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E que tal um apelo à “memória”?!

José Gonçalves

(Diretor)

Não sei se a leitora ou o leitor tem ideia de quantos candidatos ou pré-candidatos, fora os potenciais candidatos, se dizem prontos para concorrer às eleições Presidenciais do próximo ano?!

Por certo até sabem, como sabem também – e isso é que sabem! – que o atual inquilino de Belém vai deixar-nos em paz e que em paz irá lá para Boliqueime onde, possivelmente, será tentado a formar o PPpAG (Partido Português para a Austeridade Garantida).

Seja como for – e não sei se, entretanto, foram ao Wikipédia – fique a saber que já são onze os candidatos assumidos a fazer parte da “corrida” a Belém. Onze!

As eleições para a Presidência da República serão, como devem também saber, em princípios do ano que vem (janeiro), e que antes se realizam as “legislativas”, nas quais o PS de António Costa terá pela frente, e no que concerne à luta pelo poder, a coligação bicéfala de Passos Coelho e Paulo Portas, autocolados às siglas PSD -CDS/PP. Também nessa altura, e no seu boletim de voto, terá um vasto leque de partidos (uns ainda devem estar para ser paridos) que, por certo, lhe vão dar cabo da cabeça, não só durante a campanha eleitoral, mas, pior ainda, quando quiser colocar a cruz no partido ou coligação por si eleita. Se não for proprietário de uns bons óculos, demoradamente o encontrará.

Bem, mas regressemos às Presidenciais.

Tome nota do nome dos candidatos já assumidos: António Sampaio da Nóvoa, Paulo Morais, Cândido Ferreira, Paulo Freitas do Amaral, Castanheira Barros, Henrique Neto, Manuel João Vieira, Manuel Almeida, Orlando Cruz e Graça Castanho.

Não sei se os conhece, só sei que todos têm o legítimo direito a se candidatarem à Presidência da República e de darem a conhecer as suas ideias. Todos, mas todos sem exceção.

Mas, atenção que faltam mais. Ou melhor, outros que pretende não fazer o o que António Guterres fez (falando em inglês para português ver): afastar-se da corrida a Belém. Os tais Outros, estão à espera da altura mais propícia para anunciar a sua candidatura, pouco dos quais, arrastando partidos ou coligações atrás de si.

Vamos lá: Rui Rio, potencial candidato a Belém com o apoio da coligação PSD-CDS/PP; Marcelo Rebelo de Sousa, eterno candidato a não ser candidato a “corrida” alguma; Manuel Carvalho da Silva, ex-líder da CGTP, católico e antigo militante do PCP, muito acarinhado por diversos setores da esquerda; Maria de Belém Roseira, que poderá ficar pelo caminho já que o PS apoiará, por certo António Sampaio da Nóvoa; Pedro Santana Lopes, que se quererá libertar dos problemas da Santa Casa e virar os holofotes, que ele tanto gosta, para um sítio qualquer por onde ele ande ; o tradicional candidato da CDU, que não se sabem quem é, mas que será candidato ou candidata” . O PCP lança sempre um nome para a “corrida” ainda que nunca chegue à meta e baralhe a “maratona” toda.

Em boa verdade faltam mulheres na corrida. Poucas são as que têm a coragem da “grande” Maria de Lurdes Pintasilgo. Helena Roseta já referiu que gostaria de experimentar o desafio, mas disse que não “há dinheiro” para campanhas.

Tanta gente, nas tanta, prontinha a livrar-se de Cavaco, de acabar, uma vez por todas, com (desculpem-me os republicanos) um “reinado” que segurou “as pontas” ao governo ultraneoliberal de Passos Coelho e Portas, e que acaba com os piores índices de popularidade que algum Presidente da República teve em 41 anos de democracia, defendendo, agora, o Mar, depois de há anos atrás, quando era primeiro-ministro, ter dado cabo da frota pesqueira deste País.

Resumindo e concluindo vamos ter eleições, teimosamente adiadas por Cavaco. São muitos os homens e poucas as mulheres dispostas a “correr” rumo” a Belém, sendo, porém, certo que Belém será diferente, e que por lá outra “estrela” brilhará. Mas, antes meus amigos, e minhas amigas, temos de saber quem, e com quem, nos vai governar. Aí é que a porca torce o rabo!

Quem e com quem.

É preciso ter memória. É preciso levar uma vez mais as mãos aos bolsos e aos extratos bancários.

Lembram-se do BPN, do BPP, do BES, da Troika, das escandaleiras políticas que levaram à demissão de vários ministros? Do documento, tipo projeto de lei, que queria reinstaurar a censura em Portugal, que estava pronto a ser discutido, mas que não foi, e por obra do diabo, ninguém o assinou …. Dos cortes nas reformas, dos jovens que emigraram, do crescente número de família no limiar da pobreza, ou já em pobreza profunda?

São muitos a concorrer, mas a democracia é assim, o pior é quando se faz da democracia uma festa de carrocel e de carros de choque, e, ainda por cima,sem as mínimas condições de segurança.

É preciso estar-se atento, não vá tanto democrata dar cabo daquilo que é, ou devia ser, a verdadeira democracia; a democracia em prol do Estado Social, do Emprego, da Ciência, da Educação, do Bem-Estar geral.

Tenham memória e façam o favor de tornar este País mais feliz.

01mai15

 

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