Menu Fechar

A Esquerda das retóricas!

José Gonçalves

(diretor)

As esquerdas do centro, da extrema, de armas e igrejas reuniram-se, em encontro apadrinhado por Mário Soares, dia 21de novembro, no auditório da Reitoria da Aula Magna de Lisboa. E lá teve que ser o ancião a tomar o leme do desgovernado e dividido barco da esquerda portuguesa, para que esta desse um grito, mesmo que comiceiro, contra os atentados que estão a ser alvo os portugueses perante a suicida desgovernança “portacoelhista”.

Soares voltou a alertar para os perigos da violência que o desgoverno e Cavaco Silva poderão ser alvo – tantas vezes o faz que, um dia, acertará por certo numa tentativa de golpe de estado ou outras ações do género -, e logo, por coincidência (ou não) numa altura em que as Polícias se manifestavam frente ao Parlamento, e a escadaria do mesmo subiram como que avisando: “amanhã, lá entraremos!” – “lá”… no Parlamento, onde já tinham entrado dias antes tendo chegado a aplaudir o ministro da Administração Interna.

Bem, o chefe nacional da PSP foi demitido, tendo sido o mesmo substituído por quem, no mesmo 21 de novembro, esteve na escadaria da AR a comandar as forças da Polícia de Choque, as quais fizeram “vista grossa” ao “atrevimento” dos manifestantes”. Vamos nós compreender isto?!

O encontro na defesa do Estado de Direito; Estado Social e da Constituição foi oportuno, pertinente, mas não uniu a esquerda. Ela saiu de lá tão dividida como lá entrou. Entender esta esquerda das esquerdas desunidas é tão difícil como encontrar uma solução para juntar lado a lado os líderes do PS e do PC, tendo o encontro como observador Pacheco Pereira ou Garcia Pereira.

Para já, Soares defendeu as demissões de Cavaco e de Coelho. Para uns uma “tonteria”, para outros uma atitude de coragem. Seja uma ou outra coisa, onde é que estavam os líderes dos partidos à esquerda do PSD, excetuando os do BE, nesse encontro de oratórias? E quais foram os resultados concretos desse encontro? Se alguém me souber explicar, agradecia.

Como disse Rui Tavares, eurodeputado, ex-bloquista e agora a tentar formar o “Livre” – novo partido político -, “uma esquerda em que cada um puxa por uma ponta não sai do sítio”. Pois não, não! Viu-se, vê-se e ver-se-á… até um dia!

 

OIT – Digamos que é das instituições internacionais uma das que me merece maior respeito, não só pelo facto de reunir, no seu seio, sindicalistas e empresários, mas também, e essencialmente, doutos conhecedores da problemática laboral a nível planetário, com atentas análises e detalhados estudos efetuados à escala nacional. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentou recentemente (04nov13) o seu Relatório sobre Portugal, isto perante um (des)governo cego e quase mudo perante as suas propostas.

E é natural que fosse essa a reação da Troika e da ultraneoliberal equipa governamental, mesmo que a projeção dos dados e as sugestões da OIT tivessem, por assim, dizer, um perspetiva nacional de projeção extramural. Mas eles, os nossos governantes, não têm, assumidamente, vergonha na cara e estão – desculpem-me o termo – a borrifar-se para aquilo que foi um verdadeiro puxão de orelhas oriundo de uma instituição de respeito e que, diga-se de passagem, também foi mal, ou nada, aproveitado pela oposição partidária.

Recordemos as propostas da OIT: Criação de mais de 100 mil empregos até 20015; redução das taxas de juro; subida do Salário Mínimo Nacional (SMN); aumento do Rendimento Social de Inserção (RSI) e reforma das políticas de promoção do emprego. Isto em linhas gerais.

O documento foi por demais divulgado, na altura, por toda a comunicação social, será, assim, escusado aqui estar a dar a conhecer, ao pormenor, as soluções reais para a concretização dessas propostas.

Mas, estou ouvir já quem diga: “Isto é demagogia!”; “Eles que venham para cá governar isto!”; “Candidatem-se às próximas eleições!” Enfim, coisas ou parvoíces do género que o português é useiro e vezeiro e que, infelizmente, já lhe vai ficando no ADN.

Só que este Relatório é baseado em estudos elaborados ao pormenor, isto ao contrário dos Relatórios ou Guiões que o nosso (des)governo nos impinge diariamente. Sim: “diariamente”, porque o que um Relatório diz num dia, é desmentido vinte e quatro horas depois (se tanto!), e quem diz relatórios diz outros documentos de importância mas que, para a equipa ultraneoliberal e para a Troika, não passam de peças de Lego para entreter alguns ministros e secretários de Estado.

Em reação a estas sugestões, Pedro Mota Soares, ministro do Emprego e da Segurança Social, prometeu rever a matéria relacionada com o aumento do SMN (congelado desde 2011, nos 485 euros) no segundo semestre de 2014, e não antes porque (cuidado!) por cá ainda anda a Troika e só quando ela se for embora (falou baixinho) é que se pode pensar nisso (no aumento!). Terá ele, Mota Soares, a noção de, como a Troika, nessa altura, o já poderão ter posto na alheta? Estamos a falar no segundo semestre de 2014? Não estamos?

Quanto às outras reformas sugeridas pela OIT, Soares já abriu mais a boca. Sentiu-se mais à vontade para dizer mais do mesmo. “Portugal fez um caminho de reformas laborais. De pouco serve tomar medidas sobre medidas sem avaliar primeiro os efeitos das que foram postas em prática”. Ora, senhor ministro, está mesmo a ver-se. Se nada acontecer em contraciclo, os efeitos serão … “devastadores!

Ao cabo e ao resto, a OIT acabou de prestar um bom serviço a Portugal. Um serviço de alerta com um conjunto de soluções. Sindicatos e empresários estiveram de acordo com as propostas apresentadas. O governo, por seu turno, esteve mais preocupado em continuar com a sua função (desgovernativa), desta feita em sede de Orçamento do Estado, mandando assim, e literalmente, à fava este documento internacional e todo o estudo a ele inerente. Há gentinha tão autista e arrogante! Não há?

OE 14 – Foi discutido e aprovado o Orçamento do Estado para 2014. Sobre esta roubalheira não vou escrever nem mais uma linha, ao contrário do que acontecerá, quando o Tribunal Constitucional se pronunciar relativamente a alguns “pontos” do “documento” que – com o beneplácito do Presidente da República – já estará em execução quando os mesmos tiverem de ser alterados. Depois, é aquilo que se sabe: mais cortes para aqui e mais cortes para acolá (sabendo eles que era previsível isso acontecer); lamentos para aqui e criticas ao TC para acolá… enfim, a bandalheira de sempre! E nós no meio desta maralha toda. Ah! Cavaco enviou para o “Constitucional” a “Convergência de Pensões”. Ai foi!? Pois, não fez mais que a sua obrigação!

DESEMPREGADOS & MILIONÁRIOS – Para alegria de Passos Coelho, Paulo Portas e companhia, a taxa de desemprego em Portugal foi de 15,6 por cento no terceiro trimestre deste ano. Contas feitas: 0,8 pontos percentuais abaixo da taxa verificada no trimestre anterior, e 0,2 que no período homólogo de 2012, isto segundo dados do INE.

Se para alguns governantes a novidade criou festa, para outros a festa foi mais comedida. Aliás, e em boa verdade, ainda não há razões para bailaricos, nem para festanças populisto-demagógicas, se tivermos em conta três simples (e preocupantes) factos: o crescente número de desempregados que desistiram do “desemprego”; os cerca de três mil que emigram todos os dias deste desnorteado país (para contentamento, aí sim, de Passos Coelho), e ainda o trabalho sazonal que, por efémero que é, se traduzirá no quarto trimestre no regresso do desemprego a índices novamente assustadores.

Agora, festa da grossa fazem-no 870 portugueses, melhor: luso multimilionários, cujas fortunas, segundo o banco suíço UBS, são superiores a 25 milhões de euros. A lista engrossou como engrossou o total do seu montante: 100 mil milhões de euros. Aí sim, há razão para fazer festa; festejo o qual dificilmente será realizado em Portugal. Os impostos aqui são muito elevados, não são? Pois são! Tadinhos, pronto, também emigraram com a festa e com o “cacau”. Ora se os outros emigram, porque é que estes também não podem emigrar? Oh meus Deus… claro que podem!

rui machete - 01dez13

MA(N)CHETE – Já se vai tornando habitual – estranhamente habitual – o facto de todas as vezes que o ministro de Estado e dos Negócio Estrangeiros, Rui Machete, abre a boca… diz asneira. Mas, se fosse só asneira por asneira – o que já de si é preocupante tendo em conta a pasta que assume -, o pior é que as asneiradas tendem a criar embaraços no governo (veja-se o caso da sua ligação ao BPN) crises nas relações de Portugal com outros países, e com mercados financeiros.

Depois do famigerado pedido de desculpas ao governo autocrático de José Eduardo dos Santos quanto ao “trabalho” que estava a ser desenvolvido pela Procuradoria-Geral da República em relação a um caso ligado a um alto dirigente angolana – declarações consideradas “infeliz” pelo próprio Passos Coelho – e de toda a trapalhada que se seguiu e que levou a uma aparente crise de relação entre Angola e Portugal, eis que Machete é manchete ao, na Índia, referir que Portugal poderia recorrer a um segundo resgaste financeiro, caso as taxas de juros a 10 anos não igualassem ou ficassem abaixo dos 4,5 por cento, isto quando Portugal está a poucos meses de terminar o programa de ajustamento, e de uma taxa de 5 ou 5,5 pontos percentuais não impedir, para já, Portugal de regressar aos mercados. Machete veio depois dizer que não era bem aquilo que queria referir. A maioria ficou atónita. A oposição chamou à atenção do primeiro-ministro para a “perigosa falta de disciplina” de alguns dos seus governantes. Enfim, Machete voltou a meter o pé na argola, ou melhor a boca onde não era chamado. Num país com regras democráticas bem definidas, este senhor já tinha “arrumado as botas”. Mas, por cá, isso fica mal na fotografia. Assim sendo, os portugueses esperam por mais uma calinada deste ministro “fora de época”.

ENSINO PÚBLICONuno Crato, ministro da Educação e da Ciência, anunciou-o com pompa e circunstância: o “Cheque Ensino”, para 2014, avaliado em 19,4 milhões de euros será destinado a famílias que pretendem ter os filhos em colégios privados. Isto é, ou não é um ataque frontal à Escola Pública com tantos cortes nela verificados e a verificar, todos por ele promovidos. Agora vê-se, facilmente, a falta de rigor quanto à avaliação das escolas e ao suspeito “ranking” que, por acaso, tem como melhores estabelecimentos de ensino os do ensino… privado! Não são coincidências a mais! São senhor. Pior é o cego que não quer ver que aquele que não vê.

PORTUGAL SAI DA RECESSÃO – Para muitos foi a festa do ano; para outros um facto positivo, e ainda para outros um facto casuístico de somenos importância. O facto de Portugal ter subido para 0,2 por cento do PIB no terceiro trimestre de 2013 foi, sem dúvida, uma notícia positiva, mas que ainda não deve servir para – e volto a falar em festas – fazer “bailaricos” políticos em prol da austeridade e, assim, das agressivas medidas que a equipa de Passos Coelho e Paulo Portas estão a exigir ao País e, principalmente, aos portugueses que ainda vão sobrevivendo por cá. As exportações estiveram na base do crescimento, assim como, em termos mais sectoriais, o Turismo e toda a indústria a ele adjacente. Mas, o facto de Portugal ter saído da recessão é positivo, vamos ver se a “coisa” é para manter, ou seja: se é algo estrutural, ou se, na realidade, a “coisa” é mesmo casuística e, como tal, efémera e sem motivos para grandes festejos. Esperemos que não.

IRLANDA: O EXEMPLO (?) – Entretanto, o primeiro-ministro da República da Irlanda, Enda Kenny, anunciou que o seu governo vai deixar o Resgaste de União Europeia e do FMI no próximo dia 15 de dezembro, sem a necessidade de solicitar ajuda económica adicional. Os irlandeses – esses, sim – tiveram motivos para festejar esta decisão, depois de fortes apertões de cinto que nada tiveram a ver com os que ainda se fazem sentir em Portugal. A coisa, por lá, foi, mesmo assim, mais suave.

A verdade, porém, é que houve logo um leque de totós a apressar-se a dar a Republica da Irlanda como exemplo a seguir por Portugal em julho próximo, isto sabendo nós que as realidades dos dois países são totalmente distintas.

E o aviso, para certos tontos ou totós, teve mesmo de partir do ministro das Finanças irlandês, Michael Nooan: “Se algum outro país – como Portugal por exemplo, que é o próximo na linha a sair – depois de ouvir os argumentos de ambos os lados, decidir que é melhor ir para um Programa Cautelar, o facto da Irlanda ter seguido numa direção, não significa que esse seja um precedente para que todos os outros tenham que seguir na mesma direção”.

O senhor Nooan sabe com que linhas se cose a lusa economia e suas finanças, e sabe, outrossim, que a realidade irlandesa nada tem a ver com a portuguesa. Só para vos dar uma simples ideia: o salário mínimo na Rep. Irlanda é de cerca 1.500 euros. Aqui nem aos 500 chega. Como dizia, recentemente, à RTP, um emigrante portugueses a viver em Dublin – capital da Rep. Irlanda – “aqui passamos do Muito Bom para o Bom, essa é que foi a nossa crise desde 2008. Em Portugal, por outro lado, passou-se do Mau para o Péssimo!

Ora aqui está uma boa diferença entre os dois países, e uma ensinadela a certos e conhecidos totós que já andam por aí a criar cenários paradisíacos para um Portugal pós-Troika ainda sem se saber o rumo definido quanto ao próprio futuro do País. É por isso que até Cavaco Silva veio a terreiro a calmar as hostes aconselhando-os a“ observar aquilo que a Irlanda está a fazer, sem excessos de excitação, com tranquilidade e serenidade”. O senhor Presidente da República acabou de confirmar a existência dos totós por mim anteriormente referidos e que, na realidade, todos nós sabemos quem são.

rui tavares 01 - 01dez13

LIVRE – Pelo vistos está a ser criado mais um partido de Esquerda, para se situar entre o PS e o PCP/BE/PEV. O criador é o eurodeputado e ex-bloquista Rui Tavares. A “coisa” encontra-se em fase mais que embrionária, mas sabe-se que a organização partidária chamar-se-á “Livre” e terá como símbolo uma papoila. Tavares quer formar uma frente progressista que “devolva ao País da realidade da Constituição, numa convergência aberta e transparente à esquerda”. Vamos lá ver como vai correr esta dura caminhada para a angariação das necessárias 7.500 assinaturas para a oficialização do partido, e depois a outra duríssima caminhada para o afirmar. Estamos de olhos!

OLÁ BRASIL! – E pronto. Lá vamos de malas aviadas para o Brasil depois de horas extras para garantir a viagem. Ronaldo, com quatro golos nas duas “mãos” do play-off” frente à Suécia (1-0/ 2-3) justificando – mas só para a Pepsi – ser o melhor jogador de futebol do mundo da atualidade, carimbou o passaporte para o “Mundial”. Fora o embolso de 450 milhões, mais importante os portugas transmitirem uma sentida alegria – ainda que efémera – importante para contrariar a tristeza deste país comandado por tristes governantes. Valha-nos, neste caso, o pontapé na bola.

MORTES REPENTINAS – Dois jovens morreram, este mês, a praticar desporto, só no espaço de três dias. O primeiro aconteceu, dia 17, com Alex, de 20 anos, um jogador da equipa de futebol do Tourizense. Três dias depois, a vítima foi um jovem de 19 anos, que morreu na altura em que praticava atletismo, no lugar de Guimarães, freguesia de Cabeça Santa, Penafiel, tendo sido o corpo encontrado por colegas numa valeta.

Regressa assim à discussão, ainda que estes sejam somente dois casos – mas o “somente” é de somenos importância quando se tratam de mortes – quanto às condições de treino destes jovens em clubes que vivem com dificuldades de diversa ordem e sem as condições necessárias para a prática desportiva. O acompanhamento médico de quem pratica desporto e os materiais de assistência em caso de acidente, estão assegurados por estas coletividades? Os organismos competentes (leia-se associações e federações) fiscalizam estes clubes? As autarquias dão apoio a essas agremiações para desenvolverem, dentro das exigências, as suas atividades? Perguntas e mais perguntas que carecem, urgentemente, de respostas, não vá acontecer mais casos destes futuramente. Para já, uma palavra de pesar para as famílias das vítimas.

Agora, resta-me desejar, a si em especial, um Feliz Natal, ou, se não festejar a data, boas entradas em 2014. Não se esqueça que a melhor delas é ao lado do “Etc e Tal Jornal” que terá edição comemorativa do seu quarto aniversário a sair logo à meia-noite em ponto.

Entretanto, façam tudo por ser felizes

 

 

01-dez-13

 

Partilhe:

4 Comments

  1. José Gonçalves

    Maria Lourdes dos Anjos

    Minha cara amiga, um muito obrigado por se ter lembrado de mim, nesta data, sempre especial. OBRIGADO
    Mas, saiba que nunca lhe diria adeus, nem “adeus” a este projeto” fosse em janeiro ou quando fosse, porque este projeto, já é meu trabalho há quatro anos e reune uma equipa de gente nobre e valorosa que nunca deixaria no apeadeiro devido a movidas pessoais.
    Mesmo conseguindo um emprego, jamais deixaria de TRABALHAR, como há quase quatro anos TRABALHO – orgulhosamente TRABALHO – com a equipa de que a Maria de Lourdes faz parte desde início.
    Vamos continuar a DESPERTAR os cidadãos para o estado a que o ESTADO CHEGOU. Vamos continuar a ser um jornal irreverente, independente e pronto a divulgar VERDADE DOS FACTOS!
    Posso arranjar emprego, mas mesmo com ele alguns terão de continuar a aturar a presença deste jornal na Internet… e não só.
    Sou filho do Porto, e um filho do Porto NÃO DESISTE! LUTA por mais lágrimas que possa derramar, e já as derramou muito, no ano que está a findar. Se não desisti nessa altura, era só o que faltava desistir quando o “sofá ficar mais confortável”.

    Obrigado Maria de Lourdes pela sua atenção. O dia 15 já quase que passou, a luta diária do “Etc e Tal Jornal” continua, pronto a comemorar os seus quatro anos janeiro de 2014.
    Obrigado.
    O “Etc e Tal Jornal” – custe o que custar – está para durar!

  2. Lourdes dos Anjos

    15-12-2013
    HOJE ESCREVO EU
    E escrevo para dar felicitar o ZÉ GONÇALVES pelo seu aniversário, para lhe desejar uma longa vida , se possível sem este jornal onde todos estamos de graça e a seco apenas cheios de amizade e o dever cívico de despertar os cidadãos para o estado a que este ESTADO chegou.
    Queria que hoje , hoje mesmo, o meu amigo me dissesse :tenho trabalho, vou começar em janeiro …até sempre, amiga!
    Não será assim hoje nem depois de amanhã mas hoje e sempre aqui estarei para lhe dar uma palavra , um abraço, e dizer que ainda vale a pena viver, apesar de tudo.A VIDA É UM SONHO BOM COM MUITOS DIAS COM LÁGRIMAS.UM TRIPEIRÍSSIMO ABRAÇO E PARABÉNS!

  3. João Soares (Castelo Branco)

    Como português, ainda em Portugal, e por cá a lutar para que este país cresça, só tenho de concordar com as opiniões que tem o José Gonçalves acerca destes acontecimentos políticos que nos deixam atazanados. Mas, como não há perspetivas para melhoras, vamos lendo o “Etc e Tal Jornal” e nele intervindo, desejando, desde já, os meus parabéns antecipados ao projeto que lidera. É que eu, para alegria do Governo, posso morrer a qualquer hora. Assim, os parabéns já ficam dados, antes de dados os meus rendimentos ao Estado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.