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Exposição antológica traz a Matosinhos os ecos da memória de Carlos Marques

Um grande título para uma grande exposição: “1982 – 2015: Trinta e três anos de oficina ou a memória do regresso ao quarto dos brinquedos” está patente na Galeria Municipal de Matosinhos, até 17 de outubro. A visão abrangente da obra de um artista representado, entre outras, nas coleções do British Museum, em Londres, ou do Museu de Serralves. Patentes estarão quarenta obras – esculturas, pinturas, desenhos e relicários – que constituem uma referência no panorama da arte contemporânea portuguesa.

Busca de espaços de tangência e memória, numa espécie de impossível regresso ao paraíso perdido da infância, a exposição confere textura e consistência ao território da imaginação. “Revisitar espaços anteriormente percorridos, dados como explorados e eventualmente já resolvidos, pode ser interessante no âmbito do habitual e constante regresso ao lugar de origem, mas reveste-se de um sentimento misto de desejo e impossibilidade”, reflete o artista no texto que escreveu para o catálogo da exposição.

“Carlos Marques mobilou o seu mundo picto?escultórico, trabalhando a pedra, o bronze, o ferro, a madeira, a tinta na tela. Implicou?se na identidade dos materiais, orgânicos e inorgânicos, ocupou?se do sentido das formas, naturais e humanas. Relacionou enunciados, diversificou técnicas, combinou gestos, procurou estruturas, mudou escalas, visitou temas. Evocou memórias e referências, anotou origens e grafou ecos: convocada a presença dos atos e dos significados ativados pela arte, somos convidados a partilhar (não tanto o cenário quanto) a encenação onde o arquétipo e a emergência contracenam numa narrativa elástica, como que respigando o seu atelier”, considera o escritor Emílio Remelhe.

Nascido em Coimbra, em 1948, Carlos Marques foi professor associado de escultura da Faculdade de Belas Artes do Porto e cofundador da ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. Conta, no seu currículo, com inúmeras exposições coletivas e individuais. Em 1984 recebeu o Prémio Anual de Investigação de Escultura 83, da Academia Nacional de Belas Artes. A sua obra está representada nas coleções do “British Museum”, do Museu Amadeu de Souza Cardoso, do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, do Museu Teixeira Lopes e do Museu do Douro.

Horário: 2ª a 6ª feira das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. Sábados e feriados das 15h00 às 18h00. Encerra aos domingos.

Texto: Jorge Marmelo (AI-CMM)/EeT

Foto: Pesquisa Google

01ago15

 

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