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A minha visão das coisas

Miguel Correia

É muito simples! Há os bafejados pela sorte que adquiriram o estatuto de figuras públicas e há os pobres desgraçados, como eu, cujo objetivo de vida é depender de um trabalho para pagar as contas mensais. Claro que gostaria de melhorar o meu estatuto social! Mas compreendo que o meu histórico não é nada famoso…

Consegui integrar, na escola primária, o plantel de uma equipa de futebol de cinco. Fui o décimo primeiro jogador! Fiz um único jogo, a suplente, e, caramba, causei estrondo! No vidro da janela na casa ao lado! Em plena aula de educação musical, na preparatória, e em poucos minutos de canto, a professora, maravilhada pelo meu talento vocal, pediu para ficar no fundo do coro, sem cantar! Na sétima arte, fui escolhido para interpretar um pivot de telejornal, na secundária, para um documentário sobre toxicodependência. Nenhum dos outros “artistas” quis usar gravata…

Recentemente, tive a honra de aparecer, em direto, em dois canais televisivos. E não foi de relance! Foram entrevistas! Os meus quinze minutos de fama! Quando saí do estúdio, nem o porteiro, que estava a ver o programa, me reconheceu…

Definitivamente, a cultura dos tugas não permite abandonar o anonimato. Dá-se muita importância a alguns ”parolos” nas televisões, esquecendo que existe talento em várias áreas. Há receio em descobrir! Aceitar o convite para apresentações, concertos, teatros, ou qualquer outra ação cultural, apesar do excelente apoio das instituições competentes!

Esta crónica não é a minha carta de despedimento! Pelo contrário! Quero continuar e fazer ainda muito mais! Por isso, se alguém do meio da comunicação estiver a ler, ofereço-me para escrever para um jornal, ou revista. Podem até publicar, as crónicas, junto à necrologia, ou relax…

01jul15

 

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