António D. Lima / Tribuna Livre
Perdurará para além dos tempos, as duas guerras mundiais em pleno século XX. A primeira grande guerra foi uma guerra global centrada na Europa, que começou em 28 de Julho de 1914 e durou até 11 de Novembro de 1918. O conflito envolveu as grandes potências: De um lado, os Aliados. Reino Unido, França e Império Russo entre outras. Do outro lado: os Impérios Centrais baseado na aliança entre o Império Alemão, Áustria-Hungria e Itália.

Com a derrota dos Impérios Centrais foram alterados territórios e fronteiras. O Império Otomano que apoiava a Alemanha é derrotado e expulso do Médio Oriente pelos povos árabes e pelas tropas aliadas, por esta ajuda na luta contra a Alemanha, foi garantido aos judeus, o direito internacional para reconstituição de um estado judaico totalmente independente da Turquia. A garantia desta promessa foi cumprida com a declaração Balfourd. Na sequência do final da I Guerra Mundial (1917), a parte sul do Império Otomano, foi atribuída à Grã-Bretanha (actualmente, Palestina).à França, o Líbano e a Síria.
A atribuição desta região à Grã-Bretanha veio ao encontro dos interesses dos norte americanos já que havia o receio de que os judeus norte americanos pedissem ou forçassem os Estados Unidos a apoiar a Alemanha. Em 1923 a Grã-Bretanha divide a sua zona em dois distritos administrativos, separados pelo rio Jordão, sendo que aos Judeus apenas seriam permitidos na zona costeira, a oeste do rio (cerca de 25 por cento da parte britânica). Os árabes rejeitam a divisão, receando tornar-se uma minoria e incitados pelo crescente nacionalismo árabe no médio oriente, assim como apoiando-se no acordo pós I Guerra Mundial.

A Grã-Bretanha entrega a resolução do problema às Nações Unidas em 1947. A Assembleia Geral das Nações Unidas determina a partilha da parte ocidental da Palestina (os 25 por cento em disputa) entre um Estado Judeu e outro Estado Árabe baseado na concentração das populações, através da resolução 181. A 14 de Maio desse ano os israelitas declaram a constituição do Estado de Israel.
A II Guerra Mundial foi mais um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo todas as grandes potências. Uma vez mais os beligerantes foram os Aliados vs Alemanha. Os primeiros eram compostos, inicialmente pelo Reino Unido, França e por todas as comunidades sobre o domínio do Reino Unido.
Depois da tomada do poder, Hitler, que dez anos antes já o havia tentado pela força, jurou que iria conquistar o mundo fomentando assim o ódio a tudo o que era progressistas e comunistas e ao mesmo tempo afirmou que queria erradicar tudo quanto fosse judeu.
A 1 de setembro de 1939, Alemanha e Eslováquia (que na época era um Estado fantoche alemão) atacaram a Polónia colocando-a a ferro e fogo. No dia 3 de Setembro, a Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha nazi.
Lendo-se a história da segunda guerra mundial sabe-se que houve acordos, desacordos, e novamente desacordos e acordos. (Hoje os casais também são assim casam descasam, depois voltam a casar e a descasar, a seguir casam com quem já se tinham descasado etc.).
Este período foi muito negro. Guerra entre a China e o Japão, depois, Japão vs Estados Unidos da América. A União Soviética queria demandar pelos territórios da Finlândia a seu belo prazer. A
Finlândia rejeitou as demandas territoriais e foi invadida pela União Soviética em Novembro de 1939. Este conflito terminou em Março de 1940 com concessões finlandesas. França e Reino Unido, ao considerarem o ataque soviético sobre a Finlândia como o equivalente a entrar na guerra no lado dos alemães, reagiram à invasão soviética, apoiando a expulsão da URSS da Liga das Nações.
Enfim uma época negra e cheia de conflitos. A Itália alia-se à Alemanha e também invade a França e, neste andarilho de interesses, os comboios cheios de judeus por um lado, opositores civis, e prisioneiros de guerra por outro, iam chegando aos campos de concentração e outras instalações, catrafilavam estes prisioneiros dentro do arame farpado.
Enquanto não inventaram os fornos de cremação, uns iam para os trabalhos forçados, outros eram forçados a entrar nas valas comuns e enterrados vivos, fuzilados, enforcados e mortos também pela fome. Tudo servia para aniquilar a raça que não fosse pura. Os critérios como os prisioneiros eram mortos dependia da disposição dos comandantes dos campos de concentração.
Finda a guerra em 1945 e já com a União Soviética integrada nos Aliados e com bastante preponderância na derrota nazi, é chegada a hora de contabilizar as mortes, assim:
Mais de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens judeus, morreram durante o Holocausto. Na Alemanha e nos territórios ocupados pelos nazistas foram utilizadas milhares de instalações para concentrar, manter, explorar e matar judeus e outras vítimas. Alguns estudiosos defendem que a matança de ciganos, de pessoas com deficiência, homossexuais, polacos (na altura conhecidos como poloneses) devem ser incluídos na definição do substantivo “holocausto”. Estima-se que entre prisioneiros de guerra e população civil soviética, os nazis mataram doze milhões.
Concluindo
Por estes pequenos extratos que retirei da consulta que fiz na Wikipédia é fácil de verificar que os sionistas são um povo pouco desejado pela comunidade mundial árabe. Odiados por quase todo o mundo, mas em silêncio. O único aliado de peso são os Estados Unidos da América. Não é por acaso que estes se sentiram e respiraram de alivio quando em 1917 o Lord Balfourd, secretário inglês para os Assuntos Estrangeiros, fez publicar a Declaração Balfour, onde se apoiava a imigração de judeus para a Palestina e o estabelecimento de um “lar nacional para o povo judeu” na região, afirmando que “nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes” – uma referência inequívoca aos árabes, que, então, representavam 92% da população.
Esta solução caiu do céu para os Estados Unidos da América, e porquê? É que, a maior parte do capital dos Estados Unidos da América era pertença dos judeus, e ao que julgo saber, ainda é. Não quero jurar falso, mas creio ter lido algures que, as torres gémeas era pertença de capital judeu e que 90 por cento das pessoas que lá trabalhavam eram de origem sionista, seria?
Seja ou não verdade, não é razão suficiente para assistir impavidamente ao genocídio que estão a levar a cabo com a prestimosa colaboração de silêncio, tanto dos americanos, ingleses, franceses e tantos, tantos outros. Em França foi reprimida uma manifestação de apoio aos palestinianos e de repúdio aos sionistas. O silencio da comunidade internacional, da ONU e de outros organismos mata tanto como as bombas de destruição maciça das cidades, das mortes das crianças, dos velhos e de toda uma população que vivem o dia a dia em agonia.
“A Palestina não tem forças armadas. Exercito, Marinha e Força Aérea”, por quê? O que têm para se defender além de umas metralhadoras ligeiras e uns lança roquetes comprados em contrabando. Até quando vou ter que assistir a estes horrores?
Estando nas imediações do rio Jordão a onde, dizem, que cristo foi baptizado, lembrei-me de uma quadra do poema de Augusto Gil em” Balada da Neve”:
Que quem já é pecador
Sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
Porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
Acabo como comecei: Quem gerou este monstro tem a obrigação de o abortar.
Por vontade do autor, e de acordo com o ponto 5 do Estatuto Editorial do “Etc eTal jornal”, o texto inserto nesta rubrica foi escrito de acordo com a antiga ortografia portuguesa.
Fotos: Pesquisa Google
01ago14
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