Menu Fechar

Ainda MORREM LARGAS CENTENAS nas estradas portuguesas! VCI e “Circunvalação” na “Lista Negra”…

Este não é um exclusivo, mas, acima de tudo, o “relembrar de um alerta!”. O número de mortes que se registam nas estradas portuguesas mantém-se assustador. Em tempo de férias e com a chegada, ainda que temporária, de emigrantes e turistas, é oportuno chamar à atenção para este grave problema. São já 58 os “pontos negros” apontados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), sendo que os mais perigosos estão situados nos distritos do Porto e de Lisboa.

Com, ou sem, “tolerância zero”, e mesmo tendo em conta o esforço das autoridades em minimizar este flagelo, a verdade é que o desrespeito pelas regras de trânsito, a condução sob o efeito de álcool e outras atitudes (suicidas) de quem conduz, faz com que esta “guerra” não acabe, ou acabe num cemitério mais próximo da casa de alguém, até mesmo… da sua?!

Nesta altura de férias são muitos os avisos para os condutores (em número superior ao normal) e redobrada a vigilância por parte da Guarda Nacional Republicana (GNR). Mas, isso não chega! Uma condução inteligente e preventiva, poderá ajudar a combater esta “guerra” e, a mesma, só com a sua ajuda.

VCI - Porto
VCI – Porto

A VCI (Via de Cintura Interna), assim como a Circunvalação, e ainda a ligação entre Penafiel e Entre-os-Rios, são, no distrito do Porto “pontos negros” a ter em conta. Fica o alerta! Os números dão sempre que pensar. É verdade que os (tais) números foram publicados no início do mês passado, mas não faz mal nenhum relembra-los.

Ainda que a estrada mais perigosa em termos nacionais, seja o IC 19 (Lisboa-Sintra), com sete pontos negros em lanços de estrada com o máximo de 200 metros de extensão, a Via de Cintura Interna (VCI-Porto) aparece logo de seguida com cinco pontos e a Circunvalação (EN12 -Porto) com três, tais quantos os da EN125, no Algarve.

ENTRE JANEIRO E JUNHO DESTE ANO JÁ MORRERAM 209 PESSOAS

Fique desde já a saber – os pormenores virão a seguir -, e isto segundo a ANSR, que, no ano passado, morreram 518 pessoas nas estradas portuguesas, isto num total de 30.339 acidentes. Pelo andar “da carruagem” este ano está pronto a “descarrilar”, uma vez que entre janeiro e junho, já morreram 209 pessoas nas estradas portuguesas, verificando-se ainda 908 feridos graves e 15.971 ligeiros, num total de 55.562 acidentes.

Circunvalação (Porto)
Circunvalação (Porto)
IC19 - Lisboa
IC19 – Lisboa

EN 106:“O CEMITÉRIO DE MUITOS PENAFIDELENSES”. AUTARCAS REIVINDICAM NOVA ESTRADA!

A Estrada Nacional 106, que liga Penafiel a Entre-os-Rios, no distrito do Porto, para além das outras anteriormente referidas, é também das mais sinalizadas pelo Relatório Nacional de Sinistralidade Rodoviária, facto que não surpreende a Câmara de Penafiel, considerando o edil – em declarações à Lusa – ser esse troço, um “cemitério de muitos penafidelenses”.

“Aquele relatório não diz nada que não saibamos há muitos anos”, comentou Antonino de Sousa, presidente do município de Penafiel. No referido troço só é apontado um “ponto negro”, desta feita ao quilómetro 30, na zona de Rans, mas para o autarca, ”há outros locais daquele troço de estrada nacional onde, infelizmente, ocorrem acidentes rodoviários, com vítimas mortais ou feridos graves, entre ocupantes de veículos e peões”.

O facto, anteriormente referido – confirmado por estudos mandados realizar pela autarquia de Penafiel – levam a que possa ser reforçada uma antiga reivindicação da região do Tâmega e Sousa: a construção de uma nova estrada, ou seja o IC 35.

A verdade é que já foi anunciado o concurso público para a construção daquele itinerário, com a previsão do Governo inscrito no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 2014-2020,mas de acordo com o cronograma do documento, designado “PETI3+2”, a adjudicação só deverá ocorrer no primeiro semestre de 2015 e o arranque da obra nos meses seguintes.

A conclusão da empreitada, revelou a Lusa, deverá ocorrer no segundo semestre de 2017, prevê ainda o documento. Ao que se sabe, está previsto um investimento de 23 milhões de euros, cabendo à União Europeia suportar 18 milhões. O valor restante será assumido pelo Estado.

acidente viacao 1

acidente viacao 2

MAIS DE MEIO MILHAR DE MORTES EM ACIDENTES DE VIAÇÃO (2013)

De acordo com o Relatório Anual de Sinistralidade Rodoviária (RASR) de 2013, registaram-se, em 2013, “30.339 acidentes com vítimas, de que resultaram 518 mortes, que ocorreram no local do acidente, ou durante o transporte até à unidade de saúde, e 2.054 feridos graves”. Saiba, entretanto, que, em relação a 2012, “observou-se um aumento de 1,6 pontos percentuais (+472) de acidentes com vítimas mortais e uma redução de 9,6 por cento (-55) de vítimas mortais e 0,3 pontos percentuais (-6) de feridos graves.

“A colisão foi o tipo de acidente mais frequente, representando cerca de metade dos acidentes com vítimas ocorridos em 2013 (51 por cento/15.369), 42 pontos percentuais (215) do total de mortes, e 43 por cento (893) dos feridos graves”, refere o referido Relatório, que ainda especifica outro tipo de acidentes, com números a ter em conta:

Despistes (32% dos acidentes- 9.821; 40% dos mortos /208; e 33 por cento /688 dos feridos graves) e atropelamentos (17% /5.149 acidentes, 18% / 95 mortos -, e 23 por cento /473 de feridos graves).

Em comparação com o ano anterior “assinala-se um decréscimo substancial no número de mortes resultantes de despistes (-53). Inversamente, verificou-se um acréscimo no número de colisões (+247) e respetivas vítimas (+9 mortos e +65 feridos graves).”

acidente viacao 3

MAIS DE DUAS CENTENAS FORAM VÍTIMAS MORTAIS DENTRO DAS LOCALIDADES

Ainda segundo o RASR “a maioria dos acidentes (22.946 /76 por cento) e feridos graves (1329/65 pontos percentuais) registou-se dentro das localidades, enquanto o número de vítimas foi igual dentro e fora das localidades: 259 mortos”. Mesmo assim, “a melhoria apresentada por estas vítimas, face a 2012, não apresentou diferenças em termos de localização, o que pode ser um sinal positivo, tendo em conta o facto da evolução dos índices de sinistralidade nas zonas urbanas nos últimos anos ser sempre menos favorável do que fora das localidades”.

Em 2013, “sessenta e dois por cento do total de vítimas mortas foram condutores, e 18,5 por cento passageiros e 18,7 por cento: peões.

No que diz respeito à categoria de veículos, e ainda segundo o RASR, “observaram-se 252 mortos e 890 feridos graves entre os utentes (condutores e passageiros) de automóveis ligeiros, 103 mortos e 480 feridos graves nos de duas rodas a motor, e ainda 28 mortos e 41 feridos graves relativamente aos automóveis pesados”, os números são preocupantes, mas, em relação a 2012, “evidencia-se uma diminuição bastante acima da média nacional no número de utentes de veículos de duas rodas a motor (menos 22 mortos) e, pelo contrário um aumento no número de mortos (mais oito) e de feridos graves (mais 10) registado entre os condutores e passageiros de automóveis pesados”.

acidente viacao 4

Por fim, “os grupos etários situados entre os 25 e os 44 anos foram os mais representativos, em termos de vítimas mortais e de feridos graves (28 e 33 por cento, respetivamente), sendo de referir, igualmente, no caso das vítimas mortais, os utentes com idades iguais ou superiores a 65 anos (27 por cento do total dos mortos)”.

Números – repetimos – que dão para pensar e que devem ser bem analisados pelas autoridades competentes, assim como quem anda pelas estradas e ruas deste país. Conduza com precaução! Ficam de seguida os avisos/alertas da Guarda Nacional Republicana (GNR), para si em especial…

AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO DA GNR

Assim sendo, a GNR deixa consigo os seguintes avisos, alertas e precauções a ter na estrada (documento na íntegra):

“As consequências dos acidentes de viação ocorridos em Portugal têm mantido um alto índice de gravidade. É reconhecido que o homem, a máquina e a estrada, formam um sistema de cujo o equilíbrio e bom funcionamento das partes depende, fundamentalmente, a segurança de qualquer viagem.

Neste sentido, e constatando-se que à maior intensidade de tráfego corresponde maior potencial de risco de acidente, importa consciencializar os condutores para a necessidade de adotarem uma condução de acordo com as condições climatéricas e as características específicas das deslocações próprias desta época do ano”.

Antes da Viagem

“Verifique as condições de segurança do seu veículo, especialmente, o estado dos pneus, travões, direção, suspensão, dispositivos de sinalização e focagem dos faróis e o estado de funcionamento dos limpa para-brisas.

Acondicione corretamente a bagagem a transportar no veículo. A carga mal acondicionada pode alterar a estabilidade e o controlo da direção, podendo provocar acidentes, enquanto o sistema de travagem se torna menos eficiente.

Tenha presente que a fadiga, a doença, refeições pesadas, medicamentos, álcool, entre outros fatores, prejudicam a aptidão para conduzir.

Escolha criteriosamente o itinerário, opte por estradas com menos movimento e evite, se possível, as horas de ponta”.

acidente viacao 5

Durante a viagem

“Assuma o compromisso consigo próprio de que vai respeitar as regras e evitar os excessos, atendendo aos seguintes aspetos:

Não faça ingestão de bebidas alcoólicas. A condução sob influência do álcool, além de ser punida por lei, é um enorme fator de risco de acidente.

Regule a velocidade do seu veículo, tendo em conta as condições de segurança do mesmo, a intensidade de tráfego e as condições da via.

Mantenha uma distância segura em relação ao veículo que circula à sua frente.

Antes de ultrapassar, certifique-se de que o pode fazer com segurança.

Como condição de circulação segura em autoestrada, utilize a via da esquerda apenas para ultrapassar ou quando a via da direita não estiver livre.

Evite as manobras perigosas. Seja prudente e conduza com segurança.

Em caso de avaria, estacione sobre a berma, acenda os intermitentes e coloque o triângulo de sinalização a uma distância de 30m.

Use o cinto de segurança ou dispositivo de retenção e faça questão de verificar se os seus acompanhantes seguem o seu exemplo.

Tenha especial atenção ao transporte de crianças, siga as mais elementares regras de segurança, transportando-as no banco de trás com cinto de segurança ou com um dispositivo de retenção adequado.”

Por aqui ficaram – estão publicadas! – as recomendações da GNR. Só não lê quem não quer, e não cumpre quem é incumpridor! Está dito.

Boa viagem e tentem não matar inocentes!

 

 

Texto: JG

Fotos: Pesquisa Google

Fontes: Relatório Anual de Sinistralidade Rodoviária, GNR e Lusa

 

 

01ago14

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.