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Que diferenças nas decapitações de humanos?

José Lopes /Tribuna Livre

Perante horrorosas noticias, não só de amputações e da condenação à morte, que neste caso a humanidade ainda não se libertou, mesmo em países ditos democráticos e civilizados, mas, destas noticias que nos torturam a consciência, sobre decapitações, que por exemplo a Arábia Saudita pratica, também em nome da versão rígida da “sharia” (lei islâmica), que este regime monárquico, segundo produtor de petróleo, a que o ocidente se curva e fecha cinicamente os olhos. Continua no século XXI de forma medieval a decapitar seres humanos, executados por carrascos como profissão tão valorizada por lá, cuja oferta de emprego, bem pode ser igualmente proporcionada pelo Estado Islâmico e seus horrores.

Porque se limita o ocidente, a umas envergonhadas e inofensivas críticas a tal tipo de regimes? Que critérios humanos podem balizar diferenças sobre a forma como olhamos para as decapitações em países como a Arábia Saudita, ou as igualmente bárbaras, humilhantes e repugnantes decapitações do EI?

Tal branqueamento, das decapitações praticadas por regimes “amigos”, que servem os vários interesses geoestratégicos do ocidente, são um perigoso precedente nos tempos que correm, porque acabam por estimular a indiferença que vem sendo um mau sintoma a proliferar no comodismo das sociedades ocidentais perante tanta afronta à dignidade humana.

arabia saudita

Enquanto em nome dos interesses económicos e geostratégicos, os poderosos do ocidente estabelecem estranhos e diferentes critérios para os mesmos métodos repugnantes e cruéis de tirarem a vida a um ser humano. A inquietante indiferença partilhada em liberdade e em democracia, vai-se instalando, mesmo manchada pelo sangue de decapitações praticadas em países como a Arábia Saudita em nome da sua justiça e versão do Islão, ou pelos jihadistas no Iraque ou na Síria quando, na sua missão de converter povos ao islamismo, praticam verdadeiros extermínios com idênticas decapitações, como imagem de marca dos seus métodos para chocar o ocidente, cada vez mais anestesiado, silencioso e comprometido perante tantos crimes, cujo carrasco, tanto pode ser contratado pelos “amigos” do ocidente, como pelos que foram organizados e armados em função de interesses geoestratégicos das potências do ocidente, para quem, acima do respeito pelos povos estão os interesses imperiais mesmo que isso implique decapitações de seres humanos.

Foto: Pesquisa Google

01jul15

 

 

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