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A triste, condenável e irresponsável falta de motoristas na STCP

Vítor /Leitor (*) / Tribuna Livre

“Sou Vítor, trabalhador precário, estando ainda hoje, e por acaso, ativo através de uma empresa de trabalho temporário. Moro no Porto. No passado dia 23 de dezembro de 2014 tinha que “apanhar” dois autocarros para ir trabalhar e, nesse dia, ser transportado pelo “305”, que aparecia às 06h25, e o “601”, na Cordoaria, às 06h55.

O que se passou nesse dia?

Esse mesmo autocarro (305), que “tomava” no Campo 24 de Agosto, acabou por não aparecer. Esse “contratempo” – do qual alguém é responsável – obrigou-me a calcorrear ruas e ruelas da cidade, até à Cordoaria, tudo isso para… “apanhar” a tempo e horas, a “carreira” que me levaria ao tal local de “trabalho precário”, mas que por mais precário que seja ainda dá alguns “euritos” para a sobrevivência.

E se não tivesse a sorte – a “sorte”, cada vez mais “sorte” – de apanhar esse autocarro, como não apanhei o outro? Era “despedido” E depois… depois, o problema era meu, já sei. Mas não é só meu! É o de muitos, e muitos outros! Dos tais que não têm os autocarros prontos ao serviço às horas bem explícitas em placardes colados nas paragens.

E quem quer saber disso? Ninguém! E, pelos vistos, muito menos a STCP que tem claudicado nos seus serviços. A STCP está ao Deus dará!

Há dias, o presidente da Câmara Municipal do Porto veio dizer que tomaria medidas, caso a empresa (STCP), degradasse o serviço de transporte público na cidade.

Resultado: até hoje, Rui Moreira, nada fez!

Tudo, uma vez mais, não passou de uma promessa para enganar os portuenses.

A conclusão que tiro, e dado que ele saiu do executivo do anterior presidente Rui Rio (PSD/CDS), e tendo ele acabado de sair do CDS e ter ido buscar alguns amigos do PP, quer Rui Moreira, quer Passos Coelho, não passam de uns neoliberais e fascistas disfarçados de democratas, só para iludir os portugueses.

Espero que este caso, diretamente relacionado com a STCP, se resolva o mais depressa possível, e que todos abramos os olhos para lutar contra a privatização da empresa e, consequentemente, pela contratação de mais motoristas, de modo a que seja real uma melhor qualidade nos serviços. O que os privados querem, é ter lucro rápido, recorrendo, assim, ao despedimento em massa dos trabalhadores”.

 

(*)Leitor devidamente identificado

 

 01jan15

 

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