
No decurso da exposição, vai ser lançada uma serigrafia especial de Manuela Bacelar, em parceria com o Centro Português de Serigrafia.
Igualmente nesse período, e em parceria com a Unicepe, Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, onde decorre uma exposição-venda de trabalhos escritos e/ou ilustrados pela artista.
Local: Galeria “Porto Oriental” (R. Barros Lima, 851 – Porto).
Horário: 15h00/19h00 (terça a sábado).
Até: 31-out-13
+: www.galeriaportoriental.com
MúSiCa
MILTON NASCIMENTO COMEMORA 50 ANOS DE CARREIRA NO COLISEU DO PORTO
Desde o Festival Internacional da Canção de 1967 que Milton Nascimento surge no panorama internacional como um dos mais consagrados músicos brasileiros de todos os tempos. Mas o ponto inicial da sua carreira aconteceu em 1962, quando se juntou ao amigo Wagner Tiso para fundar o conjunto de baile W’s Boys.
Além do começo da carreira em 1962, e do “Festival Travessia” onde, em 1967, arrebatou o prémio de melhor intérprete, outra data importante na carreira de Milton é o lançamento do disco Clube da Esquina, um dos maiores sucessos de 1972. E para celebrar estes três grandes marcos na carreira de Milton, chega-nos a tourné “Milton Nascimento – Uma Travessia”, que promete reviver todos os grandes sucessos do artista.Com o lançamento do álbum “E a Gente Sonhando” em 2010, o artista somou 38 discos gravados…
Local: Coliseu do Porto
Data: 27-out-13
Horário: 21h30
Preços: De €18,00 a € 47,50 (clas. M/3)
FADO NA “CASA” COM RITA RUIVO
Rita Ruivo canta os amores e desamores com o fervor especial dos fados tradicionais, incluindo também algumas composições próprias na linha tradicionalista. Os quatro elementos que constituem esta formação partilham o respeito e a admiração pelo legado do fado…
Local: Casa da Música – Sala 2 (Porto).
Data: 15-out-13
Horário: 19h30.
Preço: €08,00
ORQUESTRA GULBENKIAN NOS CLÉRIGOS
No próximo dia 8 de outubro, pelas 19 horas, a Igreja dos Clérigos vai ser palco de um grande concerto da conceituada Orquestra Gulbenkian. Este espetáculo, oferecido à Irmandade dos Clérigos pela Fundação Calouste Gulbenkian, foi produzido especialmente para assinalar os 250 anos da Torre dos Clérigos, no âmbito das comemorações em curso, que se irão prolongar até dezembro de 2013.
A Orquestra Gulbenkian irá interpretar “As Quatro Estações” de Vivaldi e “A Morte de Manfred” do compositor Luís de Freitas Branco. A direção da orquestra e o violino estarão a cargo do Maestro e Violinista Bin Chao.
Local: Igreja dos Clérigos
Data: 08-out-13
Horário: 19h00
Preço: Entrada Livre. A lotação está limitada aos lugares existentes, pelos que os bilhetes devem ser levantados até ao dia 07 de outubro de 2013, na bilheteira da Torre dos Clérigos.
+: torredosclerigos.pt
LiVrOs
“SEGREDOS DAS PRISÕES”
“A Universidade prossegue – de momento – a sua vocação ultraconservadora de ignorar as esperanças populares de democratização da democracia, mesmo se são sobretudo os seus ex-alunos quem exprime mais diretamente tais desejos nas ruas e em privado. Mas a Universidade não tem apenas essa faceta.
Por exemplo, ficaram popularmente famosos cientistas saídos das Universidades que deram o corpo e o prestígio à descoberta e ao reconhecimento de verdades sacrílegas. E a verdade, atualmente, é que das nossas instituições de Estado pouco ou nada resta de democracia. Vivemos em oligarquia cujo principal fito político é a manutenção e aumento de privilégios. E a Universidade – se quiser continuar a ter direito a perseguir a verdade – terá de reagir. Quanto mais cedo melhor. Não deve prescindir de perscrutar todos os segredos encobertos, incluindo os das prisões.
As prisões são um exemplo dos mecanismos sociais institucionalizados de solidariedade perversa, enfatizados pela conjuntura que vivemos. São instituições sob tutela judicial tipicamente fora da lei. Isto é: apenas existem porque as instituições de soberania fecham os olhos aos tratamentos degradantes e torturas quotidianos. Isso ocorre assim porque o Estado tira das penitenciárias os efeitos políticos que entende indispensáveis para a manutenção do seu próprio poder. No que é acompanhado pelo público, cego de sede de vingança e temeroso das responsabilidades próprias das situações de autonomia pessoal e social.
Mas como bem sabemos os que viveram o 25 de Abril, também há um povo generoso, mobilizável com dignidade a partir da populaça. É essa a nossa difícil e delicada tarefa. Revelar e aguardar por essa possibilidade, mesmo que não certa a altura em que qualquer coisa de diferente venha a ocorrer. Na ACED, na ciência e na vida pública.
Segredos das prisões é um livro de divulgação científica
Pretende apresentar ao público, em linguagem vulgar, a noção de “segredo social”. Do mesmo modo que os cães, por exemplo, atacam para matar os animais doentes ou com limitações físicas da mesma espécie (com “necessidades especiais”, como diríamos hoje em politicamente correto) os humanos fazem exatamente o mesmo. Mas com uma capa de legitimação civilizacional que só não é ridícula porque as populações”.
Texto: António Dores
Livro – Autores: António Pedro Dores / José Preto
+: N.D.
TeAtRo
“COMUNIDADE”
O universo de Luiz Pacheco, repleto de lucidez, ironia e autenticidade é levado à Sala Estúdio pela mão de Maria Duarte, Gonçalo Ferreira de Almeida e João Rodrigues.
“É um bicho poderoso, este, uma massa animal tentacular e voraz, adormecido agora, lançando em redor as suas pernas e braços, como um polvo, digo: um polvo excêntrico, sem cabeça central, sem ordenação certa (natural); um grande corpo disforme, respirando por várias bocas, repousando (abandonado) e dormindo, suspirando, gemendo.”
(Comunidade, Luiz Pacheco)
Local: Teatro Nacional D. Maria II – Sala Estúdio (Lisboa)
Horário: Quartas: 19h15; quinta a sábado: 21h15. Domingo: 16h15
Até: 03-nov-13 – Estreia: 10-out-13
Preços: €06,00 a €12,00
+: www.teatro-donamaria.pt
“TEATRO DA CORNUCÓPIA” COMEMORA 40 ANOS
No dia 13 de Outubro faz exatamente 40 anos que, no Teatro Laura Alves, alugado ao empresário Vasco Morgado, na Rua da Palma em Lisboa, hoje transformado em sapataria, o Teatro da Cornucópia, se apresentou pela primeira vez ao público com a estreia de O Misantropo de Molière. No elenco estavam os dois fundadores: Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra, e Glicínia Quartin, Dalila Rocha, Raquel Maria, Filipe La Féria, Orlando Costa, Luís Lima Barreto e Carlos Fernando. Com eles mais 3 pessoas: Helena Domingos, Paulo Cintra e Pedro D’Orey. 40 anos depois, depois de tanta água que passou debaixo das pontes, a Companhia continua a trabalhar. E há quem nos acompanhe desde então: a então bilheteira do Teatro Laura Alves, por exemplo, que foi quem há 40 anos nos ensinou aquela burocracia mínima que então era precisa para vir a público, ganhou amizade por nós, e ainda hoje vem ver os nossos espetáculos. Um pequeno apoio da Fundação Gulbenkian garantiu os primeiros pagamentos.
Depois de um curto pré-25 de Abril sem casa, e de um arranque em que em pouco tempo tanta coisa aconteceu (passagem pelo Terraço do Capitólio, saídas por opções pessoais e políticas de vários elementos, campanhas do MFA, entrada no edifício atual como sede permanente, entrada da Cristina Reis como cenógrafa, saída de Jorge Silva Melo, passagem de Cristina a codiretora), a companhia conheceu muitos elencos, tocou em todas as épocas da história da literatura dramática, passou por muitas fases, muita gente diferente nela trabalhou e com ela colaborou. Mas, 40 anos depois e ao fim de 120 criações e cerca de 5.100 representações, a companhia não conseguiu as condições de trabalho com que sonhara para poder existir de forma estável e com a implantação pública que no princípio projetámos. Mudou muito o país em 40 anos, e a sobrevivência de um projeto artístico que permanece fiel ao que se propunha no início convive mal com a transformação política, apesar de ter ganho o respeito e a amizade de já várias gerações. É numa situação de sobrevivência difícil que festeja os seus 40 anos.
Mas para muita gente a memória do que em 40 anos fizemos, representa uma muito grande parte da sua vida. É sobretudo isso que no dia 13 de Outubro, um Domingo, festejaremos ao longo do dia, dando a palavra a quem quiser falar, desafiando quem quiser (espectadores, colaboradores, colegas de profissão, etc.) a fazer uma intervenção sobre ou a propósito da Companhia. E depois de uma pausa para beber um copo, conversar e consolar o estômago com o que for trazido para ajudar à festa, acabaremos o dia com a participação dos músicos que por esta casa passaram e que quiserem aparecer.
Também é no mesmo sentido que nos é grato abrir as comemorações já no fim de Setembro com uma prenda oferecida por uma companhia espanhola amiga: Nao d’amores que aqui criou e apresentou um espetáculo em coprodução connosco: Dança da Morte/Dança de la Muerte e que apresentará no nosso teatro nos dias 27 e 28 de Setembro a nova versão do seu primeiro espectáculo: Auto de la Sibila Casandra, um dos textos castelhanos de Gil Vicente.
A nossa Companhia nunca deu prioridade ao registo do seu trabalho mas surgiram espontaneamente trabalhos de outros artistas amigos ou de alguns membros da Companhia a partir dos nossos espetáculos, que nuns casos estão inéditos, noutros esquecidos, noutros de difícil acesso e que neste aniversário gostaríamos de mostrar, tanto mais que evocam diferentes momentos do nosso percurso. Ao longo dos dois sábados anteriores ao dia 13 de Outubro, ou seja, nos dias 5 e12 de outubro projetaremos esses filmes, alguns em estreia absoluta, na nossa sala, com entrada livre.
Teatro da Cornucópia
TEATRO GARCIA DE RESENDE ACOLHE “ UM DIA OS RÉUS SERÃO VOCÊS – O JULGAMENTO DE ÁLVARO CUNHAL”
No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, o Cendrev acolhe, no Teatro Garcia de Resende, a Companhia de Teatro de Almada com o espetáculo Um dia os réus serão vocês – o julgamento de Álvaro Cunhal, um trabalho de interpretação da História da resistência ao fascismo que levou Rodrigo Francisco a considerar para uma mesma dramaturgia as defesas de Álvaro Cunhal, em 1950, e do búlgaro Georgi Dimitrov, em 1933, aquando do seu julgamento por um tribunal nazi. Se o teatro pode ser documental – e esta peça, encenando a memória que ficou dos crimes do Estado Novo, é-o certamente – o teatro é também o lugar onde uma sociedade com memória exorciza os seus fantasmas, convocando-os à desocultação e ao confronto.
Interpretação de Luís Vicente, João Farraia, Joaquim do Carmo e Manuel Mendonça com a participação especial do coro dos Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa, cenário, luz e vídeo Guilherme Frazão, som Miguel Laureano, figurinos Paulo Mendes, direção musical Inês Igrejas, construção das máscaras Raquel Diniz, caracterização Sano de PERPESSAC, animação vídeo Rui Dionísio, direção de produção Carlos Galvão, direção de montagem Guilherme Frazão, direção de cena João Farraia, mestre aderecista Paulo Horta, montagem António Antunes, João Martins e Paulo Horta, Músicas A ronda, de Fernando Lopes-Graça, interpretada por Negros de Luz e Acordai, de Fernando Lopes-Graça, interpretada pelo coro dos pequenos cantores do Conservatório de Lisboa.
Local: Teatro Garcia de Resende, em Évora
Data: 13-out-13
Horário: 18h00
Preços: N.D.
+: www.cendrev.com
Nota da Direção: A partir da próxima edição esta rubrica começará a obedecer a um novo esquema de distribuição temática, com rubricas específicas, as quais, ainda não foram introduzidas no atual número do “Etc e Tal jornal”.
OBS: Nesta rubrica só se publicam os programas de iniciativas que sejam endereçados à nossa redação, dez dias antes da data de publicação (sempre ao dia 01 de cada mês) do nosso jornal, isto através dos seguintes e-mail: etcetaljornal.site@gmail.com





