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CLUBE DE CAMPISMO DO PORTO: Os NOVOS DESAFIOS depois da TEMPESTADE!

Com sessenta e seis anos de existência, comemorados no passado dia 14 de agosto (2013), o Clube de Campismo do Porto (CCP) é uma das mais emblemáticas instituições da cidade Invicta, sediada na rua de D. Manuel II, e do concelho de Ovar, relevando essa importância com as medalhas de Valor Desportivo-Grau Ouro, atribuída pela Câmara Municipal do Porto, em 1989, e outra de Ouro da Cidade de Esmoriz (1997).

Contando com mais de cinco mil associados; a gerir dois parques de campismo (Esmoriz e Amarante) e ainda a Casa-Abrigo de Belói, em S. Pedro da Cova (Gondomar), a instituição presidida por Carlos Américo encara o futuro não só com otimismo, mas com muita ousadia, tendo em conta os vários projetos que nesta entrevista serão apresentados, os quais, ao serem concretizados, revolucionarão, por completo, o parque de campismo de Esmoriz.

Um ano depois (19jan13) da intempérie que destruiu várias instalações no parque de Esmoriz e que quase levou ao encerramento do recinto, Carlos Américo, e a sua equipa, está pronto a dar a volta à situação em época de “bonança”. Como atrás se referiu, os projetos são muitos, mas além dos projetos há uma nova estratégia de gestão, a qual já começou a surtir os seus positivos efeitos.

Com diversas seções e múltiplas atividades (recreativas, desportivas e culturais) paralelas às do campismo e caravanismo, o CCP promete novidades para o ano que agora se inicia, e já com o presidente Carlos Américo preparado para candidatar-se a mais um mandato. Entre os ousados desafios, há um convite que fica no ar: o CCP está pronto para gerir – isto se a Santa Casa da Misericórdia do Porto assim o entender – o encerrado Parque da Campismo da Prelada, o único instalado na cidade Invicta. Eis uma entrevista com Carlos Américo, senhor dos seus 62 anos, algo extensa, mas interessante, e para ler com atenção…

Carlos Américo
Carlos Américo

É difícil gerir um clube que, praticamente, é quase uma empresa?

“É!É muito difícil gerir um clube que só em salários paga, anualmente, mais de meio milhão de euros. Só por aí é difícil. Depois, é também difícil, porque nós pertencemos a uma associação sem fins lucrativos. Portanto, nós estamos dentro do associativismo, onde não há vencimentos para ninguém. Temos os nossos funcionários com vencimentos, mas nós, diretores, temos de vencimento: zero! O que é que recebemos em troca da nossa dedicação diária? Um almoço, se estivermos a trabalhar para o clube, e as deslocações da nossa casa até à sede social, em quilómetros…”

…e, por certo, as deslocações quando têm de visitar os parques de campismo de Esmoriz e de Amarante?

“Todos os dias estou em serviço. Ou estou a visitar o parque de Esmoriz, ou o de Amarante, ou estou a tratar de interesses para o clube nas câmaras…”

…está a tempo inteiro!?

“Infelizmente, trabalho mais de que quando estava no ativo.”

Há quantos anos está à frente da Direção?

“A nossa tomada de posse foi no dia 28 de março de 2011, portanto o mandato acabará em 28 de março de 2015.”

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“O Clube de Campismo do Porto é uma média empresa!”

Como disse, é difícil gerir uma instituição que é, por assim dizer, uma verdadeira empresa.

“Considero o Clube de Campismo do Porto uma média empresa, tendo em conta o seu volume de negócios – a média de pagamento a fornecedores, anda na ordem dos 10 mil euros mensais. Isto quer dizer que os nossos parques estão sempre em evolução e, quando alguém pensar que os nossos parques não têm direito a crescer; não têm direito a melhorias, e que os nossos utentes não têm direito a melhor qualidade, o nosso clube terá tendência a desaparecer. O desafio é grande! Temos grandes concorrentes como, por exemplo, a Orbitur, que está todos os dias a lançar projetos novos, com novas piscinas e novas casas pré-fabricadas, ainda que com preços mais altos que os que nós praticamos, mas, a verdade, é que, mesmo assim, o nosso desafio é grande! Assim sendo, temos de ter esse desafio, permanentemente, na nossa mente para que os nossos sócios e os utentes dos parques tenham sempre o melhor possível dentro da nossa gestão”

Há ainda custos de manutenção e de melhoramentos infraestruturais…

“…o nosso parque não para em termos de manutenção. Nesse contexto, temos uma programação anual, mas, às vezes essa programação de manutenção é furada: rebenta-nos uma caldeira, ou uma vala que entope…”

…e alguns desastres naturais, como o que aconteceu há sensivelmente um ano, e que daqui a pouco já iremos dele falar. Com quantos associados conta neste momento?

“Temos aproximadamente cinco mil associados. Já tivemos sete mil e qualquer coisa, mas, este ano, tivemos um rebaixamento imposto pela Lei.”

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“Aqueles que faziam férias em estâncias balneares de algum valor financeiro estão a regressar ao campismo”

Com a crise que grassa no nosso País, foram muitos os associados que deixarem de utilizar os parques do clube?

“A crise tem sempre dois componentes: tem aqueles que não podem, e aqueles que estavam “noutros mundos” e que regressam ao campismo. Ou seja, todos aqueles que faziam férias fora de Portugal, ou então em estâncias balneares de algum valor financeiro, começam, lentamente, a regressar ao campismo. Claro que isso implica, para nós, um desafio: o melhoramento das qualidades. Essas pessoas estão habituadas a uma qualidade mais elevada de serviços e nós, automaticamente, temos de fazer prevalecer essa qualidade.”

PATRIMÓNIO

Essas exigências são para os dois parques: o de Esmoriz e o de Amarante…

“…nós temos, na realidade, dois parques, como referiu, o de Esmoriz e o de Amarante, mas também temos a nossa Casa Abrigo de Belói, em S. Pedro da Cova – Gondomar, e também um terreno no Gerês que, infelizmente, para o Clube de Campismo do Porto, está na Reserva Natural e onde nada podemos fazer em termos infraestruturas.  Podemos realizar atividades, mas não podemos colocar nada que não seja amovível. Vamos ver, para 2014, se conseguimos negociar com as autoridades locais algo que modifique a atual situação.”

Casa-Abrigo de Belói
Casa-Abrigo de Belói

Casa de Belói já é propriedade do CCP

E têm ainda esta sede social, na Rua D. Manuel II, no Porto – muito bonita, diga-se de passagem -, mas que, ao que sei, não é vossa.

“Quando tomamos conta desta grande instituição, o património deste clube era: zero! Mas, ao longo deste mandato – vamos entrar no terceiro ano – conseguimos ter fundo de património. Fizemos a aquisição quinze bungalows – casas de madeira pré-fabricada – que passaram a ser do clube, o que antigamente não acontecia, pois era uma exploração a 50 por cento. Estou a falar em onze bungalows no parque de Esmoriz, e quatro no de Amarante. Mas temos outros sonhos! Como ter uma sede nossa e, se calhar, um parque também nosso. Porquê? Porque quer o parque de Esmoriz, quer o de Amarante, não são nossos.

Outra coisa que conseguimos, e para nós facto de muita importância, foi o da Casa Abrigo de Belói, a partir do dia 27 de novembro de 2013, ter passado a ser propriedade do Clube de Campismo do Porto. Fizemos a escritura, depois de muita luta e de muita batalha, mas conseguimos que essa Casa que, para nós é um ex-libris – uma vez que está a ser por nós utilizada desde 1949 -, passasse a ser propriedade do clube.”

Sede social - secretaria
Sede social – secretaria

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sede social - salão nobre
sede social – salão nobre
Sede social - Sala de Troféus
Sede social – Sala de Troféus

“Só o Parque de Esmoriz custa-nos, por ano, mais de 40 mil euros de aluguer”

Assim sendo, do rol patrimonial do CCP já fazem parte a Casa de Abrigo de Belói e os tais quinze bungalows, faltando, agora, e no seu todo, os parques de campismo de Esmoriz e de Amarante! Não?

“Não e sim. Nós não vemos problemas nenhuns, se nos puserem à disposição a aquisição dos parques. Eles são negociáveis. Mas, estamos a pensar num espaço nosso. Adquirirmos um espaço e fazermos um parque de raiz. Ou seja: um novo parque que seja propriedade do Clube de Campismo do Porto. Os parques de Amarante e de Esmoriz, não são propriedade do CCP. O de Esmoriz é propriedade da Junta local, e o de Amarante da Câmara. Todos os anos, pagamos um aluguer muito elevado: só o parque de Esmoriz custa-nos, por ano, mais de 40 mil euros, e o de Amarante entre os 10 e os 12 mil euros.”

Mas, a ideia de fazer um parque de raiz retiraria os atuais utentes do parque de Esmoriz para a outra infraestrutura?

“Não. Continuávamos com a exploração dos parques que temos a nosso encargo, mas, ao mesmo tempo, tínhamos um parque nosso! Não precisava de ser um parque com cinco ou seis hectares. Um ou dois chegar-nos-ia.”

No que diz respeito a utentes, tanto em Esmoriz como em Amarante, com quantos conta atualmente?

“Em Esmoriz temos 600 instalações e em Amarante, 70. Na época alta – julho a agosto -, isto em Esmoriz, chegamos a ter uma média de três mil pessoas diariamente, em Amarante: 200 a 300 pessoas.

Parque de Campismo de Amarante
Parque de Campismo de Amarante
Esmoriz Praia
Esmoriz Praia

“Se não fosse o Parque de Campismo, Esmoriz-Praia era uma zona, praticamente, deserta”

Hoje, o campismo nada tem a ver com o que se praticava há vinte ou trinta anos…

“(risos)….o campismo foi uma modalidade que cresceu muito. Eu, verdade se diga, tenho algumas saudades do campismo antigo, até porque eu já sou sócio do Clube de Campismo do Porto há quase 40 anos. E quando comecei a fazer campismo – fi-lo quase desde quando vim do Ultramar – e, então, comprei uma tenda, levei para lá a minha mulher e a minha filha que tinha… dois dias. Ao segundo dia – e a situação é caricata – a minha filha ficou logo picada pelos mosquitos e quando a levei ao pediatra ele só não me bateu porque eu fugi! Bem. Depois a evolução é normal: eu tenho uma tenda, depois quero ter um atrelado de tenda, depois uma caravana, e depois da caravana, uma autocaravana, e depois da autocaravana uma residencial mobil- home.”

E nessa altura ainda havia a Barrinha a chegar perto de Esmoriz-Praia.

“Sim. A Barrinha era um ponto turístico de muita atração. Fico contente porque a Barrinha esteve alguns anos abandonada, mas desde 1988/89 surgiram movimentos para a salvar. Não podemos dizer que a Barrinha de Esmoriz esteja salva, mas, entretanto, teve uma requalificação de muita qualidade, ainda que a Barrinha que era antigamente está posta de lado…”

Parque de Esmoriz - Bungalows
Parque de Esmoriz – Bungalows
Parque Desportivo - Esmoriz
Parque Desportivo – Esmoriz

Somos uma entidade empregadora como há poucas na cidade (Esmoriz)”

O Clube de Campismo do Porto, quer queiramos, quer não, ajudou, em muito, ao desenvolvimento de Esmoriz-Praia, com a instalação do seu parque. Têm a consciência disso?

“O Clube de Campismo do Porto tem essa consciência, mas além dela, factos, que nos provam que, sem o parque do CCP, Esmoriz-Praia era uma zona praticamente deserta. Os comerciantes da cidade de Esmoriz têm, como primeira preocupação, quando me encontram é de me perguntarem sobre as previsões que nós temos quanto ao número de utentes na época alta. O que é que acontece? A população do parque de Esmoriz é que faz o movimento comercial da cidade de Esmoriz, principalmente, na zona da praia. Além dessa, temos uma outra componente muito importante: 85 por cento dos nossos empregados do parque de campismo de Esmoriz são naturais da terra…

…o CCP é uma importante entidade empregadora local?!

“É uma entidade empregadora, como há poucas lá na cidade.”

TEMPORAL

Prejuízos do temporal (janeiro 2013) rondam o meio milhão de euros

ccp 09 - 01jan14

Esse facto dá, por certo, força ao Clube na relação que tem, ou deverá ter, com as autarquias, refiro-me à Junta de Freguesia de Esmoriz e à Câmara Municipal de Ovar?

“Infelizmente as relações com essas autarquias não são tão boas quanto isso, mas, agora, há uma esperança muito grande: realizaram-se eleições em setembro: há novos presidentes; há novas direções e diretrizes e nós estamos a tentar a resolver esta situação. No entanto, posso dizer-lhe que, desde o dia 19 de janeiro de 2013, quando um grande temporal nos bateu à porta, e solicitando, de imediato, ajudas quer à Câmara Municipal quer à Junta de Freguesia, até este momento, essas ajudas foram: zero!”

E esse temporal foi, verdadeiramente, dramático, e de consequências devastadoras.

“Foi terrível! Tudo aconteceu no dia 19 de janeiro de 2013, pelas 10horas e18 minutos. Estava à porta do meu gabinete e comecei a tremer de nervos, porque senti-me impotente para evitar o desastre que estava a passar-se. Tivemos ventos ciclónicos na ordem dos 167 quilómetros-hora que arrancaram, literalmente, pinheiros com mais de 40 metros e de sete toneladas, pela raiz…”

Os prejuízos foram, obviamente, consideráveis.

“Calculamos o prejuízo total no parque de Esmoriz, perto do meio milhão de euros! “

E em nada foram apoiados?

“Nada. Em nada!”

Entretanto, retiraram todos os pinheiros existentes no parque.

“Fomos obrigados a retirar os pinheiros do parque, porque eles ficaram, com uma inclinação superior a 25 graus. Aqueles que não caíram ficaram com espaços de 20 centímetros sem terra. Portanto, imagine o que é uma árvore com 50 metros de altura, de sete ou oito toneladas, completamente inclinada?! Ninguém dentro do parque estava seguro! Ainda bem que a proteção Civil nos aconselhou a retirar todos os pinheiros, correndo nós o risco, caso tal não fosse cumprido, de ver o parque fechado. Falamos também com a Direção-Geral das Florestas, que, no terreno, sugeriu-nos não valer a pena ficarem de pé seis ou sete pinheiros e, assim, retirá-los de imediato. Então, tivemos que retirar 385 pinheiros, tudo a custas do Clube de Campismo do Porto. De ninguém tivemos apoio! A Direção-Geral das Florestas, para dar autorização de modo a abatermos os pinheiros, tivemos de devolver, de uma vez, seis mil euros e qualquer coisa mais, e, de outra vez, cinco mil e tal euros!”

ccp 10 - 01jan14

“Mais de meia centena de instalações foram destruídas”

E os utentes que foram prejudicados com o temporal – por certo sem seguro – chegaram a ser, de alguma forma, apoiados?

“Nós, Direção, julgávamos que a Federação de Campismo e Caravanismo de Portugal tivesse um Seguro. Depois viemos a saber que, contra calamidades da natureza, não há qualquer tipo de Seguro. Para nós foi uma surpresa; dialogámos várias vezes com a Federação; pedimos-lhe apoio… e até à presente data (10dez13) foi: zero, mas ainda estamos na esperança de reaver pequenas quantias que podem chegar a uma dezena de milhares de euros.”

ccp 11- 01jan14

Como é que consegue manter-se um parque em atividade depois de uma situação destas?

“Como temos um fundo de património – que existe para a compra de património -, propus, em Assembleia Geral, que me fosse facilitado o levantamento de 107 mil euros desse fundo para que, durante um ano, se conseguisse fazer as reposições mais necessárias e urgentes, sem as quais não poderíamos avançar. Não gastamos ainda o dinheiro todo… só cerca de 50 por cento.”

RENOVAÇÃO E REFLORESTAÇÃO

ccp 17 - 01jan14

“Houve sócios com prejuízos de mais de 25 mil euros que conseguiram reconstruir, melhorando, as suas instalações”

E, assim, salvaguardaram a época balnear de 2013?

“Fizemos uma época balnear muito aceitável. Como é normal, tivemos sócios que compreenderem, e outros que não, as nossas decisões. Mas, há um facto muito importante que o Clube de Campismo do Porto tem de realçar: temos sócios com um “S” muito grande. Houve sócios que tiveram prejuízos em mais de 25 mil euros, sem seguros, e que, lentamente, conseguiram reconstruir, melhorando, as suas instalações.

Tivemos mais de meia centena de instalações destruídas, mas, posso dizer-lhe que, dessa meia centena, só seis ou sete é que não puderam continuar as fazer campismo. O nosso parque, depois daquilo que sofreu, ganhou uma outra dinâmica: as instalações mais fracas foram substituídas por outras, mais novas, assim como a nossa Direção decidiu redimensionar alvéolos, ou seja dos com 50 a 60 metros quadrados para 100 metros quadrados. Isto permite montar caravanas e avançados com muito mais espaço para lazer e seu embelezamento.

Esta Direção também deu autorização, e instruções, para plantio de árvores de fruto. Aliás, a partir de março vamos fazer uma reflorestação. Já sabemos qual é a árvore. Para chegarmos à conclusão de que seria essa árvore a ser plantada, tivemos a visita de quatro engenheiros agrónomos que recolheram mostras do solo e chegaram a conclusão que ela – já plantada na Avenida da Praia e em algumas instalações do parque – resiste a ventos, à salinidade e a temporais, mesmo a 100 a 500 metros do mar.

Com este novo poder autárquico, estou convencido que vamos chegar a conversações no sentido de sermos ajudados a custo minimizados.

Há uma esperança?!

“Há uma esperança! Mas, se por ventura, ela sair defraudada, já temos orçamento para fazermos a reflorestação do parque.”

Portanto, já há contactos, quanto mais não seja preliminares, com a Junta de Freguesia de Esmoriz e com a Câmara Municipal de Ovar.

“Em princípios de 2014 vamos entrar em contactos. A verdade, é que os já tentamos, mas como eles tomaram posse há pouco mais de um mês, e as suas agendas estão sobrecarregadas, nós também não quisemos tomar qualquer partido ou influência. Mas, estou convencido que o novo presidente da Câmara Municipal de Ovar, até porque é uma pessoa da cidade de Esmoriz, e com muita capacidade para o lugar que tem, e que, de certeza, nos vai ajudar na medida do possível”.

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“O espaço destinado à construção de um bairro social está transformado numa lixeira a céu aberto!”

São, assim, muitos os desafios que estão a ser, e que têm sido, colocados ao CCP, no que concerne ao parque de Esmoriz. Parque que já recuou territorialmente –para nascente – isto para dar lugar, a poente, a um Bairro Social, destinado aos pescadores, que ainda não foi construído…

“Isso é, para mim, a maior vergonha do poder autárquico local de há uns anos atrás. Já há mais de quinze anos que nós cedemos um espaço para ser construído um bairro social. Neste momento, esse espaço, está transformado numa lixeira a céu aberto, que nos tem causado problemas de higiene. São gatos que nos invadem o parque; são ratos que também por lá andam; há cães errantes que também tentam entrar no nosso espaço; há cheiros insuportáveis, enfim uma vergonha! E mais, há ainda quem salte a vedação semiaberta do parque para o recinto dos nossos velhos campos de futebol e vá para lá jogar futebol, porque, na verdade, não tem no local outro espaço para tal. Há, nesse sentido, diversas reclamações fazer à Câmara e à Junta, mas tudo no seu devido tempo. Passados quinze anos da cedência desse terreno, ele continua a monte, mas estamos convencidos que com estes novos presidentes – quer da Junta, quer da Câmara – vamos conseguir resolver este grave problema”.

SECÇÕES

Sede Social - Sec. Montanha
Sede Social – Sec. Montanha

O Clube de Campismo do Porto não é só… campismo, já que tem outras secções, como o Montanhismo, o Cicloturismo…

“…exatamente. O campismo – digamos assim – é a nossa primeira secção, ou seja, grande parte dos nossos associados – mais de 75 por cento – são campistas, só que dentro do nosso clube temos a nossa secção de Montanha; a secção de Cicloturismo e ainda a secção de Pedestrianismo”.

E quantos aderentes, ou praticantes, tem cada uma dessas secções?

“A secção de Cicloturismo tem meia centena de praticantes e a de Pedestrianismo uma centena, quanto à de Montanha, atrevo-me a dizer: duas centenas.”

São, portanto, secções essenciais também à vitalidade do clube!

“ Claro! Todos os aderentes dessas secções são associados do clube”.

Secções que são autónomas?!

“São autónomas! Elas têm o seu próprio orçamento ainda que suportado pelo clube. Todas as secções apresentam o seu orçamento e plano de atividades e depois de aprovado, nós subsidiamos os eventos que pretendem realizar”.

ccp 20 - 01jan14

Algumas delas têm já um palmarés digno de registo!

“Para falar no palmarés de cada uma, estaríamos por certo aqui todo o dia a falar disso. (risos) Essas secções são muito importantes para o CCP. Eu vejo, por exemplo, a secção de Cicloturismo, que também são campistas e aos quais se pode juntar um ou outro que é sócio do clube, que não está em Esmoriz, mas que está ali perto, e aos domingos de manhã lá vão todos praticar a sua atividade pelas maravilhosas estradas – florestais e agora também ciclovias – da região. De referir, entretanto o facto, de que temos sócios do CCP que são pessoas que habitam em Esmoriz, que não fazem campismo, mas que gostam do clube e de connosco conviver. Depois temos a nossa secção de Pedestrianismo, que todos os fins-de-semana sai uma ou duas vezes, tanto em Esmoriz como em Amarante, e a de Montanha que é de muita qualidade, devido às pessoas que estão à frente da secção, com os monitores todos eles licenciados em cartas topográficas, escalada, e por aí fora ”.

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“Não é caro fazer campismo!”

Pelo facto das secções serem autónomas, não há, por assim dizer, qualquer tipo de condicionalismos de ordem financeira para qualquer participação num evento, por exemplo, no estrangeiro?

“Temos representatividade, e mesmo competição, principalmente na nossa seção de Montanha, e quando há necessidade de se deslocarem ao estrangeiro, há duas componentes importantes: quer o CCP, quer a Federação que apoiam as despesas.”

Quem quiser praticar, por exemplo, Montanhismo no CCP, o que é que deve fazer? Tem de ser, obrigatoriamente, campista?

“A primeira coisa que é preciso é ser sócio do Clube de Campismo do Porto, depois tem de aceitar as normas e as regras do CCP e os regulamentos das secções, a partir daí pode frequentar a secção de Montanha, como uma outra qualquer.”

É caro fazer campismo, seja no parque de Esmoriz, seja no de Amarante?

“Eu diria que não, Posso dar-lhe um exemplo: eu tenho uma caravana com sete metros e dez, tenho um avançado e um alvéolo com oitenta metros quadrados. Na época baixa pago oitenta euros por mês, e na alta, cento e dez euros mensais. Estou a falar de mim, da minha mulher e das minhas netas. Nos preços que anteriormente referi já está incluída a luz, a água, as crianças, a família, o automóvel…”

“Não há pessoas a residir no parque de Esmoriz”

Há pessoas a residir no parque de Esmoriz, até por consequências da crise?

“Vou dizer-lhe: não! E digo-lhe “não”, só por uma situação: há meia dúzia de instalações onde as pessoas fazem o contrário daquilo que é normal, que é como quem diz, estão no campismo de segunda a sexta e ao fim-de-semana vão para casa. E nós, que trabalhamos, é ao contrário: estamos em casa de segunda a sexta e ao fim-de-semana vamos para o campismo. Então, qual foi a explicação que essas pessoas que ficam de segunda a sexta no parque me deram? “É muito melhor o campismo à semana que ao sábado e ao domingo”. Portanto, residentes abertos não temos; temos é pessoas que passam lá mais de 90 por cento do seu tempo, mas depois vão sempre para as suas casas.”

O CAMPISMO E O TURISMO

ccp 21 - 01jan14

“Cinquenta e cinco por cento dos turistas nacionais são do Campismo”

O Turismo em Portugal está a crescer e a ajudar à, ainda lenta, recuperação da nossa economia. O Campismo está ligado à indústria do Turismo. Tem sido ao Campismo reconhecido esse papel?

“Ainda há quem pense que o Campismo é o parente pobre do Turismo, só que nós temos que saber encarar os números, e os números dizem que 35 por cento dos turistas nacionais são do Campismo. Mas, neste momento, as situações inverteram-se, é que 55 por cento dos turistas são campistas. Em 2012/2013 foram anos de crise, mas com maravilhas para o Campismo: subimos para os 55 por cento! Mas isto, também devido à grande qualidade que os parques e os clubes tentaram impor.

O que é que acontece? Neste momento temos bungalows à disposição das pessoas; vamos ter a partir de 2014, residenciais – de início no parque de Esmoriz e depois no de Amarante -, isto depois de ser possível que 25 por cento do espaço acampável seja ocupado por residenciais ou casas-móveis. Isto quer dizer que, toda esta qualidade ao ser implementada nos parques, o Turismo para o Campismo vai aumentar. O Campismo, hoje em dia, é uma casa de praia-campo. As instalações estão montadas todo o ano e as pessoas vão para lá quando quiserem. Agora querem é… qualidade; qualidade de serviços…”

…há, realmente, dias no Inverno agradáveis para a prática do Campismo, e provo isso porque também sou campista, ainda que não a “exercer a atividade” a tempo inteiro.

“Por isso mesmo é que nós, tanto em Esmoriz como em Amarante, temos vigias todo o dia e toda a noite. Temos oito funcionários – quer o parque de Esmoriz esteja vazio, ou não – que têm pontos obrigatórios para fazerem as vigias e as respetivas marcações, de modo a que haja segurança dentro do parque.”

PORTO… SEM CAMPISMO

Parque da Prelada
Parque da Prelada

“Estamos na disposição de gerir o parque da Prelada, e sem qualquer tipo de problemas!”

Por estranho que pareça, a cidade do Porto, destino turístico de excelência a nível mundial, não tem um parque de campismo. Já o teve, mas já não o tem! Deve ser das poucas cidades da Europa sem um espaço destinado a tal, isto para estupefação de milhares e milhares de turistas que, diariamente, visitam a cidade. O Parque da Prelada fechou. O Clube de Campismo do Porto estaria na disponibilidade – em acordo com a entidade proprietária (Santa Casa da Misericórdia do Porto) de gerir o referido parque?

“O parque de Campismo da Prelada era, em meu entender, um ex-libris do Campismo dentro da cidade do Porto. Ainda hoje, se passarmos por lá, vemos ainda meia-dúzia de turistas à porta da entrada desse parque, com um mapa na mão – porque o parque ainda se encontra nos roteiros – à espera que as portas se abram. O que é que acontece no meio disto tudo? O parque de Campismo da Prelada sempre sofreu de alguma má gestão. Quem somos nós para interferirmos na gestão dos outros, e, neste caso da Santa Casa da Misericórdia do Porto?! Acho, porém, que, neste momento, perder aquele parque de campismo, é como  perder o dedo de uma mão. Nós, Porto – cidade do Porto! – não temos um parque de campismo! Temos: nada! Nem para Campismo, nem para Caravanismo!

No, entanto, temos na Prelada, um maravilhoso espaço para fazer daquilo um parque de campismo muito digno e dos melhores da Europa.

Mas, repito: o CCP assumiria a gestão do parque da Prelada?

“Acho que era viável! É uma questão de conversações. Não vejo qualquer tipo de problema. Era importante esse parque de campismo ter qualidade…”

… e vão desenvolver esforços para que a Santa Casa da Misericórdia do Porto aceite a vossa sugestão?

“Não demos ainda qualquer passo em frente nesse sentido, mas estamos na disposição de conversas. Se a cidade do Porto quando detetar que tem necessidade de ter um parque de campismo, e que esse local seja a Prelada, nós, CCP, estamos na disposição de colaborar, ou até mesmo gerir esse parque, e sem qualquer tipo de problemas!”

“Nunca tivemos razões de queixa de qualquer dirigente da Câmara Municipal do Porto”

Que tipo de relações existem entre o CCP e a Câmara Municipal do Porto?

“O Clube de Campismo do Porto e a Câmara da nossa cidade sempre tiveram belíssimas relações. Vários presidentes passaram e nunca tivemos razões de queixa de qualquer dirigente da Câmara Municipal do Porto. A entidade local esteve sempre, dentro dos seus princípios e das suas possibilidades, ao nosso lado. Ela faz parte dos nossos parceiros, dos nossos aniversários, dos nossos convívios… há um intercâmbio entre ambas as partes.”

JUVENTUDE, CULTURA E DESPORTO

ccp 23 - 01jan14

A juventude está ao lado do campismo e ao lado do Clube de Campismo do Porto?

“Está! A juventude é a continuação, só que ela, desde algum tempo a esta parte, é muito exigente, e essa exigência, muita das vezes não pode ser transmitida à realidade atual. A nossa juventude quer espaços; quer, muitas das vezes, reuniões próprias, só que nós temos, tanto no parque de Esmoriz como no de Amarante, várias gerações: remos a geração jovem; a média (de trabalho), e a geração que já trabalhou e que quer descansar. Acontece que, a partir de maio, quando se aproxima um fim-de-semana, há um choque geracional, onde os jovens querem ter os seus concertos e etc e tal.

Até ao momento, temos dito “não”, mas, para futuro, nem será oito nem oitenta, se ficarmos no quarenta se calhar será possível. A juventude tem, contudo, dinamismo, tem muito caráter, são sócios de muita qualidade, com grandes objetivos, mas precisam que os deixemos trabalhar. Mas, para os deixarmos trabalhar, temos de ter alguém com eles que os possa aconselhar. O ano de 2012 e 2013 não foram anos muitos bons de juventude nos nossos parques – devido à situação da catástrofe que fomos vítimas -, só que agora já começamos a ter condições nos nossos campos desportivos e as coisas poderão mudar”.

“A nossa secção de Cultura tem feito algum recreio e muito pouca cultura…”

Aliás era uma questão que queria enfatizar: as vossas iniciativas desportivas e culturais, algumas das quais abertas ao exterior…

“…fazemos muitos eventos. Nós temos uma secção de Cultura que tem feito um trabalho razoável, e consideramos “razoável” porque queremos sempre mais. Dentro do razoável tem feito um trabalho aceitável. Todos os anos temos os principais eventos: a noite de fados, o S. João, a matança do porco, os magustos, a sardinhada, temos o fogo de campo; e depois disto temos, todos os fim-de-semana, atividades, como teatro, rancho, desporto, torneios de sueca… temos, no fundo, várias atividades.”

E uns bailaricos de quando em vez?!

“Os bailaricos são todos os fim-de-semana.”

E isso anima, preferencialmente, as pessoas “acima dos quarenta”!

“Sim. (Risos) Elas gostam do seu bailarico! E nesses bailaricos temos sempre bastante gente. Mas, sempre digo a todos que a nossa secção de Cultura não pode ser retratada nos bailaricos… isso é recreio! A nossa secção de Cultura tem feito algum recreio e muito pouca cultura. Estou convencido que o ano de 2014 trará mais cultura e mais recreio”.

FUTURO 

ccp 24 - 01jan14

“Se os sócios o quiserem, farei, pelo menos, mais um mandato!”

Estou a reparar que está animado com o trabalho que a sua equipa está a desenvolver e que se vai recandidatar a mais um mandato?

“Se Deus me der vida e saúde, e se os sócios assim o quiserem, farei, pelo menos, mais um mandato.”

O que é o agarra a este clube? O que o levou a aceitar o lugar da presidência da Direção?

“Já faço parte dos corpos gerentes desta grande coletividade há, aproximadamente, 20 anos. Já estive ligado à Assembleia Geral, ao Conselho Geral e fui coordenador da seção de pedestrianismo. Esta instituição teve sempre grandes líderes. O Clube de Campismo do Porto teve e continua a ter um carisma muito grande pela nossa sociedade. Primeiro: é um clube com muita história, e todas as coletividades com história e sem fins lucrativos que lutam, todos os dias, para que os seus compromissos sejam honrados, têm de ter líderes à altura. Acho que este clube, devido à sua história; devido ao seu dinamismo; devido ao seu número de associados – este é o segundo maior clube da cidade do Porto, a seguir ao F.C. Porto -, sempre teve muita organização, e como teve muita organização sempre exigiu grandes lideres.”

E muita massa crítica?!

“Muita massa crítica, mas muitos bons líderes; líderes dinâmicos, honestos e trabalhadores. Trabalhei desde os 14 aos 58 anos, lembro-me de ter um único dia de baixa, de resto nunca! Trabalho muito mais para o CCP do que trabalhava na minha empresa, onde tinha grandes responsabilidades.”

“O projeto das piscinas está de pé…”

Quer com isto tudo dizer, que os associados do CCP podem estar tranquilos em relação ao futuro, e que a sede do clube poderá fazer parte do seu património…

“…estamos a dar alguns passos nesse sentido. Também posso dizer-lhe que também já fui desafiado por outras associações para tomar parte doutros parques de campismo, mas isso exigia abandonar o Clube de Campismo do Porto e isso está fora de hipótese! Abandonar o Clube de Campismo do Porto… nunca!”

Por certo, e para terminar a nossa longa mas interessante conversa, quererá acrescentar algo…

“Temos um parque sem piscinas. A construção de piscinas no parque de Esmoriz sempre foi o meu sonho e vai continuar a sê-lo. Só ainda não o concretizamos, porque de acordo com o último estudo que fizemos para a implantação de duas piscinas – uma para adultos e outra para crianças – o terreno onde nós temos prevista a referida implantação – zona nascente do parque – ou seja, a estrada que lhe fica paralela, ainda não está alcatroada. Acontece que essa estrada de terra que pertence à Câmara de Ovar, tem muito movimento, e ao CCP custava-lhe mais de 500 euros/dia em filtros para as piscinas. Nessa estrada de terra, passam centenas de moto-quatro que vão fazer o seu desporto; mas ao fazer esse desporto não imagina a quantidade de pó sempre que por lá passam. O projeto das piscinas está de pé desde que a rua seja alcatroada, resolução prevista para o ano de 2014”.

NOVAS INFRAESTRUTURAS

ccp 25- 01jan14

“Somos o único clube de campismo na Europa considerado a nível de Segurança”

Tudo será possível concretizar…

“…desde que nos deixem trabalhar. Eu fui encontrar o parque numa situação financeira um bocadinho complicada. As pessoas preocupavam-se de no Verão tirar para o Inverno. Isso era o pior sinal que poderia haver, pois significaria que dificilmente haveria crescimento. Nós temos fazer com que a época baixa seja autofinanciada; que as despesas sejam iguais às receitas seu aumentar as quotas aos associados. Nós já vamos no terceiro ano sem aumentos! E, de momento, não estou a prever para 2014 aumento de tabelas… estou a ver é cabeça na gestão. Estou a lembrar-me deste governo e quando esses indivíduos sem cabeça vão ao bolso das pessoas para pagarem as dívidas!

Nós devemos ser inteligentes em tudo o que nós temos: estudar maneiras e métodos de não implementar mais despesas aos associados e dar-lhes mais regalias. Todos os anos continuamos a dar aumentos aos nossos trabalhadores, e isto por quê? Porque temos de saber trabalhar e realizar. Então, eu consegui que durante a época de Inverno o nosso parque de Esmoriz fosse quase autossustentável. Aquilo que herdei com 61 por cento, estou, neste momento, com 98. Isto para quê? Para que a diferença das despesas com as receitas de Verão me permitam investimentos. Só com esta perspetiva de análise e de gestão é que nós conseguimos que o parque tenha crescimento.

Quer com isto dizer que, a época baixa haverá um maior número de atividades para os campistas e caravanistas?

“Sim. Acho que com as outras direções chegava setembro e morria o campismo. O campismo não morre! Assim sendo, temos feito muito dinamismo para que as pessoas voltem ao parque, porque, quer queiramos quer não, de Inverno temos dias maravilhosos, o passado mês de dezembro foi um mês muito bom. O que as pessoas querem é um bocado de sol. Depois, vamos permitir a que tudo aquilo que nos sobre de Verão nós façamos investimento… para quê? Para ir buscar ainda mais investimento e dar mais qualidade aos nossos associados.

Nós somos o único clube de campismo na Europa considerado a nível de Segurança. Num raio de 50 metros, ambulâncias ou carros de bombeiros podem circular sem condicionalismos no nosso parque, coisa que não se vê em mais nenhum parque na Europa.

Aqui, há tempos, eu “discuti” com o presidente do parque de campismo de Cortegaça. Ele chegou à minha beira e disse-me: “fizestes aqui uma obra no parque automóvel de quase 80 mil euros para quê?”. Eu vou assim: “para que todos os associados não tenham aquilo que eu tive: comprei o meu carro; meti-o lá; abri as portas e meterem-me as portas dentro e… acabou! Fiquei cem mil e duzentos contos!”

Qual era a norma do parque automóvel? Tinha três metros de largura, depois 2metros e 70, e depois ainda 2 metros e 60, até que chegou a 2 metros e 10. Ou seja, para 180 carros meterem-se lá 405. Eu disse: “não!”. Eu fiz o contrário. Em vez de pagar 30 cêntimos por dia foram baixando para 22, 21, 19…18. Isso não! Era preciso um parque automóvel de qualidade, onde se pudesse meter uma viatura e que não estivesse na terra, e que tivesse um jardim de cada lado, onde pudesse abrir as portas sem dar cabo do carro vizinho. Então, o que é que eu fiz: de 407 lugares pus 150. E em vez de 407 lugares a 20 cêntimos, pus 150 a oitenta cêntimos. A verdade é que o parque automóvel está sempre esgotado, com pessoas a fazerem fila para nele entrarem!”

Sede Social - edifício  (prédio amarelo)
Sede Social – edifício (prédio amarelo)

“Vamos ter, em 2014, três grandes investimentos”

Há, pelos vistos ainda mais novidades. E isto para rematar a nossa entrevista. Quais são?

“Vamos ter grandes investimentos no parque de Esmoriz já em 2014.Vamos ter o parque de autocaravanas, nem no norte, nem no centro, há parque do género capaz de satisfazer as exigências. O parque terá um espaço com um jardim e um balneário próprio para as pessoas e para a viatura, que tem necessidade de despejos e de ser abastecida com água potável. Já metemos este projeto à Câmara Municipal de Ovar e contamos que, no primeiro trimestre de 2014, arranquemos com esse projeto.

Também vamos arrancar com o projeto de controlo automático das entradas no parque de Esmoriz. Já temos os cartões “chip”. Depois é só meter os cartões na máquina; as portas abrem e a pessoa entra, caso esteja com as quotas em dia. “

Isso implicará menos um funcionário?

“Não estou a pensar nisso para já, porque cerca de 40 por cento dos associados têm mais de sessenta anos e, para eles, não vai ser fácil esta alteração, portanto, alguém, durante dois anos, terá de dar apoio aos utentes. Outro grande investimento que vamos ter, será a reflorestação do parque de Esmoriz. Tudo irá correr bem. Enquanto eu agradar a 50 por cento mais um… estará tudo bem!”

 

Texto: José Gonçalves

Fotos: António Amen

Pesquisa Google /CCP/ “Cusquices”

 

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1 Comment

  1. Manuel Pinto (Porto)

    Caro presidente

    Vamos por isto a funcionar! Parabéns pela entrevista, extensíveis os mesmos ao entrevistador e fotógrafo.

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