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Israel e a Morte

José Luís Montero

Escreve-se. Mas, escrever após contemplar uma fotografia impregnada de terror é difícil. Israel não tem alma e nem tem a ver com o espírito do Templo de Salomão. Israel mata. Israel produz morte cruenta sobre seres humanos tão incruentos como inocentes; morrem crianças; matam crianças e as instituições internacionais que correm na ceifa dos países árabes não confessionais, calam e não correm; calam e não penalizam; calam e consentem a barbárie israelita.

negocio da morte

Gaza já não existe porque Israel distribui a benesse da existência. E este triste mundo cala e come; cala e auto engana-se a troco de oito dias de sol na Costa de Caparica e uma sardinhada na noite das Marchas Populares. Israel não me escrevas, nem me vejas; tu matas, mas, eu tenho o poder de esquecer-te e desconhecer-te. Tenho poder para criar o meu próprio mapa.

Periodicamente; ciclicamente a morte assola o Médio Oriente. Tudo parece desenhado no à priore dos à priores. O maldito mapa do fim do conflito parece estar desenhado desde o princípio dos tempos. Israel ganha; Israel ganhará mas, estará para sempre fora do Templo. Israel não merece palavras; merece silêncios. E eu gosto de escrever sobre a Vida mesmo que seja na vertente mais radicalmente critica. Criticar a Vida é burilar; trabalhar a Pedra Filosofal. É trabalhar para o Paraíso terrenal; para a Utopia; para a Felicidade.

Escrever sobre Israel; sobre o que provoca Israel não é escrever sobre as injustiças; é escrever contra o crime com selo de um Estado que pela sua vez tem uma vertente confessional e evangélica como todas as religiões. Por isso, os Estados não confessionais do mundo árabe foram dilapidados. As igrejas, religiões ou coisas similares expandem-se propagando as chamadas “boas novas” e para isso, necessitam que algures, perto ou longe, existam de forma expressa e manifesta outros evangelhos. E o mundo árabe tinha fortes núcleos onde a religião estava e caminhava para o foro íntimo das pessoas.

israel mata - ninho liberdade

As potências ocidentais; os grandes e os pequenos que fizeram de foto-modelos nos Açores atacaram o Iraque, por exemplo, à procura de, possivelmente, de sex-shops no deserto, no entanto, jamais se perguntaram se a Arábia Saudita tinha, também, sex-shops no deserto. E a Arábia Saudita é obsoleta; é bárbara. E as potências ocidentais, os top-models dos Açores, decapitaram o laico e elevaram o confessional. Como diria um amigo meu amante do futebol e do Mourinho: “ bigs estratégias, meu; bigs estratégias…”

Nestes dias; quando toca por necessidade premente escrever sobre a barbárie que se impôs no Médio Oriente preferiria não ter capacidade para escrever um parágrafo. Ver como a morte é negócio; poder e recursos energéticos comove e revolta as tripas do ser mais impassível. Hoje, depois de alinhar este texto, seja dia ou seja noite, esconder-me-ei sobre o teto de alguma árvore ribeirinha e entre suspiros; ronquidos e blasfémias procurarei avançar para um novo dia. Os deuses deveriam ser banidos dos dicionários e as religiões são papel mal impresso.

bes em crise

Visto isto, repassar as situações trafulhas; duvidosas ou que jamais chegarão ao domínio público do “Caso BES ou GES” são brincadeiras para conversa domingueira entre amigos. O BES só é mais um Banco que pratica o velho costume de ter e fazer com o dinheiro que não lhe pertence o que lhe apetece para benefício de dois, três ou meia-dúzia de usureiros. A segurança da Banca durante esta crise e em crises passadas manifesta-se pela sua insegurança e pelo perigo de perder os aforros do cidadão comum.  Se o cidadão comum corre o perigo de perder os seus aforros é porque outro, alguém não tão comum os encontra ou encontrará nalgum paraíso de gente pouco comum. E como todos sabemos, esta gente tão pouco comum, normalmente, defende salários em baixa para aumentar a produção. Defendem Educação e Saúde privadas para pessoas pouco comuns. Este Sistema está tão esburacado que nem com invenções de viagens submarinas utilizando os barquinhos do Paulo Portas se soluciona. Guerra e pobreza é a receita dos governos.

seguro e costa

Mas, se o “Caso BES ou GES” é brincadeira de conversa domingueira; o arraial que anda nas eiras do PS é conversa de laracha no Barbeiro. O Seguro está e é mais inseguro que os aforros do cidadão comum além de saber-se que não pertence ao Governo porque se senta, no Parlamento, nos bancos destinados aos que não pertencem ao Governo. É um líder inglório, mas, persistente porque é líder desde menino e moço; como se poderia dizer, vem dos juniores… O Costa? O Costa além de ter estragado a Mouraria em Lisboa e de ter feito do Martim Moniz não um lugar de fusão como se diz, mas, um lugar de salada russa mal condimentada. Para ser um lugar de fusão teria que estar presente a origem; o castiço; a lenda; a cultura da zona para se poder fundir com o Mundo e o que está presente são meia-dúzia de quiosques metálicos que vendem comida que parece comida de este ou aquele País. O Martim Moniz é plástico e é fusão do plástico procedente, possivelmente, do mesmo fabricante.

 

Fotos: Pesquisa Google

 

01ago14

 

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1 Comment

  1. Paula Sarmento (Lisboa)

    Caro colunista

    Parabéns pelo seu artigo. Anda por aí alguém a vingar-se, e em terra que não é a deles, das atrocidades que foram vítimas na II Guerra Mundial. Isso não se faz!

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