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O problema da autoestima

A. Barros

Muito se fala hoje em dia de autoestima. Quem já ouviu comentários como “Hoje, tu estás com uma baixa autoestima, que se passa?” ou “tens que te valorizar, pois estas sempre a diminuir-te”. O Ser Humano ao longo da sua caminhada, procura encontrar um sentido para a sua vida. Umas depositam as suas expetativas na fé, outras procuram um amigo, outras em um relacionamento amoroso e outras ainda procuram encontrar esse sentido da vida em trabalhos humanísticos e sociais, como voluntariado e defesa de causas. No entanto algumas pesquisas realizadas, demonstram que haver intimidade com outros Seres Humanos é o fator mais gratificante da vida.

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O amor e a autoestima são fatores importantes que contribuem para a formação da nossa personalidade, sendo que para alguns especialistas o amor é principal condição para o nascimento da pessoa enquanto tal. Assim sendo, podemos considerar autoestima como algo que acontece naturalmente e que se define como sendo um sentimento de gostar de si mesmo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) existem seis áreas da vida que compõem a qualidade de vida: físico, psicológico, dependência, relações sociais, meio ambiente e espiritualidade, religião e crenças pessoais. A qualidade de vida difere de Ser Humano para Ser Humano e de cultura para cultura. Os povos orientais e mais especificamente os chineses, têm o costume de se levantar cedo para irem aos parques fazer ginástica, já os tibetanos têm o costume de fazer meditação (Almeida, 2013).

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Em 1997, Preisig referiu a autoestima como sendo a possibilidade que a pessoa tem de reconhecer as suas próprias qualidades, assim como amar-se e aceitar-se como um ser de valor. Já em 1998 surge a definição de autoestima como sendo uma força poderosa que existe no interior do Ser Humano. É mais complexa do que apenas o senso inato do valor pessoal. É a vivência de sermos colocados à prova perante as exigências da vida. É a confiança que nós temos para pensar, enfrentar os obstáculos que encontramos nesta vida cuja finalidade é sermos felizes, termos valor e desfrutar os resultados obtidos pelo nosso esforço (Branden, 1998).

Investigações realizadas em torno deste tema, demonstram que homens e mulheres com elevada autoestima, são mais sinceros, mais abertos no que diz respeito aos seus sentimentos e pensamentos.

Ao sentirem-se excitados ou alegres não têm receio de demonstrar. Se estão a sofrer não sentem a necessidade de serem simpáticos, se as suas opiniões não são as mais populares, não têm medo de as expressar na mesma.

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Os indivíduos com autoestima elevada são autoafirmativas e não têm medo de ser quem são, de viver em autenticidade e isso por vezes pode despertar sentimentos negativos em outros Seres Humanos como inveja, raiva e comportamento de hostilidade (Branden, 1999). Resumindo, o ponto fulcral da autoestima é a aprendizagem da confiança que o Ser Humano tem que adquirir em relação à própria mente, nos processos mentais, no julgar e no decidir.

A melhor forma de compreender a autoestima é vê-la como o sistema imunológico da consciência que lhe fornece a força, capacidade de regeneração para lidar com os problemas da vida.

Com os problemas da vida e como a sociedade moderna esta a caminhar, são muitas as pessoas que estão a sofrer de baixa autoestima. Sabe-se que este nível de autoestima prejudica e muito o nosso potencial e alcançar a felicidade pode se tornar numa tarefa extremamente complicada.

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O psicólogo norte-americano através das suas investigações, referiu que quanto mais o individuo se aceita tal e qual como ele é, mais aceita o outro como ele é e quanto negativo for a opinião de nós próprios, menor será a disposição para aceitarmos o outro. As pessoas que apresentam baixa autoestima, podem demonstrar comportamentos de autoproteção e vivem sempre a sua vida na defensiva (Sheehan, 2005).

Existem duas maneiras em que a baixa autoestima esta presente na vida do Ser Humano: Externa e Interna. No que diz respeito à externa, podemos verificar que a pessoa fisicamente demonstra uma aparência desleixada, postura curvada, olhar sem brilho e o seu foco de visualização é sempre para baixo. Apresenta também uma voz vacilante e o seu tom é baixo. A nível interno, encontramos fatores como insegurança, ansiedade, timidez, isolamento, culpa e vergonha. A pessoa passa a viver a sua vida em torno do pensamento negativo e que nada dá resultado para ela por algum motivo (Adnet, 2013).

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As pessoas com baixa autoestima demonstram os seguintes sintomas e comportamentos: Necessidade de sentirem-se acarinhadas e desejadas; tentam de alguma forma agradar o outro de forma a poder ganhar atenção do outro; as relações são caóticas; podem vir a sofrer de distúrbios alimentares; estão em constante “hiper-vigilância” observando o comportamento dos outros e têm medo de fazer alguma coisa errada; falha de assertividade e podem demonstrar comportamento de passivo-agressivo; apresentam comportamento perfeccionista de forma a poderem ser aceites pelo outro; comunicação pobre; pobreza nas relações e falta de estratégias sociais; podem apresentar comportamento promiscuo na medida em que usam o sexo como chamada de atenção e relação ao outro; podem também apresentar problemas a nível sexual; usam uma máscara para não mostrarem o que realmente estão a sentir (Sorosen, 2006).

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De forma a obter uma boa autoestima, existem algumas sugestões que podem ajudar a melhorar a sua forma de ver a vida, no entanto devo frisar que não existe nenhum psicólogo que faça milagres ou livros de como funciona. O principal ingrediente para poder mudar é Mudar-se a si próprio. É importante que seja o leitor assumir o controlo da sua vida, procure sempre olhar para a frente e deixar o passado lá atras. Então, assim sendo aqui fica umas sugestões para melhorar a sua autoestima:

Procure ordenar a sua casa, pague o que tiver que pagar, saia de casa para fazer uma caminhada; Crie na sua cabeça uma imagem convincente de si mesmo, ponha uma música relaxante e feche os olhos e imagine um “eu” confiante; saia de casa e socialize, procure um amigo para estar, convide para um almoço. Passem um bom bocado, pois isso dará ao leitor a oportunidade de praticar uma comunicação efetiva e relacionamento interpessoal; confronte os seus medos, vai ver que no fim, irá perceber que aquele medo era inafundável, isso vai permitir com que haja uma desconfirmação da incapacidade que anteriormente achava que tinha; procure realizar atividades que gosta e que faz bem, procure elogiar-se a si próprio; define metas, pois assim estará a construir mais confiança e elevar mais a sua autoestima; procure ajudar os outros a sentirem-se bem, fazendo isso, vai acabar por sentir-se bem consigo próprio, já que a interação social, a convivência e a interajuda são os alicerces para uma felicidade; seja claro naquilo que quer para a sua vida; construa um plano de forma a poder executá-lo para chegar à sua meta.

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Estudos referem que as pessoas que não têm um plano de acão, raramente conseguem alcançar um objetivo; Procure motivar-se para algo, assiste a vídeos, filmes inspiradores, uma musica que lhe dê energia, procure ler livros inspiradores; Seja afirmativo consigo próprio, ou seja procure afirmar-se positivamente perante um obstáculo, procure questionar sobre o que mais poderá fazer sem ser olhar para o negativo. É importante perceber o estado em que está e a partir daqui afirmar a sua mudança; Não faça comparações suas com outras pessoas, procure em vez de comparar ser você, perceba o que tem que melhorar e que tem que mudar na sua vida.

“Quem tem auto-estima tem muita coragem, se mete em tudo, não tem medo de errar.” Luis Gasparetto “Baixa auto-estima é como dirigir pela vida com o freio de mão puxado.” Maxwell Mall

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Fontes: Almeida, T. (2013) “ Autoestima”Branden, N. (1998) “Autoestima e seus seis pilares”, Edi. São Paulo, Saraiva, Colecção Leitura, Brasil; Branden, N. (1999) “Poder da autoestima” Saraiva, São Paulo, Brasil; Sheehan, E. (2005) “Baixa autoestima. Esclarecendo as suas dúvidas”, São Paulo, Ágora, Brasil; Adnet, P. (2013) “O que é Baixautoestima?”, São Paulo, Brasil;  Sorensen, M. (2006) “ Breaking the Chain of Low Self-Esteem”, Second Edition. Wolf Publishing Company, USA

Fotos: Pesquisa Google

 

 01ago14

 

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6 Comments

  1. Debora Fernandes

    Adorei ler todo este texto ,porque se em caixa algumas partes a uma pessoa muito chegada a mim,e que acho que finalmente esta a GANHAR alguma autostima na sua vida e que acho com algum tempo vai chegar la e ai sim ,vai tomar as suas decisoes mais acertadas para a sua vida. Beijo
    grande Aires ,este artigo vai ajudar muita gente.

  2. Isabel Mendes

    Adorei o teu artigo acerca da temática da auto-estima, cada vez mais importante para as relações pessoais e sociais. A investigação efectuada teve bastante qualidade, na abordagem da temática. Tudo de bom e muito sucesso pessoal e profissional e continua que estás no bom caminho. Beijinhos.

  3. Maria José Caldeira Silva

    Este artigo que eu considero muito bom, fez-me relembrar um pouco a pessoa que eu era…

    A educação, o ambiente em que se vive durante uma infância e mesmo adolescência, contribuem e muito para que uma pessoa perca a sua auto-estima.

    Para mim, foi muito importante relembrar as principais dicas para se vencer os obstáculos inerentes ao tema, entre as quais, e a mais importante:

    Amar-nos a nós mesmos, fazendo afirmações diárias diante de um espelho:

    “EU AMO-ME, EU POSSO, EU CONSIGO!”

    Parabéns ACB pelo artigo excelente que vou partilhar!

  4. mariana frança

    adorei o teu artigo aconçelhava ha muita gente a lelo pk talvez ajudava a muita gente a dar valor a elas propias continua comm o teu trabalho magnifico ke vais longe beijinhos

  5. mariana frança

    adorei o teu artigo esta muito bem pensado recomendaria a muita gente a lelo pk nos faz pensar de uma forma mais bonita e a valorizarnos mais a nos propias bjss

  6. mariana frança

    adorei o teu artigo esta muito bem pensado recomendaria a muita gente a lelo pk nos faz pensar de uma forma mais bonita e a valorizarnos mais a nos propias bjss aires barros

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