+ CLÉRIGOS EM OBRAS
+ “CARNAVAL DE OVAR” ANIMADO MESMO COM CHUVA
+ FANTASPORTO MAIS UM ÊXITO
IGREJA DOS CLÉRIGOS: 250 ANOS DEPOIS
ESTÃO EM CURSO IMPORTANTES OBRAS DE REABILITAÇÃO
“Destruir para fazer novo” é o que está a acontecer com as obras na Igreja dos Clérigos para reabilitação daquele que ainda é o ex-libris da cidade do Porto, com 250 anos de existência.
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, e os jornalistas, foram convidados a visitar as referidas obras, o que acontecerá todos os meses, ao dia 12, sendo que às 12 horas do dia 12 de dezembro será inaugurada a obra.
Segundo o presidente da Irmandade dos Clérigos, Américo Aguiar, “a empreitada atravessa, de momento, uma fase emocional”, até porque “pela primeira vez, há zonas do edifício que estão a ser destruídas. A sensação é, assim, de alegria e tristeza, porque estamos a destruir para fazer de novo, mas também de muito respeito por aquilo que foi até hoje a utilidade de diversas áreas, dos vários serviços e das várias pedras, que agora vão ter uma outra utilidade”, disse ainda Américo Aguiar.
A obra, do arquiteto João Carlos Santos, foi, então, visitada a 12 de março – um mês depois do arranque da empreitada – pelo presidente da CMP, Rui Moreira que ficou satisfeito com aquilo que viu. “A Câmara tenta aqui, e acima de tudo, ser um facilitador, não querendo tomar conta daquilo que está a ser bem feito. A Câmara deve ser um aliado de todos aqueles que querem fazer reabilitação e que, assim, querem renovar a cidade”, disse o edil.
E a obra, que está orçada em 2,6 milhões de euros, comparticipados em 1,7 milhões, não obriga ao encerramento ao público da Torre dos Clérigos que, em 2013, recebeu 430 mil visitantes. Mas, que alterações serão concretizadas na Igreja dos Clérigos? “Entre o edifício da igreja e o da torre descobrimos de novo três pisos que estavam devolutos e esses três pisos vão ter o Museu da Irmandade, o Museu do Cristo, vão ser uma oferta para todos aqueles que visitam a cidade e mesmo para os portuenses e para os portugueses”, revelou Américo Aguiar. E pronto…”dia 12 de dezembro às 12 horas, se Deus quiser e os homens permitirem, estaremos aqui para inaugurar as obras”, concluiu Américo Aguiar.


Texto: José Gonçalves
Fotos: António Amen
FANTASPORTO:
UMA VEZ MAIS… O SUCESSO ESPERADO!
A 34ª Edição do Fantasporto cumpriu, mais uma vez, em grande, o sucesso esperado. Quer pela qualidade dos filmes exibidos, já espectável, quer pela grande heterogeneidade dos mesmos, que foram dos “clássicos” até à mais “moderna ficção científica”.
A afluência às salas foi, em termos numéricos, equivalente há do ano passado, tendo contudo existido uma queda considerável em termos de receitas, devido ao elevado número de bilhetes com custos simbólicos, de um, dois ou três, euros. Esta opção da organização do Fantasporto 2014 permitiu a um conjunto de pessoas aceder mais facilmente ao festival, o que certamente não fariam a custos mais elevados, tendo em consideração a conjuntura socio económica atual.
O Júri Internacional da secção de Cinema Fantástico da 34ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto atribuiu os prémios, dos quais salientamos:
O grande prémio para a melhor obra do Fantasporto 2014, foi atribuído ao filme japonês “Miss Zombie”, de Hiroyuki Tanaka. O prémio especial do júri na secção de cinema fantástico foi para também “ChimŠres“, de Olivier Beguin. O prémio de melhor realização foi para os israelitas Aharon Keshales e Navot Papushado com “Big Bad Wolves“. “José Combustão dos Porcos“, de José Magro, recebeu o título de melhor filme português a concurso. “Heavenly Shift“, de Márk Bodzsár, foi galardoado com o prémio de melhor obra a concurso na secção da Semana dos Realizadores.
Na categoria de melhores efeitos especiais na secção de cinema fantástico, e escolhido pelo público do festival, atribuiu-se o prémio ao espanhol Alex de la Iglésia, com o seu trabalho “Las Brujas de Zagarramurdi“. “Love me“, de Maryna Gorbach e Mehmet Bahadir Er, foi distinguido com o prémio especial do júri. Na secção da Semana dos Realizadores o mexicano Carlos Cuáron foi escolhido como melhor realizador por “Besos de Azucar“.
Foi para a Corei do Sul o prémio de melhor argumento, com Sang –Ho Yeon -The Fake. A melhor curta-metragem veio da Sérvia, com “Rabbitland“, de Ana Nedeljkovic e Nichola Majdak. A melhor atriz foi a americana Onata Aprile, por “What Maisie Knew“, e o melhor ator foi Garreth Dillahunto, pelo filme “Houston“.
Na secção Orient Express, o melhor filme premiado foi o japonês “Why Don’t You Play in Hell?“, de Sion Sono. O Júri Internacional da 24.ª Semana dos Novos Realizadores do Fantasporto 2014 atribuiu o Prémio Manoel de Oliveira a “Heavenly Shift”, de Márk Bodzsár. A escola de cinema distinguida pelo Fanstasporto 2014, foi a da Universidade Católica do Porto. O Prémio de Carreira foi atribuído a uma das grandes personalidades do cinema português: Henrique Espírito Santo.
Ficamos a aguardar pela próxima edição do Fantasporto, que está já marcada na nossa agenda entre 27 de Fevereiro e 7 de março de 2015.
Texto: Ana Cláudia Albergaria
Fotos: Pesquisa Google
CARNAVAL DE OVAR DESFILOU COM CHUVA
MAS SEM PERDER COR E ALEGRIA
O vasto programa do Carnaval de Ovar tinha escapado às previsões de chuva que marcaram duramente presença desde o início do ano, levando mesmo terras de outros carnavais a adiarem a saída do principal cortejo, como aconteceu com a vizinha Estarreja. Mas a organização em Ovar preferiu arriscar e deixar qualquer decisão sobre a saída ou não dos diferentes desfiles mesmo em cima da hora de sair à rua.
Foi assim que prevaleceu o bom senso de cancelar o desfile das escolas de samba, que se realiza habitualmente no sábado à noite que antecede os corsos dos dias grandes do Carnaval de Ovar. Desta forma os protagonistas do samba e respetivos adereços, foram poupados para melhor enfrentarem os dias de chuva que marcaram os corsos carnavalescos em Ovar enquanto a noite mágica sem chuva, ajudou a manter o espirito folião vivido na cidade de Ovar com a já característica mole humana que invade a urbe vareira.
Tomada a decisão de sair à rua no domingo, assumida democraticamente pelos representantes dos grupos carnavalescos, escolas de samba e passerelle, apesar da ameaça de chuva que pairava com um céu cinzento e favorável ao negócio dos guardas chuvas. O desfile começou sem grande atraso perante uma assistência de público, que não sendo uma enchente, não deixou de ser um bom estímulo a quem acabou por sambar debaixo de chuva, o que só mesmo a juventude, alegria e amor a esta expressão abrasileirada, fez os corpos desnudados resistirem ao frio e humidade que se foi acentuando até ao fim desta festa.
Um clima avesso ao Carnaval, pelo menos à componente do samba ou de passerelle, que acabou por se repetir com maior precipitação na terça-feira, em que a desobediência à decisão do governo que mais uma vez não decretou tolerância de ponto, foi visível nas terras do Carnaval e por isso mereceram a decisão indiscutível de sair à rua para cumprir mais um ano de muita folia, uma vez que o cortejo da terça-feira de Carnaval dificilmente é adiado pelo mau tempo, por se tratar de um momento sempre especial para quem dedicou vários meses na preparação dos enredos, das maquetas, de todo um clima carnavalesco que este ano se estreou na Aldeia do Carnaval inaugurada em Setembro de 2013, e depois transborda para a Avenida Sá Carneiro e começam a desenhar-se as promessas para o Carnaval voltar ao centro da cidade de Ovar.
Orçamento: 500 mil euros
Um regresso que divide a comunidade carnavalesca, mas entrou decididamente no campo das promessas políticas já admitidas pelos autarcas da nova maioria que governa o Município de Ovar.
O Carnaval de Ovar desfilou, assim, por entre a chuva com muita criatividade, sem perder cor e alegria, e se o ritmo das sambistas não deixou arrefecer os corpos jovens das quatro escolas de samba. Nos grupos carnavalescos foi visível uma adaptação ao clima e ao mau tempo que atempadamente as previsões apontavam para a época do Carnaval.
Os vencedores no carnavalesco 2014 foram bem o exemplo de que a chuva não era obstáculo. Os Xaxas (1º classificado) que desfilaram com o tema “Aos 43 é a nossa vez” acabaram mesmo por serem vencedores com uma animada e bem carnavalesca brincadeira alusiva aos bombeiros. Nas passerelle o 1º lugar foi para as Palhacinhas que assinalaram o seu 50º aniversário com o tema “50 Voltas”. Já no samba, a Charanguinha com o enredo “De pandeiro na mão e de pé no chão, charanguinha” arrebatou mais um 1º lugar deixando em 2º lugar a Juventude Vareira que lembrou o 25 de Abril com distribuição de cravos vermelhos e os “40 anos de liberdade” em que não faltaram alusões aos símbolos de um dia inesquecível, mas cada vez mais distante dos tempos que se vivem.
Com um orçamento de 500 mil euros o Carnaval de Ovar cuja organização passou de novo para a Câmara Municipal de Ovar através do seu vereador da cultura Alexandre Rosas, depois de ter sido extinta a Fundação de Carnaval em Setembro de 2012 ainda no executivo anterior, segundo as medidas governamentais. No compete geral não deu sinais de austeridade na imaginação e criatividade, sempre mais visível nos carnavalescos em que a classificação foi animadamente disputada. Se os Xaxas foram justos vencedores, os Pinguins (2º lugar) com “Simples? Não com gelo…” também o poderiam ter sido mais uma vez no seu curriculum carnavalesco na passagem dos 64 anos do Entrudo vareiro, ao adaptarem a história do Titanic ao Carnaval de Ovar com grande êxito.
Classificações
Carnavalesco 2014
1º – Xaxas (Aos 43 é a nossa vez)
2º – Pinguins (Simples? Não com gelo…)
3º – Vampiros (Fazmumbikingue!)
4º – Marados (Escuta-mos)
5º – Hippies (Bonito, bonito…)
6º – Zuzucas (Bem vindos à Aldeeiia…!)
7º – Pindéricus (U pau bái txi pêgá…!)
8º – Catitas (Hindo eu)
9º – Marroquinos (Operação Brinquedo)
10º – Garimpeitos (Os machos da vila…!)
11º – Não Precisa (Cavaleiros da Ordem do Tacho)
12º – Condores (Hakuna Condores)
13º – Carrucas (A galope chalala… Sem parar chalala!)
14º – Pierrots (À Rasquinha nas Trincheiras)
Passerelle 2014
1º – Palhacinhas (50 Voltas)
2º – Joanas Arco Velha (Quem sabe, sabe… conhece bem)
3º – Melindrosas (Natiroots)
4º – Bailarinos (O lado negro)
5º – Barulhentas (Barulhentas Circulando há 35 anos)
6º – Levados do Diabo (Quantas cores a cor tem)
Escolas de Samba 2014
1º – Charanguinha (De pandeiro na mão e de pé no chão, charanguinha)
2º – Juventude Vareira (40 anos de liberdade)
3º – Costa de Prata (Que seja doce)
4º – Kan-Kans (Folia no paraíso)
No final da maior festa realizada na cidade de Ovar à qual o novo executivo camarário procurou imprimir algumas novidades, desde logo no programa, que incluiu também uma caminhada noturna e na ordem do desfile de domingo e terça-feira, que este ano teve à cabeça do primeiro bloco a escola de samba Kan-Kans, seguida dos carnavalescos Pierrots e passerelle Bailarinos. Bloco inicial, completado pelos Hippies, Joanas do Arco da Velha e Carrucas. Grupos que durante muitos anos foram remetidos aos últimos lugares no desfile em que acabavam já noite dentro. Inalterável como manda a tradição no fecho do Grande Corso é a posição do carro do Casal Real, Dom Al Sino – o Badalo e Dona Earth Queen – A Ecológica, que ao som do batuque do Preto no Branco agradece ao público que se vai juntando e engrossando uma multidão de locais e forasteiros que assim partilham momentaneamente o ambiente da folia vareira, em que se integraram igualmente autarcas, como o presidente da Assembleia Municipal, Pedro Tarujo, vereador Alexandre Rosas e o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, num fim de semana em que se dividiram entre o cenário dantesco do avanço do mar na orla costeira e o ambiente de folia em que o grupo carnavalesco Pierrots chamou atenção para a situação do Furadouro.
Agradecimentos
Aos principais protagonistas desta grande festa, que só é possível com o reconhecido envolvimento da população do concelho e da própria região, a Câmara Municipal de Ovar na sua reunião de 06 de Março aprovou a proposta apresentada por Salvador Malheiro, de um agradecimento público, reconhecendo que, “a realização dos grandiosos cortejos de Carnaval, em especial, resultou do esforço, sacrifício, determinação e vontade férrea dos membros dos Grupos e Escolas de Samba (…) que, em condições climatéricas, extremamente difíceis e adversas, decidiram pôr o Carnaval na rua, fazendo jus ao melhor da tradição e espirito vareiros, que transforma Ovar e o nosso Carnaval num evento único no País”.
O agradecimento estende-se ainda ao vereador da cultura Alexandre Rosas, “que coordenou todo o programa, assumindo de forma pensada e serena as soluções possíveis para a resolução dos muitos problemas e imprevistos que uma organização desta dimensão e natureza sempre origina, num início de mandato autárquico, o que por si só é sempre muito exigente e trabalhoso”. Entre vários outros decisivos contributos também reconhecidos pelo autarca, como o Grupo de Voluntários que colaboram na organização do Carnaval e os Júris dos cortejos, embora não tenha sido referido individualmente, foi visível no terreno a “mãozinha” dada pelo anterior vereador do executivo socialista, José Américo, que durante as duas últimas décadas assumiu a responsabilidade pelo Carnaval de Ovar presidindo à então Fundação e impulsionando a construção da Aldeia de Carnaval bem como o modelo de gestão.
Uma longa experiencia que não negou partilhar no primeiro Carnaval assumido pela nova maioria na gestão camarária a quem aliás tinha declarado apoio. Os cortejos carnavalescos foram curiosamente os grandes momentos públicos para ex-vereador se mostrar sem máscara, o que não terá deixado de surpreender alguns foliões, ainda que o Carnaval em Ovar tenha esta particularidade de esbater demasiadamente as diferenças politicas, quando já há muito se perdeu a saudável tradição das sátiras politicas que caraterizavam este Carnaval.












Texto e fotos: José Lopes
(Correspondente “Etc e tal Jornal” em Ovar)
Coordenação: António Amen
01abr14
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