Cinco anos de existência. Um novo domínio. Um novo alojamento. Um novo endereço (etcetaljornal.pt). Um novo logotipo. Uma equipa reforçada. Os mesmos valores. A verdade dos factos, do Porto para o Mundo.
Já passaram cinco anos desde o primeiro dia (21jan10) em que o “Etc e Tal Jornal” apareceu na “Net”. Oitenta e duas edições depois, comemoramos a data com um misto de alegria e de tristeza. De tristeza, pela recente e repentina morte do nosso camarada, amigo e fotojornalista, António Amen, que, desde o primeiro segundo esteve ao lado deste projeto. De alegria, porque não é habitual um jornal eletrónico durar tanto tempo, e ao fim desse tempo, se renovar e estar preparado para os exigentes desafios que, certamente, terá pela frente.
O “Etc e Tal Jornal” é, hoje, uma referência para milhares e milhares de pessoas, as tais que nos visitam, diariamente – mas com picos de audiência ao dia 01 – de países lusófonos, da diáspora e de muitas terras deste Portugal em crise, mas que, mesmo assim, não deixa de ser o “nosso” Portugal.
Do Porto para o mundo, o “Etc”, ao longo destes cinco anos, fez largas dezenas de entrevistas e reportagens, com gente nobre e coletividades de referência – conhecidas, ou não, do grande público -, mantendo-se – enfatizo – sempre fiel aos seus princípios consagrados no Estatuto Editorial, que pode ser, facilmente, consultado pelos leitores, ao contrário do que sucede em outras publicações.
Com uma equipa coesa que connosco colabora praticamente desde o início do projeto, e com outros colaboradores que, recentemente, fazem parte da família, o “Etc e Tal” tem-se afirmado como um jornal interventivo, com um espaço próprio na informação, sendo ele a sua própria locomotiva (produção própria), não andando, assim, a reboque de quem quer que seja.
Por estas bandas, não há censura! Há liberdade de expressão responsável, assinada, e não assassinada, por quem quer dar voz a quem a não tem; por quem quer revelar relevando as suas ideias; por quem ama a arte e com a sua arte sai do anonimato aproveitando este espaço de liberdade; por quem, sem ganhar um cêntimo, trabalha em prol de uma causa: dar a conhecer a Verdade dos Factos.
O nosso jornal não é um órgão de comunicação distante dos seus leitores e, nos últimos meses, provou-o com a realização de diversas excursões (a quarta será realizada no próximo dia 15 de fevereiro, ao Alto Douro Vinhateiro), sempre lotadas e, assim, com uma família cada vez mais alargada que connosco já foi a Santiago de Compostela, Minho e Serra da Estrela, facto que revela, por si só, a capacidade organizativa do nosso jornal em termos deste tipo de iniciativas.
Um jornal também aberto à comunidade , reunindo, por exemplo (e que bom exemplo) largas centenas de pessoas (de todas as idades e género) nos dois torneios de Xadrez ,“Preto no Branco”, em parceria com a “Sport Musas e Benfica” e a Associação do Porto da modalidade, em colaboração com a Junta de Freguesia do Bonfim.
O “Etc e Tal Jornal” apoiou, como continuará a apoiar projetos, sendo eles desportivos, culturais ou de recreio. Durante este cinco anos tivemos também um importante suporte logístico, em determinados eventos, das juntas de freguesia do Bonfim e de Campanhã (Porto). Aliás, a nossa ligação direta com as autarquias – baluarte do regime democrático – são visíveis e serão ainda mais incrementados.
Nestes cinco anos aprendemos muito, mas muitos outros há que aprenderam connosco. O “Etc e Tal Jornal” nunca comprou exclusivos, encontrou-os. O “Etc e Tal Jornal” nunca contratou “estrelas” colunistas , tem-nas. O “Etc e Tal Jornal” não informou por informar… informou, informando, formando.
O “Etc e Tal Jornal” não é mais do que os outros, é só o “Etc e Tal Jornal”. O “Etc e Tal Jornal” não tem uma equipa, tem uma família. O “Etc e Tal Jornal” sobrevive, mas não se vende para viver. O “Etc e Tal Jornal” não faz parte de um grande grupo económico, mas, com economias, vai ultrapassando as dificuldades, e, desse modo, criando um grande Grupo solidário, presente, ativo e humano.
Ao longo destes cinco anos que, em tempo comum, é pouco de vida, já anunciaram, por diversas vezes a nossa morte, mas, até dessa Lei nos fomos libertando. Já tentaram pressionar-nos; já tentaram encostar-nos à parede; já tentaram enfiar a “rolha”, mas, acontece que, ao longo de 82 edições, a dita cuja acabou por ser-lhes enfiada numa parte que conhecemos de um corpo… sem miolos.
Resistimos. Resistiremos! Sobrevivemos como sempre sobreviveu o povo português ao longo dos séculos. Estamos a isso habituados e, como tal, não nos resignamos. O nosso trabalho, a nossa ação não morre em atos efémeros. A nossa ação – e comprovam-nos estes cinco anos – é presente, permanente, incomodativa para alguns, muito importante para outros (a maioria).
Não escrevemos para o boneco. São milhares e milhares os que nos leem… e isso assusta muito “boa” gente. Mesmo com parcos recursos financeiros, e, consequentemente, sem uma forte estrutura, não brincamos aos jornais, fazemos jornalismo. Jornalismo sem encomendas, sem rótulos, sem “relax” político-partidário. Somos tendencionalmente de esquerda… somos! Mas, acima de tudo, somos defensores dos mais elementares valores da democracia e, como tal, abertos a todas a sensibilidades da tal “democracia” que se encontra em crise e que, 40 anos depois do 25 de abril, está mais manca e desnorteada.
Somos um jornal do Porto aberto ao mundo. Somos de uma cidade com princípios, de uma cidade da qual nos orgulhamos sem bairrismos balofos. Temos correspondentes, em Ovar, Lisboa e no Recife (Brasil); temos leitores e colaboradores (esporádicos) em diversos pontos do país. Somos um jornal de portas escancaradas, mas, quem cá entra, sabe sempre com que linhas nos cosemos e com que linhas se deve coser.
Cinco anos depois, estamos mais fortes… mais “nós”. “Nós” equipa que é família; “Nós” leitores que são amigos; “Nós” que não é publicidade, é aquilo que representa o “Etc”: o coletivo.
Cinco anos depois sabemos que ainda temos muito caminho para percorrer, há muita coisa ainda para fazer. Um jornal renova-se todos os dias, não pode parar! “Parar é morrer”, diz o povo e com razão.
Por isso, não vamos parar, sendo que nunca daremos um passo maior que a perna, até porque isso, a acontecer, levar-nos-ia ao tal trambolhão que, ansiosamente – mas esperando sentados-, desejam alguns inimigos de estimação.
Não vamos parar! Durante este ano de 2015 o jornal ficará um pouco mais visível em termos públicos, devido às iniciativas que vamos realizar, ou apoiar, enquadradas nas comemorações deste número “redondo”(5) de aniversário. Mas, não queremos os holofotes VIP virados cá prá gente; queremos é que os amigos (leitores) e a nossa família (colaboradores) se juntem mais a este projeto, o qual tem pernas para andar, ainda que, e como atrás referi, não deve dar um passo maior que a perna.
É à família “Etc”, e aos nossos amigos, que quero agradecer, do fundo do coração, toda a fidelidade para com o jornal.
É à família “Etc”, e aos nossos amigos, que relembro o nome do Amen.
É à família “Etc”, e aos nossos amigos, que prometo, sem me comprometer, um jornal mais forte, mais interventivo, sendo, sempre, um jornal livre, direto, presente, factual, Humano… um Jornal… o jornal que todos conhecemos.
Venham mais cinco!
Obrigado por tudo
O Diretor
José Gonçalves
01jan15
Parabéns, muitos Parabéns e longa vida!
Senhor José Gonçalves
Venho dar os meus parabéns a toda a equipa que torna possível que este jornal chegue até nós.
Parabéns por mais este aniversário, repleto de energia e inovação.
Para si, obreiro de tudo isto, vai toda a minha consideração e estima, assim como o desejo de muito sucesso no seu importante trabalho em prol da cultura e conhecimento partilhado… é uma nobre profissão ser jornalista.
Grata
Arminda Santos
Um diretor sujeita-se a isto: ninguém gostou do que atrás foi escrito. Ainda bem!
eheheheh
Quem votar, a partir de agora, “like” ou coisa parecida… está lixado!
Sou eu que me estou a comentar!
eheheh